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Postado em 12-11-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 12-11-2012 11:10


Tuna Eapinheira, o diretor
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Othon Bastos, em Cascalho

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De André Setaro, crítico e professor de cinema da Faculdade de Comunicação da UFBA, publicado originalmente no Setaro`s Blog

Anote e não esqueça, que o programa é opção cultural da melhor qualidade e bom gosto para esta segun-feira, 12, em Salvador:o filme Cascalho, de Tuna Espinheira, será exibido às 18 horas, no Espaço Itaú Glauber Rocha, Praça Castro Alves, dentro da programação do Cine Futuro. Outros filmes baianos também serão exibidos logo mais.

A propaganda é a alma do negócio, distribuir um filme é uma dura questão negocial, é preciso propagar/divulgar, e, neste caso fala mais alto o vil metal. O cinema jamais teve vocação para a clandestinidade. A arte do filme, em termos de vida e morte, necessita do aconchego da luminosa tela grande do escurinho do cinema e do seu distinto público. Apartado desta circunstância o ar fica rarefeito. É uma falácia a classificação de filmes de público e aqueles sem. Toda obra cinematográfica, (ressalvando a sua qualidade técnica/estética , de nível aceitável), nunca ficaria clamando no deserto por falta de espectadores.

Gosto não se discute, mas tem gente prá tudo. Violência, sexo explicito, dramalhão, segundo os esfarrapados comentaristas dizem, é o que o povo quer.
O imperialismo da indústria cinematográfica americana chega a ocupar a quase totalidade das salas exibidoras da terrinha, quando dos seus grandes lançamentos. O país expõe suas veias abertas, com um sorriso escancarado! Ser colonizado é isto aí!

Lançar um filme, adentrar no mercado, é a hora e a vez de um número reduzido de filmes nacionais, motivo: custa muito caro.

Somos um povo sem Livrarias, Educação, Saúde, Desdentados, Descamisados, gado humano detentor da sexta economia mundial, segundo a classificação dos países ricos.

Muito semelhantes aos Cartolas do futebol, o cinema tupiniquim, também tem os seus, que decidem quais os filmes o povo quer ver. Vale não se perder de vista que todas as produções, incluindo aqui as chamadas independente e aqueloutras cheias de grana, no que diz respeito à produção e a distribuição, são dependentes do dinheiro público, jorrado das famigeradas Lei de Incentivo, e aqueles mesmos citados (os Cartolas) são os donos da bola e fazem girar a roleta, acintosamente viciada…

Urdi estes dois dedos de prosa para contraditar crítica azeda dos que falam mal da agônica briga de foice ente filmes nacionais e mercado. O espaço é curto, mas é sempre bom lembrar que, neste assunto, o buraco é muito mais embaixo…

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