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ACM Neto: “Não duvidei um só minuto”/Imagem:iBahia

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

ACM Neto (DEM) foi eleito Neste domingo (28) o novo prefeito de Salvador, derrotando o candidato do PT Nelson Pelegrino no segundo turno. Neto assume a prefeitura em janeiro, substituindo João Henrique Carneiro (PP).

Depois de um primeiro turno disputadissímo, a briga este domingo foi novamente acirrada. Com 97,07% das urnas apuradas, Neto tem 53,71% dos votos e Pelegrino 46,29% e já tem a vitória garantida. Ele comemorou o resultado em sua página no Facebook. “Não duvidei um só minuto da força do nosso povo. Hoje, começamos a escrever uma nova história e Salvador vai reconquistar seu brilho e orgulho. Obrigado pela confiança! Vamos juntos defender Salvador!”, postou.

O resultado confirma pesquisa Ibope divulgada na véspera da eleição, que trazia Neto com 55% dos votos válidos frente a 45% de Pelegrino, com margem de erro de 3 pontos para mais ou para menos.

No primeiro turno, contrariando as pesquisas, Neto acabou em primeiro lugar, com 40,17% dos votos válidos – Pelegrino teve 39,17%. A diferença foi de apenas 5.626 votos. Eles deixaram para trás Mário Kertész (PMDB), Márcio Marinho (PRB), Hamilton Assis (PSOL) e Rogério Da Luz (PRTB). Três dos candidatos derrotados – Kertész, Marinho e Da Luz, anunciaram apoio a Pelegrino. Hamilton Assis declarou neutralidade. Neto contou com apoio do PMDB baiano.

O candidato democrata acompanhou a votação em sua casa, com a presença de familiares e correligionários. Ele irá comemorar a sua vitória nos comitês da Vasco da Gama e no Subúrbio.

Aos 33 anos, ACM Neto disputou a prefeitura de Salvador pela segunda vez – em 2008, perdeu ainda no primeiro turno. Ele está no terceiro mandato na Câmara dos Deputados e é líder do DEM na Casa. Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), ele também já foi vice-presidente e corregedor da Câmara.

Oitavo maior Produto Interno Bruto (PIB) entre as capitais do país, com riquezas estimadas em R$ 32,8 bilhões pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009, a capital baiana tem economia baseada no serviço e na indústria, segundo informações da Agência Brasil.

Jogo duro na eleição em segundo turno para prefeito de Salvador, a ponto de produzir erro na TV Globo, com retificação e pedido de desculpas em rede nacional do experientes William Bonner e Alexandre Garcia, em seguida ao anúncio do resultado da pesquisa de boca de urna do IBOPE.

O resultado dá 52% para ACM Neto , do DEM, e 48% para Pelegrino (PT). Quatro pontos de diferença, portanto, a favor de NETO.

Ao divulgar o resultado, a Globo deu 58% ao candidato do DEM contra 48% do candidato do PT. 10 pontos de diferença. Teve que retificar depois do intervalo, com evidente nervorsismo de Bonner.

Na apuração oficial do TSE, até aqui: Salvador (BA): ACM Neto (DEM) 55,05% / Pelegrino 44,95% (51,61% urnas apuradas)

Paciência e chá de camomila para esperar o resultado que sairá efetivamente sairá da “barriga das urnas. Até aqui, a apuração dá vitoria de Neto com vantagem mais larga que a prevista pela boca de urna do Ibope.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 28-10-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-10-2012

Janaina Garcia
Do UOL, em São Paulo

O advogado e ex-deputado federal Gustavo Fruet (PDT), 49, reverteu o resultado do primeiro turno e venceu neste domingo (28) o empresário e deputado federal Ratinho Junior (PSC), 31, na disputa pela Prefeitura de Curitiba. Ex-tucano e crítico do mensalão durante sua passagem pelo Congresso (1999-2010), o pedetista comandará pelos próximos quatro anos um Orçamento de quase R$ 6 bilhões.

