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Posted on 08-11-2012
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Seu Cardoso, espelho e guia do BP, e o neto Tiago

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DEU NO FACEBOOK ESTA QUINTA-FEIRA, 8 DE NOVEMBRO DE 2012

Tiago Fonseca:

Hoje Seu Cardoso faria 100 anos. Grande figura, contador de historias, boleiro e amante do bom futebol, precursor da exploração petrolífera, fotógrafo amador, avô e padrinho querido.
Dez abraços, Seu Cardoso!

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O Bahia em Pauta faz suas as palavras de memória e afeto de Tiago, engenheiro de petróleo, sobre o avô Florêncio Cardoso, um pioneiro da exploração de petróleo na Bahia e no Brasil.

Exemplo e guia para este site blog desde sua criação, Seu Cardoso foi sempre uma figura singular e plural. Íntegra, forte, doce na maioria do tempo, explosiva às vezes, magnânimo e intenso sempre.

Um nome e um homem para ser lembrado nesta data em que faria 100 anos e por anos sem fim.

(Vitor Hugo Soares, pelos que fazem o Bahia em Pauta)


nov
08
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DEU NO IG

A soma das penas aplicadas aos integrantes do núcleo operacional (publicitário) do mensalão ultrapassa um século e as multas impostas a esses réus totalizam, até agora, R$ 8,5 milhões. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceram nesta quinta-feira dosimetria das punições para Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, ex-sócios do publicitário Marcos Valério.

Apesar do ritmo mais rápido, faltou maioria para fixar as penas por lavagem de dinheiro a Tolentino e Simone e também de evasão de divisas para a assessora. Isso ocorreu porque três ministros deixaram a sessão mais cedo por atuarem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento do caso será retomado na próxima segunda-feira (12).

Na sessão desta quinta-feira surgiu o primeiro caso comprovado de prescrição da pena . Ex-diretora financeira das agências de publicidade, Simone Vasconcelos não poderá ser punida pelo crime de formação de quadrilha porque a maioria dos ministros aplicou uma pena de 1 ano e 8 meses. Por causa da demora para julgar o processo do mensalão, a prescrição sempre ocorrerá para penas inferiores a 2 anos.

A expectativa é de que na próxima segunda-feira (12) os ministros comecem a estabelecer penas para o chamado núcleo financeiro, que tem entre os seus integrantes a acionista do Banco Rural Kátia Rabelo. Após a fixação das punições para o grupo financeiro, o STF passará a estabelecer penas para o chamado núcleo político, que envolve o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino.

O STF decidiu, nesta quinta, que Hollerbach deve ser condenado a penas que totalizam 29 anos, 7 meses e 20 dias de prisão e multa de R$ 2,7 milhões pelos crimes de corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. Paz recebeu uma punição que somou 25 anos, 11 meses e 20 dias de prisão e R$ 2,5 milhões pelos crimes de corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Condenado por formação de quadrilha e corrupção ativa, Tolentino tem por enquanto penas que somam 5 anos e 3 meses e multa de R$ 286 mil. E Simone Vasconcelos recebeu até agora pena total de 9 anos e 2 meses e multa de R$ 286 mil. As penas aplicadas até agora aos integrantes do núcleo publicitário totalizam 110 anos, 2 meses e 20 dias.

O relator do processo, Joaquim Barbosa, reafirmou que Marcos Valério era o operador do esquema, o principal personagem do núcleo publicitário. Por esse motivo, a ele foram aplicadas as punições mais severas, que totalizaram 40 anos, 2 meses e 10 dias. Já Simone, na opinião de Joaquim Barbosa, cumpria ordens de Marcos Valério e seus ex-sócios, tinha uma relação de subordinação com os publicitários e, portanto, deveria receber penas mais leves.

“Foi o braço operacional mais relevante de Marcos Valério”, discordou o decano do STF, Celso de Mello. “Ela não se patrimonializou. O nível de envolvimento da ré com os outros núcleos é bem reduzido”, rebateu o presidente, Carlos Ayres Britto. “Ela não trabalhou no campo da mentalização das coisas”, acrescentou Britto. “Simone mostrou-se senhora de grande desenvoltura. E polivalente inclusive no plano geográfico, atuando em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo”, disse o ministro Marco Aurélio Mello.

A soma das penas ainda deve mudar porque três ministros saíram da sessão antes do término e votarão na segunda-feira (12) em relação à pena que deve ser fixada a Simone pelo crime de evasão de divisas. Eles também vão estabelecer punições para o crime de lavagem cometido por Tolentino.

