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OPINIÃO POLÍTICA

PMDB avalia seu apoio

Ivan de Carvalho

Já plenamente integrado, com seu partido, na campanha do candidato a prefeito ACM Neto, o peemedebista Geddel Vieira Lima considera que o democrata concorre neste segundo turno com “chances reais” de vencer e avança que este é o resultado mais provável.
Principal liderança do PMDB da Bahia, Geddel Vieira Lima estima que, apesar da opção do ex-candidato peemedebista a prefeito Mário Kertész haver optado pelo apoio ao petista Nelson Pelegrino, não menos de 60 por cento dos eleitores que votaram em Kertész vão migrar para ACM Neto.

Independentemente dessa estimativa, o ex-ministro da Integração Nacional assinala que o discurso que se ensaia no meio governista baiano de que o apoio do PMDB não tem muita importância não se sustenta.
Mesmo que se queira fingir ignorar a realidade de uma eleição que, todos sabem, com base nos dados de hoje, não será fácil para qualquer dos lados, e que se queira negar o inegável – a expressão histórica e o carisma do PMDB na Bahia e a relevância de sua estrutura –, um único fato é suficiente para atestar a relevância do apoio peemedebista.

Na terça-feira, o candidato do PT, deputado Nelson Pelegrino, passou uma hora na casa do ex-deputado Afrísio Vieira Lima, pai de Geddel e do presidente estadual do PMDB, deputado Lúcio Vieira Lima (Geddel fora a Brasília conversar com a cúpula de seu partido) tentando, numa conversa com Lúcio, obter o apoio do PMDB a sua candidatura. O candidato não faria isto se sua campanha ou seu partido não julgassem importante para sua candidatura o apoio do PMDB.

Passando a outro ponto. A uma lembrança de que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma vão figurar na campanha de Pelegrino para o segundo turno, Vieira Lima sugeriu que a participação dos dois na campanha para o primeiro turno – Lula e Dilma com saturação de inserções na propaganda eletrônica e o ex-presidente também com presença física e discurso em um comício em Salvador – já produziu para o candidato do PT o benefício que tinha de produzir. Acredita ele que este fator foi relevante na campanha para o primeiro turno, mas, por já haver sido explorado à saciedade, está esgotado – seria, aí já nas palavras do repórter, como chover no molhado.

Geddel repele quaisquer críticas que liguem o fato de seu partido, em âmbito nacional – aí incluída a seção baiana – integrarem a base política do governo Dilma Rousseff ao apoio que está sendo dado ao democrata ACM Neto em Salvador. Ele diz que essa é uma “questão local” e até lembra, em seu socorro, que, em São Bernardo – município paulista onde Lula mora e onde teve sua origem política – o ex-presidente foi a comício pela candidatura de seu amigo Luiz Marinho, do PT (que foi reeleito) com o Democratas no palanque.

Na ocasião – aqui é o repórter que acrescenta – Lula disse que o Democratas era “bem vindo” ao palanque, não esquecendo de assinalar que a eleição em São Bernardo era um assunto local, que, ficou muito bem subentendido, nada tem a ver com a circunstância de o Democratas ser oposição no âmbito federal.

GUERRA – A campanha eleitoral pela prefeitura de São Paulo está se delineando como uma guerra. A campanha de Serra prepara-se para usar a fundo a temática do Mensalão, agora que o “núcleo político” já foi julgado e quase inteiramente condenado pelo Supremo Tribunal Federal. O PT tentará contra-atacar com coisas não julgadas e algumas nem investigadas, algumas delas sérias, outras, nem tanto. Mas quem não tem cão caça com gato

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Comentários

jader on 12 outubro, 2012 at 11:33 #

Caçando com gato…
A biografia não autorizada de Serra:
Saiu no Blog do Saraiva:

Biografia de José Serra *

José Serra tem 70 anos é paulista, filho único de italianos. Seu pai era um bem sucedido comerciante no ramo de frutas. José Serra foi criado em uma ampla e confortável casa na Mooca, São Paulo. Quando Serra tinha 11 anos, sua família mudou para uma luxuosa casa em São Paulo na Rua Antônio de Gouveia Giudice, no bairro nobre de Alto Pinheiros. Imóvel não era problema para a rica família Serra, que passava férias no Rio.

José Serra no passado, até ajudou a fundar a Ação Popular, grupo que lutou contra a ditadura. Só que, pouco tempo depois abandonou suas ideais vergonhosamente. Inclusive, quando presidente da UNE vivia encangado na barra da calça de Jango.

