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OPINIÃO POLÍTICA
Assembléia e Câmara
Ivan de Carvalho

Algumas coisas parecem já assentadas para o início de 2013, na política baiana.

Uma delas, sobre a qual não existe nenhuma dúvida de ordem política, é a quarta eleição consecutiva do deputado Marcelo Nilo para a presidência da Assembléia Legislativa.

Trata-se de uma proeza – oito anos seguidos na presidência do Poder Legislativo baiano. Não fiz pesquisa histórica, mas, se alguém a fizer, estou certo de que não encontrará precedente, mesmo sendo a Bahia, de acordo com o ex-reitor da UFBa, Albérico Fraga, um lugar em que qualquer absurdo teria precedente.

Certamente o quarto biênio consecutivo do deputado Marcelo Nilo na presidência da Assembléia não tem precedente por não ser um absurdo. Afinal, por que seria? É muito mais uma proeza, espetacularmente realizada sob os olhares compridos e penosamente concordantes do PT, partido no governo e detentor da maior bancada no Legislativo.

Há, na Assembléia, entre algumas dúvidas sobre a composição da Mesa Diretora de oito integrantes, a certeza de que, ao contrário do que tem ocorrido, não será concedida pela maioria à oposição a primeira vice-presidência. Isso tem a ver com as eleições majoritárias federais e estaduais de 2014, questão já explicada neste e em outros espaços da mídia e à qual certamente se voltará em próximas ocasiões. A própria oposição está conformada com este ponto, apenas quer reivindicar certos cargos da Mesa que dificilmente obterá.

Uma outra questão na Assembléia é a substituição de Paulo Azi na liderança da oposição, já que ele sucede a José Carlos Aleluia na presidência estadual do Democratas. Aleluia será secretário de Infraestrutura e Transportes de Salvador, sob o governo de ACM Neto. Não foi dada a última palavra, mas a tendência dominante é a de que o deputado Leur Lomanto, do PMDB (atualmente, primeiro vice-presidente da Assembléia), seja escolhido para a função.

Falou-se também, para a liderança da oposição, no nome do deputado Elmar Nascimento, mas este deu declaração de apoio a Leur. Além disso, embora venha fazendo oposição continuadamente, Elmar Nascimento é do PR, um partido que formalmente integra a base política do governo estadual – e está sob o comando do ex-senador César Borges, seu presidente estadual –, embora todos os quatro deputados estaduais do PR estejam na realidade na oposição, embora Reinaldo Braga (que tem um filho que vai assumir posto relevante na administração ACM Neto), não faça praça de seu oposicionismo em nível estadual. É do estilo, ele é muito jeitoso. Por enquanto, colegas estão dizendo que ele está na oposição, mas ele mesmo não o fez, nem desfez. Talvez seja preciso esperar para ver como votará certas questões.

Outra coisa considerada certa. Foi pelo ralo qualquer dúvida quanto à capacidade do futuro prefeito ACM Neto garantir-se um aliado na presidência da Câmara Municipal. O futuro presidente da Casa será Paulo Câmara, indicado pelo PSDB. O vereador Carballal, que se lançara candidato à presidência, e o partido dele, o PT, entenderam que não tinham condições de vencer. Fizeram uma reunião com Câmara, ouviram algumas promessas sobre a conduta que o futuro presidente pretende ter e resolveram, junto com o PC do B, apoiar sua candidatura. Se Carlos Muniz insistir, como até ontem, na candidatura dele, mesmo sem o apoio de seu partido, o PTN, será apenas um participante, não um concorrente. Talvez não persista até a hora da votação.

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