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Posted on 13-10-2012
Filed Under (Newsletter) by vitor on 13-10-2012

A Caixa Econômica Federal divulgou as dezenas sorteadas do concurso 1.433 da Mega-Sena, realizado em Toledo (PR), na noite deste sábado (13). Um apostador de Viçosa do Ceará (CE) levou cerca de R$ 33.905.517,49. Outras 124 pessoas acertaram a quina e vão receber R$ 26.342,96 cada. Cerca de 9.358 apostadores acertaram a quadra e garantiram R$ 498,66.

Confira os números sorteados: 04-13-14–40-46-52.

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O resultado das urnas em Salvador revelou uma clivagem geográfica e social entre PT e DEM, fato que já condiciona as estratégias dos partidos no segundo turno.

Com a orla –mais rica– com ACM Neto (DEM) e o miolo –mais pobre– com Nelson Pelegrino (PT), à semelhança da divisão paulistana, os candidatos a prefeito reajustaram suas campanhas para tentar entrar nas zonas vencidas pelo adversário.

Ou seja: o PT mira agora a classes A, B e C, enquanto o DEM tenta seduzir a periferia.

Os dois terminaram praticamente empatados no primeiro turno: ACM Neto com 40,17% dos votos válidos e Pelegrino, com 39,73%

Ambos os comitês procuram minimizar a situação. Temem que discursos sobre o assunto ganhem o efeito contrário na votação.

Porém, logo no dia seguinte ao resultado, petistas falavam em “explicar melhor” suas propostas à classe média, e os democratas passaram a intensificar a campanha no subúrbio, onde Pelegrino chegou a 53%, contra 27% do DEM.

“Neto faz quase todas suas caminhadas na periferia. E a gente ainda precisa desmentir boatos como o de que ele vai acabar com o Bolsa Família”, diz Pascoal Gomes, marqueteiro da coligação.

Desde terça, o candidato do DEM não saiu dos locais em que ficou na vice-liderança. Nas visitas, ressalta apoio a camelôs, ambulantes e crianças “que não podem ser reféns do tráfico de drogas”.

Logo no início da semana, declarou: “Vou governar principalmente para os mais pobres, ao contrário do que tenta mostrar o PT”.

Quando a campanha do DEM ensaiou usar contra o PT a adoção do horário de verão na Bahia, de olho em “trabalhadores que acordam ainda no escuro”, nas palavras de José Carlos Aleluia, coordenador político de ACM Neto, o governador Jaques Wagner (PT) recuou e revogou a medida para este ano.

Marqueteiro petista, Sidônio Palmeira busca ao menos atenuar o panorama das zonas eleitorais coladas ao mar –com mais concentração de renda. Na 1ª, que envolve bairros como Barra, Ondina, Graça e Vitória, ACM Neto alcançou 60% dos votos e Pelegrino, somente 25%.

“Vamos apresentar projetos para a recuperação da orla, algo similar ao Rio com as suas barracas no calçadão, e para resolver 12 pontos críticos do trânsito”, afirma.

Os candidatos lembram que a realidade de Salvador é diferente da de São Paulo e mais parecida com a da capital carioca, por exemplo, onde regiões mais nobres possuem favelas no entorno.

A menor diferença entre a dupla ocorreu na 5ª zona (39% a 38% pró-Pelegrino), com áreas sobretudo da chamada nova classe média, como Cabula e Pernambués.


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http://youtu.be/09ata4Ujams

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Michel Teló agora é afro

Janio Ferreira Soares

Depois das reservas de cotas para afrodescendentes nas universidades federais, o governo resolveu lançar editais que servirão exclusivamente para viabilizar produções e criações artísticas de pessoas negras. Sob a alegação de reparar injustiças passadas, o polêmico anúncio deverá ser feito no Dia da Consciência Negra (22/11) pela nova ministra da Cultura, Marta Suplicy, e certamente vai gerar um furdunço danado, sobretudo entre os branquelos que se acharão, também, discriminados. Mas nada que uma boa temporada no sertão do São Francisco não resolva.