Aos 18 anos, Serra ingressou no curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o qual nunca concluiu. Com o golpe militar de 1964, junto com FHC, fugiu para a Bolívia, Uruguai e, em seguida, Chile ao invés de lutar pelo povo contra a ditadura.

No Chile, fez o “Curso de economia” da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), de 1965 a 1966, especializando-se em planejamento industrial. Apenas 2 (dois) anos de curso! Quer dizer, não é um curso superior formal. Depois disso, fez mestrado em Economia pela Universidade do Chile (1968), da qual foi professor entre 1968 e 1973. Em 1974, fez Mestrado e Doutorado em Ciências Econômicas na Universidade Cornell, nos Estados Unidos, sem nunca ter concluído uma faculdade. Como foi possível isso? No Chile e nos EUA não é exigido curso superior para fazer pós-graduação, o que não é permitido aqui no Brasil.

Além disso, os cursos de pós-graduação que Serra cursou na Cornell (com que dinheiro não sei, porque são caríssimos) não são “strictu senso“ mas “lato senso“ como os fornecidos pela rede privada aqui no Brasil. Em suma: não valem nada em termos acadêmicos. Serra permaneceu 13 anos longe do Brasil. Na volta ao Brasil, logo locupletou-se com as elites brasileiras.

Em 1978, Serra iniciou a sua carreira política, que este ano completa 34 anos. Teve sua candidatura a deputado impugnada, pois estava com os direitos políticos suspensos. Foi admitido como editorialista do jornal que também apoiou a ditadura (Folha de São Paulo).

Em 1983, Serra iniciou, efetivamente, a sua carreira como gestor, assumindo a Secretária de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo, quando fez um péssimo trabalho. Braço direito do governador Montoro, não conseguiu sequer arrumou as finanças do Estado, sucateando ainda mais a Educação e a Saúde.

Em 1986, Serra foi eleito deputado constituinte, e teve um dos piores desempenhos, como se pode conferir abaixo:

a) votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) votou contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
c) votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
d) votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;
e) negou seu voto pelo direito de greve;
f) negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
g) negou seu voto pelo aviso pró prévio proporcional;
h) negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
i) negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
j) negou seu voto pela garantia do salário mínimo real; (Fonte: DIAP — “Quem foi quem na Constituinte” pág. 621.)

Serra foi um dos fundadores do PSDB, em 1988. Foi derrotado por Luiz Erundina, (á época do PT), nas eleições para prefeito de São Paulo. Em 1990, foi reeleito deputado federal quando teve novamente péssimo mandato.

Em 1994, Serra foi um dos grandes apoiadores do Plano de Privatização de Fernando Henrique Cardoso, deixando um rastro de enormes prejuízos para o povo brasileiro:

· 166 empresas privatizadas entre 1990 e 1999;
· 546 mil postos de trabalho extintos diretamente;
· 17,1% dos 3,2 milhões de empregos formais perdidos na década. (Fontes: Pochmann, Márcio. A década dos mitos. São Paulo, Editora Contexto, 2001. Biondi, Aloysio. O Brasil privatizado. São Paulo, Editora Perseu Abramo, 2001)

Depois foi eleito senador por São Paulo, em seguida, assumiu o Ministério do Planejamento, onde por pura incompetência deixou o país à mercê de um racionamento durante o famoso “apagão” no governo FHC que durou Oito meses.

Em 1998, José Serra assumiu o Ministério da Saúde. Junto com FHC, zerou o investimento na área de saneamento, o que causou a propagação de várias doenças no país. Além disso, José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar os focos do Aedes Aegypti. Dos R$ 81 milhões gastos em publicidade do seu ministério em 2001, apenas R$ 3 milhões foram utilizados em campanhas educativas de combate à doença. O resultado desta política criminosa se fez sentir no Rio de Janeiro que, entre janeiro e maio de 2002, registrou 207.521 casos da dengue e a morte de 63 pessoas.

Em 2002, Serra candidatou-se à Presidência, sendo derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.

Em 2004, Serra elegeu-se Prefeito de São Paulo e prejudicou sua já arranhada imagem ao mentir para o povo de São Paulo quando no debate da Band, diante de todo o Brasil afirmou que em caso de não cumprir a promessa, que seus eleitores nunca mais votassem nele. Disse ainda que “embora alguns candidatos adversários gostem de dizer que eu sairei candidato à presidência da República ou ao governo do estado, eu assumo esse compromisso, meu propósito, minha determinação é governar São Paulo por quatro anos”. Deu sua palavra em rede nacional e depois voltou atrás, mentindo para o povo.

