DEU NA FOLHA DE S. PAULO

A Folha recebeu na noite desta terça-feira, em solenidade no Rio de Janeiro, o Grande Prêmio Esso de Jornalismo, a principal premiação do gênero no país.

O trabalho contemplado foi a série “O jogo suspeito e a queda de Ricardo Teixeira”, sobre a atuação e a queda do ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Em 20 reportagens entre fevereiro e junho deste ano, os repórteres Sérgio Rangel, Filipe Coutinho, Julio Wiziack, Leandro Colon e Rodrigo Mattos revelaram que o cartola ganhou dinheiro por jogos da seleção por meio da Ailanto, empresa de Sandro Rosell, presidente do Barcelona.

Após 23 anos na CBF, Teixeira deixou o cargo em março.

Desde 1968 uma reportagem de esporte não conquistava o Grande Prêmio.

Foram avaliados 1.302 trabalhos, um recorde, sendo 677 reportagens e séries, que concorreram em 11 categorias.

A matéria “Filho da rua” rendeu ao “Zero Hora” o prêmio na categoria Reportagem. “O Estado de S. Paulo” ganhou o prêmio de Fotografia e o da categoria Regional Sudeste. “O Globo” venceu nas categorias Educação e Criação Gráfica.

Foi o segundo ano seguido em que o prêmio principal ficou com a Folha: no ano passado o jornal ganhou com a série de reportagens sobre o enriquecimento do então ministro Antonio Palocci (Casa Civil). O ministro caiu em junho.

dez
04
Posted on 04-12-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-12-2012


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Da sacada do casarão histórico da Rua da Misericórdia, no centro de Salvador, a cantora Maria Bethânia acompanha cheia de fé e emoção (ao lado da irmã Mabel), a passagem da procissão de Santa Bárbara ( a Iansã dos cultos de candomblé) iniciada em frente à Igreja do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, a caminho da Ladeira da Praça.

Um dia 4 de dezembro bonito de ver e difícil de esquecer na velha cidade da Bahia, como diziam Caymmi e Jorge Amado.

A bela imagem da festa baiana foi postada no Twitter por Edvaldo Couto e transmitida por e-mail para o BP por Maria Olivia Soares, fidelissima devota da santa do dia.

Bravo!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO IG

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, exaltou a “independência” da Polícia Federal e negou ter tomado conhecimento com antecedência de detalhes da Operação Porto Seguro , que desmantelou um esquema de venda de pareceres técnicos fraudulentos em órgãos federais. Cardozo afirmou que, diferentemente do que ocorria durante o regime militar, a Polícia Federal hoje não age guiada por “interesses políticos”.

“Graças a Deus o período da ditadura acabou”, afirmou Cardozo durante audiência pública na Comissão de Segurança Pública da Câmara. “É com orgulho que eu comando hoje a PF, que não se submeterá em momento algum a orientações políticas”, emendou. Ele afirmou que a PF agiu como deveria ao informá-lo sobre as investigações somente quando fosse “estritamente necessário”. “A Polícia Federal, para orgulho do Ministério da Justiça, configura uma polícia de Estado e não de governo.”

Ele lamentou o fato de a PF receber críticas de aparelhamento quando investiga a oposição e de desmando quando investiga integrantes do governo ou da base governista. “Agora, na Porto Seguro, envolvendo cargos do governo e base de sustentação governista, diz-se que o ministro perdeu o comando da PF ou que há alguma disputa interna [no órgão]. Em nenhum momento se foca as razões como são realizadas ou a forma como são feitas essas investigações. A PF não é mais uma polícia de governo. É uma polícia de Estado”, destacou

Como resultado da operação, foram indiciadas 18 pessoas, entre elas a chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, e o advogado-geral adjunto da União, José Weber de Holanda Alves, acusados de envolvimento com um grupo que obtinha pareceres técnicos fraudulentos que eram vendidos a empresas interessadas. Os dois foram exonerados dos seus cargos.