Tomemos como exemplo Michel Teló, que recentemente solicitou ao Ministério da Cultura R$ 1,3 milhões para custear um documentário intitulado “Michel Teló no Mundo” e teve o seu pedido negado. Com essa nova lei ele pode muito bem se embrenhar na catinga sob um sol de torrar calango e, depois de virar um neo-negão, reapresentar o seu projeto com o título de: “Michel dos Palmares no Sertão Afro Delícia”.

Mas as coisas ainda estão meio obscuras. Existirá um padrão de tonalidade para o solicitante? Vale moreno claro? Nos casos suspeitos – como o de Teló – poderá haver exames invasivos, tais como olhar as partes mais cavernosas do corpo para saber se as gradações ocultas combinam com o visual externo? E se mostrar fotos dos ancestrais com os olhos arregalados com medo de tomar leite com manga, aumenta a chance? Espero que essas dúvidas sejam logo esclarecidas para que o Brasil possa ser brindado com uma nova safra de artistas da pesada que, na visão do MinC, ainda não apareceram porque estão esperando uma ajuda oficial que os liberte do manto preto que aprisiona sonhos.

Só não entendo porque Pixinguinha, Riachão, Machado de Assis, Gil, Paulinho da Viola, Lázaro Ramos, Moacir Santos, Milton Nascimento e tantos outros descendentes dos chicoteados d’antanho conseguiram mostrar suas genialidades sem nenhuma espécie de cota. Cheguei até a pensar que fora tão somente pelo talento de cada um. Mas, com toda essa onda, estou quase convencido de que foi milagre de São Benedito.

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Posted on 13-10-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 13-10-2012


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Sid, hoje, no portal Metro1


Dilma e Brizola:ligação além das palavras

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ARTIGO DA SEMANA

Dilma no fogo em Sampa e Salvador

Vitor Hugo Soares

É como gostava de dizer o gaúcho Leonel Brizola: “Chegou a hora de mostrar quem tem farinha no saco para vender na feira”. Autor de frases consagradas, inúmeras delas merecedoras de integrar antologias sobre o jeito brasileiro de fazer política em disputas eleitorais, esta era uma das expressões preferidas e das mais famosas e repetidas pelo ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul.

Isso desde que o conheci no exílio, quando, repórter do Jornal do Brasil – na fase mais dramática e ameaçadora da Operação Condor na América Latina – o visitei na sua estância do distrito de Carmen, província de Durazno, no Uruguai.

Na verdade, esta era uma frase recorrente do fundador do PDT. Ele a brandia em geral quando diante de desafios pessoais e políticos, ou quando desejava fustigar adversários atravessados em seu caminho ou na sua garganta.

De volta ao Brasil, Brizola buscou socorro da frase principalmente em quadras de campanhas eleitorais tão explosivas, carregadas de dúvidas, de mudanças de vento, de trocas de lado, ou motivadoras de expectativas como as que começaram a se delinear esta semana, nos primeiros movimentos dos partidos, dos candidatos e dos governos ( federal e estaduais principalmente) para a disputa do segundo e decisivo turno das eleições municipais.

Em alguns cenários onde, tudo indica, teremos embates encarniçados antes do resultado das urnas de 28 de outubro, a frase se encaixa com perfeição. Mas cai como luva, mesmo, quando os palcos à nossa frente são os que estão sendo montados para a disputa pelo comando do poder municipal de duas capitais simbólicas do País, nestas eleições de 2012: Salvador, de onde escrevo estas linhas, e São Paulo, onde estive há poucos dias.

Praças mais que tomadas por uma guerra ainda indefinida quanto aos vencedores, cujo tiroteio já deixou muitos abatidos pelo caminho no primeiro turno, mas onde aparecem novos “heróis” na hora de vender farinha na feira.

