http://youtu.be/CRyQ6dAYjnI

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De Vangelis, via Twitter, para lembrar no Bahia em Pauta tardes de sábado e domingo ( e outros dias da semana) na difusora Marabá, em Petrolina e Juazeiro.

Grande, Vangelis!!!
BOA NOITE!!!
(Vitor Hugo Soares)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou hoje “zona de catástrofe” as áreas de Rhode Island atingidas por inundações e ventos fortes durante a passagem do furacão Sandy, no início da semana, informou a Casa Branca.

Esta medida põe à disposição dos governos e comunidades locais fundos e equipes do governo federal para ajudar a limpar os estragos deixados pelo temporal.

A Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) indicou que continua a avaliar os prejuízos deixados em várias áreas para que possa haver ajuda adicional.

O presidente, que se encontra na reta final da campanha eleitoral para as presidenciais da próxima terça-feira, reuniu-se hoje com responsáveis da FEMA para se inteirar da recuperação das zonas atingidas pelo temporal.

A tempestade Sandy atingiu a costa leste dos Estados Unidos na segunda-feira à noite, chegando a terra a sul de Atlantic City (Nova Jérsia) com ventos de 137 quilómetros por hora. Causou mais de uma centena de mortos e danos elevados, em particular nos estados de Nova Iorque, Nova Jérsia e Connecticut.

nov
03
Posted on 03-11-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-11-2012

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Dá-lhe, Baby!

Queixa só dá rugas

Maravilhosa!!!
(Vitor Hugo Soares)


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Bahia em Pauta publica o texto escrito pela engenheira baiana e estudante de Direito, Maria Tomé, na passagem do 25 de Outubro, Dia da Democracia.

Não foi publicado naquela data por motivos alheios à vontade e ao conhecimento do editor do BP. Sai hoje, 3 de novembro, porque o tema da democracia é sempre atual e o texto toca em fatos e questões candentes. Permanece mais apropriado do que nunca, principalmente diante das afirmações e debates pós-eleitorais em Salvador. Confira.

(Vitor Hugo Soares, editor)

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Ode a Democracia

Maria Tomé

Como o dia 25 de Outubro, dia da democracia, se afigura, achei por bem traçar alguns comentários sobre o tema, já que a falta de interesse do povo brasileiro com essa palavrinha tem me preocupado profundamente.

Recentemente ouvi numa rádio famosa de Salvador que cerca de 80% da população brasileira nunca ouviu falar do Ato Institucional Número 5 – AI-5 – daqueles que ouviram falar, apenas um terço sabia o que era. Ou seja, apenas 6,7% da população Brasileira sabe o que foi o AI-5. Essa informação me deixou muito assustada. Espero que o leitor esteja entre os 6,7% e se não estiver, que reflita sobre a possibilidade de ler um pouco a respeito. Apenas para constar, o AI-5 suspendia garantias constitucionais dando poderes absolutos ao presidente e ao regime militar e causando o fechamento do Congresso Nacional por quase um ano. Era o auge da ditadura e a perda da liberdade.

Porém, o que me levou a está reflexão foi uma questão mais recente, fruto da eleição a prefeitura de Salvador, que teve o condão de igualmente me preocupar. Não quero defender partidos políticos, porém terei que fazer uma crítica ao partido que atualmente se encontra no poder, espero que seja uma crítica construtiva.

Vivemos uma democracia, onde o voto livre é um direito de todos. Porém, na sanha de obter a vitória na cidade de Salvador, o Governo Estadual e Federal ultrapassaram todos os limites da ética e da democracia.

O que está sendo veiculado na imprensa é que se o eleitor não votar em quem o governo “recomenda”, a verba da cidade vai ser cortada, numa infantilidade sem igual, que lembra a minha infância quando o menino que tinha a bola definia como ia ser o jogo, dizendo: “a bola é minha, se não for do meu jeito, não tem jogo”.

Este posicionamento dos nossos governantes fere todos os princípios democráticos, se trata de coação e chantagem, sendo imoral, além de inverídico. Primeiro que parte da verba é vinculada e não há liberdade do governador ou presidente sobre disponibilizar ou não, quanto ao resto, é dever legal que estes trabalhem para o bem do povo não importando quem seja o prefeito.

