nov
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Posted on 10-11-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-11-2012


Ricardo Kotscho continua no ar com o Jornal da Record News, apresentado por Heródoto Barbeiro (Imagem: Divulgação)

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Deu no Comunique-se, portal especializado em notícias de bastidores da imprensa

Com a intenção de desmentir rumores sobre uma crise financeira, a Record enviou nesta ontem, 9, um comunicado à imprensa reafirmando o interesse em investir em televisão aberta. A emissora nega que a recém anunciada “reformulação” do canal ‘Record News’, que acarretou a demissão de 40 profissionais, está relacionada com um possível momento difícil. Ainda nesta semana, o UOL denunciou um rombo de mais de R$200 milhões no orçamento da empresa.

O Grupo Record vem a público desmentir as insinuações e boatos sobre o programa de investimentos da emissora. As ilações são falsas e atribuídas a fontes que jamais são identificadas. O exercício, supostamente jornalístico, tenta relacionar a reestruturação da Record News e do R7 com o futuro da Record.

A sequência de publicações ignora que em 2012 a Record fez uma inédita e exclusiva cobertura dos Jogos Olímpicos de Londres, que marcou a história da televisão brasileira, e colocou em evidência os patrocinadores que acreditaram em nosso projeto. E ainda deixaram de informar que a Record deve fechar o ano com um crescimento de 15 % do faturamento publicitário, mais do que a média de todo o mercado.

Em respeito ao público e ao mercado publicitário, a empresa já definiu o seu cronograma em televisão aberta e gratuita para 2013:

A nova programação vai trazer a maior produção de teledramaturgia já realizada pela Record, “José, de Escravo a Governador”. Também já foram definidas a produção de uma macrosérie baseada no espetáculo teatral “Dona Xepa” e a primeira novela do autor Carlos Lombardi na Record;

Além disso, acabamos de adquirir o direito de produzir um dos maiores sucessos da televisão americana e europeia, o “Show Got Talent”;

As produções completam o pacote de novidades lançado nos últimos meses com o “Programa da Tarde”, “Fazenda de Verão”, a nova edição paulista do “Balanço Geral”, “Câmera em Ação”, a novela “Balacobaco” e a inédita temporada de “Ídolos Kids”;

A Record vai exibir, em dezembro, “Avatar” adquirido da Fox Filmes e uma das maiores bilheterias da história do cinema mundial;

E ainda em cinema renovamos o contrato com a Universal Filmes. Um pacote que inclui entre vários sucessos “Velozes e Furiosos 5”, gravado no Rio de Janeiro, e a produção nacional “Vips”.

No caso da Record News, depois de cinco anos, a emissora redirecionou a sua programação para ser estritamente noticiosa. Um formato que deve consolidar o canal com o maior número de telespectadores no segmento. O R7, em apenas três anos, está entre os quatro maiores portais de notícias, entretenimento, vídeos e serviços da internet brasileira.

Para restabelecer a verdade, a Record reafirma seu desejo de investir em televisão aberta e gratuita no Brasil. Um projeto sólido que vai seguir oferecendo uma alternativa de qualidade para o telespectador e oportunidades para o mercado publicitário.

A Record segue trabalhando para conquistar a preferência dos brasileiros com uma programação recheada de jornalismo, shows, realities, novelas, filmes, séries e seriados. E não pode permitir que boatos prejudiquem o direito do telespectador e do mercado publicitário de optar pela nossa programação.

Dá-lhe , grande Cole. É assim que se canta uma grande canção romântica.

BOA NOITE!!!

(vhs)


Paula Broadwell manteve um romance com David Petraeus no Afeganistão (DR)
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A imprensa norte-americana indicou a biógrafa do general David Petraeus, Paula Broadwell, como a mulher com quem o diretor da CIA e antigo comandante das tropas dos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão manteve um relacionamento amoroso.