Se somadas, as penas fixadas ao núcleo publicitário chegariam a 115 anos, 4 meses e 16 dias. No entanto, os ministros ainda podem decidir pela redução de algumas delas caso reconheçam que alguns dos crimes foram praticados em continuidade. Nesse caso, em vez de somadas, aplica-se somente a pena mais alta com um agravante. Na sessão de ontem, o STF fixou 12 penas a quatro réus. O ritmo foi mais rápido do que nas quatro sessões anteriores quando se definiram apenas 15 sanções. Além da conclusão relativa a dois réus do núcleo publicitário, porém, os ministros precisam avaliar a situação de mais 20 condenados.

nov
08

DEU NO PORTAL DA REVISTA IMPRENSA E UOL

A crise gerada pelas demissões e reestruturações na imprensa brasileira chegou ao Portal Terra. IMPRENSA apurou que, em uma “conference call” realizada há alguns dias, via vídeo, o presidente da empresa anunciou “duras” medidas de contenção de gastos.

Na mesma reunião, não foi confirmado se haveria ou não cortes de profissionais. Fontes internas dão conta de que 200 funcionários podem ser demitidos. No Brasil, o Terra mantém, aproximadamente, 700. Os cortes abrangeriam não só a redação, mas também outras áreas da empresa.
IMPRENSA também apurou que, enquanto as demissões não acontecem, a empresa já tomou medidas com relação aos cortes de gastos, que incluem o congelamento, até o final do ano, de alguns benefícios concedidos aos funcionários, além de novas regras para o uso de celulares funcionais.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Terra e aguarda posicionamento da empresa.
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Andrea Beron:desligada da Record
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NA RECORD

Com reformulação na grade, Record News demite 70% da redação

Vanessa Gonçalves

Nesta segunda-feira (5/11), a assessoria de imprensa da Record anunciou que, após 5 anos, a Record News passará por uma reformulação em sua grade de programação, tornando o canal “estritamente jornalístico”. Sendo assim, a programação priorizará as principais informações do dia.

De acordo com a emissora, a mudança visa adequar o primeiro canal de notícias em TV aberta ao “novo momento de comunicação no País”.

IMPRENSA apurou que 70% da redação do canal, ou seja, cerca de 30 jornalistas, foram demitidos em razão da reformulação da grade da emissora. Entre os destituídos estão estagiários e apresentadora Andrea Beron, que dividia a bancada do “Jornal da Record News” com Heródoto Barbeiro. Há informação de que novos cortes acontecerão em breve entre os funcionários da área técnica.

De acordo com a Record – que não confirma as demissões – a reformulação busca atender aos telespectadores que buscam informação 24 horas por dia em televisão aberta e gratuita no Brasil. A emissora manterá o “Jornal da Record News” sob o comando de Heródoto Barbeiro, que contará com a participação de comentaristas como os jornalistas Ricardo Kotscho e Nirlando Beirão.

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DEU NO CORREIO

Da Redação

O sambista Edson Santos, conhecido popularmente como Edson 7 cordas, teve morte cerebral decretada na manhã desta quinta-feira (8) no Hospital Roberto Santos. Com mais de 50 anos de carreira, fundou o grupo de chorinho ‘Os Ingênuos’ em 1973 que foi o principal responsável pelo movimento de choro em Salvador, fundando o Clube do Choro em 1977.

De acordo com informações do produtor do grupo, Edson foi internado no final da tarde desta quarta-feira (7), mas só teve a confirmação de ter sido vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) na manhã desta quinta. O produtor também informou que os médicos ainda não confirmaram o falecimento do músico por conta dos outros órgãos ainda estarem em funcionamento.

Carreira
Com 71 anos e mais de 50 de carreira, Edson Santos é respeitado entre os sambistas da Bahia e do país, sendo conhecido como Edson 7 Cordas por conta do instrumento qual tocava, o violão de sete cordas.

Em 1973 fundou o grupo de chorinho ‘Os Ingênuos’ e ao lado de Cacau do Pandeiro, Jailson Coelho (violão 6 cordas), Eduardo Santos (Flauta), Júlio Caldas (Bandolin) e Washington do Cavaco, o grupo possui sete gravações musicais entre CDS e DVD.

Em 1977, fundou no Teatro Castro Alves o principal movimento de choro em Salvador junto com Paulinho da Viola, o Clube do Choro. Atualmente, Edson também fazia parte de outro grupo de chorinho, o Grupo Botequim.


