Vai para todos os torcedores do Leão baiano, mas especialmente para dona Jandira Soares (minha mâe) torcedora inquebrantável DO vITÓRIA, neste 24 de novembro de seu aniversário, que ela deve ter festejado lá em cima. Valeu a força, dona Janda!!!

(Vitor Hugo Soares)


Ivete comanda a festa do Vitória no Barradão

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Ivete Sangalo foi ao Barradão neste sábado para reforçar a torcida do Vitória na busca pelo acesso à série A do Campeonato Brasileiro. Torcedora fanática, a cantora foi ao vestiário conversar com a equipe rubro-negra e incentivar os jogadores, que, durante a semana, apelaram para a religiosidade e visitaram a Igreja do Senhor do Bonfim para buscar ajuda para dar a volta por cima na série B. Os reforços funcionaram e o Vitória conquistou o acesso à elite do futebol brasileiro após empatar com o Ceará por 1 a 1.

Mas não foi só a religiosidade e a ilustre presença na torcida que ajudaram o Vitória a se recuperar na competição – de candidato ao título o time baiano passou para o quarto lugar no campeonato e trocou de técnico duas vezes nos últimos dois meses – mas também o empenho da equipe em campo.

Logo no início do jogo, a equipe baiana partiu para o ataque, pressionando o Ceará. E, com apenas 15 segundos de jogo, Willie saiu na cara de Diónantan, driblou o goleiro, mas foi derrubado. Os jogadores do Vitória pediram pênalti, mas o árbitro Sandro Meira Ricci disse que não houve nada.

Tanta vontade robronegre transformou-se em ansiedade e os jogadores construíram três jogadas de impedimento em menos de 10 minutos e erraram outros tantos chutes a gol.

Aos 13 minutos Dinei perdeu uma grande chance de abrir o placar no Barradão. O camisa 11 do Vitória recebeu bola sozinho pela esquerda e ficou frente á frente com o goleiro Diónatan. Na hora de finalizar, porém, Dinei chutou para fora.

Três minutos depois, foi a vez de William errar o chute. Após grande jogada de Mansur pela esquerda, William recebeu a bola na área sem marcação mas errou o alvo, chutando á esquerda do gol do Ceará.

A pressão baiana continuou durante todo o primeiro tempo, mas o Ceará não deixou barato, fechou a defesa, deixou o jogo truncado na segunda metade da etapa inicial e quase marcou em cobrança de falta do meia Leandro Chaves e com Mota, de cabeça, aos 36 minutos de jogo.

Mas a festa da torcida do Vitória, que lotou o Barradão, embalou a equipe rubro-negra e levou ao primeiro gol do jogo. No contra-ataque, William saiu sozinho de frente ao gol do Ceará e, com tranquilidade, abriu o placar, levando a torcida à loucura e dando moral ao Vitória para o segundo tempo.

Depois de dois anos na série B, o Vitória está de volta a elite do futebol nacional. Sob o olhar de mais de 37.500 expectadores, recorde de público no Barradão no ano, o Leão apenas empatou com o time do Ceará por 1 a 1, na tarde deste sábado, 24, no Estádio Manoel Barradas, em Salvador (BA), mas o resultado garantiu o retorno do time rubro-negro à série A do Campeonato Brasileiro.

Com o empate, o Leão, que somou 21 vitórias, oito empates e nove derrotas em 38 jogos, fecha o campeonato com 71 pontos ganhos, mesma pontuação do São Caetano que, por ter uma vitória a menos que o time baiano, ficou em quinto lugar e não se classificou.

(informações do Uol/Folha)


Prefeito eleito e primeira dama:massacre em Jussiape

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DEU NO SITE JUSSIAPE-NOTÍCIA

O prefeito de Jussiape, Procópio Alencar (PDT) e sua esposa Jandira Alencar, foram alvejados na manhã deste sábado (24), em sua casa.
O autor dos disparos, segundo testemunhas, invadiu a casa do prefeito e atirou contra ele e sua esposa. Segundo informações que chegaram na redação, as vítimas faleceram no momento que foram alvejados.

De acordo com repórteres, mais pessoas ficaram feridas durante o ataque.
Outra vítima, foi Oderlange Pereira, gerente da Embasa, que também foi alvo e não resistiu aos ferimentos.

O atirador, conhecido por Coló do Quiosque foi alvejado depois de trocar tiros com policiais.

Procópio Alencar foi eleito com 58,48% dos votos válidos em outubro deste ano.