O “affair”, que pôs fim à carreira de Petraeus, teria começado enquanto Paula Broadwell, uma investigadora da Universidade de Harvard que faz um doutoramento no King’s College de Londres, esteve acompanhando a vida do general no Afeganistão durante várias visitas de meses, entre Julho de 2010 e Julho de 2011 – uma pesquisa no âmbito do projecto biográfico “All In: The Education of General David Petraeus”, de que Broadwell é co-autora.

Tal como David Petraeus, a autora, de 40 anos, foi formada na Academia Militar dos Estados Unidos em West Point, tendo integrado as fileiras do Exército norte-americano (atualmente com a patente de major na reserva). A sua carreira académica começou no departamento de Estudos Internacionais da Universidade de Denver, e prosseguiu na Universidade de Harvard e no departamento de Direito e Diplomacia da Universidade Tufts, onde dirigiu o Centro de Estudos de Contra-Terrorismo.

Broadwell, que é casada e tem dois filhos, e reside em Charlotte, na Carolina do Norte, escreveu vários artigos para os jornais The New York Times e Boston Globe. No mês passado publicou uma peça na revista Newsweek intitulada “As Regras do General David Petraeus para a Vida”, uma lista de “lições de liderança” em doze pontos que incluía uma alínea sobre erros. “Todos nós cometemos erros: o que importa é reconhecê-los, admiti-los, aprender com eles e evitar cometê-los uma segunda vez.”

Não existe qualquer suspeita de que o caso de David Petraeus tenha violado os regulamentos internos da CIA, que apenas alerta para os “riscos de segurança” que podem resultar de ligações entre o seu pessoal e agentes estrangeiros. A Associated Press notava, porém, que a comunidade dos serviços secretos considera que todas as situações que possam ter um potencial de chantagem sobre dirigentes de topo comprometem seriamente o trabalho da agência.

A justiça militar também pode entender investigar uma relação extra-conjugal, mas não existe para já nenhuma indicação que pretenda fazê-lo no caso de David Petraeus. O FBI já veio esclarecer que o general não está sob investigação e que não encontrou nenhuma ilegalidade ou indício de crime na correspondência electrônica trocada entre Petraeus e a amante.

(Deu no jornal Público, de Lisboa)

nov
10

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DEU NO SITIO DE CHICO BRUNO

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados aprovou requerimento da deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) para realizar sessão de homenagem ao nascimento do político brasileiro, líder do PCB e da ALN – Ação Libertadora Nacional – Carlos Marighella. Nascido em Salvador, Bahia, em 5 de dezembro de 1911, foi considerado inimigo número 1 da ditadura militar, pela qual foi duramente perseguido e assassinado em 1969. A sessão de homenagem ainda não tem data para ser realizada.

Ano passado, a deputada Janete e o senador João Capiberibe participaram, na Bahia, das homenagens ao centenário do líder comunista. Biografia – Inicialmente filiado ao Partido Comunista do Brasil – PCB, Carlos Marighella foi um dos principais organizadores da luta armada contra a ditadura militar. Também era poeta e, por causa de um poema criticando o interventor Juracy Magalhães, foi preso pela primeira vez. Foi novamente preso em 1º de maio de 1936 e torturado pela polícia de Filinto Müller por criticar o governo de Getúlio Vargas.Fica um ano preso. Solto, entra para a clandestinidade. Sempre combatendo as ditaduras brasileiras, em 1939 é preso novamente e fica encarcerado até 1945. Foi eleito Deputado Federal Constituinte em 1946 pelo PCB baiano.

Em maio de 1964, após o golpe militar, é baleado e preso por agentes do Departamento de Ordem Política e Social – DOPS dentro de um cinema, no Rio de Janeiro. Em 1965 foi libertado por decisão judicial. No ano seguinte opta pela luta armada contra a ditadura, escrevendo ‘A Crise Brasileira’. Em agosto de 1967, participa da I Conferência da Organização Latino-Americana de Solidariedade, em Havana, Cuba, a despeito da orientação contrária do PCB. Ainda em Havana, escreve ‘Algumas questões sobre a guerrilha no Brasil’, dedicado à memória do comandante Che Guevara e publicado pelo Jornal do Brasil em setembro de 1968. Em fevereiro de 1968 funda o grupo armado Ação Libertadora Nacional – ALN. Em setembro de 1969, a ALN participa do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, juntamente com o Movimento Revolucionário 8 de Outubro – MR-8.