Deu no Jornal do Brasil (Online)

O Palácio do Planalto informou nesta quinta-feira (8) que a presidente Dilma Rousseff ainda não tomou uma decisão em relação ao tratamento que será dado ao projeto de lei, já aprovado na Câmara e no Senado, que trata da partilha dos royalties do petróleo.

A presidente, por meio de sua assessoria direta, informou ao Blog do Planalto que “fará uma exaustiva análise do projeto de royalties aprovado pela Câmara antes de concluir pela sua sanção, veto total ou veto parcial”.

Na última terça-feira a Câmara aprovou, por 286 votos a 124, o Projeto de Lei 2565/11, do Senado, que redistribui os royalties do petróleo para beneficiar estados e municípios não produtores. As mudanças atingem tanto o petróleo explorado por contratos de concessão quanto aquele que será extraído sob o regime de partilha. A matéria será enviada à sanção presidencial.

O texto original do Senado foi votado depois de o Plenário aprovar, em placar apertado (220 votos a 211), um pedido de preferência, descartando o substitutivo do relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Para o relator, a aprovação desse texto se mostrará uma ilusão no futuro. “Ele não fecha em alguns pontos e não se sustenta, com equívocos de redação ou matemática”, disse.

De fato, os índices previstos para vigorar a partir de 2019 somam 101% no caso dos contratos de concessão para o petróleo extraído da plataforma continental (mar), seja da camada pré-sal ou não.

Já o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) defendeu o texto do Senado. “Conseguimos preservar os ganhos que os estados haviam conquistado de maneira mais equilibrada entre produtores e não produtores. Ou seja, a riqueza é de todos os brasileiros e ela foi mais bem distribuída no projeto que veio do Senado”.

Para Lorenzoni, o texto de Zarattini retirava muitos recursos dos estados. “Dois ou três estados apenas ganhavam recursos a mais nessa versão da Câmara, e isso calou fundo nos deputados”.

A proposta do Senado permite o uso dos recursos do petróleo que forem destinados aos fundos especiais nos seguintes setores: infraestrutura, educação, saúde, segurança, erradicação da miséria, cultura, esporte, pesquisa, ciência e tecnologia, defesa civil, meio ambiente, mitigação das mudanças climáticas e tratamento de dependentes químicos.

Segundo o substitutivo de Zarattini, rechaçado pelo Plenário, todos os recursos deveriam ser direcionados à educação. A exceção seria no caso da União, que poderia direcionar uma parte à ciência e tecnologia e à defesa; e para os entes produtores quanto aos recursos dos contratos atuais.

O deputado Onyx Lorenzoni criticou o engessamento dos recursos no texto de Zarattini. “Como pode um tributo estar engessado somente para a educação? Há municípios que têm sua educação resolvida, mas têm gravíssimos problemas na saúde. Por que esse prefeito não pode usar esse dinheiro na saúde?”, questionou.

Segundo Lorenzoni, a aprovação do texto do Senado evitará que municípios e estados recorram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para conseguir a liberação das verbas para outros setores. “É inconstitucional esse carimbo”, disse.

Para distribuir os recursos a estados e municípios não produtores, o projeto cria dois fundos especiais, um para estados e o Distrito Federal e outro para municípios e o Distrito Federal. O DF participa de um e de outro porque tem atribuições de ambos os entes federados.

Atualmente, já existe um fundo para todos os estados e todos os municípios, mas com um pequeno índice (8,75%). Se os produtores desejarem receber recursos por meio desses novos fundos, deverão desistir dos percentuais a que terão direito exclusivo.

Os novos recursos serão distribuídos entre os governos estaduais e entre os governos municipais segundo os critérios dos fundos de participação dos estados (FPE) e dos municípios (FPM), respectivamente.

Cada um dos fundos contará, a partir de 2013, com 21% dos recursos do petróleo explorado na plataforma continental. Em 2019, o índice passa a 27%.

Para a União, o texto diminui sua cota de 30% para 20% e direciona o dinheiro ao Fundo Social criado pela Lei 12.351/10.

Em razão dessa redistribuição, os estados produtores passarão dos 26,25% atuais para 20%. Os mesmos percentuais servem para os municípios produtores. Já os municípios onde ocorrem embarque e desembarque do petróleo diminuem sua participação de 8,75% para 3%.

