O reverendo José Funes, astrônomo mais graduado do Vaticano, disse nesta terça-feira, 11, que o mundo não acabará no dia 21, apesar das supostas previsões feitas pelos maias. Funes escreveu um artigo ao jornal L”Osservatore Romano, do Vaticano, no qual disse que “não vale nem a pena discutir os fundamentos científicos dessas afirmações (obviamente falsas)”, que estão sendo divulgadas na internet. O título do artigo é “O Apocalipse que não virá (pelo menos, por enquanto)”.

Funes disse que o universo está em expansão e que, se os modelos são corretos, em um ponto o universo sofrerá uma ruptura, mas isso poderá acontecer bilhões de anos no futuro. Segundo ele, mesmo assim os verdadeiros cristãos acreditam que “a morte nunca é a última palavra”. O calendário feito pelos maias, cuja contagem começou em 3.114 a.C., marca períodos de 394 anos, chamados de baktun. Os maias escreveram que o “significativo” 13º baktun acaba em 21 de dezembro.

(Deu no portal do Estadão , com infrmações são da Associated Press.)


Lula com Dilma, hoje, em Paris

===================================================

DEU NA FOLHA

RODRIGO VIZEU
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “mentira” as afirmações do empresário Marcos Valério à Procuradoria-Geral da República.

Segundo reportagem de “O Estado de S. Paulo”, Valério disse à Procuradoria, em depoimento dado em setembro, que foi responsável por pagar despesas pessoais do ex-presidente em 2003, por meio de depósitos na conta de uma empresa de Freud Godoy, ex-assessor particular de Lula.

Joaquim Barbosa defende que Ministério Público investigue Lula
PSDB decide pedir convocação de Marcos Valério em comissão no Senado
‘Delação premiada é coisa de canalha’, diz Jefferson sobre declarações de Valério
Valério diz que pagou despesas pessoais de Lula, segundo jornal
Líder do PSDB no Senado vai propor convocação de Marcos Valério

Ricardo Stuckert/Divulgação/Instituto Lula

Dilma e Lula em evento em Paris nesta terça-feira

O empresário também afirmou que Lula deu aval, pessoalmente, aos empréstimos usados para abastecer o esquema do mensalão.

“Isso é mentira”, disse Lula na saída do primeiro dia de seminário organizado por seu instituto e a Fondation Jean-Jaurès, ligada ao Partido Socialista francês, em Paris.

Rodeado de assessores e seguranças, o ex-presidente, que tem evitado falar com a imprensa, deixou rapidamente o local. Questionado se poderia responder mais perguntas sobre o caso, afirmou: “hoje, nem duas”.

Na noite desta terça-feira (11), Lula participará de jantar oferecido pelo presidente da França, François Hollande, à presidente Dilma Rousseff no Palácio do Eliseu.

Ao longo do dia, o ex-presidente se reuniu reservadamente com membros de seu instituto e com convidados do seminário, e, à tarde, acompanhou discursos de Dilma e Hollande no evento, além de outros convidados.

No julgamento do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Valério foi condenado a 40 anos, 4 meses e 6 dias de prisão, além do pagamento de R$ 2,7 milhões em multa.

ALIADOS

Aliados de Lula também trataram o depoimento de Valério como uma “mentira”.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), classificou de “profunda inverdade” as acusações. “A pessoa que disse não tem autoridade para falar mal do presidente Lula, que é um patrimônio da história deste país”, disse o presidente do Senado.

O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou que não há necessidade de se investigar o suposto envolvimento do ex-presidente Lula.

“Não é uma afirmação que mereça crédito, mereça consideração ou sequer investigação, eu acho que deve ser mandada para arquivo porque não merece, efetivamente, nenhum tipo de consideração”, disse Marco Maia.

Em nota, o PT classificou como “sucessão de mentiras envelhecidas” o depoimento de Valério. “Trata-se de uma sucessão de mentiras envelhecidas, todas elas já claramente desmentidas. É lamentável que denúncias sem nenhuma base na realidade sejam tratadas com seriedade.

