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Posted on 07-12-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-12-2012

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Cassia Eller, sem tristeza

Maria Aparecida Torneros

Ela só pedia a Deus um pouco de malandragem. Sua geração, sucesso dos anos 90, mocidade vivida entre Brasília , Minas e Rio de Janeiro, nos legou um tipo de música cuja interpretação tão forte é um símbolo dos pós anos 70, os filhos daquela gente que ia ser hippie e ia mudar o mundo. Cássia Eller faria 50 anos esta semana, parece que ela ainda está por aí, nos nossos recantos onde observamos as garotinhas que quase 50, as mesmas que tiveram a coragem das mães solteiras, das mulheres destemidas, de pares reais ou efêmeros, de gente cuidadosamente descuidada com a própria vida.

Seus contemporâneos, Cazuza e Renato Russo, eram tão bons e tão fascinantes, na sua arte, que seguem nos encantando tal o nível de criatividade e expressão musical. Cassia tinha uma voz tão forte e tão destemida, ela era um furacão e ao mesmo tempo era doce. Um documentário especial homenageando seus 49 anos, na Globo News, mostrou facetas da cantora e depoimentos sobre trajetória de vida e sua estrada de sucesso. Zelia Duncan falou da docilidade que ela podia imprimir na própria voz , quando queria, como se uma gama de possibilidades vocais a separassem do lugar comum.

Cássia Eller e Nando Reis, uma dupla de extasiar, cantando Relicário, imperdível e inesquecível. Lembro de um carnaval na Bahia, transmitido na televisão, quando a Cássia apareceu de seios de fora, solta como um pássaro, ela cantou “““Polly”””, do Nirvana, em pleno carnaval da Bahia, e deixou o Vanutty sem falas quando mostrou os peitos, no gesto irreverente e natural.

Em 2002, Armandinho e seu trio elétrico que desfilou no circuito Barra-Ondina no carnaval de Salvador fez uma homenagem a ela, durante a apresentação do bloco “Trio Fobicão, na avenida. Depois de mencionar a criação da guitarra elétrica e do trio elétrico, obra de Dodô e Osmar, Armandinho emendou uma homenagem à cantora Cássia Eller, que morreu em dezembro de 2001, vítima de infarto, com a música “““Malandragem”””.

Num trecho de artigo de autoria de Hagamenon Brito, vale ressaltar o que ele diz :”””filha de um sargento paraquedista do Exército e mãe dona de casa, Cássia Eller completaria 50 anos. Quis o senhor da razão e da emoção, porém, que a cantora carioca partisse cedo demais, aos 39 anos, em 29 de dezembro de 2001, de infarto.

Entretanto, caros admiradores da irmãzinha tímida e rebelde de uma geração, uma década depois de sua morte não existe motivo para tristeza e, sim, celebração por tudo aquilo que Cássia Eller viveu – de modo intenso -, cantou e deixou. Dois lançamentos da gravadora Universal homenageiam a única cantora que rivalizou com Marisa Monte nos nos 90 em impacto e relevância na música brasileira – mas que, diferentemente da comportada MM, foi rock’n’roll em atitude e irreverência no palco e na vida pessoal”””.

Ela nos deixou um relicário imenso, se contabilizarmos suas interpretações tanto nos lançamentos em vida como nos álbuns lançados pós-mortem e agora, nas edições que homenageiam sua memória com um trabalho coordnado e remasterizado por Carlos Savalla, intitulado O Mundo Completo de Cassia Eller, que reúne, em nove CDS, todos os álbuns da artissat e mais o DVD do show Violões, de 1996.

Faz bem lembrar que ela gravou Clarice Lispector, Que o Deus venha, poema musicado por Cazuza e Frejat. Importante voltar no tempo e ouvi-la interpretar No me quites pas, e nunca esqueçamos que ela ainda é mesmo uma garotinha rebelde, mãe do Chicão, ousada, nos contando que mudaram as estações… Tudo era pra sempre, sem saber que pra sempre, sempre acaba…

”””Mas nada vai conseguir mudar… nem desistir nem tentar, agora, tanto faz”””, garotinha Cássia, você estará sempre de volta para a casa… que é o coração de gerações que aprenderam a respeitar sua passagem por aqui e a amar sua arte inquietante. “““Palavras ao vento”””, talvez você esteja mesmo coberta de razão, anda por aí tentando encontrar o tal amor que jamais será palavras apenas, palavras pequenas… Você conquistou o seu lugar na paixão da vida agitada e sôfrega, agitou, agita ainda, pois ainda não se superou e tem fôlego para seguir encantando novas gerações, afinal, “““quando o segundo sol chegar para realinhar as órbitas dos planetas”””, você estará na frente, pois este outro cometa tem um nome: Cássia Eller…

Cida Torneros, jornalista e ecritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida e colabora com o BP

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DEU NO PORTAL DO ESTADÃO

Cristiane Teixeira

BERLIM – Berlim foi palco do único comentário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Operação Porto Seguro, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no mês passado e que investiga um esquema de venda de pareceres técnicos, tráfico de influências e corrupção em órgãos federais.