Em 4 de novembro de 1969, Carlos Marighella foi assassinado a tiros por agentes do DOPS, em uma emboscada chefiada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, na alameda Casa Branca, na capital paulista.

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http://youtu.be/yto_u_tAAeY

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Três momentos da grandeza artística e humana de Torquato Neto e do tamanho da sua ausência: na música, na poesia, na humanidade…

Vamos escutar e pensar nele neste sábado, 10 de novembro de 2012. E sempre!

(Vitor Hugo Soares)

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CRÔNICA

ACM Neto, Temer e o bullying

Janio Ferreira Soares

A declaração de ACM Neto de que buscará apoio de Michel Temer no caso de Dilma retaliar seus pleitos para Salvador soou, no mínimo, curiosa, principalmente pela reconhecida falta de poder da Bic vice-presidencial. Em todo caso, vai que ele tenha no bolso do colete uma escrita fina a laser para ser usada exclusivamente a favor daqueles que sofreram humilhações anatômicas no período eleitoral, aí a coisa pode mudar de figura. Imaginemos, pois, a seguinte situação.

Final de janeiro, Carnaval já na divisa com Sergipe, inauguração da Fonte Nova alvoroçando torcedores e viciados em acarajé, e nada de Neto conseguir uma audiência com a presidente para tratar dos problemas de Salvador. De supetão, ele saca o celular e cumpre a ameaça.

– Alô, Temer, tudo bem? É o ACM Neto. Geddel me deu seu número, tá podendo falar?

– Oi, Netinho, o Geddelzinho me disse que você ligaria. Posso lhe chamar também no diminutivo, não?

– Claro, é assim que muitos me tratam e eu até gosto, embora alguns exagerem no cinismo.

– Não ligue não, meu jovem, eu mesmo já perdi a conta das gracinhas que fazem comigo. Continuam me chamando de Christopher Lee, Bela Lugosi e até de Edgar, o mordomo do filme Aristogatas, sem falar na inevitável pergunta “você quer bem a cunhada?”. Mas qual o problema, amigo?

– É a Dilma. Estou tentando falar com ela há dias, mas sempre inventam desculpas provocativas para me dispensar. A última foi a de que ela não podia me receber porque estava assistindo Branca de Neve e os Sete Anões com Gabriel, seu netinho. Mesmo percebendo a jocosidade da reposta falei que poderia esperar, mas eles disseram que em seguida ela iria ver uma apresentação que Gilberto Carvalho, Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti prepararam especialmente para Biezinho chamada “Dengoso, Branca de Neve e a Feiticeira nas quebradas do Pelô”. Eu queria sua ajuda… Alô? Temer? Tá me ouvindo? Temer? Que risos são esses?

Brincadeiras a parte, que Neto consiga devolver aos baianos um pouco daquela cidade que o furacão “John” (tio-avô do “Sandy”) levou.

Janio Jerreira Soares, cronista, é secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Paulo Afon, na margem baiana do Rio São Francisco

nov
10
Posted on 10-11-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-11-2012


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Sid, hoje, no portal Metro1(BA)


DEU NO JORNAL DO BRASIL

O arquiteto Oscar Niemeyer, de 104 anos, permanece internado no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio de Janeiro, informou a instituição nesta sexta-feira. De acordo com o boletim médico, o paciente foi transferido para uma Unidade Intermediária (UI), mas seu estado ainda “inspira cuidados”.

