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Deu no Jornal do Brasil

Ao lembrar hoje (12) a passagem dos vinte anos da morte do advogado tributarista e um dos principais líderes políticos do país que combateram a ditadura militar no país, deputado Ulisses Guimarães, o presidente da OAB do Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Damous afirmou que “Ulisses foi um gigante do parlamento brasileiro, onde exerceu um papel elogiável na oposição à ditadura militar e na luta pela redemocratização do Brasil”.

Acrescentou Damous que “no momento de tanta mediocridade em que vivemos e de um Congresso Nacional desacreditado, doutor Ulisses faz muita falta”.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados e do MDB, Ulysses Silveira Guimarães, nasceu na vila de Itaqueri da Serra, hoje distrito do município de Itirapina, que na época era parte do município de Rio Claro, no interior paulista, em 6 de outubro de 1916. O acidente em que morreu quando estava a bordo de um helicóptero em Angra dos Reis, no sul do estado do Rio de Janeiro, ocorreu na manhã do dia 12 de outubro de 1992. Morreram no mesmo acidente a sua esposa D. Mora, o ex-senador Severo Gomes, a esposa deste e o piloto. O corpo de Ulysses foi o único que nunca foi encontrado.

Ulisses teve uma vida acadêmica ativa, participando do Centro Acadêmico XI de Agosto e exercendo a vice-presidência da União Nacional de Estudantes (UNE). Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), vindo a exerceu profissionalmente a advocacia na área de Direito Tributário. Durante muitos anos foi professor na Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, onde veio a se tornar professor titular de Direito Internacional Público. Lecionou ainda Direito Municipal na Faculdade de Direito de Itu, e Direito Constitucional na Faculdade de Direito de Bauru.

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12


Bispo Marinho: segundo turno no palanque do PT

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

O PRB e o seu candidato, Márcio Marinho, apoiam Nelson Pelegrino (PT) no segundo turno da disputa pelo Tomé de Souza. A decisão foi anunciada em uma coletiva de imprensa do partido, realizada nesta sexta-feira (12), no auditório do Centro Empresarial Iguatemi.

Com este posicionamento, Pelegrino já conseguiu dois aliados para o segundo turno. Mário Kertész anunciou o apoio ao candidato petista nesta quinta-feira (11). “Estou apoiando o candidato Nelson Pelegrino, do PT. Peço aqueles que me acompanharam que votem em Nelson. Eu não fui, pronto, acabou. Não vou ficar chorando em cima disso. Mas não tenho nada contra Neto, acho que ele é um deputado brilhante”, declarou o radialista durante uma entrevista na TV Itapoan.

Já o PMDB, do qual Kertész fazia parte e se desfiliou também na quinta, apoiou a candidatura de ACM Neto (DEM) na última quarta-feira (10). “Fizemos uma ampla consulta a todas as instâncias partidárias, ouvimos militantes, parlamentares, vereadores e os eleitos, e tomamos conjuntamente a decisão de que a melhor opção agora é ACM Neto”, afirmou Lúcio Vieira Lima, presidente da legenda na Bahia.

Apenas o candidato Da Luz ainda não declarou o seu posicionamento para o segundo turno das eleições municipais. Na última quarta, Hamilton Assis confirmou a neutralidade na disputa.

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Cubra de graças meu povo, Padroeira do Brasil!!

BOA QUINTA-FEIRA!!!

(VHS)


DEU NO IG

Apesar de ter condenado o núcleo dirigente do PT pelo crime de corrupção ativa, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda têm dúvidas se também condenarão o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-presidente do PT José Genoino pelo crime de formação de quadrilha no julgamento do mensalão

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o núcleo do PT montou uma “sofisticada organização criminosa, dividida em setores de atuação, que se estruturou profissionalmente para a prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta, além das mais diversas formas de fraude”. A análise se de fato existiu essa “sofisticada organização criminosa” será feita na fase final do julgamento.

Durante esta semana, alguns ministros deram indicativos de que também condenarão o núcleo do PT por formação de quadrilha, como o presidente Ayres Britto e os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e o relator do mensalão, Joaquim Barbosa. “Eu acho que o papel de centralidade de José Genoino está abaixo do papel de centralidade de José Dirceu”, disse nesta quarta-feira o presidente do Supremo Tribunal Federal, relacionando Dirceu e Genoino com Delúbio e Marcos Valério. “Observou-se nos autos probatórios que alguns (dos réus) tinham tarefas, tarefas imprescindíveis e necessárias que, se não fossem praticadas, não se alcançaria o crime. Daí a co-autoria funcional”, pontuou também Luiz Fux na sessão de quarta-feira.

