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Renan: desculpem, mas olha ele aí
preparando a volta.

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Direto da Varanda do blogueiro com antenas sempre ligadas no litoral norte de Salvador para o Bahia em Pauta (também):

A volta de Renan

Chico Bruno

A sucessão de Marco Maia (PT-RS) na Câmara e de José Sarney (PMDB-AP) no Senado é um jogo de cartas marcadas entre o PMDB e o PT, partidos que detém as maiores bancadas parlamentares nas duas Casas do Congresso Nacional.

Desde o primeiro mandato de Lula, as duas legendas se revezam nas presidências da Câmara e do Senado com apenas um lapso, a eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE) na Câmara a revelia do Executivo.

Uma experiência malsucedida. Severino renunciou, abatido por uma denúncia de corrupção.

O rodízio entre as duas legendas, uma exigência do Executivo, tem impedido a oxigenação do Poder Legislativo, além de ter produzidos grandes escândalos, como o Renangate e o caso dos atos secretos na gestão de José Sarney.

Esse revezamento maléfico ao Legislativo tem produzido práticas não republicanas no Congresso Nacional.

A possibilidade de o Senado voltar a ser presidido por um ex-presidente que renunciou ao cargo tragado por um escândalo que abalou o País, não enobrece a Casa, pelo contrário a empobrece.

Ao longo de cinco meses, em 2007, Renan foi ao inferno, com a condenação no Conselho de Ética e voltou ao paraíso, com a absolvição no Plenário pelo voto secreto. Ele foi acusado de receber recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.

Aliás, a possível candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL) é contestada por oito dos vinte senadores de seu partido, o que demonstra que se ele não é unanimidade nem no seu partido, não deve sê-lo nas demais legendas da base de apoio ao governo Dilma Rousseff.

Os senadores peemedebistas que torcem o nariz para a candidatura do alagoano têm trabalhado na articulação de outro nome, haja vista que Renan, ainda, não se lançou candidato.

A candidatura de Renan Calheiros com certeza vai aumentar a falta de credibilidade do Senado.

Ao oficializar o pleito, o alagoano verá desabar novamente sobre sua cabeça a tormenta provocada pelo escândalo Mônica Veloso e seus desdobramentos.

O Senado que está apequenado e a deriva pelas últimas trapalhadas necessita de sangue novo que privilegie mudanças radicais no modo de legislar.

É chegada a hora de colocar na ordem do dia uma nova pauta para o Parlamento.

Resumo da ópera.

Vale a pena repetir um alerta feito em artigo passado.

O ponto de partida da oxigenação do Parlamento é a eleição de presidentes para as duas Casas do Congresso Nacional sintonizados com novas ideias.

É hora de romper com o rodízio de parlamentares que já infelicitaram o Parlamento com ações e atitudes que desabonam o Poder Legislativo.

Afinal, errar é humano, mas insistir no erro é burrice.

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Comentários

Marcos Alberto on 7 Fevereiro, 2013 at 19:28 #

Bandidos de facções criminosas tem mais hombridade, e palavra do que esse projeto de ladrão, que se chama Renan Calheiros. Temos que nos mexer para acabar com o senado. O povo não precisa de politico. Nós precisamos é de engenheiros, medicos, metalúrgicos, dentistas, trabalhadores, e todos aqueles que produzem. Cansamos de sustentar vagabundos, ladrões e partidos.


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