Valério ataca pessoas honradas e cria situações que nunca existiram, pondo-se a serviço do processo de criminalização movido por setores da mídia e do Ministério Público contra o PT e seus dirigentes”, diz o texto assinado pelo presidente da legenda, Rui Falcão.

STF E OPOSIÇÃO

Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e relator do processo do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa defendeu que o Ministério Público Federal investigue o suposto envolvimento do ex-presidente Lula.

Sem dar detalhes do conteúdo, Barbosa disse que teve “conhecimento oficioso” (fora dos autos) do novo depoimento prestado por Valério.

Questionado se o Ministério Público deve abrir inquérito para apurar o envolvimento do ex-presidente, Barbosa concordou: “Eu creio que sim”.

Já a bancada do PSDB no Senado decidiu apresentar requerimento na Comissão de Constituição e Justiça para convocar Valério.

Ao comentar sobre o caso, o delator do caso do mensalão, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse que delação premiada “é coisa de canalha”.

“Delação premiada para salvar o próprio coro é coisa de canalha”, escreveu em seu blog pessoal.

Jefferson também diz que a declaração de Valério “não parece crível” e que o empresário, também condenado no mensalão, está “magoado”.

DEU NA FOLHA.COM

O deputado Romário (PSB-RJ) afirmou nesta terça-feira, na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, que a CBF “é uma instituição de corruptos e cheia de ladrões”.

A manifestação foi feita na audiência pública que debate sobre a situação dos estados que não participarão diretamente da Copa 2014.

“A ausência do presidente da CBF desta audiência pública, até sem mandar representante, é bem a cara da CBF”, disse Romário. “Eu também fui enganado por esse presidente (José Maria Marin), e a situação é tão grave que na rua já me falam que sentem saudades do presidente anterior (Ricardo Teixeira)”.

Para Romário, os estados que ficaram fora da Copa é porque não pagaram a “propina a Ricardo Teixeira”, afirmou. “Foi assim que aconteceu, quem paga mais leva. Os estados que mais pagaram propinas ao ex-presidente da CBF ficaram com a sede”.

O autor do requerimento para a audiência pública, deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA), abriu a sessão criticando a ausência de Maria Marin. “Lamento a ausência da CBF, que poderia ter enviado um representante. Por isso, estou pensando em apoiar a iniciativa do deputado Romário para instalar uma CPI na Câmara dos Deputados, pois esta casa merece respeito”, disse Francisco Escórcio.

“Eu também diria isso”, afirmou o jornalista britânico Andrew Jennings, que visitou a Comissão de Turismo e Desporto”, sendo aplaudido quando foi apresentado pelo deputado Romário.

Jennings, autor do livro Jogo Sujo, escreveu sobre os bastidores e e corrupção na Fifa, no recente episódio que culminou com a saída do ex-presidente da Fifa, Joáo Havelange, do conselho do Comitê Olímpico Internacional , e a renúncia de Ricardo Teixeira da CBF

DEU NO PÚBLICO

Um crime de ódio em cada cinco cometidos em 2011 nos Estados Unidos foi dirigido contra gays ou lésbicas, segundo dados fornecidos pelo FBI.

As motivações raciais representam a maioria destes crimes, ou seja 46,9% dos 6.216 incidentes que envolveram 7.697 vítimas e 5.724 agressores no ano passado.

Mas pela primeira vez nos registos da polícia federal americana, os crimes dirigidos contra pessoas tendo como único motivo a sua orientação sexual aparecem em segundo lugar, com 20,8%, ultrapassando os crimes ligados à religião (19,8%).

“Os dados de 2011 do FBI sobre crimes de ódio recordam-nos tristemente que, mesmo que tenham sido dados grandes passos em relação à igualdade perante a lei, os LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) continuam a correr perigo na América”, disse à agência AFP Chad Griffin, do Human Rights Council, um grupo de defesa dos direitos dos homossexuais.

