nov
22


DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

Um total de 119 jornalistas foram mortos no corrente ano quando cumpriam o seu trabalho, o número mais elevado desde que os números começaram a ser compilados, em 1999, Anunciou hoje em Viena o Instituto Internacional de Imprensa (IPI).O IPI divulgou estes números durante um debate na capital austríaca organizado por esta associação de editores de imprensa e pelo Serviço de informações das Nações Unidas.

O conflito sírio foi o que provocou mais vítimas entre os profissionais da comunicação social em 2012, com 36 mortos, enquanto 16 jornalistas foram mortos na Somália, onde não ocorreu qualquer julgamento relacionado com estas mortes.

O México, Paquistão e Filipinas também permanecem regiões onde o exercício da profissão implica graves riscos. No México, já foram mortos sete jornalistas em 2012, cinco no estado de Veracruz, a zona mais perigosa para os jornalistas.

De acordo com Frank La Rue, relator especial da ONU para a proteção da liberdade de imprensa, registou-se um agravamento das condições de segurança para os jornalistas, sobretudo em locais onde existem conflitos não declarados, como sucede no México.


=============================================

Deu no Estado de S. Paulo

O ministro Joaquim Barbosa assumiu oficialmente nesta quinta-feira, 22, a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Barbosa é o primeiro negro a presidir a Corte.

Em cerca de quinze minutos de discurso, ele criticou o “tratamento privilegiado”, pelo Poder Judiciário, de réus com maior prestígio político ou poder econômico, e diz que aspira a uma Justiça “célere, efetiva e justa”, “sem firulas, sem floreios, sem rapapés”. Barbosa também disse ser necessário afastar os juízes de influências “nocivas” que possam minar a sua independência, como laços políticos estabelecidos ao longo da carreira.

Barbosa ganhou notoriedade em razão do processo do mensalão, do qual é relator. Ao longo das sessões, protagonizou discussões acaloradas, em especial com o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo e, a partir desta quinta, vice-presidente do STF.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também discursou e criticou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que retira o poder de investigação do Ministério Público, aprovada nesta quarta-feira por Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Segundo ele, apenas três países do mundo vedam a investigação pela Promotoria. “Seria mais uma retaliação à instituição pelo cumprimento de sua missão constitucional?”, provocou.

Foi a segunda vez que Gurgel usou o termo “retaliação” nesta quinta-feira – mais cedo, ele havia afirmado que a intenção do relator da CPI do Cachoeira, ao pedir o seu indiciamento, seria retaliá-lo pela sua atuação durante o julgamento do mensalão.

A corrupção na política também foi abordada por Ophir Cavalcante, presidente da OAB, que defendeu o fim do financiamento privado das campanhas. Na opinião de Cavalcante, esse modelo contribui para a prática de caixa 2. Ele lembrou que aguarda julgamento, no Supremo, uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pela própria OAB pedindo que o financiamento das empresas privadas às campanhas seja considerado ilegal. “A chave para promover a reforma política está nas suas mãos, ministros”, afirmou.

Barbosa substituiu Ayres Britto, que deixou o STF na semana passada, quando completou 70 anos e se aposentou compulsoriamente. Cerca de 2 mil pessoas foram convidadas para o evento, entre elas a presidente Dilma Rousseff, celebridades e representantes do movimento negro brasileiro. Após a cerimônia solene, haverá uma recepção num dos principais buffets de Brasília – o Porto Vittoria, às margens do lago Paranoá. A festa será paga por associações de juízes.

Nascido em Paracatu (MG), Joaquim Barbosa é formado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e fez carreira no Ministério Público Federal (MPF) como procurador da República. Foi indicado para o STF pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é membro da Corte desde 2003B.

Barbosa assume a palavra afirmando que, nos últimos anos, o Brasil ingressou no “seleto clube das nações respeitáveis”, cujas instituições podem servir de modelo a outros países. Também diz que o juiz “é um produto do seu meio e do seu tempo”, e que o modelo de um juiz “isolado, fechado, como se estivesse numa torre de marfim” está ultrapassado.

Ele critica o “tratamento privilegiado”, pelo Poder Judiciário, de réus com maior prestígio político ou poder econômico, e diz que ele aspira a uma Justiça “célere, efetiva e justa”, “sem firulas, sem floreios, sem rapapés”. “Justiça que falha e que não tem compromisso com a sua eficácia impacta direta e negativamente sobre a vida do cidadão”, afirmou.

