nov
21

DEU NO GLOBO.COM

O deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI do Cachoeira, pediu, hoje, o indiciamento por crime de formação de quadrilha dos jornalistas Wagner Relâmpago, Patrícia Moraes, João Unes, Carlos Antônio Nogueira e Policarpo Junior.

E recomendou que sejam investigados por eventuais ligações com Cachoeira os jornalistas Luiz Costa Pinto, Cláudio Humberto, Jorge Kajuru, Magno José, Mino Pedrosa, Renato Alves e Eumano Silva.

– O relator criou o que podemos chamar de “fator de distração” – observa o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), membro da CPI. “Como a CPI terminou em pizza mior do que o forno onde foi assada, era necessário providenciar um assunto para ocupar as discussões. Daí o capítulo dedicado à imprensa”.

O PMDB negou seus votos para que a CPI pudesse tomar o depoimento de Policarpo Junior, chefe da sucursal da revista VEJA em Brasília. Nada indica, segundo dois deputados da CPI ouvidos por este blog, que agora os ofereça para indiciar cinco jornalistas e sugerir a investigação de mais seis.

Com cerca de cinco mil páginas, o relatório de Odar ficou para ser lido amanhã. Em seguida vários deputados pedirão vista. Até o dia 22 de dezembro, o relatório terá de ter sido aprovado ou rejeitado.

A bancada da oposição na CPI pretende apresentar um relatório paralelo. Nele apontará todas as falhas da CPI e os assuntos que ela se recusou a investigar.

Exemplo: em 2010, o tesoureiro da campanha de Dilma a presidente procurou o então diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), Luiz Antonio Pagot.

Queria que Pagot arranjasse dinheiro para a campanha junto às empresas que prestavam serviços ao DNIT. Foi o próprio Pagot quem contou isso em depoimento na CPI.

– Não cometi nenhuma ilegalidade, mas não foi ético – reconheceu Pagot.

O depoimento de Pagot foi desprezado.

nov
21
Posted on 21-11-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-11-2012


Rua de San Francisco: menos liberal
para nudistas
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O governo de San Francisco (Estados Unidos) aprovou a proibição do nudismo nos espaços públicos. Três excepções: crianças menores de cinco anos, os seios femininos e as paradas gay.

A nova lei foi votada na terça-feira e o resultado expressa o desentendimento sobre a matéria: seis votos a favor, cinco contra. O objetivo, de acordo com os proponentes, foi pôr fim ao costume de alguns habitantes da cidade de passearem nus na célebre rua Castro, um dos emblemas do movimento de libertação gay nos EUA.

Numa tentativa de evitar contestações, o governo municipal inscreveu na lei cláusulas de excepção. O nudismo será permitido nas paradas gay, o topless feminino também é permitido e as crianças menores de cinco anos podem andar nuas na cidade.

No ano passado, o governo municipal já havia proibido o nudismo em restaurantes e obrigado os naturistas a colocarem uma toalha ou um pano entre o corpo e os lugares onde se sentassem. No estado da Califórnia, o nudismo em espaços públicos é permitido desde que não seja motivada por “atos lascivos” (ou seja, é proibido fazer amor na rua) e desde que a nudez não “ofenda” terceiros.

San Francisco, que sempre foi considerada uma cidade liberal mesmo dentro dos padrões californianos, retrocede agora neste ponto. “O nudismo na Castro tornou-se extremo”, disse o supervisor municipal que propôs a lei, Scott Wiener, antes da votação. De acordo com o jornal The New York Times a multa para quem violar a lei equivale a 78 euros; os reincidentes pagam o dobro e a partir daí a multa sobe para mais de 350 euros ou para pena de prisão até um ano.

Um grupo de cidadãos já contestou a lei – e realizou-se uma marcha de protesto junto ao governo municipal. “O que a cidade está fazendo é impor um código de vestuário pela via criminal”, disse à Reuters a advogada do grupo deste grupo de cidadãos, Christina DiEdoardo.

nov
21


Pinto Ferreira:a queda sem glória

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DEU NO IG

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, deixou o cargo nesta quarta-feira. A saída foi acertada ontem com o governador do Estado, Geraldo Alckmin , em meio aos desdobramentos da onda de violência que atinge a região metropolitana da capital paulista. Ele será substituído pelo ex-procurador-geral de Justiça Fernando Grella Vieira.

A notícia sobre a saída de Ferreira Pinto já era conhecida desde ontem dentro do governo, segundo apurou o iG . A mudança foi comunicada à cúpula da administração paulista, enquanto prosseguiam as conversas para a substituição na secretaria.

A informação chega em meio a mais um dia de violência na região metropolitana de São Paulo. Entre o início de terça-feira e a madrugada desta quarta, pelo menos dez pessoas morreram e 13 foram feridas a bala. Os crimes ocorreram em um intervalo de apenas oito horas.

Com as notícias sobre a substituição já circulando, coube ao próprio Alckmin confirmar a troca de comando na pasta, enquanto cumpria agenda oficial na zona norte da cidade. Alckmin agradeceu a Ferreira Pinto e o descreveu como “um bom secretário de Segurança Pública” que “colocou o cargo à disposição”. “Quero agradecer o trabalho do Dr. Ferreira Pinto, que trabalhou com honestidade e dignidade na administração pública. “Nós reconhecemos as dificuldades pelas quais estamos passando e vamos nos empenhar de forma redobrada”, emendou o governador.

