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Lucia Cerqueira: Presença intensa iniciada
na redação vibrante do Jornal da Bahia

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Lúcia de Oxum: Encontro de duas luas no céu
Nádya Argolo*
Ontem (29/10) quando cheguei ao Hospital Aliança, às 20h30 para pernoitar com minha comadre Lucinha na Semi UTI, admirei o brilho da lua cheia e meu coração ficou apertado. Pensei: como curtimos juntas, tantas vezes e em tantos lugares lindos dessa nossa Bahia, esse céu estrelado iluminado por este satélite que sempre nos encantou. Cheguei ao AP 9 com o coração apertado. A noite foi sofrida, triste, mas Deus a acolheu às 10h33, dessa terça-feira, dia 30 de outubro.

A jornalista Lúcia Cerqueira (58)  foi assessora especial da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Salvador até março deste ano, na gestão do ex-secretário Diogo Tavares.  Graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e pós-graduada em Comunicação para o Mercado, pela Unifacs, começou sua carreira como repórter no Jornal da Bahia em 1975.

Em 1983, foi convidada pelo jornalista Fernando Vita para trabalhar na Assessoria de Comunicação Social da Telebahia e ainda atuou por dois anos na Telebrasília, no Distrito Federal. De volta Salvador, assumiu a coordenação da Ascom da Telebahia, tendo conquistado na sua administração vários prêmios da Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial (Aberje) para a empresa considerada “modelo” dentre todas do Sistema Telebrás.

Lúcia foi companheira por anos do jornalista Rêmulo Pastore, Reminho, também carnavalesco por vocação e direito, e com ele teve Rafael Pastore (25), engenheiro de produção. Depois com o compadre Eduardo Pontes teve Maria Eduarda (12), uma pequena Oxum, como a mãe, pois ambas são bonitas, vaidosas e gostam da cor amarelo ouro, das águas doces, do dia de sábado e fazem muitos amigos. Ora Iê Iê Ô!

Lucinha de Oxum foi sempre exemplo de força, fé, determinação e luta. Mulher esplêndida, radiante, maravilhosa, segundo o publicitário Marcelo Simões, que exaltava sua paixão de amigo querido. Exemplo de filha, irmã, companheira e comadre. Mãe dedicada, porém firme quando precisava ser. Colega de trabalho no JBa e Telebahia, que sabia dizer com doçura: “Refaça o texto, pois você pode fazer melhor”. E também elogiar quando este estava bom, até fazer corar. Assim era Lucinha, Lua, minha comadre amada e em dose dupla: dinda de Tess, minha filha que a escolheu e de Duda, que me quis também como madrinha de alma e coração.

Já sinto saudades de você amiga, o sol deitou radioso, a lua voltou a brilhar no céu estrelado desse dia morno de Primavera, mas já não sinto o calor das suas mãos. Até um dia…

* Nádya Argolo é jornalista . Texto publicado originalmente no Blog Política Livre, do jornalista Raul Monteiro.

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O corpo de Lúcia Cerqueira está sendo velado no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, onde  será cremado amanhã às 10h.

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Maya Allende:a nova prefeita de Ñuñoa

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DEU NO PORTAL G1

Uma das netas do falecido presidente Salvador Allende, Maya Fernández Allende, foi eleita prefeita de um município da região metropolitana de Santiago no domingo (28), segundo confirmou o Serviço Eleitoral chileno.

Em uma apertada disputa nas eleições municipais, Maya, do Partido Socialista, foi eleita com uma diferença de apenas 92 votos. O outro candidato, Pedro Sabat, era prefeito de Ñuñoa desde 1996. “Sempre estarei disposto a ajudá-la”, disse Sabat

Maya Fernández Allende, de 41 anos, é filha de um diplomata cubano, Luis Fernández Oña, e de Beatriz Allende. Sua mãe se suicidou em 1997 enquanto a família vivia exilada em Cuba, onde Maya viveu até os 21 anos.
Sua tia, Isabel Allende, é senadora, também pelo Partido Socialista.

Um dos fatos mais curiosos de domingo aconteceu quando os mesários de uma seção no município de Estación Central se depararam, no registro de eleitores, com o nome do Salvador Allende, morto durante o golpe militar de 1973.

