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Geleia Geral 2013

Janio Ferreira Soares

Fosse hoje, Torquato Neto e Gilberto Gil teriam inúmeras opções para uma nova versão da genial Geleia Geral, que poderia ser assim: “Azeredo desfolha a bandeira e o fagueiro Dirceu se inicia, Rosemary, falante, faceira, no Planalto Central rodopia e no Banco Rural brasileiro o careca Valério anuncia: ê, Lula-yê-yê-yê-boi, mensalão que vem e que foi, ê Lula yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi.

Paulo Preto é a prova dos nove e Sarney é um porto seguro, minha terra é um rodízio de pizzas, e Brasília é onde o trigo é mais puro, cachoeira no delta-selvagem, Maranhão é o país do futuro. (Repete o refrão, com FHC no lugar de Lula e privatização no de mensalão).

É a mesma dança nas salas, nos gabinetes, em Paris, e quem não dança ensaia, Carnaval, Brown e Gil, mais um santo baiano, superpoder de paisano, barba branca, olho anil, metrô que não risca o trilho, Wanda Chase, Psirico, salve Baby do Brasil. Prefeito novato na área, armistício, céu de prata, bobeou vira Judas na praça, Ba x Vi na incompetência e raça, sons que envergonham o Farol da Barra, baiano é um povo massa/ordeiro/cordeiro/feliz.  (Repete o refrão, com Joaquim Barbosa no lugar de FHC).

Plurialva, contente e brejeira, miss Dilma Brasil diz bom dia, e outra moça também, miss Inácia, da janela examina a folia, salve o lindo pendão dos seus olhos, que o olhar de Eduardo Campos irradia. (Repete o refrão, agora com o ministro Fux na guitarra e todos os colegas do STF fantasiados de Caboclos de Lança tocando tambores do baque virado. Edison Lobão, seminu, dança um toré contra raios e apagões, enquanto Gabrielli, Luiz Caetano, Walter Pinheiro e Otto Alencar esperam a hora de entrar na dança com arcos, flechas e pinturas rupestres nos rostos. Pelegrino chora. Aécio assunta. Suplicy blowin’in the wind).

Renan desfolha a bandeira e o Congresso volta a ser colorido, viva Jader, Idelis e Salvattis, Ribamares, bigodes ao vento. Ê Dilma-yê-yê-yê-boi, pibinho que vem, pibão se foi, ê Dilma-yê-yê-yê, coitado do Mantega, meu boi”.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Paulo Afonso, no lado baiano do Rio São Francisco

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