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DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

O ator norte-americano Larry Hagman, que interpretava a personagem J.R. Ewing na série «Dallas», morreu na sexta-feira aos 81 anos, vítima de cancer.

Larry Hagman fazia tratamento de um câncer desde o ano passado, mas de acordo com um comunicado divulgado este sábado pela família, o ator morreu na tarde de sexta-feira no hospital «em paz» e «cercado de parentes e amigos».

Nascido em 1931 em Fort Worth, no Texas, nos Estados Unidos, o ator ficou famoso ao interpretar o vilão J.R. Ewing, um homem malvado, manipulador e sem escrúpulos, na série norte-americana «Dallas», que marcou a década de 1980 e teve 14 temporadas, entre 1978 e 1991.

Recentemente, Larry Hagman voltou a interpretar o mesmo papel, numa nova versão de «Dallas» estreada este ano, e preparava-se para gravar a segunda temporada.



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CRÔNICA

Zé Dirceu seria canibal?

Janio Ferreira Soares

Apesar da promessa de não mais escrever sobre o tema, é impossível ficar indiferente à saga da eterna seca, que este ano, em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga, deverá se chamar “Óia eu aqui de novo, rachando!”. A pré-estreia aconteceu em Salvador, onde a presidente Dilma – que deveria ter chegado pilotando um caminhão-pipa -, posou ao lado de governadores com feições calculadamente compungidas, como se alguém ali tivesse boi descarnado no pasto. Fossem sinceros, terminariam a farsa cantando o final de Se Eu Quiser Falar Com Deus, de Gil, que profetiza: “… ao findar vai dar em nada, nada, nada, nada, nada…”.

É por isso que Piaba, prima de Baleia (a vira-lata de Vidas Secas), não se cansa de latir em direção aos helicópteros que passam levando autoridades para visitar as obras de transposição do São Francisco. O sonho dela é que esse pessoal desça só um pouquinho e explique ao povo daqui porque, com o rio tão perto, neguinho ainda continua carregando latas d’água na cabeça. No embalo, ela aproveitaria e daria uma boa mordida na batata de algum ministro ou – quem lhe dera! -, no mocotó de um certo alguém de terninho bege. Pega, Piaba, pega!

P.S. 1 – Soube que os ministros do STF, depois que leram em A TARDE que Zé Dirceu comeu um bode na Bahia, estão discutindo se ele, considerado por muitos o bode expiatório do mensalão, pode ter a pena aumentada pela prática de canibalismo. Segundo Joaquim Barbosa, “alguém capaz de comer um igual e ainda lamber os beiços caracteriza um autoflagelo só cometido por frios e calculistas”. Já Levandowski defende que é preciso provar se a carne era realmente de caprino, “pois há muito cordeiro disfarçado de bode coxeio (olhando cinicamente para Barbosa) por aí. Além disso, cadê a prova material? Cadê as marcas dos caninos de Zé na coluna dilacerada do velho pai-de-chiqueiro (novamente fitando Barbosa estirado numa cadeira ergométrica)?”.

P.S. 2 – É uma honra para este caubói estar no meio do tiroteio proporcionado por Kid Risério e Emiliano Bill. O saloon agradece.

Janio Fereira Soares, cronista, é secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Paulo Afonso, na margem baiana do Vale do São Francisco.

nov
24
Posted on 24-11-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 24-11-2012


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Cau Gomez, hoje, no jornal A Tarde


Na posse de Joaquim Barbosa, a pluralidade como marca

Djavan na posse:trilha sonora
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ARTIGO DA SEMANA

Trilha musical para Joaquim Barbosa

Vitor Hugo Soares

A presença do cantor e compositor Djavan, na grande e expressiva festa de quinta-feira (à tarde e à noite no Planalto Central), me oferece de súbito a solução para a dúvida que me assalta: a escolha da melhor e mais apropriada trilha musical para ornamentar as linhas deste artigo semanal, sobre a posse do ministro relator do processo do Mensalão, Joaquim Benedito Barbosa Gomes, na presidência da Suprema Corte de Justiça do Brasil.

Sou daqueles convencidos de que grandes e significativos momentos da história de um país pedem grandes canções. Assim como nas trilhas sonoras de filmes marcantes ou das grandes novelas de TV. Em geral, acompanhando ou fazendo a marcação dos passos, palavras, ações e reações de personagens fortes e emblemáticos.