Segundo os responsáveis pela zona eleitoral, o erro provém do Serviço de Registro Civil, órgão que forneceu ao Serviço Eleitoral (Servel) informações necessárias para a elaboração de um novo censo, após a reforma que estabeleceu a inscrição automática e o voto voluntário.

Outra vitória que teve muita repercussão foi a de Carolina Tohá, ex-porta-voz do governo de Michelle Bachelet, que dedicou seu triunfo em Santiago Centro a seu pai, José Tohá, ministro de Allende, falecido em 1974 durante a ditadura de Augusto Pinochet.

A justiça investiga a possibilidade de a morte de Tohá não ter sido provocada por suicídio (enforcamento), mas sim por um homicídio (estrangulamento), já que foi achado em um Hospital Militar dentro de um armário, pendurado com seu cinto, apesar de medir 1,92m.

Em Providência, a socióloga Josefa Errázuriz, líder comunitária que se apoiou nos movimentos sociais, conseguir vencer o coronel aposentado Cristián Labbé, que foi chefe de segurança de Pinochet e buscava seu quinto período à frente do município.

Labbé, que ao ir votar foi alvo de uma manifestação por seu passado como agente da Polícia secreta na época da ditadura, rotulou sua rival como ‘serpente do paraíso’ e anunciou que não a felicitaria.

Além disso, no município de Huechuraba, o candidato da oposição Carlos Cuadrado Prats, neto do general Carlos Prats, comandante do Exército de Allende e assassinado em 1974 em Buenos Aires por agentes da polícia secreta da ditadura, foi eleito com 46,74% dos votos.


JT:triste fim de mais um jornal brasileiro

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DEU NO “PÚBLICO”, DE PORTUGAL

O diário brasileiro “Jornal da Tarde” (JT) vai encerrar na quinta-feira, depois de 46 anos de circulação, anunciou hoje o Grupo Estado, que publica o jornal.

O JT, apesar de ser um dos tradicionais jornais de São Paulo, enfrentava problemas de quebra de vendas, com uma tiragem média diária de 37.778 exemplares em Agosto, segundo o Instituto Verificador de Circulação, citado pela imprensa brasileira.

Ao todo, 44 jornalistas trabalham no jornal, segundo o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. A empresa não divulgou o número de trabalhadores que será dispensado ou reaproveitado no “Estadão”.

O Grupo Estado anunciou também que pretende focar a sua estratégia no “Estadão”, o principal jornal da empresa, numa “multiplataforma integrada”, com papel, digital, áudio, vídeo e aplicações móveis.

A edição online do JT também será encerrada. Apenas um caderno, o “Jornal do Carro”, será incorporado no “Estadão”.

O anúncio da empresa encerra dias de rumores sobre o fechamento do diário, que já tinha resultado num anúncio de greve pelos trabalhadores, na semana passada.

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE E NA TV GAZETA

Cada um irá ler e analisar o resultado da eleição com suas razões. Ou, com o fígado. Mais com o fígado do que com razões, muitos apostaram que Lula seria derrotado em São Paulo. Lula bancou sua maior aposta. E ganhou com Fernando Haddad na maior e mais poderosa cidade do Brasil.

Toneladas de papel, centenas de horas e horas nas rádios e TVs, bits e mais bits foram gastos para explicar como e porque Lula seria inexoravelmente derrotado. Se tivesse perdido, choveriam manchetes sobre a “estrondosa derrota”, análises infindas brotariam com erros que teriam levado à “derrota monumental”.

Já os números são inequívocos: o PT e o PSB saem da eleição com mais prefeituras e mais eleitores. Juntos, conquistaram 31% dos eleitores e 1.076 das prefeituras do Brasil. O PMDB, que encolheu, mesmo assim venceu em 1.026 cidades. Somente estes três partidos da base da presidente Dilma, PT, PMDB e PSB, governarão 2.102 das 5.556 cidades. E governarão 48% dos eleitores do Brasil.

Eduardo Campos (PSB) sai forte, fortíssimo das urnas. Pode seguir com mais espaço no governo Dilma, e pode começar a ensaiar seu voo solo. Não faltará quem queira o governador de Pernambuco em duetos, tercetos…

Aécio Neves (PSDB), no primeiro turno, também venceu. É paradoxal, como costuma ser a política, mas Aécio ganha espaço com a derrota de José Serra. Não há quem não saiba que os dois tucanos não se bicam.

