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Hamilton será sepultado às 16h, no Campo Santo,
Federação
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DEU NO SITE DO ESPAÇO CULTURAL XISTO BAHIA (DA SECULT, BAHIA)
Adeus a Hamilton

É com muita tristeza que comunicamos que o nosso colega, Hamilton Vieira, coordenador do Cine-Teatro Lauro de Freitas, faleceu nesta madrugada. Ele estava hospitalizado há algumas semanas no Hospital Aristidez Maltez.

O enterro será no Campo Santo, às 16h. Às 15h, terá uma missa.

Hamilton foi um entusiasta da cultura e da vida.

Deixará muitas saudades.
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[Biografia] Hamilton Vieira
Nascido no bairro da Fazenda Garcia, em 19 de julho, há algumas décadas. Filho da dona de casa Maria da Glória Vieira e de Romualdo de Jesus Vieira, sapateiro e funcionário público da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, ambos falecidos. Concluiu o curso primário na Escola Úrsula Catharino (Avenida Sete de Setembro); ginasial, no Colégio Estadual Edgard Santos (Fazenda Garcia). Em 1982, graduou-se em Comunicação pela Escola de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (atualmente FACOM) é especialista em Educação e Desigualdades Raciais, pelo CEAFRO, instituição do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da Ufba.

Trabalhou nas redações dos jornais A Tarde, Tribuna da Bahia e Correio da Bahia, geralmente nos Cadernos de Cultura. Desde 2007 era coordenador do Centro de Cultura de Lauro de Freitas, órgão da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), pertencente a Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (Secult).

Foi o primeiro jornalista baiano a escrever longas reportagens, principalmente sobre cultura negra, a exemplo da Terça da Benção; história e importância dos blocos afros da Bahia; sambões juninos. No começo da década de 1980, escreveu artigos sobre a cultura baiana para a Revista Viver Bahia; para o Cadernos do CEAS (publicação dos padres jesuítas) e também para publicações do CEAO. Desde 1996 reside no município de Lauro de Freitas, onde trabalhou na Sede de Projetos da Secretaria Municipal de Educação de Lauro de Freitas (SEMED)

Foi um dos criadores do Projeto para a Capacitação dos Professores do município para trabalhar com conteúdos da Lei 10.693/03, que obriga as escolas da rede pública e privada trabalhar com temas ligados as culturas e história dos afro-brasileiros, africanos e indígenas. Atualmente sou também professor do MARV Pré-vestibular (Movimento de Apoio e Respeito à Vida), ONG de Lauro de Freitas. No Marv ensino a disciplina Cidadania e Atualidades. Pretendo voltar a estudar para fazer mestrado na área da Educação ou Antropologia. “ Sou uma pessoa espiritualista. Tudo que faço para mim é uma missão. Optei por estudar jornalismo, por acreditar que poderia denunciar situações injustas e contribuir para acabar com o processo de exclusão e marginalização dos negros na imprensa e outros grupos marginalizados como homossexuais, mulheres e outros. Até os anos de 1970, os negros, em geral, apareciam mais nas páginas dos jornais e noticiários televisivos como marginais. Felizmente isso é coisa do passado. Acredito também na educação e na cultura, como elementos de transformação das sociedades. Um povo que tem acesso a educação e a cultura têm elementos para serem mais sensíveis e humanizados. E isso contribui para a criação de uma cultura de paz, que o mundo precisa”.

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Comentários

Marcelo Fonseca on 13 dezembro, 2012 at 15:15 #

Hamilton Vieira – presente.


Mônica Bichara on 13 dezembro, 2012 at 15:23 #

Triste, Brohn, muito triste! Perdemos uma figuraça, um jornalista de atitude, que sabia se impor pelo profissionalismo. E Lauro de Freitas perde um excelente produtor cultural


Mônica Bichara on 13 dezembro, 2012 at 15:24 #

Corrigindo: Brown


Olivia on 13 dezembro, 2012 at 20:27 #

Um lutador, Hamilton lutou durante toda sua existência. Vá em paz. Minha homenagem ao querido Hamilton Vieira:
http://t.co/MBQOdRct


ana maria vieira on 13 dezembro, 2012 at 21:39 #

Pobre,negro e homossexual.A barreira tripla de preconceitos não impediu o jornalista Hamilton Vieira de lutar por seus ideais.
Graduado pela UFBA(antes das cotas)teve forte atuação no movimento negro,tema de várias reportagens suas.
Em A TARDE enfrentou resistência da direção, sempre fechada para matérias sobre o negro porque na ótica do vespertino não havia preconceito racial em Salvador,sendo necessário evitar falar sobre o tema porque seria um estímulo ao preconceito racial.
Diretores justificam que o jornal não tinha preconceito racial e apontavam a presença de Hamilton e Pedro Souza(também negro) como prova de democracia racial. Soava como se fizessem um favor,esquecendo-se que eles eram cidadãos e tinham direito ao emprego.
Hamilton tinha muita fé em Cristo(foi seminarista),mas questionava as incoerências do catolicismo.
Sensivel,amava o teatro,o cinema e a literatura,Há alguns anos vinha cuidando do teatro em Lauro de Freitas.
Mas não cuidou da saúde.Ou Deus tinha “agendado sua promissória para hoje?…..
Saudade, Hamilton.


lilian on 13 dezembro, 2012 at 23:02 #

Que a luz do Divino Mestre o ilumine.


Marcos on 13 dezembro, 2012 at 23:26 #

Conheci Hamilton Vieira quando ele fazia parte do Noviciado do Mosteiro de São Bento da Bahia, no inicio dos anos 80. Pessoa inteligente e de opinião.


Benedito Simões on 14 dezembro, 2012 at 9:49 #

Amigo querido, era sempre uma alegria revê-lo e um programa imperdível comer a feijoada na casa dos pais dele durante a Mudança do Garcia.


rosane santana on 14 dezembro, 2012 at 13:22 #

Prezada Ana Maria, assino embaixo.grande abraço, rosane.


MARIA SANDRA DOS SANTOS on 14 dezembro, 2012 at 15:42 #

lágrimas nos olhos e saudades no coração amigo. Que a terra lhe seja suave.


washington on 14 dezembro, 2012 at 16:07 #

Hamilton, de fui contemporâneo na atual Faculdade de Comunicação – em nosso tempo, Escola de Biblioteconomia e Comunicação – e em O Inimigo do Rei, fica a lembrança de uma pessoa íntegra, que considerava o Jornalismo uma forma de contribuir para transfornações no mundo e nas pessoas


Rubens Neuton on 14 dezembro, 2012 at 22:43 #

Foi triste saber da morte Hamilton Vieira por intermédio de um telefonema da colega Ana Maria Vieira, que neste site, traçou um perfil exato e verdadeiro da figura do agora saudoso colega.
Passado o susto, mas sem deixar de lamentar, fica o alento de saber que a passagem dele por aqui não foi em vão. Hamilton sabia da importância de sua ação contra o preconceito, discriminação e injustiça e, fiel aos seus principios, defendeu seus ideais com integridade, inteligência, sensibilidade e muita dignidade.
Tenho boas lembranças do nosso convívio por muitos anos na redação de A Tarde. Era um excelente colega de trabalho e um profissional ético e competente. Admirava sua postura discreta e educada, mas fortalecida pela firmeza de suas idéias e grandezas de suas ações. Com todo esse legado, sua ida vai fazer muita falta e deixar saudade.


Rubens Neuton on 14 dezembro, 2012 at 23:18 #

corrigindo

…. da morte de Hamilton
….. e grandeza


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