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Posted on 01-12-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-12-2012


Vulcabraz/Azaleia: empresa que mais emprega na Bahia
produz desemprego em massa no Estad0

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De A Tarde, reproduzido no Twitter pelo jornalista de Economia, Luis Nassiff

A Vulcabrás/Azaléia com matriz na cidade de Itapetinga (a 326 km de Salvador) fechou 12 plantas industriais de 10 filiais localizadas nos municípios de Caatiba, Firmino Alves, Itambé, Itapetinga (com exceção da matriz), Itororó e Macarani. Com a decisão, que foi anunciada no inicio da tarde desta sexta-feira, 30, cerca de 4 mil colaboradores estão demitidos. Apenas a matriz continua funcionado na cidade.

Em nota encaminhada à imprensa, a empresa informou que foram feitos vários esforços na tentativa de preservar a competitividade, mesmo assim vem registrando sucessivos e elevados prejuízos financeiros em decorrência do aumento da competição, causado pela excessiva entrada de produtos importados a preços muito baixos, não compatíveis com a estrutura de custos da empresa na Bahia.

“Por essa razão, a Empresa está implementando uma complexa estratégia de reestruturação das operações industriais na Bahia. Esse processo implica na desativação das operações industriais das suas filiais neste estado, concentrando suas atividades na matriz em Itapetinga”, diz a nota.

A nota diz ainda que a Vulcabrás/Azaléia, na mais absoluta transparência e boa-fé, se dispõe a negociar previamente com o sindicato da categoria profissional a situação dos empregados afetados e compensações decorrentes, comprometendo-se a respeitar integralmente os seus direitos legais. E que prestará todas as informações aos seus empregados que sempre deram o melhor de si para manter os negócios da empresa.

“A Vulcabrás/Azaléia continuará sendo o maior empregador do setor no Brasil e um dos maiores do estado da Bahia. Esse evento é resultado de um complexo processo de reestruturação pelo qual passa a empresa, com o objetivo de superar as dificuldades atuais e de trazê-la, mais uma vez, aos patamares de crescimento que sempre foram símbolo da empresa”, finaliza a nota.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Calçados de Itapetinga e Região (Sindicato de Verdade) com o fechamento das unidades a economia da região é afetada de forma direta, o que pode causar uma insatisfação maior na cidade. Uma reunião foi marcada para a segunda – feira (3) às 14 horas em Salvador, juntamente com o Sindicato, representantes da empresa e delegacia do trabalho para tentar chegar a um acordo e tentar reverter as demissões.

Vamos saber como ocorrerá o fechamento, pois há funcionários que querem permanecer e aí terá que ser deslocado para a matriz. Tentaremos negociar para que os colaboradores não saiam prejudicados”, destacou o diretor de comunicação do Sindicato Reginaldo Quadros.

Queda – Para o presidente do Conselho Representativo das Instituições (CRI) que reúne 14 entidades não governamentais em Itapetinga, Robert Araújo, desde o final de 2010 se tem uma queda na economia da região devido às demissões nos quadros da Vulcabrás/Azaléia que na época gerava 21 mil empregos diretos. No ano passado, houve o fechamento de 6 unidades o que deu um choque na economia.

“Tentamos de várias maneiras contornar a situação e evitar o fechamento, inclusive tínhamos uma visita marcada para o dia 7 de dezembro com o Secretário de Indústria Comércio e Mineração, James Correia para apresentarmos as dificuldades do Distrito Industrial e tentar reverte a situação, mas fomos surpreendidos com o fechamento”, disse.

Ele disse ainda que a economia da região terá uma redução de mais de 40%, o que acaba por trazer o risco de um caos econômico. “A nossa preocupação é que isto acarrete uma cadeia de demissões e fechamentos de empresas, por isto estamos empenhados a tentar frear a situação e salvar as empresas que continuam sobrevivendo”, destacou.

Robert Araújo informou que, diante do fechamento, o deputado federal Daniel Almeida solicitou uma audiência pública no âmbito da Comissão do Trabalho da qual é titular, para tratar do assunto. “A nossa expectativa é que a audiência ocorra na primeira quinzena deste mês e que consigamos encontrar saídas para esta crise”, destacou. A reportagem de A TARDE tentou falar com o deputado Daniel Almeida mas ele não atendeu ao celular.

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DEU NA FOLHA DE S. PAULO

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), recebeu dois representantes da Tecondi e da Formitex, empresas supostamente beneficiadas pelo esquema desbaratado pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro, a pedido de Rosemary Noronha.