Diante do aparelho de televisão, em Salvador, acompanho a chegada da presidente Dilma Rousseff , com atraso “e cara enfezada” (como se diz lá no meu sertão do Vale do São Francisco). Vacilo entre duas canções para a minha trilha.

Uma delas, “Tanto Mar”, que Chico Buarque de Holanda escreveu, há décadas, para celebrar com os lusitanos, do outro lado do oceano, a Revolução dos Cravos que mudou a face de Portugal e reapresentou a nova cara e novo jeito de Lisboa para o mundo.

Enquanto o estalo não vem, sigo o bailado nervoso da gente do cerimonial para acomodar as coisas e as pessoas em seus devidos lugares. É a dança sutil dos emblemas e signos do poder, complicada e sempre sujeita a “ruídos de comunicação”, como alertava o mestre da teoria e da prática do jornalismo brasileiro, Juarez Bahia, quando no comando da Editoria Nacional do Jornal do Brasil, antes da precoce e inesperada partida.

A lembrança de Bahia não é casual neste artigo, esclareço. Tem muito a ver com a incrível semelhança – física, de caráter, de comportament e história pessoal de vida – do notável homem de comunicação nascido na baiana Feira de Santana, e o magistrado de Paracatu, interior de Minas Gerais, centro e razão das comemorações desta semana na capital do País. Obra e imagens de Juarez Bahia andam espalhadas por aí, além da memória dos que o conheceram de perto e o admiram. Quem quiser, basta conferir. Sugiro a Internet.

Na tela da TV segue o bailado no palácio do STF. Observo a pluralidade raramente vista em tamanha dimensão, e com tal amplitude, em cerimônias do gênero: o movimento dos personagens principais e dos coadjuvantes misturados no plenário e no grande salão do STF: artistas, juristas, magistrados, convidados estrangeiros, celebridades de todo tamanho e qualidade, circulando entre “gente comum”. Sintetizando tudo, a emocionante presença de dona Benedita, mãe do ministro empossado, cheio de carinhos e cuidados.

Quase inacreditável, mas muito bonito de ver. No canal fechado de TV Globo News, em que estou sintonizado, uma comentarista destaca a grande participação de artistas que se deslocaram de seus afazeres para comparecer à posse do ministro Barbosa. Entre os nomes, ela cita o cantor e compositor alagoano Djavan (de antigas e profundas ligações com Brasília) e eu grito: “Eureka!”.

A trilha musical para esta data e esta festa está escolhida: “Linha do Equador”. Canto, imaginariamente, trechos da letra e da melodia de uma das mais belas composições de Djavan. Separo, copio e colo com o mouse, o trecho que considero mais simbólico e expressivo nas linhas deste artigo semanal de opinião.

“Céu de Brasília / traço do arquiteto/ gosto tanto dela assim/gosto de filha, música de preto / gosto tanto dela assim / essa desmesura de paixão/ é loucura do coração / minha foz do Iguaçu/ polo sul, meu azul / luz do sentimento nu / esse imenso, desmedido amor / vai além de seja o que for/ vai além de onde eu vou/ do que sou, minha dor / minha linha do Equador”

Que palavras melhores alguém poderia escolher para a trilha musical do ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, na tarde histórica de quinta-feira, 22 de novembro de 2012, em que um negro de 58 anos de idade, nascido em área rural e pobre de Minas Gerais, assumiu pela primeira vez a presidência da Corte Suprema do Brasil? Seguramente, só as palavras do próprio novo presidente do STF, em trechos do memorável discurso que ele pronunciou no ato da posse:

“É preciso ter a honestidade intelectual para reconhecer que há um grande déficit de Justiça entre nós. Nem todos os cidadãos são tratados com a mesma consideração quando buscam a Justiça. O que se vê aqui e acolá é o tratamento privilegiado”…

“O juiz deve, sim, sopesar e ter em conta os valores da sociedade. O juiz é um produto do seu meio e do seu tempo. Nada mais ultrapassado e indesejado do que aquele juiz isolado, como se estivesse fechado em uma torre de marfim”.

“Não se pode falar de instituições sólidas sem o elemento humano que as impulsiona. Se estamos em uma casa de Justiça, tomemos como objeto o homem magistrado. O homem magistrado é aquele que tem consciência de seus limites. Não basta ter formação técnica, humanística e forte apelo a valores éticos, que devem ser guias de qualquer agente estatal. Tem que ter em mente o caráter laico da sua missão constitucional (para que) crenças mais íntimas não contaminem suas atividades.”