“Não, não fiquei surpreso”, disse Lula à imprensa nesta sexta-feira, 7, na capital alemã, ao ser questionado sobre a operação.

Pela manhã, o ex-presidente apresentou uma palestra para um público de cerca de 900 pessoas no congresso internacional do Sindicato dos Metalúrgicos da Alemanha.

À tarde, Lula foi o convidado da fundação política alemã Friedrich Ebert para o colóquio sobre o papel do Brasil na nova ordem mundial que reuniu cerca de 450 pessoas. Além de Lula, participou do evento o líder da bancada social-democrata no Parlamento alemão, Frank-Walter Steinmeier, opositor ao partido da chanceler Angela Merkel.

No sábado, 8, Luiz Inácio Lula da Silva segue para Doha, no Catar.

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07

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O Clip de Sinatra vai para Marcia, moderadora deste site blog, lembrar da linda festa do casamento de Natascha e Fabrício no Bahia Hall, sábado passado.

Dance, Marcita. Dance. E parabéns mais uma vez!!!

(VHS)

dez
07
Posted on 07-12-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-12-2012

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DEU NO IG

Um forte tremor de terra atingiu o nordeste do Japão nesta sexta-feira, por volta das 17h30 (6h30 de Brasília). De acordo com a agência de notícias Reuters, o tremor chegou a 7,3 pontos na escala Richter. A área de Miyagi, Sendai e Fukushima, a cerca de 500 km ao norte de Tóquio, foi a mais atingida.

Um alerta de ondas de até um metro foi lançado pelo governo japonês. A área atingida por este novo tremor é a mesma do terremoto devastador de março de 2011 que matou mais de 3,8 mil pessoas.

Em Nagoya, cidade do sudoeste do Japão onde a reportagem do iG acompanha o dia a dia do Corinthians antes da estreia no Mundial de Clubes, o tremor também foi sentido. De forma mais leve e menos preocupante. Hóspedes do Hilton, hotel em que o Corinthians está instalado, relataram que sentiram o tremor.

Há algumas quadras dali, no 11º andar do hotel onde está a reportagem do iG, o tremor também foi sentido. Quadros na parede começaram a se mexer e um copo d’água também tremeu em cima de uma mesa.

De acordo com moradores de Nagoya, não é necessário se preocupar com o tremor que atingiu a cidade nesta sexta-feira. “Terremotos acontecem todos dias em Nagoya. Esse não foi nada”, disse um funcionário do hotel.

A delegação do Corinthians não estava no seu hotel quando o tremor foi sentido. Membros do staff do clube que estavam no Hilton afirmaram que não sentiram nenhum tremor. Os jogadores fizeram exercícios durante a tarde em uma academia particular e depois foram liberados para conhecer a cidade.

Corinthians já fez primeiro treino no Japão. Veja fotos:

dez
07
Posted on 07-12-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-12-2012


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Nani,hoje, no portal A Charge Online


Pelegrino: De olho nas promessas e passos de Neto
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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Osvaldo Lyra

(Editor de Política da TB)

O deputado federal Nelson Pelegrino, candidato do PT derrotado na última eleição em Salvador, disparou ontem contra o prefeito eleito ACM Neto (DEM). Em contato com a Tribuna, Pelegrino disse que o democrata fez a primeira quebra de promessa desde a campanha eleitoral.

“O deputado ACM Neto me acusava exaustivamente na campanha de ter o apoio de 14 partidos, afirmando que eu faria um loteamento político da máquina pública. Ele insistia em dizer que não faria loteamento de espaços na prefeitura. E, por incrível que pareça, dos dois secretários anunciados até agora um é ligado ao ex-prefeito de São Paulo José Serra (PSDB) e o outro é o secretário João Carlos Bacelar, que está e ficará na prefeitura, através de um acordo político com o PTN, que foi um apoio importante e elegeu seis vereadores para a Câmara Municipal”.

Pelegrino aproveitou para rebater as críticas de que estaria levantando o discurso contra Bacelar por não ter recebido o apoio do PTN no último pleito. “Eu acho que a gente tem que discutir as coisas como elas são e não como querem que elas sejam. João Carlos e João Henrique decidiram apoiar ACM Neto porque eles tinham identidade. Agora, a discussão que estamos travando aqui é que ele disse que não faria indicações políticas e acaba de confirmar dois secretários que são fruto de suas articulações políticas. Com todo o respeito que eu tenho ao deputado João Carlos Bacelar, ele não é nenhum grande educador. Ele não tem uma trajetória na educação, Foi para a secretaria por uma articulação política e vai conseguir se manter como tal”, disparou.

Questionado sobre a indicação do secretário de Finanças de São Paulo, Mauro Ricardo Costa, para a Fazenda, em Salvador, Pelegrino disse crer na possibilidade de a cidade melhorar sua condição financeira. “Qualquer que fosse o prefeito eleito teria condições de elevar a arrecadação do município”, disse, sem se alongar no assunto.