Em 2006, Serra elegeu-se Governador de São Paulo (confirmando que mentira mesmo ao povo), cargo que exerceu até o último dia 31 de março de 2010. O governo foi marcado pela tragédia no Metrô e o escândalo no Caso Alstom.

Em 2010, foi candidato a presidente e novamente perdeu a eleição para Dilma (PT). Fez a campanha mais vergonhosa de toda a história da política brasileira. Usou de artifícios lamentáveis: seus militantes espalhavam na internet textos apócrifos mentindo descaradamente sobre a candidata adversária. Atacavam a honra e a moral de Dilma com montagens e textos mentirosos. Além disso, usou descaradamente de temas religiosos, tentando enganar em vão os milhares de evangélicos e católicos praticantes com suas falsas posições relacionadas à descriminalização do aborto e união homoafetiva. Por fim, ainda protagonizou o vexatório “caso da bolinha de papel”.

Em 2011, mas uma bomba abalou a já desgastada imagem e manchou a biografia de José Serra: o livro denúncia do jornalista Amaury Ribeiro Junior: A Privataria Tucana.

“O livro, resultado de 12 anos de investigação sobre as “privatizações no Brasil”, destaca documentos que apresentam indícios e evidências de irregularidades nas privatizações que ocorreram durante a administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, além de amigos e parentes de seu companheiro de partido, José Serra. Os documentos procuram demonstrar que estes políticos e pessoas ligadas a eles realizaram, entre 1993 e 2003, movimentos de milhões de dólares, lavagem de dinheiro através de offshores – empresas de fachada que operam em Paraísos Fiscais – no Caribe.

A Privataria Tucana contém cerca de 140 páginas de documentos fotocopiados que evidenciam que o então Ministro do Planejamento e futuro Ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Serra, recebeu propina de empresários que participaram dos processos de privatização no Brasil.

O autor revela que iniciou as investigações sobre lavagem de dinheiro quando fazia uma reportagem sobre o narcotráfico a serviço do Correio Braziliense (CB). Depois de sofrer um atentado, foi transferido para o jornal O Estado de Minas, do mesmo grupo do CB, e lá incumbido de investigar uma suposta rede de espionagem mantida por José Serra.

As denúncias do livro citam uma série de casos em que propinas teriam sido pagas a Ricardo Sérgio de Oliveira e outras pessoas ligadas a José Serra em troca de benefícios pessoais.” (Sinopse extraída da Wikipédia)

Agora é candidato novamente à prefeitura de São Paulo. Tem feitos várias promessas para resolver os problemas da cidade (problemas estes ocasionados pela péssima gestão de Gilberto Kassab, colocado justamente por ele na prefeitura). Como certeza só uma coisa: deve abandonar a cidade novamente caso vença para concorrer em 2014 à presidência da república.

Como se vê, a biografia de José Serra nos revela como é perigoso para o povo de São Paulo uma catastrófica vitória deste político “inventado” pela mídia. Sua candidatura representa o atraso, a incompetência, a truculência com os movimentos sociais, a perseguição aos sindicatos, o desrespeito com os trabalhadores e com os mais necessitados.

*Esta biografia de José Serra não tem autoria conhecida e está circulando pela internet. Copie e envie para todos os seus amigos, conhecidos, colegas e parentes. Faça um bem para São Paulo. Faça um bem para as pessoas. Ajude a desmanchar a maior mentira que já inventaram na história deste país: José Serra.


danilo on 12 outubro, 2012 at 15:13 #

realmente, Jader Stalin, é uma biografia esquisita a de Serra, mesmo ele tendo sido (notório) opositor da ditadura, presidente da UNE quando a entidade tinha voz firme, e ainda exilado político.

pois é Jader Stalin, a Bahia inteira entende as razões da sua raiva para com Serra.

agora só falta você esclarecer este seu GRANDE amor por Sarney, Collor, Maluf e Renan. seus aliados de projeto de poder.


danilo on 12 outubro, 2012 at 15:17 #

sim, e aqui na Bahia petista, também o seu amor por estes próceres históricos da liberdade e da esquerda estadual e nacional, a exemplo de Otto Alencar, Cesar Borges. Marcos Medrado, Mario Kertesz, João Durval Carneiro.