“É hora de expurgar tudo o que vem de fora da essência da Justiça, que distorce sua natureza e a desvia de seu fim. Da bajulação à corrupção e à falta de ética. Menos firula e mais eficiência”

Bem-vindo, Joaquim!!!

Vitor Hugo Soares é jornalista- E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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Ray Anthony e sua Orquestra, em “Dream”, para fazer sonhar com a cidade de Salvador digna de sua gente e de sua história.

BONS SONHOS E ÓTIMO SÁBADO

(Gilson Nogueira)


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OPINIÃO POLÍTICA

STF e Polícia Federal

Ivan de Carvalho

A Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, desencadeada ontem em Brasília e São Paulo, pode ter alguma influência na futura composição do Supremo Tribunal Federal. É que o advogado geral da União adjunto, José Weber Holanda, braço direito do advogado geral Luís Inácio Adams, é um dos alvos da operação. Policiais federais apreenderam documentos no gabinete de Holanda, localizado no mesmo andar do gabinete do advogado geral Luís Inácio Adams. O número dois da AGU, aliás, já prestou depoimento à Polícia Federal. Na AGU, durante toda a manhã de ontem, com a presença de Adams, realizou-se uma avaliação sobre o impacto da operação da PF no órgão. Cinco outros órgãos públicos também foram alvo da Operação Porto Seguro, ontem.
Onde isso pode ter influência na composição do STF? Depois que a presidente Dilma Rousseff indicou o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Teori Zavascki, para a vaga criada no STF com a aposentadoria compulsória do ministro Cezar Peluso, também o ministro Carlos Ayres Brito aposentou-se compulsoriamente, abrindo outra vaga.

Para esta última vaga, a presidente da República ainda não indicou ninguém. Quando o fizer, a indicação será encaminhada ao Senado, onde, depois de uma “sabatina” por uma comissão, será submetido a votação secreta no plenário e, uma vez aprovado (sempre é aprovado, até José Dias Toffoli foi), segue-se a nomeação pela presidente da República e finalmente a posse. A indicação tende a ser feita este ano, quando o processamento no Senado pode ocorrer ou ser interrompido pelo recesso parlamentar e concluído apenas em fevereiro.

O advogado geral da União, Luís Inácio Adams, vinha sendo considerado como a pessoa mais cotada para preencher a vaga deixada por Ayres Brito no STF. No entanto, por mais isento de responsabilidade que ele esteja quanto a um eventual envolvimento de seu imediato na AGU nos malfeitos que a Polícia Federal está investigando, o episódio enfraquece suas chances de ser indicado para o STF.

Enfraquece especialmente porque essas chances eram consideradas apenas em especulações e análises, mas a Presidência da República nem qualquer outra instância governamental ou partidária fez qualquer sinalização formal ou ao menos ostensiva. Então, ninguém poderá dizer fundamentadamente que ele não foi indicado por causa desse inconveniente da operação Porto Seguro atingir seu braço direito na AGU, José Weber Holanda.

Aliás, reportagem de Natuza Nery e Valdo Cruz, da Folha de S. Paulo, dá conta de que a presidente não estaria inclinada a aceitar indicações partidárias para a vaga deixada por Carlos Ayres Brito no Supremo. Isto excluiria, de plano, dois ministros petistas, Luiz Inácio Adams, da Advocacia Geral da União e Jose Eduardo Cardozo, da Justiça.
A presidente estaria buscando, não alguém com perfil político, mas com um perfil mais técnico. Além disso, ela não teria ficado bem impressionada com o calor das discussões e o suposto gosto de alguns ministros pelos “holofotes” durante o julgamento do Mensalão. Desejaria alguém com “serenidade”. E – esse negócio já está parecendo um mantra no governo e no PT – que não ceda às “pressões da mídia”. Mas aí – para não deixar passar a oportunidade – quem, no STF, cedeu às pressões da mídia no julgamento do Mensalão? Porque é do Mensalão que falam quando relacionam “pressões da mídia” ao STF.

É claro que o comando formal do PT – o presidente Rui Falcão à frente – e um monte de gente na retaguarda têm tentado passar a idéia de que o julgamento foi (ou está sendo, porque ainda não acabou) injusto, sem provas, demasiado severo. Estão exercendo o jus esperneandi, o que é de rotina.

De rotina não será se a presidente da República endossar essa tese.

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