Na semana passada, Alckmin chegou a dizer que não tinha intenções de alterar a cúpula da Secretaria de Segurança Pública em decorrência da onda de criminalidade. O governador, no entanto, já acumulava desgastes anteriores com Ferreira Pinto, que integrou também as administrações dos ex-governadores José Serra e Claudio Lembo, no comando da Administração Penitenciária.

*Com Daniel Marques, iG São Paulo

DEU NO G1

A polícia prendeu entre a noite de ontem (20) e a madrugada desta quarta (21) quatro pessoas suspeitas de participarem de crimes contra uma promotora e uma juíza em Salvador. Segundo a polícia civil, dois homens e um adolescente são suspeitos de sequestrarem as duas mulheres, além de estuprarem a promotora. A companheira de um deles também foi detida porque os pertences das vítimas foram encontradas com ela, mas sua participação nos crimes ainda é investigada.

As prisões foram realizadas por equipes do Centro de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil, com o apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), local para onde os detidos foram encaminhados para interrogatório. O grupo vai ser apresentado às 10h desta quarta (21), na Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

nov
21
Posted on 21-11-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-11-2012


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Nani, hoje, no portal A Charge Online

nov
21

A insuperável interpretação de Cole para a bela composição de David Weiss e Joe Sherman.

Escute antes de deitar, e durma bem!!! Ou, se preferir, se delicie ao despertar e tenha uma ótima quarta-feira, 21.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Crises em série

Ivan de Carvalho

Não dá para ignorar ou disfarçar a natureza do que está acontecendo com a crise política e militar nucleada no conflito entre o Estado de Israel e os dois grupos que controlam a Faixa de Gaza, o Hamas – que detém o controle efetivo desse território e o Jihad Islâmica, um grupo autônomo e menos poderoso, mas tão radical quanto o outro.

O secretário geral da ONU, a Liga Árabe, o governo egípcio controlado pelo grupo Irmandade Muçulmana e agora a secretária de Estados dos Estados Unidos, Hillary Clinton, estão tentando negociar uma trégua.

Até a segunda-feira, o principal negociador era o governo egípcio, com o qual Israel tem imenso interesse de manter boas relações, já que existe um essencial tratado de paz entre Egito e Israel, assinado ainda no tempo do presidente egípcio Anwar Sadat, que foi assassinado em um atentado espetacular exatamente por haver celebrado o tratado.

Mas o otimismo público do presidente egípcio Mohammed Mursi não levou a um acordo que faça cessar o conflito, sequer a uma trégua e é até compreensível. O governo egípcio tenta fazer uma mediação e ao mesmo tempo declara Israel culpado pela situação conflituosa, o que enfraquece sua posição de mediador.

A Liga Árabe está envolvida nas negociações, mas não tem a influência suficiente. É que os grupos Hamas e Jihad Islâmica não rezam pela cartilha radical de muitos dos Estados-membros da Liga, de modo que o poder moderador dessa entidade em Gaza é muito limitado. Já os Estados Unidos estão sempre interessados na paz entre Israel e seus adversários, pois têm uma aliança forte com Israel e grande interesse em um relacionamento amigável com os países árabes. Querem ser amigos dos dois lados. Mas, sobre o Hamas e o Jihad Islâmica não têm influência direta nenhuma.

Para se compreender a crise entre os controladores de Gaza e Israel é indispensável compreender antes a natureza dos grupos Hamas e Jihad Islâmica. Eles são dois grupos terroristas. E é com o terror, não com outra estratégia, que operam.

Então eles lançam, como o fizeram mais uma vez, foguetes contra o território de Israel. Israel retalia, tentando em ação inicialmente limitada, eliminar as bases de lançamento. De Gaza partem, então, mais foguetes, Israel responde, então centenas de foguetes são lançados contra seu território. Mais de mil, por enquanto, segundo a “contagem” do Hamas e do Jihad Islâmica.

A essa altura, o governo israelense prepara-se para uma ação mais ampla, acrescentando aos bombardeios pelo ar e pelo mar a possibilidade de uma invasão por terra para extirpar o foco de agressão. Os dois grupos terroristas, nesse meio tempo, emocionam o mundo com as vítimas civis do conflito que eles mesmos iniciaram. Eles não lamentam os “mártires”, civis ou terroristas, eles os exibem. Gostam que ocorram vítimas civis dos bombardeios. Quando é que terroristas se preocupam com vítimas civis? Geralmente eles, no mundo inteiro, causam essas vítimas. No caso de Gaza, as vítimas resultam da retaliação israelense, mas há suspeita forte de que o Hamas e o Jihad Islâmica exageram nos números de vítimas civis não envolvidas com os grupos terroristas, pois essas vítimas são uma poderosa arma de guerra, porque desgastam Israel ante a opinião pública mundial e geram uma mobilização que força uma trégua antes de que uma invasão terrestre ocorra para desmontar a estrutura do terror.

Então há a trégua e depois de um curto período recomeçam os ataques partidos de Gaza e toda uma situação como a atual é recriada. Por isto, Israel, com o apoio dos Estados Unidos, estão cobrando dos mediadores um acordo de “longo prazo” e que abra o caminho para uma negociação definitiva. Israel acrescenta que, do contrário, tomará as “medidas necessárias” por sua própria conta.

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