A presidente Dilma Rousseff, por exemplo, que atuou à meia boca em sua barraca de feira eleitoral na primeira fase da campanha (subiu em palanques apenas na capital paulista e em Belo Horizonte), dá sinais evidentes de ter despertado, de repente, para as palavras de Brizola.

Isso até pode ser considerado natural, diga-se a bem da verdade dos fatos. Afilhada dileta do ex-presidente Lula, atualmente, foi nos braços e no partido do falecido líder gaúcho que ela foi acolhida e abrigada quando largou a clandestinidade do tempo de luta contra a ditadura, e entrou no PDT, depois de deixar sua Belo Horizonte natal para morar em Porto Alegre. Entre PT e PDT balança ainda, visivelmente, o coração da presidente da República.

No meio dos pedidos de socorro de candidatos, governadores (como Jaques Wagner, da Bahia) e dirigentes partidários – no frenético entra e sai do Palácio do Planalto estes dias – o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, comunicou na quinta-feira (11): “a presidente Dilma participará de eventos de campanha em São Paulo e Salvador”.

Depois de reunião com Dilma, na manhã de quinta, o presidente do PC do B, Renato Rabelo, revelou que está acertado, também, a participação da presidente da República em um comício em Manaus, marcado para o dia 18. Gilberto Carvalho adiantou que Dilma poderá, ainda, gravar propaganda eleitoral para outros candidatos, observando casos onde não haja disputa entre o PT e partidos da base aliada.

“Da parte dela, continuará havendo cuidado com relação aos partidos da base aliada, salvo uma ou outra exceção, a tendência dela é ir aonde não há problemas, digamos, com a base aliada”, ressalva o ministro. O “digamos”, no caso, é ótimo. É bom prestar atenção.

Resumo da ópera, como diz o blogueiro Chico Bruno, em seu site na Bahia: Em São Paulo, o petista Fernando Haddad, depois de subida surpreendente, empurrado por Lula, disputa a prefeitura com José Serra (PSDB) e as primeiras pesquisas não são nada boas para o tucano. Em Salvador, estão na reta final ACM Neto (DEM) ( o mais votado no primeiro turno) e Nelson Pelegrino (PT), segundo colocado, mesmo tendo contado com o ex-presidente Lula e o governador Jaques Wagner em seu palanque, no primeiro turno. Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Artur Virgílio (PSDB) brigam em Manaus.

Neste cenário de guerra e decisões, que conta muito quando se olha para o horizonte de 2014, certamente Brizola já teria disparado a sua frase da farinha e da feira, Dilma Rousseff anuncia sua entrada no fogo para valer. “Quem entra no fogo”…, diz outro ditado popular muito ouvido em tempo de eleição. Complete-o quem quiser, porque esta é outra história. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista – Email: vitor_soares1@terra.com.br

http://youtu.be/LVHkPGTaQAM

IF YOU FORGET ME… Pablo Neruda
….Quiero que sepas
una cosa.

Tú sabes cómo es esto:
si miro
la luna de cristal, la rama roja
del lento otoño en mi ventana,
si toco
junto al fuego
la impalpable ceniza
o el arrugado cuerpo de la leña,
todo me lleva a ti,
como si todo lo que existe,
aromas, luz, metales,
fueran pequeños barcos que navegan
hacia las islas tuyas que me aguardan.

Ahora bien,
si poco a poco dejas de quererme
dejaré de quererte poco a poco.

Si de pronto
me olvidas
no me busques,
que ya te habré olvidado.

Si consideras largo y loco
el viento de banderas
que pasa por mi vida
y te decides
a dejarme a la orilla
del corazón en que tengo raíces,
piensa
que en ese día,
a esa hora
levantaré los brazos
y saldrán mis raíces
a buscar otra tierra.