Gustavo Fruet PDTE

60,57% 574.444 votos

Ratinho Junior PSC

39,43% 373.989 votos

No primeiro turno, Fruet ficou com a segunda colocação na disputa com 27% dos votos válidos (265.451), contra 34% (332.408) de Ratinho Junior. Nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PDT aparecia na terceira colocação –inclusive na pesquisa boca-de-urna, divulgada no domingo de eleição após as 17h.

O prefeito eleito sucederá Luciano Ducci (PSB), que ficou com a terceira colocação –26% (261.049) dos votos válidos– no primeiro turno e não conseguiu se reeleger. Ducci tinha o apoio da principal liderança política do Estado, o governador Beto Richa (PSDB).

Em 2010, quando disputou uma vaga no Senado, Fruet recebeu cerca de 650 mil votos na capital paranaense e 2,5 milhões de votos em todo o Paraná. Mesmo assim, perdeu a vaga para o ex-governador Roberto Requião (PMDB).

Ratinho Junior foi o deputado federal mais votado do Estado, em 2010, com pouco mais de 600 mil votos.

Deu no portal de O Estado de S.Paulo


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O candidato Fernando Haddad (PT) deve ser o novo prefeito de São Paulo, de acordo com pesquisas de boca de urna divulgadas neste domingo, 28. O levantamento mostra o petista com 57% dos votos, enquanto Serra tem 43% dos votos válidos. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

As pesquisas indicava vitória de Haddad. No sábado, 27, o Ibope informou que o petista reunia 50% das intenções de voto ante 35% de Serra. Os eleitores indecisos eram 5% e os 10% restantes eram de votos brancos e nulos.

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A linda ( e verdadeira ) canção de Othon Russo, que Djavan aprendeu com a mãe dele, em Maceió. E eu com a minha, no interior da Bahia, enquanto as águas do São Francisco ( o rio da minha aldeia) corriam revoltas para a Cachoeira de Paulo Afonso.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 28-10-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-10-2012

Álvaro Campos

de O estado de S.Paulo

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso insistiu neste domingo, 28, na necessidade de renovação dentro do PSDB e de o partido voltar a se afinar com o sentimento da população. “A renovação é necessária sempre e o Brasil está mostrando isso mais uma vez hoje”, afirmou o ex-presidente, ao votar no Colégio Nossa Senhora de Sion, na zona oeste da capital paulista, por volta das 12h30.

Fernando Henrique, no entanto, disse que o candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, José Serra, fez uma campanha “tenaz”. “O Serra é mais jovem do que eu e ele ainda tem a possibilidade de continuar a sua carreira, mas o partido, no geral, precisa de renovação. O momento é de mudança de gerações, mas isso também não quer dizer que os antigos líderes vão desaparecer. Eles têm apenas que empurrar os novos para a frente”, comentou Fernando Henrique.

Questionado por uma eleitora porque não participou mais ativamente na campanha de Serra, Fernando Henrique respondeu que fez tudo que o partido lhe pediu. Ele disse que não acha que o PSDB errou ao escolher Serra ao invés de um novo nome para disputar a Prefeitura da capital paulista neste ano. “Não é erro de campanha que decide a vitória ou a derrota. Como eu disse, é preciso sintonizar com a população. Nem sempre o novo é bom, é preciso ter capacidade para realizar”, afirmou.

Mensalão

Em relação ao julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Fernando Henrique acredita que o caso não provocou grande impacto nas eleições municipais. Segundo ele, o mensalão não se traduz apenas eleitoralmente, “é uma coisa que diz respeito à conduta das pessoas”. “O PT não pode passar impune pelo mensalão, fingir que nada aconteceu. O mensalão aconteceu e envolveu o comando do partido, então é preciso pensar: Eu vou contra tudo o que eu defendi a vida inteira ou vou enfrentar essa questão? Será que eu devo tratar como herói quem foi condenado?”, questionou. O ex-presidente afirmou que não torce pela condenação dos envolvidos mas espera que a decisão da Corte de punir os políticos acusados iniba que casos semelhantes voltem a acontecer.

