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Maravilhosa interpretação de Mercedes Sosa para a composição de um dos maiores músicos da América Latina:Ariel Ramirez.

FELIZ NATAL!!!

(vhs)

dez
22
Posted on 22-12-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-12-2012

DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

O planeta Terra deixou de estar no caminho do asteroide, conhecido como 2011 ag5. Havia o risco chocar com a terra em 2040, mas agora os cientistas da NASA garantem que esta ameaça deixou de existir.

As incertezas sobre a órbita do asteroide, conhecido como 2011 ag5, estavam a preocupar a NASA, mesmo sabendo-se que esse risco de colisão, previsto para fevereiro de 2040, era muito pequeno (cerca de 1 por cento).

A incerteza causava alguma angústia aos técnicos, mas agora podemos respirar de alívio. Os homens da NASA, citados pela CNN, explicam que que a partir das novas observações, o planeta Terra deixou de estar no caminho deste visitante indesejado, um asteroide de 140 metros.


Dona Cecília, a mãe do cronista

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Meus caros Caetano e Bethânia

Janio Ferreira Soares

Leio que Dona Canô continua internada e talvez passe o Natal no hospital (BP: ela teve alta ontem e foi para casa em Santo Amaro). Sei que pode parecer intromissão de minha parte lhes sugerir algo numa hora dessas, mas o faço por experiência própria. Cancelem todos os compromissos e combinem com minha querida Mabel um revezamento diário na guarda daquela que é a canção mais importante de suas vidas, composta num tempo em que o mundo ainda se permitia acústico.

Vocês devem ter visto uma entrevista de Fernanda Montenegro na Folha de São Paulo, onde ela diz: “É inevitável. A velhice chega, os filhos têm suas vidas, suas casas e suas necessidades. Há uma preocupação de que é preciso dar atenção à famosa terceira idade. É um desassossego para os dois lados”. Ela tem toda razão. De uns tempos pra cá, nos acostumamos ao trivial telefonema para sabê-las bem e elas aprenderam a disfarçar para se dizerem fortes. E o resultado é que continuamos nesse “me perdoe à pressa…, qual, não tem de quê!”, que apenas vai adiando o inevitável encontro que fatalmente acontecerá na frieza de um quarto de hospital, onde o medo e a esperança estarão ali, ó, juntinhos, passeando com as mãos impregnadas de álcool gel.

Minha mãe chamava-se Cecília e, como a de vocês, também usava cabelos em coque e era dona de um sorriso arrebatador. Há menos de um mês ela se foi entre tubos, bips e uma turma de jaleco branco quase tão fria quanto a temperatura antibactérias da UTI. Enquanto lúcida, voltamos a ser crianças nas ruas de Glória, chupamos manga, umbus e tamarindo, tomamos banho de chuva e de rio, comemos um belo pirão de bode e rimos muito de nossos papéis (eu, uma mãe sem o mínimo instinto em sê-la, cuidando de meu lindo bebê com olhinhos neblinados implorando uma mão que apertasse a sua, um pingo de água para umedecer seus lábios, ou uma ajeitada na manta que teimava em deixar seus pés desnudos). A recompensa? Além de uma melhor aceitação da perda, um “eu te amo, meu filho!” daqueles que nunca mais ouvirei igual. Melhoras pra sua mãe e um Feliz Natal pra todos nós.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Paulo Afonso, lado baiano do Rio São Francisco

dez
22
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Bruno Aziz, hoje, jornal A Tarde (BA)

dez
22
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MÔNICA BERGAMO

COLUNISTA DA FOLHA DE S. PAULO

O interfone tocou ontem às 5h30 da manhã na casa do ex-ministro José Dirceu, na Vila Mariana, em São Paulo.
Um de seus advogados, Rodrigo Dall’Acqua, e a Folha pediam para subir.
O porteiro hesita. “Como é o seu nome? Ele [Dirceu] não deixou autorização para vocês subirem, a gente não chama lá cedo assim.” Ele acaba tocando no apartamento do ex-ministro, ninguém atende. Dall’Acqua liga para o advogado José Luis Oliveira Lima, que está a caminho. Telefonemas são trocados, e Dirceu autoriza a subida.

Na saída do elevador, o ex-ministro abre a porta de madeira que dá para o hall. Por uma fresta, pede alguns minutos para se trocar.

Abre a porta.

Pega a Folha entre vários jornais sobre uma mesa. Comenta algumas notícias. Nada sobre a possibilidade de Joaquim Barbosa, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), decretar a sua prisão ainda naquela manhã.