Pero
si cada día,
cada hora
sientes que a mí estás destinada
con dulzura implacable.
Si cada día sube
una flor a tus labios a buscarme,
ay amor mío, ay mía,
en mí todo ese fuego se repite,
en mí nada se apaga ni se olvida,
mi amor se nutre de tu amor, amada,
y mientras vivas estará en tus brazos
sin salir de los míos.
AMORE…LOVE…AMOR PABLO NERUDA

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BOA NOITE E ÓTIMO SÁBADO PARA TODOS!!!

(VHS)

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Posted on 13-10-2012
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UE começou a nascer depois da II Guerra
Reuters/Público

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O Comité Nobel atribuiu o Prémio da Paz à União Europeia pelo seu papel na promoção da unidade e da reconciliação. Mas foi um histórico e emocionado Jacques Delors, antigo presidente da Comissão Europeia, quem melhor entendeu a decisão — é um prémio moral e político.

O prémio distingue “a pessoa que tiver feito mais ou melhor pela união entre nações, abolição ou redução de exércitos e pela promoção da paz”, como deixou escrito Alfred Nobel. Já foi atribuído a 124 indivíduos ou organizações, sempre pelo que fizeram, por um trabalho passado. Este ano, porém, as justificativas oficiais apontam também para o futuro. E a leitura que Delors fez do texto do Comité Nobel é certeira.

“É um prémio moral no sentido em que saúda os países que, reconhecendo a sua atitude do passado, fizeram a paz entre eles. É um prémio político porque surge num momento em que há muitas críticas, muitas estatísticas, prognósticos desfavoráveis à UE”, disse. Apesar de os últimos anos terem sido extremamente difíceis — prosseguiu Delors —, o prémio mostra que “os valores da solidariedade e da confiança podem ajudar a fazer um mundo melhor”.

Ou seja, o Comité Nobel olhou para o que fez nascer a união económica e política — duas guerras mundiais — e quis dizer que é da maior importância a existência de uma instituição agregadora num novo momento de grande fractura. A Europa está em profunda crise financeira e social e em alguns países os ingredientes políticos e as disparidades vão fazendo eclodir momentos de grande violência.

Diplomacia de influência

A União Europeia tem as suas raízes na Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, nascida em 1951 em Paris e que criou uma integração económica entre países que se tinham enfrentado na II Guerra Mundial — França, Itália, República Federal Alemã, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Os grandes inspiradores do projecto foram Robert Schuman e Jean Monnet. Anos mais tarde, o clube seria alargado e passaria a chamar-se Comunidade Económica Europeia antes de se tornar União.

Falando em Oslo, a capital da Noruega, Thorbjørn Jagland, o presidente do Comité Nobel (e também o secretário-geral do Conselho da Europa, uma dupla função que já lhe foi criticada), disse que a União Europeia foi a força promotora da aproximação da Alemanha e da França, foi um elemento essencial a seguir à guerra sangrenta nas Balcãs nos anos 1990, foi um agregador de jovens democracias (como a grega, a portuguesa e a espanhola) e um unificador depois da queda do muro de Berlim.

A AFP decodificou a mensagem atrás de todos estes exemplos: a UE é um jogador poderoso dentro do chamado soft power (a diplomacia de influência), e foi também este lado que foi premiado. E há outros exemplos desse poder, prosseguia a AFP que ouviu uma analista do Centro para a Reforma da Europa, Katinka Barysch: a Turquia é um país que se beneficiou dessa “influência positiva” que a Europa tem. Aboliu a pena de morte, fez grandes reformas e foi estimulada quando abriu negociações com vista à adesão”. (As negociações estão, de momento, em ponto morto).

“A mensagem aqui é que temos que ter em mente o que este continente já conseguiu e não permitir que ele volte a desintegrar-se”, disse Jagland. O antigo chanceler alemão Helmut Kohl, reagiu no mesmo sentido dizendo que o Comité Nobel foi “muito sensato” em ter atribuído o Nobel da Paz este ano à UE. “Encoraja-nos a manter apertados todos os laços apesar das dificuldades e dos problemas que ainda temos que ultrapassar”.

(Deu no jornal portugues PÚBLICO )

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