No entanto, quatro ministros já questionaram a existência de uma quadrilha: Rosa Weber, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Eles rechaçaram a denúncia de formação de quadrilha no capítulo de corrupção passiva, quando foram analisadas as relações entre políticos e o núcleo dirigente do PT. “O que caracteriza o crime de quadrilha é o estabelecimento com o liame permanentemente voltado à prática de crimes em geral e nem precisaria se cometer um crime para a configuração da prática de quadrilha”, disse, em 27 de setembro, a ministra Cármen Lúcia.

Rosa Weber afirmou, na época, que para a configuração da formação de quadrilha é necessário que os réus sobrevivam do crime ou que atuem com interesse de “perturbar a paz pessoal”. “O fato narrado na denúncia caracteriza coautoria e não quadrilha”, apontou na época sobre a denúncia de formação de quadrilha contra deputados federais.

Os advogados dos réus apostam em uma eventual absolvição do crime de formação de quadrilha como forma de diminuição de pena. O crime de formação de quadrilha é passível de um a três anos de prisão. “Pode não parecer, mas uma absolvição do crime de formação de quadrilha, dependendo do caso, pode ser determinante para um réu cumprir regime fechado ou apenas cumprir pena alternativa”, disse o advogado criminalista, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado do publicitário Duda Mendonça.

out
12
Posted on 12-10-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 12-10-2012


Samuca, hoje, no Diário de Pernambuco(PE)

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12


Mo Yan tem apenas um livro traduzido em Portugal.
Nenhum no Brasil – Foto Reuters/Público

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Um dos mais celebrados escritores no seu país, embora não isento de polémica, Mo Yan faz habitar a sua obra de um humanismo compassivo, habitualmente centrado na ruralidade da localidade em que nasceu a 5 de Março de 1955, Gaomi, na província de Shandong. O escritor, que lançou o seu primeiro romance, Falling Rain On a Spring Night, em 1981, mereceu a mais nobre distinção do mundo da literatura por ser, segundo comunicado pelo comité do Nobel, um autor “cujo realismo alucinatório funde contos tradicionais, História e contemporaneidade”. A sua escrita, como é aliás reconhecido pelo próprio, é grandemente influenciada por William Faulkner e Gabriel Garcia Marquez.

A adaptação ao cinema de Milho Vermelho (Sorgo Vermelho, no Brasil), em 1987, por Zhang Yimou e com a estrela Gong Li, filme determinante da chamada “Quinta Geração” que marcou uma nova era no cinema chinês, cimentou o seu prestígio na China e chamou a atenção do mundo. Traduções dos seus livros no Japão, França, Itália, Estados Unidos e Inglaterra cimentaram a sua fama internacional. Em Portugal, Mo Yan tem apenas um livro traduzido, Peito Grande, Ancas Largas, editado em 2007 pela Ulisseia.

Publicada originalmente em 1995, a obra causou grande controvérsia na China devido ao teor sexual da história. Mo Yan foi obrigado a escrever uma autocrítica ao seu próprio livro, e, mais tarde, a retirá-lo de circulação. Esse episódio, aliado, por exemplo, à participação na cópia manuscrita de um discurso de Mao Tsé-Tung, em que este definia os parâmetros a seguir na arte e literatura chinesas, levou-o a ser considerado pelos opositores ao regime chinês como um autor alinhado, não independente. O pseudónimo Mo Yan, escolhido pelo homem nascido Guo Moye, significa em chinês “não fales”. Dessa forma, ele que se diz sempre franco no seu discurso, lembrar-se-á constantemente de que não deve falar demasiado. Há outra leitura para o pseudónima, esta literária. Para Mo Yan, “um escritor deve enterrar os seus pensamentos e transmiti-los através dos personagens dos seus romances”.

Em 2009, numa conferência na Feira do Livro de Frankfurt, respondeu às acusações de falta de independência perante o poder. “Um escritor deve exprimir crítica e indignação perante o lado negro da sociedade e a fealdade da natureza humana, mas não devemos recorrer a formas de expressão uniformes. Alguns poderão querer gritar nas ruas, mas devemos tolerar aqueles que se escondem nos seus quartos e usam a literatura para transmitir as suas opiniões”.

Mo Yan abandonou os estudos muito jovem devido à turbulência causada pela Revolução Cultural e trabalhou numa quinta antes de, em 1973, se empregar como operário fabril. Alistou-se no Exército de Libertação do Povo Chinês (ELPC) três anos depois, iniciou-se na publicação em 1981 e, mais tarde, entre 1984 e 1986, estudou literatura na Academia das Artes do ELPC. Vencedor o ano passado do mais importante prémio literário chinês, o Mao Dun, Mo Yan é também vice-presidente da Associação de Escritores da China.