O texto do Senado impõe ainda aos municípios produtores ou afetados pelo embarque e desembarque do petróleo um limite de recursos a receber. A soma de royalties recebidos dos contratos de concessão, dos contratos de partilha e da participação especial será limitada aos valores recebidos em 2011 ou a duas vezes o valor per capita distribuído pelo FPM multiplicado pela população do município, o que for maior.

Aquilo que exceder esse limite será revertido aos fundos especiais para rateio entre os não produtores.

Quanto à chamada participação especial, um adicional que as empresas devem pagar quando a produção de um poço for considerada muito grande, o projeto também estabelece novos percentuais de distribuição. Essa parcela é devida tanto em relação à exploração no continente quanto à feita no mar, seja petróleo do pré-sal ou não. Entretanto, ela incide somente nos contratos de concessão.

A União cairá dos 50% da participação distribuída para 43% em 2013, subindo para 46% em 2019. Os estados produtores passarão dos atuais 40% para 32% em 2013 e cairão para 20% em 2019.

Os municípios produtores terão o índice atual reduzido de 10% para 5% em 2013 e 4% em 2019. Municípios afetados pelo embarque e desembarque de petróleo e gás não recebem participação especial atualmente e continuarão sem recebê-la.

Já os fundos de estados não produtores e de municípios não produtores contarão, cada um, com 10% em 2013 e 15% em 2019. Hoje, não recebem nada.

O texto define, para as explorações feitas sob o regime de partilha, um montante maior de royalties devido sobre a produção: 15%. Os contratos atuais estipulam 10%.

As licitações com essas regras, introduzidas pela Lei 12.351/10 após a descoberta do pré-sal, ainda não foram realizadas devido à falta de critérios para a distribuição dos royalties.

Na partilha, uma parte do petróleo extraído da área do pré-sal fica com a União. A Petrobras deve, obrigatoriamente, participar como operadora do consórcio de empresas que ganhar a licitação do bloco de exploração.

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Valeu, Papai Noel!

Gilson Nogueira

A cidade de Salvador é uma caixa de surpresas. Uma dessas, saída do rol das coisas agradáveis, pegou-me, quinta-feira passada, no Shopping Barra, perto do horário em que o sol viaja para o outro lado da Terra, e me fez mais feliz.
Tudo começou na fila de idosos da casa lotérica, em que uma ex-professora, além de distribuir chocolates com as pessoas à sua volta, presenteou-nos com suas risadas, atestando-nos que sempre foi assim e, por isso, sentia-se cada vez mais jovem.

De minha parte, tentando a sorte grande, convenci-me, naquele instante, já ter sido contemplado com um grande presente, a presença daquela criatura de Deus a fazer sorrir com seu sorriso.

Em segundos, beijei-lhe a testa, na despedida, e disse-lhe, “ a senhora é um presente de Deus!” Ela, com alegria, surpreendeu-se e disse-me “ obrigado”. O estalo do meu carinho pelo próximo fez alguém da fila acrescentar “ tá vendo,aí, ganhou um beijo!” O som da minha admiração instantânea por uma estrela humana ecoou dentro de mim e despertou-me para o mistério do espírito do Natal, fazendo-me reforçar mais a crença em Deus!

Caminhei até a livraria, em busca de algum livro sobre Impressionismo, cuja exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade, reunindo uma seleção de 85 obras-primas do acervo do Museu d`Orsay de Paris, dedicado à arte do século XIX e detentor da importante coleção de pintores impressionistas,acabo de visitar no Centro Cultural Banco do Brasil, na rua Primeiro de Março, cidade do Rio de Janeiro. Magnífica mostra, sob todos os aspectos.

Ao descer a escada do Barra, parei no intervalo para o primeiro piso. Era a voz de Nat king Cole! Ela saia, ou brotava, não sei, ao certo, feito flor mágica, da belíssima Árvore de Natal que aquele shopping cheio de charme montou para seus clientes. Principalmente, nessa época, as crianças, alegria da vida.

Como menino grande, deslumbrado com a beleza do momento, mantive-me, ali, sozinho, em silêncio, fitando o piscar da felicidade, viajando na fantasia, chorando atrás das lentes dos óculos arranhados e torcendo para que mais e mais criaturas nessa metrópole cada vez mais violenta possam deixar-se seduzir pelos sorrisos anônimos e sensibilizar-se com canções e vozes inesperadas que cantam a paz e não a guerra. Seja no shopping ou no meio da rua.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP


Cuica, o filme: atração do Cine Futuro

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DEU NO JORNAL A TARDE

Cine Futuro projeta bons filmes da safra recente da Bahia

João Carlos Sampaio

Começa, nesta sexta-feira, 9, a 8ª edição do Cine Futuro – Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual. O festival, que já se chamou Semcine, mudou do Teatro Castro Alves para o Espaço Itaú Glauber Rocha, na Praça Castro Alves. “Estamos apostando no Centro da cidade, é um desafio”, diz o diretor geral José Walter Lima, que programou atividades também para a antiga igreja (Espaço Cultural Barroquinha), vizinha ao cinema.