Barbosa também disse ser necessário afastar os juízes de influências “nocivas” que possam minar sua independência e criticou que um juiz de primeiro grau tenha que buscar apoio político entre seus pares para ser promovido, no que foi aplaudido pelo plenário. Ao final, ele agradeceu à sua mãe, filho e familiares pela presença na cerimônia.

Em seguida, Cavalcante pede que o STF acelere o julgamento de processos com repercussão geral e afirma ser contra restrições ao número de recursos hoje previstos pela legislação. Ele também defende o exame da OAB como um mecanismo que garanta a qualidade da advocacia. “O advogado preparado é sinônimo de uma Justiça bem feita e, portanto, melhor”.

Ao final, o presidente da OAB defende o fim do financiamento privado das campanhas, que na sua opinião contribui para a prática de caixa 2, e lembra que aguarda julgamento, no Supremo, uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pela própria OAB pedindo que o financiamento das empresas privadas às campanhas seja considerado ilegal. “A chave para promover a reforma política está nas suas mãos, ministros”.
1

==========================================
Vídeo do You Tube postado no Twitter esta quinta-feira, 22/11, Dia do Músico, por Carlinhos Brown, baiano do Candeal e nome de ressonância na músical mundial.Bahia em Pauta bate palma de pé.

Bravo!!!

(Vitor Hugo Soares)

====================================

Vídeo de la grabación del tema “Músico” incluído en el disco “El Milagro de Candeal”. En el vídeo aparecen Marisa Monte, Carlinhos Brown, Bebo Valdés y el guitarrista Cézar Mendes.

________________________________________

MÚSICO

Eu me recuso
Eu me acuso
Não quero fim
Sou mais feliz se tem você perto de mim
No sol açoite quis ser noite pra ser sei bem
Veja você que até sonhei com esse horário

Eu sou um músico
Eu sou acústico
Eu sei do tom
Foi Deus quem deu
Quem deu foi Deus, pois Deus é dom

Quis ser o mar
Não sei ser mar
Quis ser o mar
Mas pra se mar sem ter você é ter saudade
Caminhos como esse violão libera
Levo você a tira-colo
Livre das guerras

E peço a Deus
Que me lançou em pleno carnaval
O teu amor

Eu me recuso
Eu me acuso
Não quero fim
Sou mais feliz se tem você perto de mim
No sol açoite quis ser noite pra ser sei bem
Veja você que até sonhei com esse horário

Eu sou um músico
Eu sou acústico
Eu sei do tom
Foi Deus quem deu
Quem deu foi Deus, pois Deus é dom

Quis ser o mar
Não sei ser mar
Quis ser o mar
Mas pra se mar sem ter você é ter saudade
Caminhos como esse violão libera
Levo você a tira-colo
Livre das guerras

Viva essa terra que me lançou
Em pleno carnaval do meu amor
Em pleno carnaval do meu amor
Em pleno carnaval do meu amor

Foi preciso o Centro de Convenções de Salvador para abrigar a eleição que escolherá o substito do advogado Saul Quadros na presidência da seccional baiana da OAB, esta quinta-feira, 22.

A prmeira e mais forte impressão é a de que nunca neste estado se viu uma eleição assim: tanta grana empregada pelas chapas na campanha, tanta propaganda, tantos recursos tecnológicos, e, ao mesmo tempo, um debate de propostas e conteúdos tão tão ralo e tão estreito.

Quem passar pela área do Centro de Convenções, em Salvador, vai encontrar um movimento bem acima do normal. É grande a confusão na área nesta quinta-feira (22) por conta das eleições para presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Bahia (OAB-Bahia), com carros de som, distribuição de panfletos, além de muitas bandeiras e balões dos três candidatos – Maurício de Góes, da chapa ‘Dignidade e Juventude; Luiz Viana Queiroz, chapa de oposição ‘Mais OAB’ e Antonio Menezes, ‘Ação e Ética, candidato da situação. A votaçãoo começou às 9h e vai até as 17h. A Comissão Eleitoral da Ordem prevê que o resultado seja conhecido cerca de duas horas após o fim da votação, ou seja, depois das 19h.

Resultados, a conferir. Bahia em Pauta de olho. Atentamente .Mas apenas o fato, a informação, o jornalismo interessam.