INTUIÇÃO

Está de camiseta preta e calça jeans cinza.
Senta no sofá da sala. A empregada ainda não chegou. Ele se desculpa. Não tem nada o que servir.

“Eu não vou dar entrevista para você, não”, diz à colunista da Folha.

“Podemos conversar, mas não quero gravar. Não estou com cabeça. Dar uma entrevista agora, sem saber se vou ser preso? É loucura, eu não consigo.”
E, diante da insistência: “Estou com uma intuição, não devo dar”.

Em poucos minutos, chegam o advogado Oliveira Lima, três assessores e uma repórter que trabalha no blog que o petista mantém.
Dirceu pega o seu iPad.

“Acho que eu vou lá [no escritório do apartamento] fazer um artigo para o blog. Mas falar sobre a situação econômica do Brasil, gente? Hoje? Eu não estou com cabeça.”

HORA MARCADA

Os advogados alertam: se houver ordem de prisão, a polícia deve chegar em meia hora, às 6h. Se até as 7h nenhuma viatura aparecer, é porque eventual ordem só sairia mais tarde. Ou então Barbosa não decretaria a prisão (o que acabou ocorrendo).

A Folha questiona se ele já tinha preparado a mala para ir para um presídio.

“Eu não. Eu fui procurar, estou sem mala aqui. Achei uma mochila esportiva. Depois o Juca [o advogado José Luis Oliveira Lima] leva as coisas para mim. Ele vai ser a minha babá.” No primeiro momento, só os advogados podem visitar o detento.

“Os policiais dão um tempo para a pessoa se arrumar [antes de levá-la presa]”, explica Oliveira Lima.

Dirceu diz acreditar que Joaquim Barbosa não determinará a sua reclusão. “Ele não vai fazer, ele estaria rasgando a Constituição.”
Diz que não está com medo da prisão. “Eu me organizo. Eu vou voltar a estudar. Vou fazer um mestrado, alguma coisa. E tenho que imediatamente começar a trabalhar na prisão. Até para começar a abater da pena.”
“Se eu for para [a penitenciária de] Tremembé 2 [no Vale do Paraíba], dá para trabalhar.” O presídio ofereceria as condições necessárias.

“Eu não sou uma pessoa de me abater. Eu não costumo ter depressão. Mas a gente nunca sabe o que vai acontecer. Uma coisa é falar daqui de fora, né? A outra é quando eu estiver lá dentro. Eu posso ter algum tipo de abatimento, sim, de desânimo. Tudo vai depender das condições da prisão. Às vezes elas são muito ruins, isso pode te abater muito.”

LEITURA

Dirceu ainda não sabe se, na cela, terá acesso a livros, jornais, iPad. “A lei permite, para o preso trabalhar e estudar. Tem gente aí até querendo mudar essa lei. Foi aprovada proibição no Senado, o PT bloqueou na Câmara.”
Se puder acessar publicações, acredita que o tempo passará mais rápido. “São 33 meses. Não é fácil.”
Analisa que poderá ser colocado numa cela com outro preso. “Isso pode ser bom, mas pode ser ruim também. Vai depender da pessoa.”
ESCOLA DO CRIME

Diz que não tem medo de sofrer eventual violência no presídio. “Mas em termos. É um ambiente de certo risco.”
Acha que o sistema carcerário nunca vai melhorar. “Isso não é prioridade de nenhum governo, nem dos governos do PT”, afirma.

“Nenhum governo nosso se preocupou com essa questão, nenhum Estado se preocupou em ter um sistema modelo. É caro, não tem dinheiro. O governo federal é que deveria dar os recursos. Nós [no governo Lula] fizemos, construímos os presídios federais para isolar os presos de maior periculosidade. Tinha que fazer, senão virava uma escola do crime.”
Os advogados consultam o telefone, os assessores leem jornais e a internet em busca de alguma pista sobre a decisão que Joaquim Barbosa em breve tomará.

‘OI, BONITINHA’

“Se ele [Barbosa] mandar me prender, vai pedir para que nos apresentemos, vocês não acham?”, pergunta Dirceu aos advogados. “Não vão mandar polícia aqui, eu acho que ele vai dar algumas horas para eu me apresentar em algum lugar.”

Atende o celular. “Oi, bonitinha. Você vem aqui me visitar?” É Evanise Santos, sua companheira, que estava em Brasília porque não tinha conseguido lugar no avião na noite anterior. Ela avisa que já está embarcando para SP.