Outros órgãos que sofreram buscas foram o Ministério da Educação, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Agência Nacional de Águas (ANA), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Cardozo disse ter tomado conhecimento da operação na quinta-feira, 22, um dia antes de a Polícia Federal executar os mandados de prisão e de busca referentes à operação. “Recebi informações genéricas, como deveria ser”, acrescentou, dizendo ter sido apenas avisado pela PF de que havia uma operação a ser executada no dia seguinte e que atingiria órgãos federais em Brasília e outros Estados.

A versão “genérica” sobre a operação, segundo o ministro, foi então repassada à presidenta Dilma Rousseff na noite da quinta-feira. “Eu não poderia dizer a ela mais do que sabia”, disse.

Cardozo negou, por exemplo, a versão de que teria sido avisado na manhã de sexta-feira pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, no momento em que seu braço direito José Weber de Holanda tornou-se alvo da operação . “Não sei de onde tiram essas versões fantasiosas”, disse o ministro.

Na tentativa de demonstrar que não há um racha entre a direção-geral e a superintendência da Polícia Federal em São Paulo, Cardozo levou à audiência pública o diretor-geral, Leandro Daiello, e o superintendente da instituição em São Paulo, Roberto Troncon.

(Com Reuters e Agência Brasil)


Bethania e Caetanos:ex-alunos famosos do Severino

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SILVIA COSTA

Os 65 anos da Colégio Estadual Severino Vieira estão sendo comemorados pela comunidade escolar por meio de uma exposição fotográfica aberta ao público, resultado de uma pesquisa da professora de língua portuguesa Maria Eleonor Correia. A mostra, aberta até sexta-feira (7/12), das 13h às 18h, no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (Praça da Piedade), em Salvador, resgata a memória de um colégio que teve, como alunos, nomes como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Carlinhos Brown e Duda Mendonça.

O trabalho da professora Eleonor é um resgate muito importante da escola pública tradicional, que tem o Severino como protagonista. Continuamos, em paralelo às aulas, com atividades lúdicas como gincana cultural e fanfarra (atuante com mais de 100 componentes), além dos cursos proporcionados pelo programa Mais Educação, por meio do qual oferecemos aulas de música e de grafite, além de informática e esporte?, relatou o diretor da unidade, José Carlos do Nascimento Filho.

Para Maria Eleonor Correia, resgatar a história do Severino Vieira é uma forma de despertar a comunidade escolar e a sociedade para a importância de uma instituição de ensino que, nos seus 65 anos de existência, contribuiu decididamente para o ensino público e a cultura nacional. ?É uma escola que teve como alunos personalidades importantes e que, no seu passado, se registra a Orquestra Afro Bahia (depois, renomeada Orquestra Afro Sinfônica Brasileira), criada pela professora Emília Biancardi (folclorista, etnomusicóloga, compositora, escritora, colecionadora e pesquisadora da música folclórica brasileira)?, registrou. A orquestra, completou a professora, viajou por todo o país e fora dele, difundindo a nossa cultura.

A pesquisa, inicialmente, envolveu os estudantes da unidade que, juntamente com ela, foram a campo buscar informações sobre o bairro de Nazaré, onde está instalada a unidade ? que tem, atualmente, 950 alunos. Ela percebeu que eles não moram na redondeza e, sim, em localidades distantes. Sendo assim, não sabiam nada sobre a história do bairro. Então, começaram a visitar instituições importantes em Nazaré, como Academia de Letras da Bahia, Biblioteca Monteiro Lobato, Hospital Santa Isabel, Pupileira, entre outros?.

A medida que íamos passando nos lugares, as pessoas diziam ter sido alunos do Severino e a pesquisa foi ganhando corpo. Tenho um material muito interessante sobre a escola, que acabou virando tema de dissertação do meu mestrado e doutorado?, disse Maria Eleonor.

História ? Embora relevante para a história da educação da Bahia, o Colégio Severino Vieira não tem sua memória registrada na internet, como ressaltou a professora Maria Eleonor Correia. A partir de sua pesquisa, sua história vem sendo resgatada. ?Entrevistas com ex-diretores, ex-professores e ex-alunos, além de idas a campo, pelo bairro de Nazaré, foram essenciais para reconstruir o legado do Severino?.