No mais, presidente e governador se manifestarem sobre em quem o eleitor deve votar é antiético. Não há qualquer óbice sobre um ex-presidente declarar apoio a um ou outro, porém presidente e governador eleito, representando o país e o estado, enquanto representantes públicos do povo, se manifestarem favoravelmente a um, rechaçando outro candidato é imoral e antidemocrático.

Esta postura de nossos representantes é um severo golpe a nossa democracia conquistada a tão duras penas, e novamente faço um apelo ao partido do governo que analise friamente a sua posição e não se vincule tão levianamente a um conceito como totalitarismo e ditadura.

Maria Tomé é engenheira mecatrônica e estudante de Direito em Salvavador
maria15081203@gmail.com

nov
03
Posted on 03-11-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 03-11-2012


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Simanca, no jornal A Tarde(BA)


Última edição do JT: toque de filme “noir”
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ARTIGO DA SEMANA

A MORTE DO JT ( E O JB )

Vitor Hugo Soares

Na quarta-feira desta semana (31/10/2012), chegou às bancas de São Paulo a última edição do Jornal da Tarde. Na manchete um agradecimento óbvio, previsível e restrito demais: “Obrigado, São Paulo”. Na ilustração, uma fotografia que dizia mais, muito mais: o centro da capital paulista na semi-escuridão, dividida em pequenas partes visíves e grandes espaços encobertos.

Na imagem, um toque de tensão e melancolia de filme “noir”. Faz lembrar o diário brasileiro criativo e inovador nascido na segunda metade da década de 60. Morto e sepultado aos 46 anos de idade, na quinta-feira (1/11/2012), irônica e simbolicamente uma véspera de Dia de Finados.

Dói no peito do jornalista que escreve estas linhas de Salvador, como um corte de “peixeira de baiano” mal amolada. E tudo isso junto remete a uma das sensações mais amargas e pungentes de que me recordo em minha vida pessoal e profissional.

O caso tem relação com a morte de outro diário, este de circulação nacional e peso informativo e de opinião bem mais profundo e amplo: o Jornal do Brasil, onde trabalhei durante 17 anos, atuando na sucursal da Bahia. Aconteceu no Rio de Janeiro, onde eu acabara de desembarcar em glorioso e ensolarado dia de domingo, para participar dos trabalhos da comissão de seleção dos melhores trabalhos jornalísticos da edição histórica dos 50 anos do Prêmio Esso.

Era janeiro de 2006, quando eu respondia pela Editoria de Opinião de A Tarde, jornal baiano que comemorou 100 anos mês passado

Então o JB – a exemplo do JT nestes seus últimos dias – sangrava em prolongada e sofrida agonia, antes do amargo fim e do sepultamento da inigualável edição impressa de um dos mais extraordinários e importantes jornais na história da imprensa brasileira e da América Latina em qualquer tempo.

No táxi que tomei naquele dia no Aeroporto do Galeão (Tom Jobim) para atravessar a Linha Amarela a caminho do hotel em Ipanema, onde se reuniria a Comissão do Esso, tive um susto sem tamanho ao passar – depois de vários anos de ausência da Cidade Maravilhosa e já fora da empresa – bem na frente do quase totalmente arruinado prédio da sede do JB, na Avenida Brasil 500.

A casa do grande JB, abandonada, acabara de ser invadida por grupos de sem-teto de comunidades pobres de áreas próximas. Fotos de outros jornais cariocas e imagens em movimento na televisão mostraram pessoas carregando na cabeça o que conseguiram arrancar da casa do moribundo antes do último suspiro: portas, armários, mesas, cadeiras, divisórias, luminárias. Levaram junto, pedaços da cultura, da história e da memória de um País.