“Para mim é uma tragédia ser preso aos 66 anos. Eu vou sair da cadeia com 70. São mais de três anos. Porque parte [da pena] é cumprida em regime fechado, mas depois [no semiaberto] vou ter que dormir todos os dias na cadeia. Sabe o que é isso?”

“Eu perdi os melhores anos da minha vida nesses últimos sete anos [em que teve que se defender das acusações de chefiar a quadrilha do mensalão]. Os anos em que eu estava mais maduro, em que eu poderia servir ao país”, diz.
LUTA POLÍTICA

“Eu transformei isso [mensalão] em uma luta política. Eu poderia ter ganhado muito dinheiro como consultor. Poderia estar rico, ter ganhado R$ 100 milhões. Mas é por isso que eu sou o José Dirceu. Tudo o que eu ganhei eu gastei na luta política.”

Ele avisa à Folha que o presidente do PT, Rui Falcão, chegará às 7h. E que terá que interromper a conversa.

“Eu sugeri a eles que fizéssemos uma manifestação em fevereiro, colocando 200 mil pessoas na rua”. “Eles” são o ex-presidente Lula e dirigentes do PT.

Acha que nem todos “da esquerda” fazem a avaliação correta sobre “a disputa política em curso”. “É preciso dar uma demonstração de força.”
A disputa, no seu entendimento, incluiria a desqualificação não só de petistas, mas da política de forma geral.

CLICHÊ

“Sempre foi assim. Parece clichê, mas em 1954 [quando Getúlio Vargas se suicidou] foi assim, em 1964 [no golpe militar] foi assim. Era a guerra contra a subversão e a corrupção. Depois entrou a Arena [partido que apoiou a ditadura]. Aí sim foi tudo à base de corrupção.”

Ele acha que o PT falhou ao não estimular, nos últimos anos, uma “comunicação e uma cultura” de esquerda no país. “Até nos Estados Unidos tem isso, jornais de esquerda, teatro de esquerda, cinema de esquerda. É uma esquerda diferente, deles, mas que é totalmente contra a direita. Aqui no Brasil não temos nada disso.”

A classe média está “vivendo num paraíso, e isso graças ao Lula”. Mas, ao mesmo tempo, está sendo “cooptada” por valores conservadores.
Já disse a Lula que “o jogo pode virar fácil. Nós [PT] não temos a maioria, a esquerda ganha eleição no Brasil com 54% dos votos”.
“É preciso trabalhar. A esquerda nunca teve uma vida tranquila no Brasil nem no mundo. Nunca usufruiu das benesses do poder.”

GRAMPOS

“De 1889 a 1946, o poder era militar. Tudo era decidido por tenentes e depois pela cúpula militar. Depois, o país viveu seu período político, mas sempre sob tutela militar, até o golpe de 64. Só em 1989 retornamos [civis]. É tudo muito recente”, diz.

“Ninguém hoje vai bater nos quartéis. A situação é outra: a esquerda ganha [eleição], mas não tem o poder midiático, o poder econômico. E nós [PT] nunca fizemos política profissional nas indicações do Judiciário, no Ministério Público, como outros governos fizeram. Nunca.”
Ele segue: “O Ministério Público e a polícia com esse poder, esses grampos… isso está virando uma Gestapo. Quando as pessoas acordarem, pode ser tarde demais.”

NATAL

Para Dirceu, a maioria dos empresários não apoia o que seriam investidas contra Lula e o PT. Teriam medo de uma crise política, com manifestações e greves combinadas com uma situação econômica mais delicada.
E o empresário Marcos Valério, pode atingir Lula com suas acusações?

“Esquece. Nem a mim ele conhece direito. Nunca apertei direito a mão do Marcos Valério.”
Os advogados o chamam na varanda. Dirceu em seguida diz à Folha que precisa encerrar a conversa. Ele ainda esperaria sete horas até que, às 13h30, Barbosa divulgasse que não mandaria prender os réus ontem. Fez as malas e foi passar o Natal na casa da mãe em Passa Quatro (MG).

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“E eu digo que ela é bonita”

Bom primeiro sábado do novo tempo maia!!!

(Vitor Hugo Soares)


Arquivo: Lula e Joaquim Barbosa, dois personagens
da semana em foto de outra temporada

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ARTIGO DA SEMANA

CERCADO, LULA ATACA

Vitor Hugo Soares

“Ataquei Paraíba e Pernambuco /Alagoas, Sergipe e Bahia/Dominei e fiz tudo o que queria /Dei trabalho aos soldados de Nabuco./O governo de lá perdeu o suco/ Procurei um lugar de mais reforço/Para atacar Mossoró eu fiz esforço/A viagem foi errada e foi perdida/ Fui feliz escapar com minha vida/ Que o chumbo de lá é muito grosso”.
(José Saldanha de Menezes Sobrinho, o Zé Saldanha, inspirado e saudoso poeta popular do Nordeste, em cordel sobre o cerco a Virgulino Ferreira, o Lampião, em Mossoró, no tempo do cangaço no sertão).