De acordo com o médico Fernando Gjorup, que visitou o arquiteto na manhã de hoje, Niemeyer está lúcido e respira sem a ajuda de aparelhos, mas se manteve a piora da função renal, motivo que levou à internação. Não há previsão de alta.

Esta é a terceira hospitalização de Niemeyer neste ano. Em outubro, ele permaneceu 15 dias no Hospital Samaritano, com um quadro de desidratação. A primeira internação foi em maio, por 16 dias, devido ao mesmo problema, agravado por uma pneumonia.


Cabrobó:polícia chega antes da chuva,
da ajuda contra a seca e da prometida obra

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ARTIGO DA SEMANA

A seca e os “Ladrões de água”

Vitor Hugo Soares

Leio com alguma perplexidade, bastante ceticismo e muitas dúvidas, uma notícia divulgada esta semana no portal G1. Informa que na região pernambucana, onde o governo federal estabeleceu o Marco Zero da construção da multibilionária obra de transposição das águas do Rio São Francisco, duas pessoas foram presas no começo da semana, apanhadas “na operação de combate a furtos de água na Adutora do Sertão, localizada em uma das regiões mais castigadas pela escassez de chuvas em Pernambuco”

No texto, detalhes do caso: “os flagrantes foram realizados na segunda-feira (5), no município de Cabrobó, quando a ação começou. Até esta quarta (7), pelo menos 30 ligações irregulares foram suprimidas e quatro mil metros de tubulações clandestinas, retirados”. A “Operação Água Legal” – seja lá o que isso signifique – em cujo bojo foram efetuadas as prisões, seguia até esta sexta-feira (9, dia em que escrevo estas linhas, da Bahia), com o apoio do Ministério Público e da Secretaria de Defesa Social, por meio da Polícia Militar de Pernambuco.

Os detidos na “operação” seguiam na Delegacia de Cabrobó, sendo interrogados, dando explicações, ou à espera do que mais lhes poderá acontecer “por furtar água da adutora”. Além, evidentemente, dos dissabores e humilhações já enfrentados até ontem. No caso, mal comparando, superiores aos de vários condenados pelo Supremo Tribunal Federal, em Brasília, no escândalo do Mensalão, levando-se em conta que os presos na região da seca nordestina nem ao menos foram julgados ainda.

Coincidentemente, ou não, esta questão grave do ponto de vista humano e social, em Cabrobó, deve ter sido posta sobre a mesa ontem – além de seus limites meramente repressivos e policiais – na reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Nordeste (Sudene), em Salvador, com a participação da presidente Dilma e os governadores dos estados do Nordeste e muitos políticos.

O encontro – medidas de combate à seca como item principal da agenda – ocorreu no período da tarde, depois de passagem da presidente da República Dilma Roussef e comitiva, pelo oeste do estado, para inaugurações de afago ao governador Jaques Wagner (PT) em demorada fase de inferno astral na política e na administração da Bahia .

Vale anotar ser este o primeiro retorno da presidente da República a Salvador, depois do comício no bairro de Cajazeiras, em favor do candidato derrotado a prefeito da capital baiana, deputado Nelson Pelegrino. Um acontecimento político-eleitoral que tão cedo não sairá da memória dos soteropolitanos e dos que, país e mundo afora, viram repetidamente reproduzidas as imagens na televisão do desempenho de palanque da presidente Dilma naquele comício seguramente destinado a fazer história – para o bem ou para o mal.

Presenças ilustres e resultados objetivos da reunião de ontem a confirmar ainda, pois o tempo não espera e é preciso mandar o artigo para publicação neste sábado (10).

Antes do ponto final, no entanto, preciso seguir o conselho do mestre de jornalismo Juarez Bahia – na teoria dos livros publicados e na prática de seis prêmios Esso conquistados antes de morrer – quando Editor Nacional do Jornal do Brasil: contextualizar as razões do meu interesse e da relevância atribuída ao conteúdo da notícia sobre “as prisões dos ladrões de água”, procedente do marco zero da mega obra federal, praticamente ignorada pela mídia regional e nacional.