A audiência ocorreu em 4 de fevereiro de 2009, quando Rose era assessora do ex-presidente Lula no gabinete da Presidência em São Paulo.

Advogado-geral da União ampliou poder de assessor suspeito
Relação com Lula explica influência de ex-assessora
Troca de favores por e-mail gerou briga e cobrança
Para obter favor, ex-chefe de gabinete usou deputado

O encontro com Carlos Cesar Floriano (Tecondi) e Alípio Gusmão (Formitex) com Wagner, um dos governadores mais próximos de Lula, ocorreu após conversas entre Rosemary e Paulo Vieira, ex-diretor da ANA (Agência Nacional de Águas).

Os empresários estavam interessados em obter incentivos para empreendimentos na Bahia. A reunião, conforme e-mails trocados entre Rose e Paulo Vieira, aconteceu no Centro Administrativo da Bahia. A própria Rose passou os números do telefone da secretária do governador.

Segundo Wagner, o encontro foi agendado porque se tratava de uma “audiência institucional solicitada pela secretária do gabinete da Presidência da República”.

Os empresários, segundo os e-mails, queriam ainda adquirir terras da Sudic, uma autarquia do Estado.

A assessoria de Wagner diz que foram tratadas questões burocráticas, com um “grupo de empresários que demonstrou interesse em realizar um empreendimento na Bahia e queria informações sobre as regras vigentes e os trâmites legais”. E que o negócio não prosperou. (JOSÉ ERNESTO CREDENDIO)


Dilma:fala no evento da FIFA no Anhembi

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Em sorteio realizado neste sábado no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo, a Fifa definiu os enfrentamentos da primeira fase da Copa das Confederações de 2013. A seleção brasileira , cabeça de chave do grupo A, abre o torneio no dia 15 de junho, contra o Japão, em Brasília. A seleção ainda terá dois difíceis jogos contra México e Itália.

A partida contra os italianos já estava prevista. O sorteio definiu apenas que o confronto fechará a participação do Brasil na primeira fase, dia 22 de junho, em Salvador.

A Espanha, campeã mundial e bicampeã europeia, estreia contra o Uruguai, em Recife, dia 16 de junho. O Taiti, time mais fraco do torneio, e o campeão da África, que será conhecido em janeiro, completam o grupo.

“Vamos mostrar em junho de 2013 que temos condições de realizar uma grande Copa do Mundo em 2014. Vamos faz da Copa de 2014 a mais bem organizada e alegre competição de todos os tempos”, disse a presidente Dilma Rousseff durante o evento.

O sorteio teve um momento de confusão que deixou o secretário geral da Fifa, Jerome Valcke, bem desconfortável. O convidado Alex Atala confundiu-se entre os potes A e B e quando deveria pegar uma bolinha do pote B pegou uma do pote A para definir a posição do Uruguai no grupo da Espanha. Quando Valcke abriu a bolinha com “A2”, ele ficou muito constrangido. Definiu-se então que o Uruguai passaria a ser o B2, estreiando contra a Espanha, B1.

Cena final do filme Notting Hill

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Cenas do filme “Dio Come Ti Amo”, Gigliolla Cinquetti
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Dois momentos mágicos do cinema e da paixão.

Segura, Fabrício!!! Beijos, Natascha!!!

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

O caso dos royalties

Ivan de Carvalho

Os governadores e prefeitos de todo o país teriam como exercer pressão quase irresistível sobre a presidente da República para que não vetasse, como fez ontem, o artigo 3º do projeto de lei aprovado pelo Congresso sobre uma nova forma de distribuição dos royalties do petróleo a Estados e municípios.

O artigo 3º foi introduzido pelos congressistas no projeto de lei do governo. Com esse artigo, as novas normas de distribuição se aplicariam também aos contratos de exploração já em vigor, retirando, quanto a isso, a situação privilegiada dos principais produtores, mais notóriamente Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O Rio de janeiro e o Espírito Santo lutavam pelo veto – já esperado desde o meio da semana –, alegando que sem ele o projeto aprovado implicaria na quebra de contratos e também impediria que muitos compromissos assumidos pelo Estado do Rio de Janeiro em relação à Copa de 2014 e às Olimpíadas de 2016 se tornariam insustentáveis. Como se isso fosse um excelente argumento.

Em um país em que a Copa da Fifa e as Olimpíadas parecem ser a prioridade nacional, a presidente da República aceitou o argumento e aplicou o veto. Com isso, aliás, o governo Dilma Rousseff atendeu a um aliado importante, o governador fluminense Sérgio Cabral, que oficialmente é do PMDB (partido no qual entrou a pedido do então presidente Lula), mas na realidade funciona como quinta coluna do PT dentro do PMDB e tem sido alvo de todas as atenções e agrados de Lula e Dilma.

