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OPINIÃO POLÍTICA

Eleições de 2014

Ivan de Carvalho

Passadas as eleições municipais, começaram – ou recomeçaram – as especulações sobre as eleições majoritárias de 2014 na Bahia, quando estarão em jogo um mandato de governador, um de vice-governador e um de senador.

As oposições em âmbito estadual sentem-se estimuladas pela vitória eleitoral nos dois maiores colégios eleitorais da Bahia – Salvador e Feira de Santana – mas, com a composição partidária que tem hoje, um mundo ainda a separa do Palácio de Ondina e mesmo do Senado Federal.
Não dá para esquecer que o amplíssimo arco partidário construído para apoiar o governo Jaques Wagner, reforçado pela caça a aliados na preparação da campanha eleitoral para as eleições de prefeito da capital, tem imenso potencial político e eleitoral.

A liga que mantém esses partidos todos na aliança governista é forte, constituída pelo poder do governo estadual somado ao poder do governo federal, ambos sob comando do PT. Permanecendo tão ampla aliança em 2014 na Bahia, difícil será às oposições estabelecer uma batalha eleitoral equilibrada.

É claro que na política as certezas de hoje, da mesma forma que podem continuar sendo as certezas de amanhã, podem também transformar-se em incertezas e até em certezas contrárias.

Podemos imaginar que a situação da política nacional, que estará muito voltada para a sucessão presidencial e a renovação no Congresso, tenha influência na Bahia. Além disso, outro dado sobre o qual não há certeza diz respeito à economia nacional, sujeita aos trancos que afligem a economia e as finanças globais. A situação da economia em 2014 terá, naturalmente, influência nas disposições do eleitorado e dos partidos e, portanto, nas eleições federais e estaduais. E também o desempenho do governo estadual nos próximos dois anos. Esses fatores têm a ver com a integridade da base política do governo estadual.
Tudo isso apenas para assinalar que existe hoje uma situação dificílima para a oposição baiana, mas também que tal quadro pode se modificar de modo significativo – ou não, como diria Caetano Veloso.

Há detalhes interessantes no quadro existente, do lado governista (PT e aliados). É que ficou tão amplo o arco de alianças que, até certo ponto, os jogos de poder deixam de ocorrer quase que exclusivamente entre situação e oposição – como seria normal dentro de um quadro de razoável equilíbrio de forças – para serem jogados com intensidade e frequência também no interior do sistema governista de forças.

Isso também poderia ocorrer dentro de um partido hegemônico ou único, como era o modo de ser dos partidos comunistas. Mas o fenômeno pode também atingir, com mais facilidade, uma ampla aliança de partidos e lideranças. Uma demonstração disso dá o governador Jaques Wagner quando diz que é cedo para discutir as eleições de 2014, especialmente para governador, pois existem vários nomes de aspirantes na sua base política.

Realmente existem. Há candidato declarado, pelo menos um, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Nilo. Existem também os não declarados, mas ostensivos, caso do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, do PT e o também petista José Sérgio Gabrielli, além dos não ostensivos, mas notórios – Rui Costa, do PT, Otto Alencar, vice-governador e presidente do PSD. Todos, se confessam suas pretensões, condicionam a implementação da respectiva candidatura ao apoio (concordância) do governador Jaques Wagner.

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