Cabral e Cavendish dançando em Paris: nem
eles a CPI do Cachoeira ouviu
===================================

DEU NO TERRA MAGAZINE

BOB FERNANDES


O enredo da CPI do Cachoeira era poderoso, mas apenas pequena parte dessa novela foi encenada. Enredo com corrupção da grossa. Com uso de dinheiro público, com governadores da oposição e da situação envolvidos e, até, com capítulos de paixão e amor. CPI que teve a habitual musa. No caso, Andressa Mendonça; num sinal dos tempos, a musa é mulher do réu, Cachoeira, que deu nome a essa novela de quinta categoria.

Novela de quinta porque a CPI sequer ouviu o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Aquele das noitadas e festas com guardanapos em Paris e cercanias.

Sérgio Cabral, amigo de Fernando Cavendish. E Cavendish é o dono da Delta, principal locação dessa novela. Uma novela barata mas, ao mesmo tempo, uma novela muito cara.

Até os guardanapos de Paris sabem que a empreiteira tinha obras e estreitas relações em mais de 20 estados. Pegaram Marconi Perillo, governador de Goiás, do PSDB. Entre outros 45, a CPI vai recomendar o indiciamento do tucano.

E preservaram Agnelo Queiroz, governador do PT em Brasília. E, óbvio, as investigações mal arranharam os tentáculos desse polvo esparramado pelo Brasil.
O relatório de Odair Cunha (PT-MG), ainda a ser votado, vai pedir investigação sobre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusado de paralisar investigações da Polícia Federal na Operação Vegas, de 2008.

A oposição, mas não apenas, dirá que isso é retaliação por Gurgel ter feito as alegações finais na denúncia do chamado “mensalão do PT”.

A situação dirá que, ao emitir opiniões eleitorais durante a reta final do julgamento e da última eleição, Gurgel buscava uma vacina; porque sabia que seria investigado. Investigado pelo que governistas, mas não apenas, viram como vistas grossas no caso da Operação Vegas.

Paulo Vieira de Souza, também conhecido como “Paulo Preto” desde a campanha presidencial de 2010, é ex-diretor da Dersa em São Paulo, no governo José Serra. Paulo Vieira, que depos na CPI, resume essa novela com uma clareza espantosa. Em entrevista à revista Piaui, Paulo Vieira pergunta:

– Por que a CPI proibiu a abertura das contas do eixo Rio-São Paulo? Só vai poder (abrir as contas) de Brasília e Goiás…

E Paulo Vieira de Souza, engenheiro que conhece as entranhas do ramo, explica:

– Porque se abrir (as contas de Rio e São Paulo), o Brasil cai.

Nada mais seria preciso dizer, além de acrescentar que, certamente, contas não apenas de Rio e São Paulo. Mas, diga-se, para alguns feitos serviu a CPI.

A CPI que foi do Cachoeira e deveria ser de tantos outros serviu para desmascarar a farsa encenada pelo ex-senador do DEM, agora cassado, Demóstenes Torres.

Demóstenes, como se recorda, escalado pelos amigos, e por anos, para o papel de O Probo, O Faxineiro da República.

A propósito, da CPI vazou que será pedido o indiciamento e/ou a investigação de um lote de jornalistas, entre eles Policarpo Júnior, da revista Veja.

Pedir, vazar que quer, é uma coisa, mas conseguir consenso e votos para aprovar é outra. De qualquer forma, nesse caso todo é de se prever muito pano pra pouca manga.

Por fim, mas não por último. Antes de passar a presidir o Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa fez um gesto derradeiro. Determinou que em 40 dias juízes federais ouçam oito testemunhas do chamado “mensalão do PSDB”.

O Ministério Público Federal (MPF) entende que o “mensalão do PSDB mineiro” foi um esquema que vigorou em 1998, durante a campanha de reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) para o governo de Minas Gerais.

O ex-governador Eduardo Azeredo, hoje deputado federal pelo mesmo PSDB, e outras 14 pessoas foram denunciadas em 2007.

Barbosa não dirá isso em público, mas entende existir má vontade, ou ao menos desleixo, para se investigar e julgar o chamado “mensalão tucano”. Por isso, gesto tão simbólico. O tempo dirá se tudo quedará apenas no simbólico.

