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Postado em 08-11-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 08-11-2012 11:05

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Valeu, Papai Noel!

Gilson Nogueira

A cidade de Salvador é uma caixa de surpresas. Uma dessas, saída do rol das coisas agradáveis, pegou-me, quinta-feira passada, no Shopping Barra, perto do horário em que o sol viaja para o outro lado da Terra, e me fez mais feliz.
Tudo começou na fila de idosos da casa lotérica, em que uma ex-professora, além de distribuir chocolates com as pessoas à sua volta, presenteou-nos com suas risadas, atestando-nos que sempre foi assim e, por isso, sentia-se cada vez mais jovem.

De minha parte, tentando a sorte grande, convenci-me, naquele instante, já ter sido contemplado com um grande presente, a presença daquela criatura de Deus a fazer sorrir com seu sorriso.

Em segundos, beijei-lhe a testa, na despedida, e disse-lhe, “ a senhora é um presente de Deus!” Ela, com alegria, surpreendeu-se e disse-me “ obrigado”. O estalo do meu carinho pelo próximo fez alguém da fila acrescentar “ tá vendo,aí, ganhou um beijo!” O som da minha admiração instantânea por uma estrela humana ecoou dentro de mim e despertou-me para o mistério do espírito do Natal, fazendo-me reforçar mais a crença em Deus!

Caminhei até a livraria, em busca de algum livro sobre Impressionismo, cuja exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade, reunindo uma seleção de 85 obras-primas do acervo do Museu d`Orsay de Paris, dedicado à arte do século XIX e detentor da importante coleção de pintores impressionistas,acabo de visitar no Centro Cultural Banco do Brasil, na rua Primeiro de Março, cidade do Rio de Janeiro. Magnífica mostra, sob todos os aspectos.

Ao descer a escada do Barra, parei no intervalo para o primeiro piso. Era a voz de Nat king Cole! Ela saia, ou brotava, não sei, ao certo, feito flor mágica, da belíssima Árvore de Natal que aquele shopping cheio de charme montou para seus clientes. Principalmente, nessa época, as crianças, alegria da vida.

Como menino grande, deslumbrado com a beleza do momento, mantive-me, ali, sozinho, em silêncio, fitando o piscar da felicidade, viajando na fantasia, chorando atrás das lentes dos óculos arranhados e torcendo para que mais e mais criaturas nessa metrópole cada vez mais violenta possam deixar-se seduzir pelos sorrisos anônimos e sensibilizar-se com canções e vozes inesperadas que cantam a paz e não a guerra. Seja no shopping ou no meio da rua.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

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Comentários

regina on 8 novembro, 2012 at 13:49 #

Gilson, meu caro, as pessoas sensíveis, como vc, vão sempre ver os sorrisos, escutar os cânticos, abrir os olhos e ver a luz, onde quer que estejam e qualquer que seja o tempo… Não perca o por do sol da balaustrada da Barra e vc pensará que Deusinho te mandou um presente de Natal adiantado….. bjus…..


gilson on 8 novembro, 2012 at 15:16 #

” O sol, no horizonte morrendo, entre nuvens vermelhas, anuncia que a noite está pra chegar…”
Em ritmo de bolero, querida Regina, agradeço seu elogio e o retribuo, com o emoção, na voz do inesquecível Dick, desejando-lhe um Natal fantástico em companhia de sua família iluminada.
Bjsaudosos
http://youtu.be/sfvdSgGZdMk


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