Ao fazer uma análise da eleição, o ex-presidente disse que o PSDB se saiu melhor do que em 2008, conquistando mais capitais e sendo o segundo partido a eleger o maior número de vereadores, atrás apenas do PMDB.

Questionado sobre a aproximação do tucano Aécio Neves com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), no segundo turno das eleições municipais, Fernando Henrique disse ver uma possível aliança entre os dois com naturalidade. “Se houver uma aliança em 2014 eu acharei ótimo. Se o Eduardo Campos escolher pela oposição há duas hipóteses: ele nos apoiar ou sair com uma chapa separada”, disse. “Eu acho mais razoável que o PSDB lidere a chapa, porque o partido é maior e mais consolidado.”

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Deu no Radar político

Tiago Décimo

de O Estado de S. Paulo

SALVADOR – Um conflito entre os partidários de ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT) atrapalhou a votação na Faculdade de Administração, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. A Instituição é local de votação do candidato do DEM, que teve sua entrada invadida por 50 militantes do PT, que começaram a cantar palavras de ordem.

Contrariados, os cabos eleitorais dos Democratas, também cerca de 50, iniciaram um bate-boca seguido de empurra-empurra. A entrada da faculdade acabou sendo bloqueada pelos manifestantes, exigindo uma ação da Polícia, para montar um corredor de proteção para os eleitores que buscavam chegar às urnas.

Alguns dos principais apoiadores da campanha de ACM Neto ainda estavam no local no início da tarde, como o ex-governador Paulo Souto, também do DEM, e outros dirigentes do partido, além do ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira de Lima (PMDB). O pemedebista atribuiu a manifestação petista ao resultado da pesquisa Ibope divulgada na noite de sábado, que apontou a liderança de ACM Neto. “É desespero. Agride até a democracia em si”, afirmou.

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JEITO

Caetano Veloso

Há anos escrevi, na letra de uma música, que bastaria que um prefeito desse um jeito na Cidade da Bahia.

A Bahia tem um jeito. Há anos escrevi, na letra de outra música, que bastaria que um prefeito desse um jeito na Cidade da Bahia. Infelizmente tenho me achado cada vez mais longe de ver isso acontecer. Mesmo assim, continuo esperando. A primeira frase, extraída de “Você já foi à Bahia?”, de Caymmi — justamente a frase que interrompo na palavra “jeito” (no original, o verso de Caymmi se segue de “que nenhuma terra tem”), no sampling que fiz dessa canção para complementar a minha já extensa “Terra” —, sugere tanto a guitarra de Armandinho quanto o apoio de Jorge Amado (e o de Glauber Rocha!) a ACM, o velho; tanto a cara de Ivete na TV quanto o livro de Risério na estante; tanto o acarajé da Cira quanto o último texto de Ubaldo sobre o mensalão; tanto “Deus e o diabo na terra do sol” quanto “Faraó”. Sugere mais: sugere a concomitância, em Amado, do apoio a ACM com a campanha (que ele nunca abandonou) para que se erguesse em Salvador um monumento a Marighella. De minha parte, sempre me identifiquei com o lado Marighella das lutas de Jorge — e nunca com o lado ACM. Mas tenho o jeito.