A publicação destes dados surge três dias depois da decisão histórica do Supremo Tribunal de se pronunciar sobre a legalidade do casamento gay, proibido a nível federal mas reconhecido em nove dos 50 Estados norte-americanos.

http://youtu.be/d4RhNvjk4YI

Dá-lhe, santamarense, o primeiro a enxergar além do óbvio!!!.

Boa tarde de terça-feira a paulistas, gregos e baianos.

(Vitor Hugo Soares)


¨Triste Itália: olha ele aí de novo!!!

=====================================

DEU NO JORNAL “PÚBLICO”(PORTUGAL)

O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi acusou o atual chefe de Governo, Mario Monti, de ter levado a Itália para a recessão ao seguir a política ditada pela Alemanha.

Numa entrevista na segunda-feira à noite à estação de televisão Canal 5, Berlusconi, que anunciou que voltará a tentar ser chefe do Governo nas eleições de Março ou Abril, acusou Monti – que não será candidato – de ter aplicado uma política de austeridade “nociva”. Esta política, disse, foi planejada para beneficiar a Alemanha e permitir a este país, liderado por Angela Merkel, reduzir os custos do seu endividamente à custa dos outros países.

“O Governo de Monti seguiu a política alemã que a Europa trata de impor a outros estados e criou uma situação muito pior do que quando estávamos no Governo”, disse Berlusconi, forçado a demitir-se em Novembro de 2011 devido ao agravamento da crise financeira italiana.

Monti anunciou a demissão e marcou eleições legislativas antecipadas depois de Silvio Berlusconi ter dito que tentaria o seu regresso político, retirando o apoio do seu Partido Povo da Liberdade (PdL) ao Governo.

“Creio que é importante que o jogo político seja retomado na Itália e espero que com um maior grau de responsabilidade e maturidade”, disse Monti, que sucedeu a Silvio Berlusconi, ao confirmar que não será candidato ao cargo de primeiro-ministro e retomará o seu lugar no Senado de Roma.

Os mercados reagiram mal a esta crise – a bolsa de Milão caiu, arrastando consigo as praças europeias –, mas Berlusconi disse que não há motivo para “os mercados se agitarem”. “Quando eu representava a Itália na Europa, era um dos dois ou três chefes de Governo mais respeitados”, disse na entrevista. “E a verdade é que me opunha às exigências alemãs que arrastaram a Grécia para uma quase guerra civil.”

A campanha eleitoral na Itália, e à luz destas declarações, adivinha-se um período difícil, de grande desentendimento e de possíveis rupturas. O próprio Berlusconi anunciou que pode romper com o Povo da Liberdade, deixando de lado os antigos aliados que contestam o seu regresso e criando uma nova formação política de centro-direita para combater a esquerda e uma aliança que surja neste campo. Na semana passada, Pier Luigi Bersani foi eleito candidato à liderança do Governo nas primárias do Partido Democrata.

Berlusconi aproveitou o momento da eleição de Bersani para definir o seu regresso e abrir uma nova crise política em Itália dizendo que não permitiria que o país pudesse vir a ser governado por um ex-comunista. Ao Canal 5 disse que usará de todas as suas armas para manter a direita no poder, falando de uma aliança eleitoral com a Liga Norte.

Berlusconi apresentou-se, pois, como a figura da política italiana capaz de retirar o país da crise (financeira e política), depois de ter sido afastado do Governo precisamente pelo seu papel na criação dessas crises.

Quando foi forçado a demitir-se, em 2011, a revista Economist escreveu “Aleluia. Nunca desde que o patrocinador político de Silvio Berlusconi, Bettino Craxi, fugiu para a Tunísia para evitar ser preso por corrupção houve um primeiro-ministro italiano a sair do cargo de um modo tão humilhante. A noite passada, depois de finalmente se demitir, Berlusconi saiu por uma porta lateral do palácio presidencial para escapar uma multidão hostil, que gritava ‘palhaço’ e ‘mafioso’”.

=============================================

Sou mesmo xenófobo?

