Mariana Oliveira

Do G1, em Brasília

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez visita de cerca de três horas à presidente Dilma Rousseff na tarde desta terça-feira (6) na residência oficial da Presidência, o Palácio da Alvorada. Lula entrou e saiu sem falar com a imprensa e o teor do encontro não foi revelado pelas assessorias de ambos.

O encontro ocorreu antes de jantar que será promovido no Alvorada entre políticos do PT e PMDB. Lula participaria do jantar, mas decidiu ir embora mais cedo para São Paulo. O motivo não foi informado pela assessoria.

Mais cedo, em seminário sobre a relação do Estado com a sociedade civil, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse não saber o motivo do encontro, mas disse que os dois não tratariam de uma eventual reforma ministerial.

“Não, gente, não tem nada disso [conversa sobre reforma ministerial]. A presidenta não está falando em reforma ministerial. Vocês sabem que ela faz regularmente conversas com o Lula, eu não sei. Quando eu participo, eu sei, mas nesse caso eu não sei”, disse.

Perguntado se mudanças na Esplanada ficariam para a próxima semana, o ministro respondeu: “De verdade, a presidenta disse para gente [equipe de governo]: ‘não estou pensando nesse assunto e não vamos alimentar uma coisa que não existe’. Ela não está pensando nisso. Eu pessoalmente acho que até o fim do ano ela não vai mexer em nada.”

Jantar

O jantar entre representantes de PT e PMDB será comandado por Dilma e pelo vice-presidente, Michel Temer (PMDB).

Será o primeiro evento conjunto para reforçar a aliança entre os dois partidos após a eleição municipal. O objetivo é também confirmar o elo entre os partidos para a eleição de 2014 e reafirmar o acordo feito para o rodízio na presidência da Câmara.

O PMDB apoiou a eleição de Fernando Haddad (PT) em São Paulo no segundo turno, com o deputado Gabriel Chalita tendo participado de diversos eventos de campanha do petista.

No Congresso, um acordo firmado em 2010 prevê que o PMDB presida a Câmara após o fim da gestão do petista Marco Maia (RS). O candidato deve ser o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Os integrantes da cúpula das legendas também devem discutir uma possível mudança no ministério, para ampliar espaço de PMDB e PSD, de Gilberto Kassab.

Leia mais em g1.globo.com/politica.

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