Nascí em uma cidade chamada Abaré, na margem baiana do Velho Chico, geograficamente situada a oito quilômetros, de barco, da pernambucana Cabrobó. O que acontece de bom ou ruim no rio da minha aldeia, ou com as pessoas em volta dele, mexe comigo profundamente.

Principalmente se o cidadão, ou o jornalista, desconfia ou sente o cheiro da injustiça, “malfeitos” com recursos públicos, malandragem e exploração política ou demagogia governamental, em nome das águas quase sagradas do rio do lugar onde nascí. Ou dos lugares que ele atravessa entre a Bahia e Pernambuco, onde passei a infância e vivi os primeiros e melhores anos da juventude.

Perplexidade, ceticismo e desconfianças que, às vezes, ganham indignados sentimentos pessoais e podem dar a impressão de ultrapassar limites profissionais. Vem de longe, desde o tempo do “Plante que o governo garante”, no “milagre econômico” da ditadura militar, que mandava os agricultores das margens férteis do rio plantar cebola.

Depois da superprodução, o governo não garantiu coisa nenhuma, levando os produtores em desespero a derramar cargas e cargas do produto “sem preço” nas correntezas do Velho Chico. Muitos deles optaram, em seguida, pelo plantio de erva proibida e sem garantia nenhuma, a não ser das freqüentes batidas policiais na região hoje tristemente conhecida como “Polígono da Maconha”. Minha aldeia na beira do São Francisco incluída.

“Seca e enchente, meio de vida de muita gente”. Li e fotografei o grafite tempos depois escrito na parede do prédio dos Correios, na cidade de Juazeiro (BA), quando fazia reportagem sobre seca nos anos 70 no Nordeste. Espero, com fervor, que nesta seca de 2012, tudo não se repita outra vez. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail:vitor_soares@1.com.br

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A VIOLEIRA

CHICO BUARQUE


Desde menina
Caprichosa e nordestina
Que eu sabia, a minha sina
Era no Rio vir morar
Em Araripe
Topei com o chofer dum jipe
Que descia pra Sergipe
Pro Serviço Militar

Esse maluco
Me largou em Pernambuco
Quando um cara de trabuco
Me pediu pra namorar
Mais adiante
Num estado interessante
Um caixeiro viajante
Me levou pra Macapá

Uma cigana revelou que a minha sorte
Era ficar naquele Norte
E eu não queria acreditar
Juntei os trapos com um velho marinheiro
Viajei no seu cargueiro
Que encalhou no Ceará

Voltei pro Crato
E fui fazer artesanato
De barro bom e barato
Pra mó de economizar
Eu era um broto
E também fiz muito garoto
Um mais bem feito que o outro
Eles só faltam falar

Juntei a prole e me atirei no São Francisco
Enfrentei raio, corisco
Correnteza e coisa-má
Inda arrumei com um artista em Pirapora
Mais um filho e vim-me embora
Cá no Rio vim parar

Ver Ipanema
Foi que nem beber jurema
Que cenário de cinema
Que poema à beira-mar
E não tem tira
Nem doutor, nem ziguizira
Quero ver quem é que tira
Nós aqui desse lugar

Será verdade
Que eu cheguei nessa cidade
Pra primeira autoridade
Resolver me escorraçar
Com a tralha inteira
Remontar a Mantiqueira
Até chegar na corredeira
O São Francisco me levar

Me distrair
Nos braços de um barqueiro sonso
Despencar na Paulo Afonso
No oceano me afogar
Perder os filhos
Em Fernando de Noronha
E voltar morta de vergonha
Pro sertão de Quixadá

Tem cabimento
Depois de tanto tormento
Me casar com algum sargento
E todo sonho desmanchar
Não tem carranca
Nem trator, nem alavanca
Quero ver quem é que arranca
Nós aqui desse lugar

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Obra prima:letra, música e interpretação!!!

BOA NOITE

(Vitor Hugo Soares)

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