===========================================
“Gauchinha Bem Querer”, uma preciosidade da música brasileira com sotaque forte do Rio Grande do Sul, composta pelo grande Tito Madi, em notável interpretação do Conjunto Farroupilha ,gravada em 1957 .

É a escolhida como trilha musical da turma do BP no voo esta quarta-feira,14, na rota Salvador-São Paulo – Porto Alegre. E, da capital gaucha, na viagem de estrada ATÉ Gramado, na região serrana, onde o BP descansa e festeja no feriadão.

Faremos contato e daremos notícias quando for possível, tché.

Até

(Vitor Hugo Soares, pela turma do BP )

===================================

OPINIÃO POLÍTICA

A expulsão de Deus

Ivan de Carvalho

Esta é, que me recorde, a segunda vez que concordo com José Sarney. Confesso que dele discordei até mesmo quando, na Presidência da República, proclamou a patacoada da “moratória da dívida externa”, assim como quando, no mesmo cargo, lançou o tão aprovado e em seguida tão reprovado e fracassado Plano Cruzado, que funcionou, em 1986, como uma espécie de estelionato eleitoral.

Mas concordei quando Sarney, na presidência do Senado, criticou as arbitrariedades do presidente-ditador da Venezuela, Hugo Chávez, contra a imprensa (confiscando, à força, na ocasião, a principal rede de televisão do país) e, por isto, criou dificuldades para o Senado brasileiro aprovar o ingresso da Venezuela no Mercosul, o que só aconteceu bem mais tarde.

Agora, concordo com José Sarney, o imortal – ele mesmo contou, numa reunião em que estava a presidente Dilma, no Palácio da Alvorada, uma piada segundo a qual, quando Hebe Camargo chegou ao céu, São Pedro a cumprimentou: “Olá, pode entrar, mas o Sarney, não vem nunca?”. É, os imortais tem certas prerrogativas.

Mas, voltando ao caso, concordo por sua declaração de ontem, de que deve-se à “falta do que fazer” o pedido de procurador da República no Estado de São Paulo para que o Judiciário determine, liminarmente, a retirada da expressão “Deus seja louvado” das cédulas de dinheiro. O pedido é de que no prazo de 120 dias as cédulas passem a ser impressas sem a expressão, nelas introduzida em 1986, quando Sarney era o presidente da República. Sarney acrescentou que tem “pena” dos ateus.

Sinceramente, não sei se Deus está muito à vontade com essa referência a Ele no dinheiro, à moda norte-americana, onde o dólar traz a inscrição In God we trust (Em Deus nós confiamos). Lá, uma pesquisa Gallup mostrou que 90 por cento dos americanos gostam da referência a Deus nas cédulas.

Há alguns meses, o então presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, defendeu a retirada do crucifixo que está numa parede do salão em que se reúne o plenário do Supremo Tribunal Federal. Os argumentos básicos, tanto naquela ocasião quanto agora, são de que a Constituição estabelece que o Estado brasileiro é laico e que falar em Deus é discriminar “outras” religiões.

Ora, o Estado brasileiro é laico, mas não é ativista ateu. E a Constituição foi promulgada, segundo reza – reza é bem apropriado – o seu preâmbulo, “sob a proteção de Deus”. Então, se os constituintes invocaram a “proteção de Deus” para a Constituição, para todo o sistema que dela flui também está automaticamente invocada essa proteção. Se o crucifixo no Supremo é inconstitucional, a própria Constituição é também inconstitucional – só falta do que fazer não é inconstitucional.

Além disso, tenho a impressão de que esse pessoal que quer atropelar tradições e expulsar Deus de tantas lugares não tem visão periférica. Pois, se olhar para o mundo, verá que na Inglaterra, um país laico, a rainha é a chefe da Igreja Anglicana. A liberdade religiosa na Suécia é total, mas lá há uma igreja oficial, a Luterana Sueca. A bandeira de nove países europeus com liberdade religiosa plena exibem a cruz.

No Brasil, seria muito complicado. Não basta tirar o crucifixo do STF (e de tantos outros lugares públicos) e o “Deus seja louvado” do dinheiro. Teriam de mudar a história do Brasil para tirar a Ilha de Vera Cruz e a Terra de Santa Cruz, bem como mudar nomes de vários Estados (Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina, e de capitais como Salvador, Belém, São Paulo, São Sebastião do Rio de Janeiro, Natal, São Luís, além de uma infinidade de outras cidades, a começar aqui pertinho em Feira de Santana. Claro que o Cristo Redentor seria intimado para sair do Corcovado).

DEU NO JORNAL DA MIDIA

Responsável por parte das prisões do país, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, qualificou como “medieval” o sistema prisional brasileiro. “Se fosse para eu cumprir uma longa pena em um presídio brasileiro, preferia morrer”, afirmou, durante uma palestra com empresários em um hotel na Zona Sul de São Paulo.

Para Cardozo, a situação dos presídios é uma das razões para o aumento da criminalidade. Segundo o ministro, o sistema prisional brasileiro é capaz de transformar um pequeno infrator em um criminoso de alta periculosidade. “O sistema prisional é dotado de artifícios que o transforma em uma verdadeira escola do crime.”

Jogo de empurra – O ministro também condenou o embate entre União e governos estaduais para assumir a responsabilidade pela falta de segurança. “Temos que parar com o jogo do empurra. Governo estadual e federal têm responsabilidade, sim”, afirmou durante o encontro.

Apesar de agora defender uma ação efetiva do governo federal, o Ministério da Justiça levou quatro meses para responder a um pedido de recursos do governo de São Paulo para reforçar o aparato de segurança do estado, como revelou o colunista Reinaldo Azevedo.

A ajuda acabou chegando por ação da presidente Dilma Rousseff, que telefonou para o governador Geraldo Alckmin e fechou uma parceria para o combate à criminalidade na Região Metropolitana de São Paulo – crimes recentes na área já fizeram centenas de vítimas entre a população e levou à morte de 90 policiais.

Nesta semana, estado e União oficializaram o plano de segurança, que terá como uma das primeiras ações a criação de uma agência integrada de inteligência para combater o crime organizado e a transferência de presos envolvidos na morte de policiais para presídios federais de segurança máxima. (Veja)

  • Arquivos

  • novembro 2012
    S T Q Q S S D
    « out   dez »
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    2627282930