José Serra perdeu para um conjunto de fatores: fadiga de material, má avaliação do prefeito Kassab, erros na campanha… mas Serra perdeu também para si mesmo.

Serra perdeu porque costuma subestimar os demais. Porque imagina, quase sempre, que “o outro” é um inimigo, seja o “outro” quem for. E essa é uma equação que não fecha. Menos ainda na política, onde a conta sempre chega.

Lula, Dilma e o PT perderam batalhas. Em Salvador, Campinas, Fortaleza, Porto Alegre, Recife… e outros tantos cantos. Como também perderam Eduardo Campos e Aécio Neves. Mas, é fato, eles venceram suas batalhas simbólicas.

Kassab e seu PSD ganharam 497 prefeituras… mas perderam a poderosa São Paulo, um símbolo com 6% do eleitorado do país.

Perderam os que superestimaram e apostaram em efeitos imediatos do julgamento no Supremo Tribunal Federal.

O chamado “mensalão” é um conjunto de fatos objetivos. De fatos graves, ou gravíssimos.

Mas não funcionou magnificar o “mensalão” ainda mais. Não funcionou fazer de conta que o “mensalão” é caso único e isolado na vida político-partidária brasileira.

O Brasil tem hoje 80 milhões de usuários na internet e 50 milhões usam redes sociais no cotidiano. Portanto, milhões e milhões de pessoas ouvem falar de outros escândalos, alguns monumentais. Esses escândalos não chegam às manchetes. Muitas vezes mal são noticiados, ou, nem são noticiados na chamada grande mídia. É como se tais escândalos não existissem.

Talvez por isso, mesmo com a gravidade do caso “mensalão”, 20% dos eleitores do Brasil se abstiveram; em São Paulo, incluídos os nulos, o número bate nos 30%.

É muito, pode ser mesmo significativo de algo, mas quem é do ramo, como José Roberto de Toledo, de O Estado de S.Paulo, recomenda cautela: tais números precisam ser revistos à luz de uma atualização de cadastros; entre mortos e etc., a conta pode não ser exatamente esta.

Mas, fato objetivo, o “mensalão” não deu a vitória para quem se valeu do julgamento como arma e discurso principal na campanha.

O porque desse descompasso entre uma causa, “o mensalão”, e o que tantos buscaram, os efeitos imediatos, para esta eleição, é coisa para pesquisadores, sociólogos e demais “ólogos”. Mas cabem alguns raciocínios mais simples.

Por exemplo: das 5.556 cidades do Brasil, 70% têm menos de 20 mil habitantes (com 17% do eleitorado). Seus moradores, portanto, conhecem, sabem “quem leva” e “quem não leva”. E sabem que o “levar” é, infelizmente, multipartidário.

O mesmo sabem moradores de milhares de cidades com dimensões que ainda permitem saber quem é quem. Ou, “quem leva” e “quem não leva”. Talvez por isso o ex-governador de São Paulo Claudio Lembo (PSD) – que não é um perigoso esquerdista – tenha feito uma importante, intrigante pergunta depois da eleição:

– Os brasileiros estão afastados dos valores éticos, ou os eleitores se consideraram manipulados pelos mecanismos (os meios) de informação?

Diante do que se viu, se leu e se ouviu antes e durante as eleições, cabe uma constatação: em muitas porções do Brasil, e mais uma vez, a opinião pública derrotou a opinião publicada.


DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

A subida das águas provocou a rutura de uma barragem perto de Nova Iorque, segundo a polícia. 200 pessoas foram evacuadas. Em New Jersey, um reator nuclear foi desligado.

A rutura da barragem do rio Hackensack mobilizou ajuda considerável da polícia e da Guarda Nacional para ajudar os habitantes da cidade de Moonachie, ameaçada pelas cheias, segundo a imprensa local.

O incidente ocorreu pouco depois da meia-noite e não provocou, de imediato, vítimas, de acordo com Jeanne Baratta, chefe de gabinete do Condado de Bergen, citado por meios de comunicação locais.

As evacuações ainda estavam em curso na parte da manhã e poderiam envolver um total de mais de mil pessoas.

Localizado perto da foz do rio East, Bergen County, perto Nova Iorque, foi atingida pelas águas devido a marés altas provocadas pela chegada do furacão Sandy, segunda-feira à noite.

Um reator nuclear foi desligado no Estado de New Jersey, também devido ao mau tempo causado pelo furacão Sandy, anunciou o seu operador.