De volta a São Paulo e ao País, depois de périplo pela Europa (onde fez palestras ao lado de figuras de proa da política e dos governos, recebeu títulos e honrarias de instituições acatadas por lá e cá, além de conversar bastante para combinar discursos e acertar ponteiros com a presidente Dilma Rousseff), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emite, para aliados e adversários, sinais claros de mudança de rumo e de ações.

Pelo que informou, disse e fez esta semana do começo da temporada de Verão, o ex-presidente quer começar 2013 de um jeito que surpreenda aos dois lados do cabo-de-guerra, se algo ainda pode causar surpresa por aqui, além do fim do mundo.

Esta semana, para ser exato, em seu território preferencial, a região do ABC paulista, Lula fez os primeiros testes de sua nova conduta. Na verdade, uma antiga tática de guerrilha que deu fama e sobrevida a Lampião no tempo do cangaço no Nordeste: “Se estou cercado e acuado, vou para cima, e ataco”.

No plano jornalístico, factual, isso ficou evidente principalmente no anúncio feito pelo palanqueiro ex-presidente de que vai “voltar a andar por este País em 2013”.

Ou seja, para contextualizar melhor e tentar dar maior objetividade à parte meio submersa nesta história: estaria a ponto de ser ressuscitada, quase dois anos antes das eleições presidenciais, em 2014, as chamadas Caravanas da Cidadania. “O contato para conversa cara a cara com o povo”, como tem proclamado tantas vezes o ex-presidente.

Lula sempre considerou esses longos (e custosos física e financeiramente) percursos pelas entranhas do país, cruciais e decisivos para suas “viradas pessoais e políticas, depois de seguidas derrotas eleitorais ou de inferno astral inclemente e demorado.

À exemplo deste que ele enfrenta atualmente: tudo agravado desde o começo do julgamento dos réus no processo do Mensalão. Muitos deles petistas do primeiro time, parlamentares ou ex-aliados importantes de seu governo, agora já condenados e com futuro incerto. Entregues ao pulso e à decisão do firme e correto relator do Mensalão, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa. Isso ficou demonstrado mais uma vez, na tarde desta sexta-feira (21), na decisão de recusar o pedido de prisão dos réus condenados no julgamento do processo do Mensalão, antes do feito ter transitado em julgado. Com sabedoria, desarmou mais uma bomba deixada em seu colo.

Foi em tempos de crise como este (embora com traços essenciais de diferença no espaço e no tempo) , por exemplo, que Lula apelou para a suas caravanas. Nasceu assim (só para refrescar a memória) a travessia das nascentes, em Minas Gerais, à foz, em Alagoas, do Rio São Francisco. Da viagem, de barranca em barranca dos dois lados do rio da minha aldeia, nasceram imagens fantásticas utilizadas pelos marqueteiros na campanha eleitoral, além de entrevistas e discursos –muitos discursos -, projetos de governo: uns factíveis, outros mirabolantes e claramente eleitoreiros, a exemplo da Transposição das águas do São Francisco.

Para citar apenas este produto emblemático das caravanas pelo interior do Brasil, cuja reabilitação Lula anunciou esta semana em seus “encontros de solidariedade” com governadores (incluindo o tucano de Alagoas, Teotônio Vilela Filho) e principalmente com os sindicalistas da CUT em festa de posse no ABC, vale lembrar:

A transposição das águas do São Francisco (o rio da minha aldeia baiana, repito) já é o mais caro entre os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Só no atual governo da presidente Dilma Rousseff, os preços da obra monumental aumentaram 71% e saltaram para R$ 8,2 bilhões.

A obra se transformou em imenso canal escoadouro de recursos públicos. A primeira etapa da transposição, quando anunciada com pompas e circunstâncias, deveria ser inaugurada em 2012. O ano acaba, com o Nordeste mergulhado em uma das maiores secas de sua longa história de estiagens devastadoras, e tudo que a transposição produz até aqui são escândalos e mais cobiça.

“Amaldiçoado quem tiver pensamentos maus sobre estas coisas”, como dizem os franceses, na terra por onde o ex-presidente passou antes de anunciar a sua nova cruzada. Ou tática de guerrilha? Responda quem souber.