Gilberto Dimenstein

O deputado federal Jean Willys (PSOL-RJ) ajudou a movimentar ontem ataques contra mim nas redes sociais por causa da coluna que escrevi sobre o futuro secretário da Cultura de São Paulo, Juca Ferreira. Fui acusado de xenófobo.

Só posso atribuir a incompreensão sobre a coluna a dois fenômenos que se reforçam nas redes: a dificuldade de interpretação de texto, derivada de carências do ensino básico, combinada com a leitura apressada. Muitos leram apenas o título provocativo para levantar o debate e se deram por satisfeitos.

Basta ler a coluna para ver que, na verdade, eu defendo exatamente o contrário do que gente como o deputado diz que eu defendo.

O que fiz foi expor e criticar o incômodo que brotou em parte do meio cultural paulistano pelo fato de Fernando Haddad convidar alguém de fora.

E aí comentei que ser de fora pode ser até bom para a cidade. E, no caso de Juca, ainda coloquei que, por ser baiano, ele traz uma visão cultural que, talvez, possa ajudar São Paulo. E por vir de outra cidade talvez não fique refém das panelinhas culturais locais.

Escrevi que uma cidade que se pretende cosmopolita como São Paulo deveria apreciar a diversidade e, portanto, atrair talentos de todos os lugares.

Por incrível que pareça, conseguiram ver nisso xenofobia.

Mas eu vejo incapacidade de ler um texto até o fim. Ou de entender. Não sei o que é pior.

*
Aliás, meu pai, pernambucano, foi educado em Salvador. Minha mulher é baiana. Meu guia intelectual – o educador Anísio Teixeira – é baiano. Minha visão sobre aprendizagem está fincada no conceito de escola-parque, inspiração para que eu ajudasse a desenvolver com pedagogos e comunicadores o conceito de bairro-escola.

Para completar, fui criticado aqui pelos linchadores por ter defendido, em outra coluna, que São Paulo tem atraído tantos talentos baianos que deveríamos pagar royalties para a Bahia.

Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.



=============================================

Sou mesmo xenófobo?

Gilberto Dimenstein

O deputado federal Jean Willys (PSOL-RJ) ajudou a movimentar ontem ataques contra mim nas redes sociais por causa da coluna que escrevi sobre o futuro secretário da Cultura de São Paulo, Juca Ferreira. Fui acusado de xenófobo.

Só posso atribuir a incompreensão sobre a coluna a dois fenômenos que se reforçam nas redes: a dificuldade de interpretação de texto, derivada de carências do ensino básico, combinada com a leitura apressada. Muitos leram apenas o título provocativo para levantar o debate e se deram por satisfeitos.

Basta ler a coluna para ver que, na verdade, eu defendo exatamente o contrário do que gente como o deputado diz que eu defendo.

O que fiz foi expor e criticar o incômodo que brotou em parte do meio cultural paulistano pelo fato de Fernando Haddad convidar alguém de fora.

E aí comentei que ser de fora pode ser até bom para a cidade. E, no caso de Juca, ainda coloquei que, por ser baiano, ele traz uma visão cultural que, talvez, possa ajudar São Paulo. E por vir de outra cidade talvez não fique refém das panelinhas culturais locais.

Escrevi que uma cidade que se pretende cosmopolita como São Paulo deveria apreciar a diversidade e, portanto, atrair talentos de todos os lugares.

Por incrível que pareça, conseguiram ver nisso xenofobia.

Mas eu vejo incapacidade de ler um texto até o fim. Ou de entender. Não sei o que é pior.

*
Aliás, meu pai, pernambucano, foi educado em Salvador. Minha mulher é baiana. Meu guia intelectual – o educador Anísio Teixeira – é baiano. Minha visão sobre aprendizagem está fincada no conceito de escola-parque, inspiração para que eu ajudasse a desenvolver com pedagogos e comunicadores o conceito de bairro-escola.

Para completar, fui criticado aqui pelos linchadores por ter defendido, em outra coluna, que São Paulo tem atraído tantos talentos baianos que deveríamos pagar royalties para a Bahia.

Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.


dez
11
Posted on 11-12-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 11-12-2012


=====================================================
Sid, hoje, no portal Metro1(BA)

dez
11


===========================================

OPINIÃO POLÍTICA

O fundo do poço

Ivan de Carvalho

O constituinte brasileiro de 1988 tem sido qualificado de avançado, (talvez seja por isto que o PT se recusou a assinar a Constituição). Tem sido também qualificado de sonhador (por garantir coisas que só milagrosamente poderiam se concretizar). Tem sido qualificado de visionário. E ainda de extremamente detalhista, regulando coisas que melhor ficariam em uma resolução ou portaria.

Agora está a ponto de ganhar novas qualificações – as de bisonho e estabanado, desatento e enrolado. É o que se depreende das discussões e votos da sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal sobre se as sentenças condenatórias do STF são ou não determinantes para a perda dos mandatos dos réus condenados que são parlamentares ou se é ao Congresso (no caso, à Câmara) que cabe dar a palavra final.

O artigo 15 da Constituição estabelece que uma condenação criminal transitada em julgado leva à cassação dos direitos políticos e, consequentemente, à perda de mandato. Entenderam que a perda do mandato é automática, cabendo à Câmara, tão somente, declará-la formalmente, sem alternativa, os ministros Joaquim Barbosa (presidente do STF e relator da Ação Penal 470, isto é, do processo do Mensalão) e os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.

Ocorre que o artigo 55 determina que um deputado ou senador condenado perderá o mandato, mas determina também que a decisão cabe à Câmara ou ao Senado, “por voto secreto e maioria absoluta”. Como é mesmo? Determina que perde, mas determina que isso ocorre “por votação secreta e maioria absoluta”. Se tem votação, o resultado pode ser a favor ou contra, ou não faria sentido votar. Então esse artigo, ao contrário do outro, não determina que o condenado perde o mandato, melhor seria dizer que pode perder – ou não.

Bem, com o malemolente artigo 55, um primor de dispositivo constitucional em cima do muro, votaram os ministros Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Dias Toffoli e Carmen Lúcia.

Resultado da sessão de ontem: quatro votos a quatro, empate. E o presidente Barbosa encerrou a sessão e marcou outra para quarta-feira – a decisão sobre o destino dos mandatos dos três deputados condenados. Com o escore em quatro a quatro, o ministro Celso de Mello, que ainda não votou, é o fiel da balança, a não ser que algum dos ministros que já votaram mude seu voto. Celso de Mello, decano do STF, em intervenções ao longo da sessão de ontem, já defendeu que a palavra final é do tribunal, cabendo à Câmara apenas formalizar a decisão, sem decidir (votar) coisa nenhuma. Caso Celso de Mello – para quem a perda dos direitos políticos acarreta a perda do mandato – vote como indicou e nenhum ministro mude o voto, a decisão será por cinco a quatro pela perda automática do mandato, a ser apenas necessariamente declarada pela Câmara.

Mas o presidente da Câmara, o deputado Marco Maia, do PT, fez declarações segundo as quais a Câmara não deve submeter-se ao Supremo Tribunal Federal e, mesmo que o STF decida pela perda automática do mandato, a Câmara deve fazer a tal votação secreta para decidir se declara a extinção dos mandatos dos deputados criminosos. No voto secreto.

Imaginemos que decida pela persistência do mandato do criminoso condenado. Aí, no uso de suas atribuições, a Câmara vai votar um projeto de lei, o orçamento da União, uma emenda constitucional. E o presidente Marco Maia então pergunta pelo telefone vermelho: “Como vota aí de sua cela Vossa Excelência, deputado fulano?”.

Mas imaginemos ainda que o deputado fulano seja líder de bancada ou bloco. E o presidente, numa votação simbólica, pega o telefone vermelho e respeitosamente indaga: “Como votam o nobre líder Ali Babá e sua nobre quadrilha?”.

Que não desçamos tão baixo.

Pages: 1 2

  • Arquivos

  • dezembro 2012
    S T Q Q S S D
    « nov   jan »
     12
    3456789
    10111213141516
    17181920212223
    24252627282930
    31