O petista aproveitou para alfinetar a busca de apoio do democrata nos governos federal e do estado. “Salvador não tem condições de, sozinha, ter recursos para fazer o enfrentamento que a cidade necessita”.

Pelegrino disse que o encontro de ontem entre Dilma, Wagner e Neto era natural, sobretudo, pela importância de Salvador no contexto nacional, sendo a terceira maior cidade do país. “E, mais uma vez, ele muda o discurso, falando agora que é importante a parceria com os governos Dilma e Wagner”.

O petista reafirmou ainda a postura de oposição ao governo ACM Neto.

dez
07
Posted on 07-12-2012
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Um clássico americano dos anos 50, eternizado por Woody Allen na trilha sonora de Hanna e sua Irmãs, exibido esta quinta-feira no canal privado Cult.
Maravilhoso.

(VHS)


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OPINIÃO POLÍTICA

De volta ao começo

Ivan de Carvalho

O tumulto político tomou conta do Egito, cujo regime autoritário liderado por Hosni Mubarack foi derrubado pelo movimento a que se convencionou chamar de Primavera Árabe. Este era um movimento claramente reivindicador de liberdade e democracia e prevaleceu em um primeiro momento. Mas dificuldades já eram previstas por qualquer pessoa atenta à conjuntura do Oriente Médio e tivemos oportunidade de, neste espaço, chamar a atenção para os riscos envolvidos na Primavera Árabe, seja no Egito, seja em outro país e no conjunto da região.

Para o mundo como um todo, a questão crítica é a rivalidade entre alguns Estados árabes e até muçulmanos não-árabes (caso principal, atualmente, do Irã, como já foi do Iraque) e a facilidade com que os governos desses Estados nada democráticos conseguem manipular a opinião pública e as populações de seus países como instrumentos na hostilidade permanente que mantêm contra Israel.

Voltando ao caso egípcio, onde ontem o Palácio Presidencial estava cercado por tanques após conflitos entre populares favoráveis e contrários ao governo que resultaram, na noite passada, em cinco mortes e mais de cem feridos. Na anterior, foram dois mortos e cerca de 160 feridos nos conflitos ocorridos no Cairo. Pelo menos em outras três principais cidades do país houve grandes manifestações da oposição, geralmente confrontadas por partidários do governo.

A Primavera Árabe no Egito (como, de resto, em outros países em que o movimento venceu ou está em curso) tem caráter laico e seus objetivos são a liberdade e a democracia, esta, um regime a que os árabes não estão acostumados. Não têm disso a menor tradição, exceto quanto ao Líbano, que foi democrático e onde houve liberdade até que a Síria se imiscuiu em sua política interna e bagunçou o país, no interesse da ditadura vitalícia e hereditária dos Assad.

Mas, com uma modesta vantagem de votos, Mursi, o candidato a presidente da Irmandade Muçulmana – uma organização política islâmica que era clandestina durante o regime autoritário do ex-presidente Hosni Mubarack – foi eleito presidente após a vitória da Primavera Árabe egípcia. As eleições foram duvidosas, porque somente às vésperas do pleito o principal adversário de Mursi assegurou na Justiça o direito de disputar o pleito. Assim, ele fez uma campanha “na dúvida” de que seria ou não candidato e isso é uma situação destrutiva para qualquer candidatura. Mesmo assim, perdeu por pouco.

Mursi assumiu uma porção de compromissos formais e públicos após eleito e começou a desrespeitá-los metodicamente, a cada oportunidade que aparecia. A última coisa que fez foi um golpe de estado mediante a edição de decretos em que assumiu plenos poderes e até, em um deles, colocou-se acima e a salvo de qualquer decisão judicial – juntamente com os seus decretos ditatoriais. Alegou que os superpoderes seriam provisórios, temporários, mas continua desfrutando de todos eles e pretende prosseguir assim por um bom tempo.

O golpe por decreto não foi aceito pelos que fizeram a Primavera Árabe no Egito, os protestos começaram e se ampliaram rapidamente, exigindo a imediata revogação de todos esses decretos e o adiamento de um referendo que pretende aprovar uma Constituição feita por uma Assembléia Constituinte eleita sem respeito às leis eleitorais e que as oposições ao partido da Irmandade Muçulmana, vendo que nada podiam fazer, abandonaram. Entre outras coisas, a nova Constituição institui a sharia (lei muçulmana) em um estado que se pretendia laico e é totalmente omissa quanto aos direitos das mulheres, que a sharia limita severamente.

As minorias no país se consideram ameaçadas, entre elas a cristã – no Egito existem mais de três milhões de cristãos, quase todos da Igreja Coopta. O outro grande problema é que, com a Irmandade Muçulmana no comando, o Egito pode voltar a hostilizar Israel, coisa que não faz desde a assinatura de um tratado de paz entre os dois Estados, na década de 70 do século passado.

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