O outro argumento, o de que os recursos do subsolo do país pertencem à União e de que quase todo o petróleo em exploração ou com exploração futura prevista está no subsolo marinho, portanto fora dos limites territoriais de qualquer Estado ou município, foi descartado para efeito do artigo 3º e o veto dado a ele pela presidente. Este argumento ficou valendo somente contratos de exploração a serem feitos a partir de agora. Ninguém acredita que o Congresso se rebele contra o veto presidencial e o derrube.
Outra questão foi que o Congresso eliminou o dispositivo do projeto do governo que obrigava a aplicação de 100 por cento dos royalties em educação. Esta obrigatoriedade pode parecer muito bonitinha e politicamente correta, mas não é. Chega a ser uma burrice. Os Estados tem problemas muito diferentes uns dos outros. O mesmo ocorre entre os municípios.

Obrigar todos a aplicarem todo o dinheiro dos royalties numa mesma coisa, a educação, é um absurdo. Mas a presidente, segundo se noticia, vai editar uma medida provisória restabelecendo a obrigatoriedade de 100 por cento para o setor de educação.
Claro que teria cabimento e seria talvez até sensato que a lei não fosse tão aberta como quis o Congresso, ao eliminar a norma dos 100 por cento e deixar ao livre arbítrio dos Estados e municípios a aplicação do dinheiro dos royalties. Alguma limitação evitaria, por exemplo, que o dinheiro fosse para aumentar gastos com ONGs misteriosas ou fantasmas, propaganda oficial injustificada e mais um monte de besteiras em que muitos gestores gastam receitas públicas.

Mas não custaria a presidente ter um olhar mais amplo, ver a situação de calamidade em que estão os setores de saúde e de segurança pública e estabelecer na medida provisória que os royalties possam ir, além da educação, para saúde e segurança.

PINOCCHIO REVISITADO – Soube ontem pelo blog Bahia em Pauta que dois cientistas espanhóis conduziram, durante quatro anos, um estudo com cem pessoas, aparelhos de termografia e ressonância magnética. Não mediram narizes para saber se crescem com a mentira, mas comprovaram que ficam mais quentes. Outro blog, o Gama Livre, sugeriu que os eleitores tenham o direito de pegar e dar uma torcida nos narizes dos candidatos, nas campanhas eleitorais – especialmente no momento das promessas. Quanto mais quente, pior.

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01
Posted on 01-12-2012
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Amâncio, hoje, no O Jornal de Hoje(RN)


Natascha e Fabrício: o sim no altar hoje em Salvador

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Em Salvador, neste 1º de dezembro de 2012, casam-se Natascha e Fabrício. É um sábado particularmente feliz para este casal querido – ela da Bahia, ele de Santa Catarina -, seus familiares, amigos e colegas da medicina e de trajetória de vida. Veio gente de todo lugar para festejar com os noivos.

É um dia especial, também, para este site blog e muitos dos que o construiram (e deixaram saudades), o fazem e o cercam atualmente mais de perto, a exemplo dos noivos Natascha e Fabrício. E vamos parar por aqui, porque o sábado apenas começa e muita alegria ainda vai escorrer nas próximas horas, pontuadas de boas recordações e músicas.

Cantemos agora pelo amor e a felicidade de Natascha e Fabrício.

(Hugo e Margarida (Ila)


Felipão:pedido de desculpas depois do tiro no pé
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ARTIGO DA SEMANA

Felipão e a Família BB

Vitor Hugo Soares

O treinador Luiz Felipe Scolari, o Felipão da heróica campanha do Penta, está de volta ao comando dos “canarinhos”. Chegou de esporas, bombachas e faca nos dentes, ao desembarcar quinta-feira (29) na seleção. Se ele queria atenções e, ao mesmo tempo, despertar paixões, o gaúcho de Passo Fundo não poderia ter feito melhor. Ou pior, a depender do jeito de ver as coisas.

Apaixonadamente, em um caso ou outro, pois o assunto é futebol com política e falta de tato no meio, mistura suficiente para incendiar qualquer arraial por esta banda de baixo do Equador.

Ao tentar preparar o espírito de seus futuros comandados, para as pressões que recairão sobre eles até a Copa 2014 – além de recarregar a pilha de ânimo dos craques e torcedores braileiros, praticamente esvaziada na demorada e improdutiva passagem de Mano Menezes -, Felipão abusou do ímpeto.