Em 1948, atendendo aos anseios de democratização da Educação, foi criada a Secção de Nazaré, do Colégio da Bahia, pelo então Secretário da Educação Anísio Teixeira, que passou a funcionar na casa do ex-governador Severino Vieira, localizada na Praça Almeida Couto, 253, no bairro de Nazaré.

A partir de 1950, a unidade recebeu a denominação Ginásio Severino Vieira e, em 1957, alcançou autonomia, quando começaram a funcionar as turmas do 2º grau com os cursos Clássico e Científico. Em 1961, recebeu o nome de Colégio Estadual Severino Vieira. Entre 1975 e 1979, o Severino Vieira passou a integrar o Centro Interescolar de Nazaré – Ciena, como Instituto de Comunicação e Expressão com os cursos de Turismo, Artes, Desporto, Tradutor e Intérprete, depois substituído pelo de Redator.

Em 20 de março de 1997 foi implantada a Escola Estadual Severino Vieira com o Curso Fundamental II concretizando a separação física, administrativa e pedagógica do Colégio Estadual Severino Vieira. Através da portaria 15.285/2009, o Colégio foi transformado em Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão Severino Vieira.

Silvia Costa, jornalista, é Coordenadora de Jornalismo da
Assessoria de Comunicação da Secretaria da Educação
do Estado da Bahia

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BAHIA EM PAUTA COMENTA: Ex-aluno do Colégio Estadual Severino Vieira foi também o jornalista Fernando Davi Soares, irmão do editor deste site blog baiano.

Davi morreu precocemente, aos 42 anos de idado, vitimado por um infarto do miocárdio fulminante. Morávamos ENTÃO em um casarão na Rua do Jenipapeiro, no bairro da Saúde, bem próximo do colegio aniversariante.

Lembro com muita emoção, ainda, de Fernando Davi , “estudante secundarista”, como se dizia naquele tempo em Salvador, orgulhoso e compenetrado vestido na farda de calça azul e camisa branca de seu querido “Severino”.

Vai para Davi também a lembrança e a saudade do BP e de seu irmão nestes dias de comemoração dos 65 anos do digno e amado colégio público da Bahia.

(Vitor Hugo Soares)

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Belíssimo este ponto! amo! Eparrei minha? mãe!!!”
postado por Fernando Fernandes no espaço de comentários de vídeos do You Tube)

Viva Santa Bárbara!!! Salve Iansã!!!

(VHS)


Aecio:”o rosto da oposição no Brasil”, diz
jornal de Lisboa

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DEU NO JORNAL “PÚBLICO” (PORTUGAL)

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) aposta no ex-governador do estado de Minas Gerais e atual senador, Aécio Neves, para líder do partido e candidato presidencial contra Dilma Rousseff nas eleições de 2014.

O nome de Aécio Neves foi lançado num encontro da cúpula dos tucanos em Brasília, que foi convocado para fazer um balanço das eleições municipais do Brasil e que contou com a presença de 700 prefeitos eleitos pelo partido.

A reunião acabou por se tornar num fórum informal para a discussão da candidatura presidencial de 2014, após a publicação de uma entrevista de Fernando Henrique Cardoso no jornal Folha de S. Paulo defendendo a escolha de Aécio Neves como líder do partido e principal rosto da oposição a Dilma.

“Acho que ele deve assumir”, respondeu o antigo Presidente do Brasil, quando questionado se Aécio seria um bom candidato ao Palácio do Planalto.

“Aécio é seguramente o candidato da grande maioria do PSDB. Na minha opinião pessoal, e de 99% do partido, Aécio é o verdadeiro candidato do partido”, concordou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.

Mas o mineiro – neto do antigo Presidente Tancredo Neves – disse que ainda é cedo para falar nas eleições presidenciais e defendeu que o partido esperasse por 2014 para apontar o seu candidato. “Antes temos que apresentar ao Brasil a nova agenda dos próximos anos, que fale da gestão, da refundação da federação. Acredito que o momento do lançamento tem que ser de forma natural. Não é esse o momento ainda”, observou Aécio, citado pelo Folha.

