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DEU NO BLOG DO ROVAI

O ex-ministro Juca Ferreira aceitou o convite do prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, e assumirá a pasta da cultura da cidade de São Paulo partir de janeiro.

Juca foi secretário-executivo de Gilberto Gil de 2003 a 2008 e assumiu o ministério nos dois últimos anos. A gestão Juca-Gil é referência internacional pela forma como eles atuaram com o movimento social do setor e também pela implementação do Cultura Viva e a relação com a cultura digital.

Juca foi convidado na quarta-feira e só deu o sim a Haddad na noite de ontem. Ele estava morando em Madrid, Espanha, e trabalhava na secretaria geral Ibero-Americana, órgão da Cúpula Ibero-Americana de chefes de Estado e de governo, que reúne 22 países, Brasil incluso.

Atualmente Juca é filiado ao PT, mas durante todo o tempo que esteve no MinC foi do PV, partido pelo qual teve dois mandatos a vereador em Salvador.

Juca também teria recebido convite de Jacques Wagner para assumir a secretaria de Cultura do Estado da Bahia. As pessoas com as quais se relaciona politicamente avaliaram que o convite de Haddad neste momento da história de São Paulo era irrecusável.

http://youtu.be/VILKah17TB4

A música de Gilberto Gil, cantada divinamente pelo artista baiano no encerramento do Programa do Jô na noite-madrugada de sexta para este sábado glorioso da Conceição da Praia, em Salvador.

Sem nenhum favor, que Gil não precisa disso: foi um dos mais bonitos e significativos momentos (o programa inteiro) da história do programa da TV Globo. Talvez o maior.

Gil e Jô de parabéns.

A música vai dedicada à Clarice, bonita, doce, afetuosa afilhada, aniversariante desta data(8/12). Baiana da gema, morando no Estado do Rio atualmente. Para Clarice, parabéns, abraços e afetos do BP, em especial dos padrinhosa que a amam e admiram.

(Hugo e Margarida)

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CRÔNICA

Três conselhos e uma sentença

Janio Ferreira Soares

1) – Bem que eu lhe avisei: “Lula, cuidado com essa Rosemary!”, mas você parecia enfeitiçado! Agora tai com essa cara de quem comeu e não gostou. Bem feito!

– Mas Marisa, como é que eu ia adivinhar que mais uma vez seria apunhalado pelas costas?

– Revendo seus conceitos, homem! Ou você faz isso ou seu lombo vai terminar igual a uma tábua de pirulito.

– Ô minha galega, nem fale em pirulito que eu me lembro daqueles lá de Caetés que deixavam meus dentes cariados, mas eu me lascava todo!

– Continue brincando que um dia a casa cai!

2) – Pense bem, Glória, esse negócio de mais uma novela num país exótico, sei não, o telespectador não é tão bobo assim.

– Mas agora é diferente. A protagonista vem desses filmes modernos, Febre do Rato, essas coisas bem mangue beat. Ela vai morar na ex-comunidade da empreguete Penha. Enquanto isso Capitão Herculano, aquele cangaceiro de Cordel Encantado, vai passear de balão na Turquia e se envolve com a nora de Jair Rodrigues e com a filha de Fábio Júnior. Aliás, talvez eu transforme uma das duas num travesti para formar um casal bizarro com o filho de Gretchen, sei lá, tou cheia de ideias. Ah, e tem uma música nova de Roberto Carlos que vai tocar tanto que logo o Brasil sentirá saudades de Ai, Se Eu Te Pego.

– Sei não, sei não, tá tudo muito confuso!

3) – Lembra o que eu lhe dizia? “Lula, esse negão não é de confiança!”.

– Mas Dirceu, o Bastos me garantiu que ele era do nosso time e que seria bom pra minha imagem nomear um afro para o STF.

– Vou lhe confessar uma coisa, a prisão eu até aguento, mas suportar o fato de Esse Cara Sou Eu se transformar na trilha sonora desse meu drama aí já é demais. Se pelo menos fosse algo parecido com Coração de Estudante. E o pior é que já tem engraçadinho escrevendo Esse Cara é Dirceu, uma paródia sem nenhum cabimento. Sinceramente, acho que vou fraquejar.

– Calma, companheiro, calma que eu vou lhe mandar uns charutos cubanos e…

– Eu só preciso de uma coisa, amigo. Uma boa corda de sisal torcido pra suportar o peso da minha pseudo-culpa.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura, Esportes e Turismo de Paulo Afonso, do lado baiano do Vale do Rio São Francisco

dez
08
Posted on 08-12-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-12-2012


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Jarbas, hoje, no Diário de Pernambuco (PE)

dez
08


Niemeyer:o mundo e o país ficam menor sem ele

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ARTIGO DA SEMANA

A morte do arquiteto e FHC

Vitor Hugo Soares

Não fosse a noticia da morte de Oscar Niemeyer na noite de quarta-feira (5/12), alçada às manchetes e a outros espaços de destaque dos mais importantes meios de comunicação impressos e eletrônicos do mundo – como a poeira de prata que se espalha incontida como no final do romance “Opinião Pública”, de Eduardo Zamacois – e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso seguramente seria o personagem desta primeira semana de dezembro de 2012.