Dois longas-metragens baianos estreiam no evento, ambos documentários. Um deles é Pra Lá do Mundo, de Roberto Studart, que trata da vida alternativa na Chapada Diamantina. O outro é Cuíca de Santo Amaro, fita de Josias Pires e Joel de Almeida, que já terá exibição na noite de abertura, em duas sessões, às 20 horas e 21h30. A obra perfila o famoso poeta e repentista, refazendo os seus caminhos na “velha Bahia”, cobrindo 40 anos de uma trajetória popular.

Cuíca de Santo Amaro, o filme, já circulou em festivais no Rio de Janeiro, São Paulo, Luanda (Angola), Porlamar (Venezuela) e finalmente ganha exibição por aqui. Antes da sessão, acontece o lançamento do livro A Verve de Cuíca, reunião das obras do trovador e cordelista. Para o cineasta Joel de Almeida, é uma oportunidade única estar no Cine Futuro: “A gente precisava de um evento assim para chegar com chave de ouro na Bahia”.

O codiretor, Josias Pires, lembra que exibir o filme em Salvador não é apenas estabelecer um diálogo territorial, mas tem um significado extra. “Durante a realização do filme muita gente dizia que Cuíca não merecia destaque, ele é ainda muito desprezado, até entre os próprios cordelistas, e isto somente nos incentivou ainda mais”, completa.

Brasileiros – Há boas novidades também da recente produção nacional no evento. Uma delas é o elogiado Éden, segundo longa-metragem de ficção do carioca Bruno Safadi, que foi um dos destaques do Festival do Rio, em setembro passado. Safadi também exibe o seu filme anterior, Belair, documentário codirigido por Noa Bressane, que conta a história da produtora de vanguarda, que reunia os cineastas Julio Bressane e Rogério Sganzerla.

Bressane, por sinal, também é cartaz no Cine Futuro com seu filme mais recente, Batuque dos Astros, obra-ensaio sobre o poeta português Fernando Pessoa. Já Sganzerla (1946-2004) comparece de maneira indireta, com um filme dirigido pela atriz Helena Ignez (viúva do diretor), a partir de roteiro seu. Trata-se de Luz nas Trevas (2010), que até já foi exibido na televisão, mas sem chegar aos cinemas. A fita também é cartaz na sexta.

“Além de um belo filme, trouxemos também pela oportunidade de criar um diálogo estimulante, com a presença da diretora Helena Ignez e o seu protagonista, Ney Matogrosso”, explica José Walter. Luz nas Trevas, subtitulado de A Volta do Bandido da Luz Vermelha, além de Ney Matogrosso, conta com Djin Sganzerla e Bruna Lombardi no elenco.

Welles – Uma retrospectiva sobre o cineasta, roteirista e ator Orson Welles é uma das grandes atrações do 8º Cine Futuro. São 19 longas-metragens, incluindo os clássicos Cidadão Kane (1941), A Dama de Xangai (1947) e A Marca da Maldade (1958). A seleção traz também filmes em que Welles aparece apenas como ator, como O Terceiro Homem (1949), de Carol Reed.

Uma das novidades da seleção é a síntese da minissérie Around the World with Orson Welles (batizada na programação de Este é Orson Welles), que reúne programas, produzidos para a TV britânica, nos anos 1950, com o cineasta apresentando lugares famosos e personalidades da Europa. “Tudo será projetado a partir de película ou cópias blu-ray, com muita qualidade”, garante José Walter Lima.

Completam a programação uma mostra que reúne filmes de vanguarda ao longo do século 20 até hoje, batizada de Mostra Cinema Experimental, além das mostras de Cinema Baiano, Cinema Ambiental, Indicados da European Film Awards (EFA) e a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens. Diálogos, oficinas (de Videoativismo e Som) e mesas de debate completam a programação, que prossegue até o dia 14, no Espaço Glauber Rocha e no Espaço Cultural Barroquinha (debates

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Posted on 08-11-2012
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Mario, hoje, no jornal Tribuna de Minas

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