‘Que um prefeito desse um jeito na cidade’ está do lado Marighella da equação. Tudo pode ficar parecendo “esquerda” e “direita”, não faz mal. Mas é também algo diferente disso. É questão de redefinição real, física, de nossa vida de provincianos nascidos ou vivendo na primeira capital do país. Temos de mudar o nosso passado. Quando eu gritava para o senador ACM que “ninguém é meu dono”, eu queria mesmo dizer que aquele personagem de Antônio Fagundes em Gabriela que ele representava na vida não deveria valer mais nada. O que surpreendia — e de que todos gostávamos — em seu filho Luís Eduardo era a civilidade moderna com que ele se relacionava com os colegas legisladores. Por isso mesmo é que insisto em exigir que o nome dele seja retirado do aeroporto de Salvador. Em respeito a ele. Luís Eduardo não parecia querer construir uma carreira política que confirmasse o “Polígono das Secas” de Diogo Mainardi. Não reconheço nesse deputado nada de grandioso, mas ele foi um jovem político promissor e civil. Não merecia o “memorial” que fica na Avenida Paralela nem seu nome no aeroporto. Claro que mais importante é que a Bahia não mereça ver o nome Dois de Julho substituído pelo do deputado (numa rapidez que nunca entendi, já que, no Rio, para que se pusesse Tom Jobim no Galeão — e mesmo assim como segundo nome — custou uns anos e várias explicações públicas sobre as dificuldades e riscos de se renomearem aeroportos). Mas sua memória também merecia respeito. O amor e a dor de seu pai terminaram por apequená-lo. Luís Eduardo parecia também querer mostrar que não seria preciso rebeldia explícita para ter criatividade política num mundo mais moderno do que aquele que o pai dele representava; que a sombra do velho não impediria o surgimento de alguma luz própria. Sua morte entregou-o a essa sombra histórica.

ACM Neto parece-se mais com esse esboço de Luís Eduardo do que com os monumentos a Clériston Andrade ou o assassinato do Abaeté. Salvador está assolada pela feiura. Urbanística, arquitetônica e social. Tudo é problema grande que havemos de saber enfrentar. Redistribuição, educação, transporte público. Um prefeito numa cidade-chave conta muito. Eu seria um péssimo cabo eleitoral de Neto, dadas as críticas e exigências que faço da superação do que há de pior no legado carlista. Mas não sou obrigado a apoiar qualquer candidato do PT. Acredito em partidos. Mas não sou filiado a nenhum. Ainda comemoro intimamente a fundação do PT. Penso como Demétrio Magnoli sobre não se poder tratá-lo como quadrilha. Modo de pensar que já me tinha levado a torcer por Haddad em Sampa. Torço pelo baixinho na Bahia porque suponho que com ele pode-se recomeçar um papo sobre a cidade. Mesmo que seja para brigar. Com o candidato do PT fica parecendo fim de papo. Penso de modo complexo a política eleitoral. Não tenho credenciais de politicólogo para fazer isso. Nem preciso. Vejo o eleitorado fazer, coletivamente, manobras mentais complicadas. As viradas paulistanas não mostraram o olhar simples que Lula queria. E aqui, quase 30% para Freixo também disseram muito.

Minha Bahia é Baby do Brasil, que, niteroiense, conheci em Salvador, linda aos 17. E que hoje está melhor do que nunca para voltar a cantar. Mais consciente musicalmente, enriquecida pela onda pentecostal. Nos EUA os cantores saem dos púlpitos e vão para a pista. Muitos voltam aos púlpitos, e, de Mahalia Jackson a Al Green, ninguém brilha menos por isso. Fiz campanha para Freixo, amo Baby, prefiro ACM e Haddad porque eu sou eu e nicuri é o diabo.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/jeito-

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Herédia, autor da canção, Mercedes e Gieco: três grandes da música da América Latina. Confira.

BOM VOTO!!!

(VHS)

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Do jornalista Thiago(Manuca) no twitter , sobre a capa de A Tarde, edição deste domingo de eleição para prefeito:
“Capa do A Tarde ! Neto e Pelegrino fazendo a pose ‘mãezinha do céu, eu não sei rezar’. Apois!

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Bahia em Pauta comenta (jornalisticamente) a primeira página de hoje(28) do jornal A Tarde:

Com este trabalho primoroso – de informação, isenção, técnica e bom humor – o centenário jornal A Tarde revela que, apesar das dificuldades atuais, ainda repira bem. Sem aparelhos!!!
Parabéeens para o autor ou autores deste trabalho de jornalismo verdadeiro.

(Vitor Hugo Soares)

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