É factual, embora entristecedor, que aqui e ali – no Brasil, principal e desgraçadamente – algumas poucas vozes insanas e carregadas de mágoas, ciúmes e rancores ideológicos, tenham tentado reduzir com ofensas pessoais e sandices, a magnitude da vida e da obra do arquiteto carioca. Ainda assim – doa em quem doer – ninguém chegou perto de conseguir nem mesmo arranhar o reconhecimento planetário da grandeza (profissional e humana) do comunista Oscar Niemeyer.

É preciso respeitar “Sua Excelência, o fato”, como recomendava o velho timoneiro do MDB, Ulysses Guimarães. Outro grande na memória do país, que partiu há mais tempo. Ou, como alguns acreditam piamente, “segue encantado” sob as águas do Oceano Atlântico, onde caiu em tarde de tempestade o avião que o conduzia de volta a Brasília, depois de um feriadão de descanso na região dos lagos do Rio de Janeiro.

FHC, o vivíssimo presidente honorário dos tucanos (e guru político e intelectual de tanta gente mais fora dos partidos espalhada por aí), fica em distante, mas honroso, segundo lugar entre os destaques desta semana para não esquecer. Podem acreditar: diante de tudo que se viu e ouviu por aí nesses primeiros dias do último mês do ano, isso não é pouca coisa.

Verdade seja dita: foi marcante a passagem e a performance do ex-presidente FHC por Brasília, dois dias antes da morte de Niemeyer, o arquiteto que concebeu e moldou a cidade com seu traço singular e inigualável. Queiram ou não os maledicentes que, em geral, jamais construíram nada, à exceção de potes e potes cheios de mágoa e inveja.

Mas voltemos a FHC, para não perder o rumo destas linhas. A começar (mal comparando com acontecimentos recentes, na campanha municipal em São Paulo, tendo o ex-presidente Lula e o ex-ministro Fernando Haddad, do PT, como protagonistas) pelo fato do líder tucano ter desembarcado no Planalto Central trazendo Aécio Neves debaixo das asas.

Foi lançar o senador e ex-governador de Minas Gerais como candidato do PSDB (e, quem sabe, das oposições, o sonho mais acalentado) à sucessão da presidente Dilma Rousseff, nas eleições de 2014 .

“No encontro com os autarcas tucanos”, como registrou o importante jornal português Diário de Notícias, Fernando Henrique tentou mexer com a apatia preocupante no seio do principal partido de oposição no Brasil, aumentada com a derrota de um dos marechais das tropas tucanas, José Serra, na disputa pela prefeitura da mais importante cidade País.

FHC fez um dos discursos mais contundentes da sua larga trajetória de tribuno parlamentar e de respeitável palanqueiro. Em alguns momentos da fala para os prefeitos, lembrou o vigoroso combatente contra a ditadura que este jornalista viu em manifestação memorável no Largo do Terreiro de Jesus, em Salvador, ao lado de Ulysses, Tancredo Neves, Chico Pinto, entre outros, no tempo do “navegar é preciso”.

Em outros, FHC buscou ser o estadista de uma época de transição, ou o mestre da academia dando aulas de conduta ética , moral e cívica aos seus “alunos”. Estabelecendo confrontos e traçando diferenças entre tucanos e petistas, definindo novas estratégias para futuros combates, lançando o anzol, principalmente em águas pernambucanas e cearenses, para pescar novas alianças e novos aliados.

Houve momentos em que, claramente, FHC chamou os adversários para brigar no meio da rua. Como os garotos que conheci no tempo de escola primária nas cidades à beira do Rio São Francisco onde morei na infância. Na rua, o garoto que queria briga traçava uma linha na areia com o pé. Cuspia em cima e dizia: “É a sua mãe”. O inimigo reagia na certa. “E o pau cantava para valer”.

Para FHC, PSDB é muito diferente do PT nas questões morais e éticas. Disse ele aos prefeitos reunidos em Brasilia, que os petistas que estão sendo condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – incluindo o ex-ministro José Dirceu – alegam de forma errada que estavam cumprindo uma missão.

“Estão sendo condenados por crimes que cometeram. Ninguém está sendo condenado pelo passado. Na cabeça deles, podem estar cumprindo uma missão. Na nossa, não. Nós somos diferentes do PT”, frisou o ex-presidente da República, sob aplausos dos tucanos cheios de si.

