Mãe Stela: Opinião no Mercado Cultural 2012
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DICA DE MARIA OLÍVIA SOARES PARA O BAHIA EM PAUTA

Artistas da Espanha, Ilhas Reunião e País Basco se juntam aos brasileiros de Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia na 12ª edição do MERCADO CULTURAL, que acontece de hoje, dia 6, a domingo, 9 de dezembro, no Teatro Castro Alves e Teatro de Pano (Casa Via Magia). Com atrações de música, artes plásticas, cinema, lançamento de livro, workshops e encontros, o evento tem programação gratuita.

Reunindo artistas do circuito independente, o evento traz este ano o tema Ciclos e prossegue sua reflexão sobre o desenvolvimento socioeconômico através de ações no setor de cultura, tomando também como exemplo as próprias iniciativas realizadas no interior da Bahia, seguindo os conceitos ligados à economia criativa. Uma parte dessas ações será retratada através das três exposições de abertura do evento.

Mãe Stella – Nesta quinta, às 18h30, durante o evento, foi lançado livro que reúne artigos da ialorixá Mãe Stella, do Ilê Axé Opô Afonjá. A publicação contém textos publicados no Jornal A Tarde, na página Opinião – que também dá título ao livro. Sem nenhum desejo de doutrinar os leitores, uma vez que este não é o objetivo da religião em que foi iniciada aos 14 anos e da qual é sacerdotisa desde 1976, Mãe Stella de Oxóssi transmite o que aprendeu e continua aprendendo, com os deuses e com os homens.

O MERCADO CULTURAL também vai promover encontro com Rô Reyes, autora dos cinco volumes da coleção Corpo, Convívio e Linguagem, que trazem reflexões sobre educação e arte-educação a partir de experiências desenvolvidas em escolas e projetos públicos e privados e têm como ponto de partida a práxis pedagógica da Escola Casa Via Magia, sediada em Salvador.

É só chegar.

(Maria Olívia Soares é jornalista, colabora com o BP)


Dilma, Neto e Wagner:melhor que a encomenda

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DEU NA FOLHA

NELSON BARROS NETO

DE SALVADOR

Em seu primeiro encontro com a presidente Dilma Rousseff após ser eleito prefeito de Salvador, o deputado federal ACM Neto (DEM) disse que, embora seja o líder da oposição na Câmara, está “entusiasmado” em fazer parcerias com os governos estadual e federal, ambos comandados pelo PT.

“A cidade de Salvador tem uma boa avaliação do governo Dilma, então tenho esperança de que as coisas vão sair do papel”, afirmou.

ACM Neto já tentava se reunir com a presidente há mais de um mês. Agora, conseguiu graças à intermediação do governador da Bahia, Jaques Wagner, que também participou da conversa. “Ele teve papel determinante para esse encontro”, disse o democrata.

A audiência, na tarde desta quinta-feira (6), quase acabou adiada devido ao velório do arquiteto Oscar Niemeyer, também em Brasília.

ACM Neto pediu apoio para refinanciar a dívida pública soteropolitana e em projetos para a orla marítima e o metrô, em obras desde 1999 e ainda não inaugurado.

“Fui tratado melhor do que eu esperava”, disse o prefeito eleito. Na campanha eleitoral, Dilma chegou a fazer críticas indiretas a ACM Neto em comício em Salvador ao lado do candidato petista, Nelson Pelegrino.

“Aqui não pode ter um governinho, um governo pequenininho, que gosta de perseguição, de gente que discrimina as pessoas”, disse a presidente no palanque, em 19 de outubro.

O governador Jaques Wagner classificou a reunião como “madura”.

“As divergências políticas não vão obstruir uma ação conjunta que Salvador merece”, declarou.

Durante a campanha do PT, o principal mote do discurso contra o então adversário era que ele não teria “alinhamento” com os governos federal e estadual.

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Estava mantida, até há pouco, segundo informações do Palácio do Planalto e de Ondina, a primeira audiência da presidente da República, Dilma Rousseff, ao prefeito eleito de Salvador, ACM Neto (DEM). A conversa , com a participação do governador Jaques Wagner, está marcada na agenda presidencial para acontecer às 15h, no Palácio do Planalto, onde também se realiza o velório do arquiteto Oscar Niemeyer, falecido ontem no Rio de Janeiro.

A audiência foi solicitada por Neto e intermediada pelo governador Wagner. No primeiro encontro oficial entre o governador e o prefeito eleito, no dia 20 de novembro, ACM Neto pediu a Jaques Wagner que fosse seu interlocutor junto à presidente do Brasil.

