Cidade de Santo Amaro, meio orfã. teme
esquecimento com a partida de Canô/Folha
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DEU NA FOLHA DE S. PAULO

NELSON BARROS NETO

ENVIADO ESPECIAL A SANTO AMARO (BA)

A sensação geral nas ruas de Santo Amaro (a 67 km de Salvador) é que a cidade baiana corre o risco de “cair no limbo” após a morte de Dona Canô, ontem, aos 105 anos.

A mãe dos cantores Caetano Veloso e Maria Bethânia movimentava o município em eventos como a lavagem da igreja local e seu aniversário, sempre cercada de artistas e políticos –e alvos de cobertura da imprensa.

Além disso, era ela quem encampava campanhas para reformar creches e arrecadar alimentos, entre outras melhorias para a população local.

“Agora, Santo Amaro acabou. Espero que o prefeito e o governador façam algo pela gente, porque o município só era conhecido graças a Dona Canô”, disse a doméstica Dinair de Jesus, 36, no cemitério onde a matriarca foi enterrada no final da manhã de de ontem (26).

Segundo ela, Caetano e Bethânia precisam “reconhecer que Santo Amaro existe”, em um discurso não muito raro de se ouvir ao andar pela cidade de 20 mil habitantes.

A também doméstica Carolina Lopes, 25, fez questão de abordar a reportagem para falar algo parecido. “Caetano só cantava aqui quando a mãe estava viva. Duvido que volte a aparecer em pouco tempo”, afirmou.

Nenhum dos dois filhos ilustres de Dona Canô falou com repórteres presentes no velório e no enterro, nos últimos dois dias, em Santo Amaro.

Procuradas, as assessorias de imprensa de ambos os músicos disseram que eles não querem conceder entrevistas neste momento.

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