DEU NO ESTADÃO

Daniel Bramatti

de O Estado de S.Paulo

Na primeira pesquisa do instituto Ibope no segundo turno, feita sob encomenda da TV Globo, o petista Fernando Haddad aparece com 11 pontos de vantagem sobre o tucano José Serra (48% a 37%). Em votos válidos – excluídos os entrevistados que dizem pretender votar nulo ou em branco -, o placar seria de 56% a 44% se a eleição fosse hoje.

Na pesquisa espontânea, aquela em que os entrevistados revelam sua preferência sem ler os nomes dos candidatos, Haddad lidera por 45% a 35%.

O resultado do Ibope é semelhante ao obtido pelo Datafolha e divulgado na quarta-feira: 47% para o petista e 37% para o tucano.

Foram ouvidos 1.204 eleitores entre segunda-feira, 8, e quinta-feira, 11. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-01852/2012.

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Do album Cartola, editado em 1974. Um disco memorável de um mestre genial do samba e da música brasileira em qualquer tempo.

ETERNIDADE PARA CARTOLA!!!

(vhs)

out
11
Posted on 11-10-2012
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Deu no G1 BA

O governador Jaques Wagner cancelou a adesão da Bahia ao horário de verão em 2012. De acordo com a assessoria de Wagner, na terça-feira (9) o governador esteve em Brasília com o ministro de Minas e Energia Edison Lobão e solicitou a não participação do estado na medida que visa reduzir o consumo de energia. Ainda segundo a assessoria, um ofício será encaminhado ao Ministério nesta quinta-feira (11) para registrar a não adesão da Bahia.

A justificativa para o cancelamento da participação do estado no horário de verão seria a rejeição da população, informou a assessoria. Uma pesquisa encomendada pelo governo apontou que 75% da população baiana é contrária à adesão no horário de verão. Na quarta-feira (10), Jaques Wagner teria recebido ainda representantes das centrais sindicais pedindo que a Bahia ficasse fora da medida por causa das queixas dos trabalhadores.

Jaques Wagner chegou a anunciar no domingo (7) a adesão do estado ao horário de verão. “O horário de verão foi uma discussão do ano passado, quando voltou a ser adotado, portanto isso está mantido para este ano. Nós precisamos consolidar e depois avaliar, inclusive com a população. Eu creio e repito que a Bahia é parte do Brasil, que adota um horário, e eu creio que, mesmo com alguns sacrifícios, a gente tenha que acompanhar a decisão tomada por Brasília, pelo Governo Federal”, disse na ocasião.

Em 2011, o estado adiantou em uma hora o relógio depois de oito anos sem participar do horário de verão. Segundo o relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico, a Bahia economizou 105 megawatts em 2011, o que corresponde a 4,2% de toda a energia elétrica que seria consumida neste período.


Mario Kertéz:agora na campanha de Pelegrino(PT)

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Apesar de já ter declarado apoio ao candidato Nelson Pelegrino (PT) para a disputa no segundo turno, o ex-candidato Mário Kertész (sem partido), realizou uma coletiva para reforçar sua decisão de presença na campanha do petista. Também estiveram presentes o vereador Paulo Magalhães (PSC), o senador Walter Pinheiro (PT), o secretário da Administração Penintenciária e Ressocialização (Seap), Nestor Duarte, e o superintendente do Sebrae, Edval Passos.

Mário disse que continuará na Rádio Metrópole sendo o comunicador que sempre foi e que vai gravar propaganda a favor de Pelegrino. No entanto, Kertész descartou participar de caminhadas e comícios.

Durante a coletiva, Kertész negou que tenha aceitado alguma proposta para ter ficado ao lado do PT. “Não pedi nada a ele. Não aceito nenhum cargo na prefeitura. Não estou na vida política, eu sou comunicador”, enfatizou.

PMDB

Kertész também aproveitou o momento para ressaltar que não saiu do PMDB brigado. Sua saída se deu em cumprimento do que ele já tinha dito no início da campanha, que não queria uma vida política. E, como não ganhou a eleição, não teria mais motivos para permanecer filiado.

“Pedi a desfiliação sem nenhum tipo de briga. Continuo amigo, uma amizade de família, que vem de Afrísio. Geddel e Lúcio estiveram aqui e coloquei para eles toda a minha posição de que encerro minha janela política, por isso pedi minha desfiliação”, explicou.

Pelegrino

O candidato Nelson Pelegrino também se pronunciou e disse que recebeu o apoio com muita alegria pela amizade que tem com MK. “Mário é um amigo e, como eu e Olívia Santana, é um militante da cidade de Salvador, tem uma paixão pela cidade como nós temos. Ele deu contribuições importantes à cidade e vamos incorporar em nossa campanha eleitoral”, disse.

Pelegrino e Kertész foram questionados sobre os votos do petista terem sido maiores no subúrbio e os de Neto na parte nobre da cidade. Pelegrino petista disse apenas que escolheu o melhor, Mário Kertész, que tem um público de classe média na Rádio Metrópole.

Já o comunicador negou que o público seja somente formado pela classe média. “Ao contrário do que se pensa, o alcance da rádio não é só dessas classes e isso pude verificar caminhando nas ruas, nos bairros humildes e de gente dizendo ‘Eu conheço o senhor da Rádio’. E essa divisão entre ricos e pobres é um equivoco total”, respondeu.