Até pela necessidade sentida por Joaquim Barbosa para esse derradeiro gesto antes de assumir a presidência do STF, e da simbologia por ele buscada, pode-se dizer que, nesse caso, o que se teve desde 1998 até agora foi muita manga pra pouco pano.

“Se CPI abrir as contas, o Brasil cai”, disse, com razão, Paulo Vieira

O enredo da CPI do Cachoeira era poderoso, mas apenas pequena parte dessa novela foi encenada. Enredo com corrupção da grossa. Com uso de dinheiro público, com governadores da oposição e da situação envolvidos e, até, com capítulos de paixão e amor. CPI que teve a habitual musa. No caso, Andressa Mendonça; num sinal dos tempos, a musa é mulher do réu, Cachoeira, que deu nome a essa novela de quinta categoria.

Novela de quinta porque a CPI sequer ouviu o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Aquele das noitadas e festas com guardanapos em Paris e cercanias.

Sérgio Cabral, amigo de Fernando Cavendish. E Cavendish é o dono da Delta, principal locação dessa novela. Uma novela barata mas, ao mesmo tempo, uma novela muito cara.

Até os guardanapos de Paris sabem que a empreiteira tinha obras e estreitas relações em mais de 20 estados. Pegaram Marconi Perillo, governador de Goiás, do PSDB. Entre outros 45, a CPI vai recomendar o indiciamento do tucano.

E preservaram Agnelo Queiroz, governador do PT em Brasília. E, óbvio, as investigações mal arranharam os tentáculos desse polvo esparramado pelo Brasil.
O relatório de Odair Cunha (PT-MG), ainda a ser votado, vai pedir investigação sobre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusado de paralisar investigações da Polícia Federal na Operação Vegas, de 2008.

A oposição, mas não apenas, dirá que isso é retaliação por Gurgel ter feito as alegações finais na denúncia do chamado “mensalão do PT”.

A situação dirá que, ao emitir opiniões eleitorais durante a reta final do julgamento e da última eleição, Gurgel buscava uma vacina; porque sabia que seria investigado. Investigado pelo que governistas, mas não apenas, viram como vistas grossas no caso da Operação Vegas.

Paulo Vieira de Souza, também conhecido como “Paulo Preto” desde a campanha presidencial de 2010, é ex-diretor da Dersa em São Paulo, no governo José Serra. Paulo Vieira, que depos na CPI, resume essa novela com uma clareza espantosa. Em entrevista à revista Piaui, Paulo Vieira pergunta:

– Por que a CPI proibiu a abertura das contas do eixo Rio-São Paulo? Só vai poder (abrir as contas) de Brasília e Goiás…

E Paulo Vieira de Souza, engenheiro que conhece as entranhas do ramo, explica:

– Porque se abrir (as contas de Rio e São Paulo), o Brasil cai.

Nada mais seria preciso dizer, além de acrescentar que, certamente, contas não apenas de Rio e São Paulo. Mas, diga-se, para alguns feitos serviu a CPI.

A CPI que foi do Cachoeira e deveria ser de tantos outros serviu para desmascarar a farsa encenada pelo ex-senador do DEM, agora cassado, Demóstenes Torres.

Demóstenes, como se recorda, escalado pelos amigos, e por anos, para o papel de O Probo, O Faxineiro da República.

A propósito, da CPI vazou que será pedido o indiciamento e/ou a investigação de um lote de jornalistas, entre eles Policarpo Júnior, da revista Veja.

Pedir, vazar que quer, é uma coisa, mas conseguir consenso e votos para aprovar é outra. De qualquer forma, nesse caso todo é de se prever muito pano pra pouca manga.

Por fim, mas não por último. Antes de passar a presidir o Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa fez um gesto derradeiro. Determinou que em 40 dias juízes federais ouçam oito testemunhas do chamado “mensalão do PSDB”.

O Ministério Público Federal (MPF) entende que o “mensalão do PSDB mineiro” foi um esquema que vigorou em 1998, durante a campanha de reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) para o governo de Minas Gerais.

O ex-governador Eduardo Azeredo, hoje deputado federal pelo mesmo PSDB, e outras 14 pessoas foram denunciadas em 2007.

Barbosa não dirá isso em público, mas entende existir má vontade, ou ao menos desleixo, para se investigar e julgar o chamado “mensalão tucano”. Por isso, gesto tão simbólico. O tempo dirá se tudo quedará apenas no simbólico.