Mas o conceito não bastava, e FHC partiu para o confronto direto com os governos petistas de Lula e Dilma: “As agências estão carcomidas. Foram divididas entre os partidos. E a transposição do Rio São Francisco? Um descalabro. E os estaleiros? E as plataformas? Esse voluntarismo está ligado a uma política errada, de que o Estado faz o que quer. Aumentaram os impostos. Agora, 36% do PIB. E estão transformando os recursos em gastos correntes. O nosso PIB é um PIB pigmeu. O que falta é competência”, discursou o ex-presidente.

FHC, segunda-feira, 3, fez no Planalto Central como os garotos do sertão antigamente, quando queriam medir forças. Dois dias depois, quando os petistas se armavam para reagir, sobreveio um motivo superior capaz de estabelecer trégua momentânea nos dois lados: a morte do grande arquiteto, Oscar Niemeyer.

Quando terminar o luto oficial de sete dias decretado pela presidente Dilma (ou antes), é quase certo que virá o troco dos petistas. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

dez
08

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The Dave Brubeck Quartet, “Bluette”, enquanto a lágrima desliza saudade. Sem parar. Boa Noite!

(Gilson Nogueira)

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OPINIÃO POLÍTICA

A demissão de Mantega

Ivan de Carvalho

Não sei bem a razão, pode ser má vontade ou antipatia, ou interesse de que a economia brasileira cresça para a da Inglaterra e outras pegarem uma carona. Mas pode ser também, admita-se, um desejo genuíno de ajudar.

O fato é que a renomada e sisuda revista britânica “The Economist” sugeriu, em editorial, a demissão do ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, por causa do fraco desempenho do crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro – 0,6 por cento no terceiro trimestre deste ano. Uma titica.

A revista afirmou que a presidente Dilma Rousseff, se recuperar a confiança dos investidores, precisa providenciar uma nova equipe econômica. E sugeriu que, nesse departamento, a primeira medida deveria ser a demissão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, devido a suas previsões otimistas e não confirmadas sobre o crescimento do PIB.

A lógica da revista britânica é perfeitamente aceitável: se o ministro erra feio nas previsões sobre o PIB, chutando sempre para cima a bola que vai para baixo, ou ele é um panglossiano ou está querendo enganar a galera. Caso em que seria um bobo, pois logo vêm os números reais sobre o deficiente crescimento do PIB e as previsões relativamente otimistas antes feitas acarretam o descrédito do profeta.

Extrapolando os limites da ofensa, a revista britânica acusou a economia brasileira de ser uma “criatura moribunda”, que ficou paralisada e luta para se recuperar, dando a entender que, com Guido Mantega, não dá.

Mas é claro que, apesar de abalado com essa artilharia pesada, nosso nacionalismo não poderia deixar sem resposta a ousada intromissão da revista na política econômica da pátria amada. Assim é que ontem o ministro do Desenvolvimento (?), Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, criticou a revista, afirmando que “no dia em que a ‘Economist’ nomear ministro no Brasil, deixaremos de ser uma República Federativa”. Pimentel está coberto de razão. Só faltou dizer que passaríamos a ser parte de “um Reino Unido”.

Pimentel garantiu ainda que o Brasil está na direção certa e registra forte crescimento (mas com esse pibinho?!), comprovado pelos indicadores de investimentos no país. Parece que o ministro aí estava falando de desenvolvimento futuro e nesse negócio de futurologia o repórter não vai questioná-lo. Pimentel disse que em 2013 o crescimento do PIB brasileiro certamente será acima da média mundial, mas a revista “The Economist” estava falando do PIB de 2012, especificamente do terceiro trimestre deste ano – e das previsões superlativas, não cumpridas, de Guido Mantega. Quanto a 2013, ainda vem aí, se o calendário maia deixar.

MEIA SOLA – Têm se repetido em várias partes do mundo e já são quase rotina no Brasil os apagões, interrupções no fornecimento de energia elétrica, não raro inexplicadas satisfatoriamente. Isto recomendaria que os governos começassem a tomar algumas providências. Uma delas, o governo brasileiro e até governos estaduais poderiam adotar sem grandes dificuldades: tornando obrigatória a existência de pelo menos uma bomba manual para fornecimento de gasolina e álcool e outra para diesel nos postos de combustíveis, nas cidades, mas com muito mais urgência nas estradas.
Se houver problemas sérios de custo de instalação, os governos poderiam financiar ou até arcar com o gasto em benefício do serviço prestado aos consumidores. Para as pessoas não ficarem na estrada à espera da restauração da energia – que pode demorar muito, a depender da causa da interrupção e do estrago que ela produziu. Se a causa for uma grande emissão solar de massa coronal…

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