A conferir

(Postado por Vitor Hugo Soares)

http://youtu.be/P0DGDT6mj_I

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Uma relíquia musical maravilhosa, do fabuloso relicário criativo de Caetano Veloso.

Vai em mais um tributo do BP ao arquiteto que se foi ontem(5/12) e seu traço imortal.

(Vitor Hugo Soares)

dez
06


DEU NO IG

A morte do arquiteto Oscar Niemeyer , na noite de quarta-feira (5), foi destacada pela mídia internacional, com textos que comentam sua importância para a história da arquitetura mundial.

“A vida é um sopro” – releia entrevista de Oscar Niemeyer à BBC Brasil

a curva na arquitetura
O pensamento de Oscar Niemeyer
“Morre Niemeyer, o poeta da curva”, afirma o título destacado na edição online do diário espanhol El País.

“Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares (Rio de Janeiro, 1907), Oscar Niemeyer, último sobrevivente dos grandes mestres da arquitetura do século 20, o poeta da curva, o pensador multifacetado que encantou ao mundo com a sinuosidade e a beleza estética de sua prolífica obra, faleceu aos 104 anos no Rio de Janeiro”, anuncia o texto do jornal.

O francês Le Monde destaca a obra prolífica do arquiteto. “Nascido no dia 15 dezembro de 1907 no Rio, em uma família de classe média de origens alemã, portuguesa e árabe, Oscar Niemeyer participou da criação de mais de 600 obras em uma carreira de 70 anos. Vinte delas ainda estão em execução em vários países”, diz o jornal.

“Morre o arquiteto estrela Oscar Niemeyer”, afirma o diário alemão Frankfurter Allgemeine em sua primeira página da edição online nesta quinta-feira.

“O mundo da arquitetura está de luto por um de seus grandes nomes: o brasileiro Oscar Niemeyer morreu aos 104 anos. O Estado do Rio de Janeiro decretou três dias de luto oficial”, informa o jornal.

Outro jornal alemão, Süddeutsche Zeitung, anuncia em sua primeira página: “O último gigante da arquitetura moderna”.

“O arquiteto Oscar Niemeyer parecia capaz de desafiar a gravidade. Ele apoiava enormes blocos de apartamentos em pilares que pareciam tão finos e graciosos quanto as pernas de uma mulher. Os caminhos curvilíneos seguem pelo piso como a conectar uma nuvem a outra. Os corrimãos são desnecessários”, diz o texto do Süddeutsche Zeitung. ‘Ícone nacional’

O diário britânico The Times observa que Niemeyer “continuou trabalhando de sua cobertura em Copacabana até poucos dias antes de sua morte” e era considerado um “ícone nacional ao lado do pioneiro da Bossa Nova Tom Jobim e da lenda do futebol Pelé”.

O jornal observa ainda que as obras do arquiteto, um “comunista ardente”, podiam ser encontradas em países diversos como Argélia, Itália, Israel, Estados Unidos e Cuba, onde “o líder de longa data Fidel Castro era um de seus amigos pessoais”.

O diário americano The New York Times afirma que as obras do arquiteto “instilaram o modernismo com uma nova sensualidade e capturaram as imaginações de gerações de arquitetos em todo o mundo”.

“Niemeyer estava entre os últimos de uma longa linha de verdadeiros fieis do modernismo, que iam de Le Corbusier e Mies van der Rohe aos arquitetos que definiram a arquitetura do pós-guerra do fim dos anos 1940 e dos anos 1950 e 1960”, comenta o jornal.

“Ele é mais conhecido por desenhar os prédios do governo em Brasília, uma nova capital moldada a partir do cerrado brasileiro que se tornou um símbolo tanto do salto da América Latina à modernidade quanto, posteriormente, dos limites das aspirações utópicas do modernismo”, diz o texto.

Na Argentina, o diário La Nación também destacou a morte e afirmou que “o Brasil e o mundo da arquitetura estão de luto”. O jornal observa que Niemeyer é “considerado, junto a Frank Lloyd Wright, Miles van der Rohe, Le Corbusier e Alvar Aalto, uma das figuras mais influentes da arquitetura moderna e internacional”.

dez
06
Posted on 06-12-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-12-2012


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Zé da Silva, hoje, no Diário Catarinense(SC)

Que quinta-feira triste para o mundo e para a humanidade, sem Dave Brubeck e sem Oscar Niemeier.

Mas valeu!!!

Apesar da tristeza, um viva psra os dois!!!