Até pela necessidade sentida por Joaquim Barbosa para esse derradeiro gesto antes de assumir a presidência do STF, e da simbologia por ele buscada, pode-se dizer que, nesse caso, o que se teve desde 1998 até agora foi muita manga pra pouco pano.


==============================

DEU NA COLUNA RADAR DE LAURO JARDIM/ VEJA ONLINE

Presença confirmada

Dos poucos convites que tem direito como vice-presidente do STF, Ricardo Lewandowski enviou um para Romário, que confirmou sua presença no coquetel da posse de Joaquim Barbosa.
Por Lauro Jardim

nov
22
Posted on 22-11-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-11-2012


===================================
Duke, hoje, no jornal O Tempo (MG)

==============================================================

Opinião política

A conjuntura baiana

Ivan de Carvalho

Embora com a coalizão governista elegendo a grande maioria dos prefeitos e o PT sendo o partido que mais prefeituras terá no próximo quatriênio na Bahia, as eleições municipais de outubro não foram, aparentemente, uma coisa boa para o governo Jaques Wagner e o PT.

As vitórias da oposição em Salvador e Feira de Santana, os dois maiores colégios eleitorais do estado, têm um marcante significado político. No caso de Feira de Santana, a vitória oposicionista foi esmagadora. No caso de Salvador, onde o PT jogou todas as cartas de que dispunha, inclusive mobilizando o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, a vitória da oposição foi emblemática.

O resultado eleitoral nos dois municípios, bem como a tomada de Irecê pela oposição em prejuízo direto do PT, valem como um importante alerta para o governo Wagner e o partido do governador. Esse alerta é tanto maior quanto o governo se sustenta numa coalizão política e eleitoral em que alguns dos parceiros podem eventualmente mudar de lado mais adiante, caso percebam forte perspectiva da oposição conquistar o poder.

A estratégia do governo tem, logicamente, de incluir a evidência permanente de que essa perspectiva de poder para a oposição não existe ou é mínima, desanimadora de qualquer futura migração de governistas para a oposição. Para isto, o governo e o PT têm de se recuperar de certos desgastes que sofreram ou pelo menos compensar esses desgastes.

No caso do governo, há ainda desgaste remanescente da greve na Polícia Militar e a permanência de um forte desgaste resultante da longa batalha política que foi a greve do magistério estadual e a conduta do governo diante dela.

A esses desgastes, digamos, especiais, há o contínuo problema das deficiências gravíssimas no sistema público de saúde (na capital, por exemplo, o governo fez o Hospital do Subúrbio e conseguiu implantar uma unidade coronariana no Hospital Ana Nery, além de algumas ações menores, mas as condições operacionais dos dois grandes hospitais gerais – o HGE e o Hospital Roberto Santos – permanecem calamitosas.

O governo tem ainda um imenso problema na questão da segurança pública. Este é um problema que está incomodando de há muito, mas cada vez com mais intensidade, a população da capital, de toda a sua região metropolitana. O interior também está cada vez mais exposto à criminalidade, destacando-se, claro, a violência – nas cidades, grandes, médias, pequenas, nas estradas, até nas zonas rurais.
Grave é também que o problema geral, seja da saúde pública, seja da segurança pública, não têm solução possível em curto ou médio prazos. Os recursos existentes são limitados e os governos deixaram os problemas tornaram-se muito maiores do que eles.

O PT, não só na Bahia como em todo o país, enfrenta ainda o desgaste produzido pelo julgamento do processo do Mensalão. Outros partidos estiveram envolvidos, mas parece que é o PT que está pagando o mico praticamente sozinho. E não dá para dizer que injustamente. Ainda é difícil, senão impossível, medir a duração e a profundidade desse desgaste. É uma questão que só o tempo poderá esclarecer.

Há ainda um problema global, a crise econômica e financeira, que vem se refletindo cada vez com mais intensidade no Brasil e é neste país que fica a Bahia. Portanto, a conjuntura estadual inclui esse componente também.

Neste cenário é que o governador Wagner e o PT precisarão se mover e buscar manter as alianças políticas hoje em vigor, além de manter, na população, as simpatias que têm e recuperar as que perderam.

Boa quinta-feira musical para todos!!!

(VHS)

  • Arquivos

  • novembro 2012
    S T Q Q S S D
    « out   dez »
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    2627282930