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Postado em 03-12-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 03-12-2012 00:27


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Do G1, em São Paulo

Morreu de insuficiência respiratória neste domingo (2) o poeta paulista Décio Pignatari, aos 85 anos. Ele estava internado desde sexta-feira (30), no Hospital Universitário de São Paulo, e faleceu por volta das 9h da manhã, segundo a assessoria do hospital. Ele também sofria de Mal de Alzheimer, informou o hospital.
Em foto de 2007, o poeta e tradutor Décio Pignatari em seu apartamento em Curitiba, onde vive desde 1999. (Foto: Jonas Oliveira/Folhapress )Em foto de 2007, o poeta e tradutor Décio Pignatari em seu apartamento em Curitiba, onde vivia desde 1999. (Foto: Jonas Oliveira/Folhapress )

Décio nasceu em Jundiaí, São Paulo, em 1927, e ficou conhecido, ao lado dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, como um dos nomes do movimento concretista, que realizou experimentos formais nas artes brasileiras a partir da década de 50.

As primeiras poesias de Décio Pignatari foram publicadas na “Revista brasileira de poesia”, em 1949. O livro de estreia, “Carrossel”, saiu em 1950. Com os irmãos Campos publicou, em 1965, “Teoria da poesia concreta.” (No vídeo ao lado, Augusto de Campos fala sobre o início do movimento da poesia concreta, criado junto com o irmão Haroldo e Décio Pignatari, ao programa “Umas palavras”, do Canal Futura, em 2010.)

“O Décio, numa carta que me escreveu, foi o primeiro poeta que usou para mim essa expressão [poesia concreta]. Ele caracterizava como concreta a poesia do [escritor americano E.E.] Cummings, distinguindo-a de outros poetas. E aquilo ficou na nossa correspondência”, conta Augusto ao programa “Umas palavras”, sobre a adoção do rótulo pelo grupo.

“Além de poeta, Pignatari escreveu romance, peça de teatro e foi tradutor, professor e estudioso de semiótica, assunto de diversos de seus livros. Sua obra poética está reunida em ‘Poesia pois é poesia’ (1977)”, descreve em seu site a editora Cosac Naify, que lançou em 2009 seu livro “Bili com limão verde na mão”.

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