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OPINIÃO POLÍTICA

Presidência da Assembléia

Ivan de Carvalho

Falta pouco mais de um mês para a eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, órgão composto por oito integrantes no qual o mais importante é o presidente, o segundo mais importante também é o presidente, o terceiro, idem e assim por diante.

A Mesa Diretora, como colegiado, também tem um apreciável poder de decisão, mas como a grande maioria dos deputados é governista, torna-se muito difícil, quase impossível, surgir no âmbito da Mesa Diretora qualquer conflito político que não se resolva facilmente.

É assim que as coisas se apresentam agora e para que essa relação de poder seja alterada seria necessário que mudanças muito importantes (como, por exemplo, a criação de uma forte perspectiva de a oposição chegar ao poder estadual nas eleições de 2014) ocorram ao longo dos próximos dois anos, a ponto de deslocar de seu eixo político atual expressivas forças políticas.

De qualquer modo, e até por isso mesmo, os governistas certamente planejarão a composição da futura Mesa, a ser eleita em primeiro de fevereiro, com mandato de dois anos, com a preocupação de evitar que eventuais abalos que acaso ocorram até as eleições de 2014 não alterem a correlação de forças amplamente favorável ao governo na composição da Mesa.

Ressalvado o caso das decisões por votação dos integrantes da Mesa Diretora, o que conta mesmo, entre os cargos de comando da Assembleia, é a presidência. Até alguns anos atrás, a primeira secretaria tinha certa influência, operando, embora sem muita autonomia, como uma espécie de prefeitura do Legislativo. Mas já faz tempo que a primeira secretaria ficou esvaziada e, como uma vez disse numa conversa o então deputado Gaban, presidente do Legislativo na época, “o presidente é uma espécie de reizinho, aqui”. Ressalvados, claro, os poderes exclusivos das comissões e do plenário.

Bem, para presidir a Assembléia Legislativa da Bahia no próximo biênio já está definido o nome do deputado Marcelo Nilo, atualmente exercendo o seu terceiro mandato de presidente da Casa. Com o quarto mandato, que lhe será dado em votação secreta pelo plenário em 1º de fevereiro, ele passará duas Legislaturas (oito anos) completas presidindo a Assembleia. Passaria, se não saísse do cargo um pouco antes em busca de outro.

A nova reeleição de Marcelo Nilo para a presidência da Assembleia já está acertada no mais alto nível da coalizão governista e só falta combinar com a oposição. A bancada do PT não mais insistirá no seu sonho de indicar alguém da bancada para o cargo. Não há condições e a hipótese está descartada. Se, na bancada, houver alguém que não esteja ainda consciente disso, logo estará.

Para complementar. No palco, ontem, o presidente e candidato à reeleição Marcelo Nilo, do PDT, em entrevista à rádio Tudo FM, disse que tem o apoio de pelo menos nove partidos. Citou PC do B, PRP, PV, PSL, PSB, PRB, PDT, PSD e PP. Note que Nilo não citou ainda o PT e os partidos da oposição. Mas quando o PT anunciar seu apoio (após a retirada, considerada certa, da candidatura do deputado Rosemberg Pinto), Nilo contará com os três principais partidos da coalizão – PT, PDS e PP. A citação desse trio partidário, aliás, nos remete a 2014.

CHAPA DOS SONHOS – O responsável pelo marketing da reeleição do ex-presidente Lula e da eleição da presidente Dilma Rousseff, de cuja imagem pública continua cuidando, sugeriu, na base do “ah, se acontecesse”, uma chapa para o governo de São Paulo formada por Lula, como candidato a governador e Gabriel Chalita, do PMDB, como candidato a vice. Realmente seria o grande pesadelo para o governador tucano Geraldo Alckmin, que tentará a reeleição. A notícia diz que Lula não aceita de jeito nenhum. Pelo menos, agora.

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