A indicação oficial do candidato presidencial do PSDB será feita na convenção do partido marcada para Maio do próximo ano. Para Fernando Henrique Cardoso, que governou o país entre 1995 e 2003, Aécio “não precisa de convenção nenhuma. Ele será ungido como o candidato”, antecipou.

“Não conheço na história de nenhum país civilizado uma pessoa que se autoproclama líder”, replicou o cauteloso Aécio Neves, em reação às movimentações da liderança tucana.

dez
04
Posted on 04-12-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-12-2012


Duke, hoje,no jornal O Tempo (MG)

A vida de Carlos Marighella (1911-69) foi tão frenética quanto surpreendente. Militante comunista desde a juventude, deputado federal constituinte e fundador do maior grupo armado de oposição à ditadura militar — a Ação Libertadora Nacional —, esse mulato de Salvador era também um profícuo poeta, homem irreverente e brincalhão.

Nesta narrativa repleta de revelações, o jornalista Mário Magalhães investiga as várias facetas do biografado. Em ritmo de thriller, reconstitui com realismo desconcertante passagens pela prisão, resistência à tortura, operações de espionagem na Guerra Fria e assaltos da guerrilha a bancos, carros-fortes e trem-pagador. Também recupera a célebre prova de física respondida em versos no Ginásio da Bahia e poemas de amor.

Isso sem negligenciar a influência internacional de Marighella e seu Minimanual do guerrilheiro urbano, guia que correu o mundo e virou cult nos anos 1960 e 1970. Traduzido para dezenas de idiomas, é tido hoje como um clássico da literatura de combate político. Jean-Paul Sartre, admirador do estilo de seu autor e de sua disposição para a ação audaz, publicou artigos de Marighella na revista Les Temps Modernes.

A controversa vida de Marighella é também uma história dos movimentos radicais e da esquerda no Brasil e no mundo. Coadjuvantes de luxo, que tangenciaram a vida do protagonista, povoam estas páginas: Fidel Castro, Getúlio Vargas, Che Guevara, Carlos Lacerda, Stálin, Luiz Carlos Prestes e Carlos Lamarca, além de figuras-chave da cultura, como os escritores Jorge Amado e Graciliano Ramos; os pintores Cândido Portinari e Joan Miró; os dramaturgos Augusto Boal e Dias Gomes; e os cineastas Glauber Rocha, Jean-Luc Godard e Luchino Visconti.

Proclamado inimigo número um pela ditadura, o guerrilheiro foi morto em uma emboscada policial em São Paulo, na noite de 4 de novembro de 1969. Do início ao fim, esta biografia de tirar o fôlego apresenta informações inéditas sobre a trajetória de Marighella e o atribulado e apaixonante tempo em que ele viveu.

Mário Magalhães nasceu no Rio de Janeiro, em abril de 1964. Formou-se em jornalismo na Escola de Comunicação da UFRJ. Trabalhou nos jornais Tribuna da Imprensa, O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, no qual foi repórter especial, colunista e ombudsman. Recebeu cerca de vinte prêmios e menções honrosas no Brasil e no exterior, entre os quais o Every Human Has Rights Media Awards, o Prêmio Vladimir Herzog, o Prêmio Dom Hélder Câmara e o Prêmio Esso de Jornalismo.

Quarta

“Cuidado, que o Marighella é valente”, disse Cecil Borer, diretor do Dops carioca, antes de despachar uma equipe para capturá-lo em seguida ao golpe de 64. De fato, Carlos Marighella, um dos mais destacados revolucionários do século XX, demonstrou muita valentia nos trepidantes 57 anos e onze meses de que dispôs. Foi dirigente comunista, deputado e guerrilheiro. Assaltou banco, escreveu manuais para a luta armada e poemas. Considerava-se discípulo de Marx e Lênin, mas condenava a ortodoxia: esse tipo de rigor, costumava dizer, é coisa de religião.

Monitorado tanto pela CIA quanto pelo KGB, Marighella manteve-se ativo por quase quarenta anos de militância, da década de 1930 à de 1960. Viveu clandestino, articulou greves e conspirou por revoluções. Neto de escravos, o guerrilheiro recusava a tutela do medo. E foi intrépido até o fim.

(Com informações da Facom-UFBA)

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