Regina Dourado: atriz e mulher singular e plural
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DO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

A atriz Regina Dourado, de 59 anos, morreu na manhã deste sábado (27), no Hospital Português, em Salvador. A artistas lutava há nove anos contra um câncer de mama e estava internada em estado grave desde o dia 20 de outubro.

Regina descobriu um nódulo maligno em um dos seios, no ano de 2003, e durante alguns anos, passou por cirurgias, sessões de quimioterapia e radioterapia. A doença deu uma trégua, voltando apenas em 2010.

No último dia 20, a atriz deu entrada no Hospital Português, em Salvador, em estado grave. Dois dias depois, a baiana deixou a UTI e não estava mais se submetendo à quimioterapia.

A doença chegou a sua fase de metástase, dificultando o processo de cura. Em seus últimos dia de vida, Regina apresentou um quadro de insuficiência respiratória e infecção urinária – complicações decorrentes da metástase.

Na quarta-feira (24), Oscar Dourado, irmão da atriz, falou sobre o estado de saúde da irmã. “Sinal de vida em minha querida irmã só no coração. Ela não reconhece absolutamente mais ninguém e necessita de oxigênio para se manter viva. Nós só estamos aguardando o coração dela parar de funcionar”, disse ele na ocasião.

Oscar também já havia confirmado que a doença de Regina já estava em fase terminal: “O estado dela é terminal. Ela está sedada, mas, quando abre os olhos, não reconhece ninguém”.

Trajetória de sucesso

A artista premiada começou a carreira na Companhia Baiana de Comédia, em Salvador, com quinze anos. Aos 25 fez sua estréia na TV Globo, no especial Quincas Berro D’água, dirigido Walter Avancini e estrelado por Paulo Gracindo. Desde então, Regina atuou em mais de vinte novelas, entre elas Renascer, Explode Coração, Pai Herói, América e Bicho do Mato. Sua última personagem na TV foi Altina, de Caminhos do Coração, na Record.

Muitos papeis de destaque também no cinema e no teatro. Em abril deste ano, Regina interpretou Maria na versão baiana de A Paixão de Cristo, dirigida pelo seu irmão, Paulo Dourado.

(Deu no jornal Correio da Bahia)

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