Em típico palpite infeliz, com tudo para dar samba, Scolari ultrapassou as “quatro linhas do gramado”. Mexeu com o Banco do Brasil (um dos maiores patrocinadores dos esportes no país) na primeira entrevista coletiva depois do retorno que tinha tudo para ser triunfal.

Pelos “ruídos” de bastidores e da superfície (foi um dos assuntos mais badalados da quinta-feira nas redes sociais) que começaram a explodir país afora em seguida à entrevista – a ponto de obrigar o substituto de Mano a produzir um mal alinhavado pedido de desculpas aos ofendidos ainda na quinta – o episódio desastrado tende a causar dores de cabeça, e das brabas, na chegada de Felipão. Como está acontecendo.

Tem poder explosivo ainda (apesar dos panos quentes de boa parte da mídia nacional) para complicar os próximos passos do “desafortunado treinador”, como diria outro gaúcho sem papas na língua, Leonel Brizola, se vivo estivesse.

É difícil avaliar por enquanto se Felipão, com seus arroubos da chegada, conseguiu mexer de alguma maneira com a disposição de Neymar, Daniel Alves, Fred e companhia (dentro e fora do país). Mas é certo que futucou com vara curta, instituição tradicional e poderosamente vinculada com seus mais de 100 mil servidores e enorme parcela da população brasileira.

Sobre eles se deu o principal impacto da primeira entrevista do técnico. Quase um terremoto com epicentro no interior da “grande família do Banco do Brasil”, outra instituição nacional sensível, às vezes de pavio tão curto quanto o do técnico gaúcho, e que não costuma ouvir calada, nem levar desaforos para casa.

Verdade seja dita: o novo técnico da seleção brasileira – por vontade própria ou mero e irresponsável arroubo retórico – pegou pesado. Vale aqui contextualizar os fatos, como recomendam os melhores mestres e manuais da comunicação nas faculdades e nas redações, mesmo que isso às vezes possa parecer repetitivo ou cansativo para o leitor.

“Não seja arrogante e metido a dono da verdade. Nunca deduza que todo mundo já conhece o fato sobre o qual você está escrevendo agora para seu jornal ou revista. Então, ao produzir o texto, conte tudo como se fosse a primeira vez”- recomendava Juarez Bahia, saudoso editor nacional do Jornal do Brasil, quando ainda não se falava em blog, site ou jornal online.

No caso, a lição segue válida.

O técnico Scolari falou muito (até demais) sobre muitas coisas: a volta, a história, as experiências dentro e fora do Brasil, as vitórias, os tropeços, incluindo a recente “topada” que empurrou o Palmeiras para a segundona do futebol brasileira.

Mas o que vai ficar na memória – e durante muito tempo ainda (ninguém se iluda), é a parte em que o técnico falou apontando para atingir os brios de seus jogadores, e atirou no próprio pé, ferindo o BB e seus empregados.

“Se o jogador entrar sem pressão nenhuma, pensando que o objetivo é jogar a Copa, não pode ser assim. Fui jogador do interior. Eu era bom. O pessoal dizia que não, mas eu era bom. E tem pressão. Eles têm que saber. Nossos jogadores sabem que seria um dos títulos mais importantes que o Brasil já conquistou. Tem que trabalhar bem esse aspecto. Se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada” – proclamou o novo técnico. Sem tempo para arrumar direito as idéias (ou receber algum sopro de assessoria), pois logo começaria o bombardeio.

Em nota, o Banco do Brasil lamentou o comentário infeliz do técnico (…) e disse “se orgulhar por contar com 116 mil funcionários que todos os dias vestem a camisa do Banco, com as cores do Brasil, e trabalhar com dedicação e compromisso para atender com excelência às necessidades de nossos clientes e do nosso País”. O BB não perdeu a oportunidade de ressaltar que é patrocinador do vôlei brasileiro há mais de 20 anos e espera que o sucesso da modalidade olímpica inspire a equipe a seleção de futebol, que conquistou sua última Copa do Mundo em 2002.

Os bancários da Bahia não deixaram por menos. A nota do sindicato, divulgada em Salvador, também repudia as declarações do técnico: “Além de desrespeitosa, a declaração revela um despreparo inaceitável para alguém que volta a ocupar um dos cargos em que o povo brasileiro deposita grande confiança”, diz um trecho da nota assinada pelo presidente da entidade, Euclides Neves.

São Nelson Rodrigues, olhai por Felipão.

Vitor Hugo Soares – E-mail: vitor_soares1@terra.com.br.

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