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Posted on 30-10-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-10-2012


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Sid, hoje, no portal Metro1

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OPINIÃO POLÍTICA

A busca do novo

Ivan de Carvalho

A busca do novo.
Entre outras, esta foi uma importante razão para o eleitorado paulistano rejeitar a candidatura do tucano José Serra e aceitar a candidatura do petista Fernando Haddad, que Lula fez cair de paraquedas sobre a maior cidade da América do Sul. Não que Haddad tenha ideias novas, ou próprias, mas porque parece novo quando comparado com Serra, cujas fortes ligações políticas e pessoais ao atual e rejeitadíssimo prefeito Gilberto Kassab eram ostensivas – não importando se este prepara-se para integrar imediatamente o conjunto de forças políticas do qual faz parte Haddad. A política é uma arte que tem suas artes.
Primeiro, o eleitor paulistano viu o novo em Celso

Russomanno, do PRB, candidato com histórico de radialista voltado para a defesa do consumidor. Apoiado pela Igreja Universal do Reino de Deus e pela Rede Record, Russomanno liderou as pesquisas durante uma parte da campanha, mas tinha tempo extremamente escasso na propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio. Sofreu ataques pesados, que impressionaram o eleitor, e não teve tempo suficiente na propaganda eletrônica para se defender e contra-atacar. Desabou.

Aconteceu nas eleições paulistanas deste mês algo semelhante ao que aconteceu nas eleições presidenciais de 2002. Os oito anos de FHC no poder haviam cansado o eleitorado, que queria o novo, mas o novo, não sendo Serra, que aparecia como a continuidade do correligionário tucano FHC, também não era Lula, porque a maioria dos eleitores desconfiava do PT. Nesse impasse foi que o PFL emergiu com a candidatura da então governadora do Maranhão, Roseana Sarney, que estava ultrapassando nas pesquisas tanto Serra quanto Lula. Mas Serra armou com a ala serrista da Polícia Federal e encontraram aquela montanha de dinheiro de campanha no escritório da empresa do marido dela, o bisonho Jorge Murad.

Então emergiu Ciro Gomes pelo PPS, um partidinho. E cresceu. E, nas pesquisas, ia ultrapassando Serra e Lula. Então um grande amigo de Serra e FHC, o então presidente do TSE, Nelson Jobim, sacou da Constituição e da legislação partidária e eleitoral o que não havia nelas – a verticalização das coligações. Isto impediu que o PFL se coligasse com o PPS, dando a Ciro o que ele mais precisava – tempo de propaganda no rádio e televisão e uma estrutura partidária bastante ampla em âmbito nacional.

A candidatura de Ciro esvaziou-se por falta de tempo na propaganda eletrônica e falta de uma estrutura partidária sólida de apoio. Ficaram então, como Serra queria, na briga, Serra, o continuador e Lula, o suposto amedrontador. E Serra perdeu, porque o enjoo venceu o medo. Pior – deu a presidência a Lula, que dificilmente a teria contra Roseana ou contra Ciro Gomes.

Em Salvador, este mês, o eleitorado buscou o novo.
Não importou que entre o novo e o antigo houvesse uma ponte, representada pelo nome e pelo laço familiar de avô e neto. Parente não é pecado. E essa ponte (não a outra) pode ter até ajudado. O que estava dando canseira na maioria do eleitorado era o PT, dez anos no poder federal, seis anos no estadual. E o ruído de fundo do julgamento do Mensalão e da solidariedade política prestada aos condenados a corroer a imagem do partido.

Tudo junto resultou em clara insatisfação com o partido do deputado Pelegrino, fenômeno que o próprio Lula reconheceu e mencionou no discurso que fez em Paripe, na última quinta-feira.

A simpatia do desgastado prefeito João Henrique pelo candidato ACM Neto não era ostensiva, ao contrário do que ocorreu em São Paulo. Foi, sabiamente, discreta e modesta, não se podendo por à conta de tal simpatia o apoio do PTN presidido pelo deputado João Carlos Bacelar, que é um partido autônomo e sempre teve uma ligação, na Bahia, com o Democratas. Já o petista Pelegrino contou, à saciedade, com o apoio evidente do governo federal e do estadual, fez praça disso e disso recebeu bônus e ônus.

Mais ônus, a julgar pelo resultado que emergiu das urnas.


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