Ainda sob impacto da leitura do editorial do grupo Estado, comunicando aos leitores o fim do paulistano JT, sinto necessidade de reproduzir, como desabafo, trechos do que disse “a sangue quente” no artigo que escrevi na época, sobre o que sentí naquele começo de tarde no Rio, diante das ruínas do JB:

“O prédio abrigou o jornal durante 29 anos, tempo suficiente para, praticamente, servir de sepultura a uma mais que centenária legenda da imprensa brasileira. Obrigada a pagar as milionárias dívidas contraídas em tempo de baixa irreal do dólar (na época do “milagre econômico” da ditadura), a empresa se descapitalizou.

Veio então a asfixia financeira, sofregamente enfrentada com a venda das rádios AM e FM. A queda no precipício começou em 2002, no arrendamento por 60 anos do que restava do grupo, com o jornal incluído no pacote, e o abandono do prédio. O JB retornou, agora como inquilino, à antiga sede da Avenida Rio Branco, onde purga o restante dos seus pecados.

Inúmeras vezes andei na sede da Avenida Brasil 500 como ovelha desgarrada de Salvador. Ia participar de reuniões de planejamento de coberturas com alcance nacional: da Política, da Geral, da Economia, do Esporte. Sou testemunha ocular do vigor e euforia – às vezes, tensão à flor da pele – que percorriam todas as editorias do jornal como fagulha elétrica. O entusiasmo começava na proprietária do JB, a Condessa Pereira Carneiro.

Como esquecer? Das reuniões de pauta, das idéias e debates da cobertura estimulados´, em diferentes fases, por profissionais como Carlos Castelo Branco (Castelinho), João Saldanha, Sandro Moreira, Juarez Bahia, Zózimo Barroso do Amaral , Félix de Athayde, Carlos Drummond de Andrade, entre tantos que se foram. Ou por Alberto Dines, que o reformulou, Paulo Henrique Amorim, Ziraldo, Zuenir Ventura, Artur Xexéo, Ricardo Noblat, Rosental Calmon Alves, Marcos Sá Correia, Élio Gáspari, Walder de Góes, Carlos Lemos, Hedyl Vale, Renato Machado, Xico Vargas, Beatriz Bonfim, Miriam Leitão, entre tantos que ainda aí estão, espalhados por outras redações, ou no próprio JB, como Evandro Teixeira e Rogério Reis, que revejo nesta viagem (també m naquela comissão do Esso). Sem falar da Rádio JB: Ana Maria Machado – hoje imortal da ABL – e o incansável Procópio Mineiro à frente.
Na passagem, a visão do estrago, mesmo à distancia, dói fundo. O prédio do JB virou um edifício-fantasma de nove andares na entrada da cidade. Abandonado, várias vezes saqueado e depredado, os sem-teto levaram móveis, divisórias, portas e janelas. Os objetos de cobre, mais valiosos, foram vendidos como sucata por R$ 8 o quilo e o alumínio a R$ 6.

Atento, o motorista do táxi percebe as lágrimas e se espanta. “O ar do Rio continua com essa poluição insuportável!”, minto. O educado taxista finge acreditar na desculpa, mesmo diante do límpido e ensolarado dia que faz”. Encerro aqui a transcrição (o texto completo anda pela Internet) para não precisar inventar outra desculpa qualquer, se algum curioso perguntar por que estou enxugando os olhos, agora, na frente do teclado do computador, enquanto escrevo estas linhas semanais.

Diante do fechamento do Jornal da Tarde, nascido em 4 de janeiro de 1966, por onde transitaram profissionais como Mino Carta, seu idealizador, Rogério Sganzerla, Fernando Morais, Maurice Capovilla, Sábato Magaldi, Fernando Portella, Leo Gilson Ribeiro, Jota Jota de Moraes, Mauricio Kubrusly, Olney Kruse, Eric Nepomuceno, Luiz Nassif, entre tantos outros, mortos e vivos da arte, cultura e talento do jornalismo brasileiro, eu possa responder com a verdade, como é dever na profissão: “Choro na véspera de Finados pelo JT , pelo JB e pelo País”

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

nov
03
Posted on 03-11-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-11-2012


De Tom e Vinícius, “O Amor em Paz”, para navegar na saudade!
BOA NOITE!!!

(Gilson NogueirA)

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