Jocel on 29 novembro, 2012 at 17:17 #

Fabiana, me mandou este longo email, que me dxioeu deveras tonto Compartilho:Cocordo com a sua abordagem Nepo e coloco duas coisinhas como complementae7f5es:Nessa parte, acho que vc pulou algo – Informae7f5es tef3ricas – se3o aquelas que lidam com a fatos para dar um certo significado e aborda questf5es de sobreviveancia, de classificae7e3o de diferentes fenf4menos, que nos ajudam a sobreviver no mundo e a compreender as coisas mais prazer.ArrumeiAcrescentaria que no conhecimento tef3rico a caracteredstica e9 a interpretae7e3o, relacionamento entre conceitos, julgamento de valor, busca de significado e tentativa de encontrar e relacionar causas, fatores e resultados que “ordenem” os fatos em determinado sentido, lf3gica, sob algum fundamento Ne3o sei se chamaria de informae7e3o. Acho que seria mais adequado “tipos de conhecimento”, ne3o?Meio epistemolf3gico demais?Talvez conhecimento amplie um pouco mesmo, a pensar, o que vale e9 o ordenamento.Nessa linha, acrescentaria que o “conhecimento filosf3fico”, como o tef3rico, se baseia na faculdade do intelecto e nas habilidades cognitivas de relacionar fatores, causas etc, mas indo ale9m. Questionando significados e crene7as mais ligados e0 existeancia e a conceitos mais abstratos mesmo mas a fronteira pode ser teanue entre teoria X filosofia. Seria a teoria uma tentativa de explicae7e3o baseada em fatos e na raze3o e a filosofia a busca de questf5es mais profundas sem necessidade de explicae7f5es factuais? O que Marx e Sf3crates diriam disso?Bom, a filosofia e9 uma questionadora de conceitos, teorias, verdades, sensos comuns as teorias se3o mais pre1ticas, importantes, pois nos ajudam a viver e os fatos, as coisas da vida, os acasos, que validam ou ne3o as teorias,.A filosofia, ou melhor, o estudo da cieancia, papel da filosofia tambe9m, nos ajudaria, aed sim de forma epistemolf3gica a ver que as as teorias se3o te3o mutantes quanto os fatos, pore9m para menos gente e de forma mais lenta, por isso essa vise3o de cima, mas todas estariam dentro de um estudo racional apesar de que a base da filosofia, desde Sf3crates e9 Conhece-te a ti mesmo , e isso implica o conjunto e ne3o apenas a raze3o.Ne3o concordo muito com essa parte mas entendo o que vocea quis diser – “a filosofia se mante9m nos textos, na fala dos grandes pensadores que abordam questf5es maiores, movimentos macros, e9 isso?.Sim, isso mesmo. “As informae7f5es filosf3ficas se3o constituintes, pouco mudam, este3o coladas na nossa placa me3e, se3o invisedveis, se3o da ordem da super-estrutura, mexem com movimentos macros.” – Mas acho que ne3o existe nada que ne3o mude – veja qtas releituras filosf3ficas temos por aed, se bem que ne3o temos produzido tantos Sf3crates, Foucaults, Sartres etc.E acho que he1 muito pouco “herdado” nessa placa –me3e Como vc diz, de acordo com a psicologia, antropologia e sociologia, vemos que a maior parte da nossa estrutura de vise3o de mundo e crene7as veam mesmo da famedlia, educae7e3o, comunidade, grupos, exemplos etc E acho que a partir dessa vise3o de mundo e de experieancias de dor, prazer, desejo, averse3o, construedmos nosso prf3prio repertf3rio de “padrf5es e condicionamentos” Daed que vem o nf3 E aed que he1 a oportunidade de transformar todo esse conhecimento / informae7e3o em sabedoria. Um passo mais ale9m que exige uma compreense3o mais profunda, mais direta (sem tanta teoria com mais observae7e3o direta), mais intuitiva e menos intelectual, isso na minha humilde opinie3o, mas tambe9m baseada em filosofias como budismo, taoedsmo e hinduedsmo JAed vai chegar a parte que estou trabalhando que e9 justamente o questionamento da vise3o ocidental do ego.Que nos diz que penso, logo existo .Assim, sou o que penso.O oriente, diz:Penso, logo teu ego te engana.Olha mais para te conhecer melhor.Esse e9 o salto que acho que ajuda bastante na passagem para o mundo 2.0, no qual a dicotomia entre o ser e o fazer e9 grande.Acredito que a rua sem saedda do penso e logo existo nos leva para o Gandhi: Tens que ser a mudane7a que quer para o mundo .Mas ne3o na desintegrae7e3o, mas na conversa constante e permanente da raze3o e do afeto .conseguindo ne3o precisar chamar o ego para assumir o controle.Apenas intuie7f5es, mas estou lendo Freud para superar esse confilto, vamos ver,que dizes?


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