Entre a sua obra, onde se incluem dezenas de contos, destacam-se romances como The Garlic Ballads, The Republic of Wine, ou o supracitado Peito Grande, Ancas Largas. Segundo a Wikipedia, o seu penúltimo livro, Life And Death Are Wearing Me Out, foi escrito em apenas 43 dias, inscrevendo os mais de 500 mil caracteres do manuscrito original em papel chinês tradicional e usando apenas tinta e pincel. O último, Frog, incide sobre os abortos forçados que resultam da política estatal de controle de natalidade (“um casal, um filho”).

Este é o quarto prémio atribuído pela Academia Sueca em 2012 depois do Nobel da Medicina (John Gurdon e Shinya Yamanaka), da Física (Serge Haroche e David Wineland) e da Química (Robert Lefkowitz e Brian Kobilka). Esta sexta-feira será atribuído o Prémio Nobel da Paz.

(Deu no jornal português Público)

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OPINIÃO POLÍTICA

PMDB avalia seu apoio

Ivan de Carvalho

Já plenamente integrado, com seu partido, na campanha do candidato a prefeito ACM Neto, o peemedebista Geddel Vieira Lima considera que o democrata concorre neste segundo turno com “chances reais” de vencer e avança que este é o resultado mais provável.
Principal liderança do PMDB da Bahia, Geddel Vieira Lima estima que, apesar da opção do ex-candidato peemedebista a prefeito Mário Kertész haver optado pelo apoio ao petista Nelson Pelegrino, não menos de 60 por cento dos eleitores que votaram em Kertész vão migrar para ACM Neto.

Independentemente dessa estimativa, o ex-ministro da Integração Nacional assinala que o discurso que se ensaia no meio governista baiano de que o apoio do PMDB não tem muita importância não se sustenta.
Mesmo que se queira fingir ignorar a realidade de uma eleição que, todos sabem, com base nos dados de hoje, não será fácil para qualquer dos lados, e que se queira negar o inegável – a expressão histórica e o carisma do PMDB na Bahia e a relevância de sua estrutura –, um único fato é suficiente para atestar a relevância do apoio peemedebista.

Na terça-feira, o candidato do PT, deputado Nelson Pelegrino, passou uma hora na casa do ex-deputado Afrísio Vieira Lima, pai de Geddel e do presidente estadual do PMDB, deputado Lúcio Vieira Lima (Geddel fora a Brasília conversar com a cúpula de seu partido) tentando, numa conversa com Lúcio, obter o apoio do PMDB a sua candidatura. O candidato não faria isto se sua campanha ou seu partido não julgassem importante para sua candidatura o apoio do PMDB.

Passando a outro ponto. A uma lembrança de que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma vão figurar na campanha de Pelegrino para o segundo turno, Vieira Lima sugeriu que a participação dos dois na campanha para o primeiro turno – Lula e Dilma com saturação de inserções na propaganda eletrônica e o ex-presidente também com presença física e discurso em um comício em Salvador – já produziu para o candidato do PT o benefício que tinha de produzir. Acredita ele que este fator foi relevante na campanha para o primeiro turno, mas, por já haver sido explorado à saciedade, está esgotado – seria, aí já nas palavras do repórter, como chover no molhado.

Geddel repele quaisquer críticas que liguem o fato de seu partido, em âmbito nacional – aí incluída a seção baiana – integrarem a base política do governo Dilma Rousseff ao apoio que está sendo dado ao democrata ACM Neto em Salvador. Ele diz que essa é uma “questão local” e até lembra, em seu socorro, que, em São Bernardo – município paulista onde Lula mora e onde teve sua origem política – o ex-presidente foi a comício pela candidatura de seu amigo Luiz Marinho, do PT (que foi reeleito) com o Democratas no palanque.

Na ocasião – aqui é o repórter que acrescenta – Lula disse que o Democratas era “bem vindo” ao palanque, não esquecendo de assinalar que a eleição em São Bernardo era um assunto local, que, ficou muito bem subentendido, nada tem a ver com a circunstância de o Democratas ser oposição no âmbito federal.

GUERRA – A campanha eleitoral pela prefeitura de São Paulo está se delineando como uma guerra. A campanha de Serra prepara-se para usar a fundo a temática do Mensalão, agora que o “núcleo político” já foi julgado e quase inteiramente condenado pelo Supremo Tribunal Federal. O PT tentará contra-atacar com coisas não julgadas e algumas nem investigadas, algumas delas sérias, outras, nem tanto. Mas quem não tem cão caça com gato

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Ciranda da bailarina, do Grande Circo Místico, Chico e Edu

Canção que embalou a infância de gerações em tempos temerários no Brasil, e segue presente, sempre surpreendente e maravilhosa.

Bom Dia da Criança neste 12 de Outubro da Padroeira do Brasil.

Para os adultos também.

(Vitor Hugo Soares)

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