BOM NATAL PARA TODOS!!!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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OPINIÃ POLÍTICA

Hoje, o não-dia

Ivan de Carvalho

Bem, como o mundo não acabou de véspera e não existe, como dizem os cientistas, evidência científica de que isso vá acontecer hoje, o suposto não-dia do calendário maia, cujo “ciclo de contagem longa” teve ontem o seu último dia, vamos tentar abordar algum outro tema.

Mas não sem antes assinalar que é voz geral na Internet que o planeta X – apelidado de Nibiru, significando “o planeta da travessia” ou “aquele que cruza” ou ainda “aquele que atravessa” – pelos sumérios, penetra o sistema solar interno e vai se aproximando inexoravelmente da Terra, do que se aproveitará para fazer a maior bagunça possível aqui.

Também não sem antes assinalar que rola no Youtube há meses um vídeo em que Don Yeomans, do Jet Propulsion Laboratary (Laboratório de Propulsão a Jato dos Estados Unidos) explica sensatamente que o calendário maia não acabou, apenas o dia 21 passado encerrou um ciclo de 5.125 anos e ontem teria começado outro (se os maias ainda estivessem dando as caras lá pelo México). Assim como no dia 31 de dezembro vai terminar um ano dos nossos e no dia 1º de janeiro começa outro. Mas tudo bem arrumadinho dentro do calendário gregoriano. Os que discordam de Yeomans sugerem ou garantem que o fim daqueles 5.125 anos significa que uma Era acabou e outra, um novo estágio, está começando. Não é apenas como o pré e o pós-réveillon.

Também garante Yeomans que se estivesse vindo aí, já quase chegando, o planeta Nibiru, com tamanho estimado de quatro vezes o da Terra, “nós – supostamente, os cientistas – já o teríamos descoberto”, o que seria impossível de esconder com tanto astrônomo por aí, mas, assegura, não descobriram. Aí é que a porca torce o rabo, porque a Internet está juncada de vídeos, sites, informações que, com a mesma ênfase de Yemans, asseguram que uma grande conspiração de silencio e encobrimento está em curso e persistirá enquanto possível.

Que diriam, afinal, o JPL, a NASA, os governos dos países mais avançados do mundo, se confirmassem a aproximação do perturbador Planeta da Travessia? “É, bem, ele vem aí, vai produzir o caos na Terra e nós não podemos fazer nada a respeito, simplesmente não sabemos o que fazer”. E enquanto isso, segundo garantem muitas centenas de vídeos e sites na Internet, fazem cavernas, enormes bases subterrâneas, algumas interligadas por túneis, bunkers formidáveis. Isso para abrigar as elites políticas, financeiras, econômicas, científicas e algumas outras pessoas escolhidas.
Fantástico, mas tudo isso está amplamente posto na Internet junto com a negação enfática de Yeomans, do JPL. Menos fantástico, porque fato amplamente anunciado, é que, coincidindo com essa onda toda, há poucos anos inauguraram um banco mundial de sementes de todas as plantas comestíveis conhecidas no planeta, uma instalação presumivelmente à prova de cataclismos, na gelada Groenlândia.

Também bastante factual, porque à vista dos passantes pelas estradas norte-americanas, “centros residenciais” parecedíssimos com os campos de concentração nazistas – altas cercas de arame farpado e eletrificado, cartazes proibindo entrar com qualquer coisa que ajude um interno a sair – mostrando que os futuros residentes serão presos – imensos barracões de três, quatro andares. E amontoados, milhares e milhares de caixões de defunto com capacidade para três americanos cada um (brasileiros, menores e menos gordos, caberiam facilmente quatro). Caixões amontoados nos “centros residenciais” e à margem de muitas estradas.

A FEMA – sigla em inglês para Agência Federal de Gerenciamento de Emergência –, que ganhou extrema relevância após o ataque ao World Trade Center em setembro de 2001, administra os caixões e os “centros residenciais” que, somados, segundo as estimativas encontradas na Internet, podem abrigar-prender 40 milhões de pessoas.

Bem, não deu para cumprir a promessa inicial de abordar outro tema. Mil perdões.

dez
22
Posted on 22-12-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-12-2012

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DO YOU TUBE: TRAILER OFICIAL DO FIM DO MUNDO – 2012 – Participação especial do maior narrador do Brasil. by www.dmi.ag
Lançamento oficial mundial 21/12/2012
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Sensacional! Um sucesso nas redes sociais, principalmente no Twitter.

CONFIRA!!!

(VHS)

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