(VHS)


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OPINIÃO POLÍTICA

A oposição se move

Ivan de Carvalho

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, uma espécie de guru do principal partido da oposição, o PSDB, lançou esta semana a candidatura do senador e ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, à sucessão da presidente Dilma Rousseff.

O neto de Tancredo Neves fez uma breve observação que dava a impressão de que ia pensar para decidir, quando na verdade faz tempo que não pensa decididamente em outra coisa senão a candidatura a presidente da República. Mas é estratégico não dar formalmente a candidatura por consumada, seja para não ferir susceptibilidades no próprio partido e quem sabe no conjunto das oposições, seja para não se tornar imediatamente alvo da artilharia dos adversários.

Mas a estratégia do senador e ex-presidente da Câmara dos Deputados já está bastante definida. Ele deverá eleger-se presidente nacional do PSDB, embora alguma resistência a isso exista no grupo tucano paulista, onde se imagina que o cargo poderia ser dado a José Serra como forma de mantê-lo numa posição ativa na política.

Aécio, no entanto, quer e precisa da visibilidade que o cargo de presidente do PSDB lhe acrescentará, pois por enquanto não é um nome amplamente conhecido pelo eleitorado nacional, restringindo-se sua popularidade quase que somente a Minas Gerais. A liderança popular que tem no país ainda não corresponde à liderança política de que desfruta no Congresso, em Minas, no seu partido e no conjunto das oposições.

Sem contar os sonhos remanescentes de José Serra, Aécio sabe que existem dois ou três políticos em seu caminho – a presidente Dilma Rousseff, que pode concorrer à reeleição; Lula, também do PT, que eventualmente pode impor-se como candidato (apesar de atropelado pelo julgamento do Mensalão e pelo novíssimo e explosivo escândalo Rosemary Noronha, dois acontecimentos que têm tudo para tornar sua caminhada de volta à Presidência uma via crucis); e, finalmente, o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que poderia lançar-se à batalha, a depender das circunstâncias.

Sob a perspectiva de hoje, algumas circunstâncias em que se realizarão as eleições gerais de 2014, especificamente as presidenciais, são verdadeiras incógnitas. Principalmente as que dizem respeito às condições econômicas e financeiras do país e, consequentemente, a avaliação positiva ou negativa do governo federal (e, secundariamente, dos estaduais).

Note-se que o Produto Interno Bruto brochou (desculpem a palavra, mas, em relação ao que diziam as autoridades econômicas para animar a patuleia, ela é a mais apropriada). O mesmo se pode dizer do superávit primário e da balança comercial. Já a inflação e a dívida pública (apesar da redução dos juros) estão numa animação de velhinho que tomou Viagra.

E para que o consumo não desabe e a indústria ganhe alguma competitividade em um mercado internacional severamente retraído, o governo está aplicando adrenalina na forma de desoneração “pontual” de tributos e redução de tarifas, a exemplo das cobradas pela energia elétrica. Enquanto isso, a fonte de “receitas” dos Estados para investimento passou a ser empréstimos do BNDES.

Juntando essas coisas e a possibilidade, que não é pequena, de uma piora importante na crise econômica européia, com seu efeito de arrasto nos Estados Unidos e, assim, no mundo todo, não está descartada a hipótese de que o governo, apesar do excelente comando de marketing que tem e da exploração de coisas como o Bolsa Família (que José Dirceu achou bom porque, segundo as contas dele, são 40 milhões de votos), chegue ao período eleitoral de 2014 aos cacos.

Nesse caso, as coisas não seriam para Aécio tão difíceis quanto parecem agora.

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Nota empolgante e verdadeira, assinada pela presidente da República, Dilma Rousseff, sobre a morte do arquiteto Oscar Niemeyer, cujo corpo será velado esta quinta-feira(6) no Palácio do Planalto, em Brasília (VHS)

“Gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem”, dizia Oscar Niemeyer, o grande brasileiro que perdemos hoje. E poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele. A sua história não cabe nas pranchetas. Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva. Da sinuosidade da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades. Das injustiças do mundo, ele sonhou uma sociedade igualitária. “Minha posição diante do mundo é de invariável revolta”, dizia Niemeyer. Uma revolta que inspira a todos que o conheceram. Carioca, Niemeyer foi, com Lúcio Costa, o autor intelectual de Brasília, a capital que mudou o eixo do Brasil para o interior. Nacionalista, tornou-se o mais cosmopolita dos brasileiros, com projetos presentes por todo o país, nos Estados Unidos, França, Alemanha, Argélia, Itália e Israel, entre outros países. Autodeclarado pessimista, era um símbolo da esperança. O Brasil perdeu hoje um dos seus gênios. É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida.”

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