DEU NO CORREIO

Da Redação

Um homem invadiu uma clínica de fisioterapia e pilates e matou a tiros a esposa na tarde desta terça-feira (18). Clarissa Nunes, de 34 anos, era dona do estabelecimento, localizado no bairro de Vilas do Atlântico, na cidade de Lauro de Freitas, e morreu no local.

A vítima foi surpreendida por Anderson Coelho Nunes dentro da Clínica Galleria Corpore, na rua Praia de Itapoan, no início da tarde de hoje. Ele efetuou diversos disparos contra Clarissa e fugiu do local após o crime. Em seguida, Anderson foi para o condomínio Albatroz, na praia de Jauá, na cidade de Camaçari, e cometeu suicídio. O casal tinha três filhos.

O delegado da 23ª Delegacia Territorial (DT/ Lauro de Freitas), Joelson Santos Reis deu início às investigações, mas ainda não tem informações sobre a motivação do crime. No corpo de Clarissa, foram encontradas dez lesões provocadas pelos disparos de arma de fogo.

Crime passional na Graça

Nesta segunda-feira (17), um homem de 40 anos matou a ex-mulher a tiros próximo ao restaurante Mignon, no bairro da Graça. O crime aconteceu por volta das 8h30, na rua da Amélia Rodrigues. De acordo com informações da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM-Graça), o atirador, identificado como Guilherme Marotta Soares de Almeida matou a companheira porque não aceitava o fim do relacionamento do casal.

Guilherme, que trabalhava como vigilante na empresa Áquila, esperou a ex-mulher próximo ao local de trabalho e atirou diversas vezes contra ela numa rua ao lado do restaurante. Sônia Bárbara Oliveira Souza, 32 anos, trabalhava como cozinheira no restaurante Mignon e foi atingida por quatro tiros.

Bahia: violência contra mulher

A morte de Sônia Souza foi a terceira em casos de violência contra a mulher com motivação passional, registrados em Salvador e Região Metropolitana em menos de 24 horas. Na rua Dr. Jorge Costa Andrade, em Águas Claras, Maria Climendes Silva, 40 anos, morreu após ser atingida por vários golpes de faca no tórax.

O assassino era seu marido, Cosme de Assis Souza, 46, com quem ela teve três filhos. De acordo com a polícia, Cosme desconfiava que estava sendo traído, por isso cometeu o crime. Já em Alto de Coutos, uma adolescente de 17 anos morreu depois de ser esfaqueada na casa do namorado na noite de domingo. A suspeita da polícia é que o crime tenha sido cometido pelo companheiro da jovem.

Crimes semelhantes a estes compõem as estatísticas de assassinatos de mulheres na Bahia, oitavo estado do país onde mais ocorrem mortes desta natureza. A taxa é de 5,6 homicídios para cada grupo de 100 mil mulheres, de acordo com o Mapa da Violência 2012, produzido pelo Instituto Sangari e publicado pelo Ministério da Justiça.

A mesma taxa foi verificada em Salvador, que ocupa a 16ª posição entre as capitais do país. O índice supera o nacional, que é de 4,4 homicídios para cada grupo de 100 mil mulheres.

Na sexta-feira passada, os membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional encerraram a etapa de visitas e diligências nos estados. A previsão é que o relatório final da senadora Ana Rita (PT-ES) seja finalizado em março, quando é comemorado o Dia Internacional da Mulher.

Na Bahia, a visita da comissão ocorreu no mês de julho e, na época, foi constatado que o atendimento das mulheres vítimas de violência é comprometido pelo déficit de funcionários, equipamentos públicos e a falta de capacitação de quem trabalha diretamente com as vítimas. Dados fornecidos à CPMI revelam que na Vara Especializada de Atendimento às Mulheres de Salvador tramitam mais de 10 mil processos.

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Comentários

rosane santana on 19 dezembro, 2012 at 7:47 #

Acho engraçado que aqui se mata mulher todo dia – o amante, o marido ou namorado são os autores. Estupra-se também.Ninguém se escandaliza nem fica perplexo ante a banalização desses atos. Agora, todo mundo se mobiliza pelo desarmamento da sociedade americana – como se aqui esse não fosse um fenômeno social também – porque um psicopata de quando em quando (em menor intervalo do que a frequência com que se matam mulheres, índios, homossexuais e negros e pobres no Brasil) invade escolas e cinemas e mata pessoas. Bata-me um abacate ou como gosta de dizer a amiga Aninha Franco, só uma abacatada!


rosane santana on 19 dezembro, 2012 at 8:14 #

correção: este


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