(Deu no portal Metro1)

http://youtu.be/Czvtl8aVyuw

Composição: Francis Hime / Olivia Hime

Em 1981, lançou o LP “Sonho de moço”, que contou com a participação de sua filha Maria, então com oito anos de idade, na faixa de sua autoria “Lua de cetim”

Lua de cetim

Tempo quente, amendoim
Dia de vadiar
Vagabundear
De tudo adiar
Se deliciar
Deito no capim
Planto avencas num xaxim
Samambaia e algum jasmim
Que preguiça de mim!
Ai, ai, que me dá
Sei lá, o que me dá
Só sei que isso me encanta
Sapos no quintal
Venta a roupa no varal
Vai caindo um toró
Lá no Tororó
Cantou um curió
E eu fico tão só
Sabe meu amor
Meu jardim tá todo em flor
Deu camélia e monsenhor
Deu até beija-flor
Não é que me deu
Vontade do meu
Menino que bem me nina
Seja como flor
Seja sempre o meu amor
Diga o quanto o bem-me-quer
Gira o sol se bem me quer
Se é bom viver em paz
Não abra meu rapaz
Não faça o que não quer
Não faça o que se faz
Lua de cetim
Tempo quente, amendoim
Dia de vadiar
De vagabundear
Dia de adiar, se deliciar
De vagabundear
Vai caindo um toró
Cantou um curió
E eu fico tão só
Cantou um curió.

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Pura maraviha em forma de poesia e canção, dedicada a todas as crianças (e adultos) da Bahia e do Brasil. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

================================================== As espumas flutuantes dos canaviais

Na manhã de 12 de abril de 2012, o poeta Fred de Souza Castro, da Geração Mapa, concedeu-me um longo depoimento, com ênfase em seu trabalho na TV Itapoan e na vida boêmia e cultural de Salvador, nos anos 50 e 60. Por considerar belo o trecho em que Fred se refere a Brotas e aos canaviais de Santo Amaro da Purificação, a cidade de sua infância, recorto o momento inicial da entrevista desta alma lírica e macia que morreu em 8 de outubro, aos 81 anos.
(Claudio Leal)

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Você foi fundador da TV Itapoan por acaso, não queria ir, não é isso? Antes disso, trabalhou na TV Tupi?
Fred de Souza Castro – Eu queria fazer cinema. Era a minha. O pessoal todo da turma de Glauber (Rocha) queria fazer cinema. Glauber realmente foi uma figura maior, ainda pouco conhecido. Muito pouco. De repente, o “Jornal do Brasil”, do Rio, o “Caderno B”, trouxe uma notícia de que haviam aberto um curso de formação profissional para televisão. Cheguei lá, fiz o teste, dei sorte, passei e fiz curso. Voltei depois deste curso.
Em que ano?
Aí, rapaz… Em 1959, por aí. Voltei para preparar as equipes aqui para a TV Itapoan. Os diários e as emissoras dos Associados estavam se preparando.
Já em 1960.
Em 60 foi a inauguração da TV Itapoan. Vim para cá (Salvador). Botamos a TV Itapoan no ar. Que, aos trancos e barrancos, se firmou, até que os diários e as emissoras dos Associados entraram em uma grande crise, com a morte de Assis Chateaubriand. Ele é uma pessoa que esculhambam muito, mas eu não esculhambo. Assis Chateaubriand fez realmente coisas de que o Brasil precisava. Trouxe para a Bahia, para Salvador, aquele menino que era um grande radialista…

Antonio Maria. Você conheceu Maria?
Antonio Maria. Conheci porque eu pertencia à “Hora da Criança”, um programa de rádio de Adroaldo Ribeiro Costa, que era meu conterrâneo. A “Hora da Criança” me deu essa possibilidade de conhecer várias pessoas e de fazer rádio, o áudio da televisão. Nessa época, morei pela primeira vez em Brotas (bairro de Salvador). O meu amor por Brotas vem dessa primeira etapa. Eu aqui vi uma extensão de Santo Amaro, do meu quintal, da minha beira de rio, do meu canavial. Apesar de não ter canavial aqui, tem a memória do canavial, com o chamado Engenho Velho e outras coisas que eu ia juntando. Se tinha um engenho, tinha cana. E tinha realmente: Engenho Velho da Federação, Engenho Velho de Brotas… Isso me deu a vontade de conhecer mais essa terra que não era a minha, mas se parecia muita com a minha, que era Santo Amaro, embora eu não tenha nascido em Santo Amaro. Nasci em São Gonçalo dos Campos, mas fui ser criado em Santo Amaro, porque lá estava minha família.

Uma vez, você me descreveu o movimento do canavial agitado pelo vento. Como era isso?
O canavial, quando tá “frechado”… O pessoal chama “frechado”, que é realmente a expressão correta: faz aquelas flechas, que viram cavalinhos de flechas. Cavalinho de flechas por isso: são aquelas flechas das canas cortadas no canavial que dão início a isso. Parece uma cabeleira do cavalo. Quando o canavial tá “frechado” – e eu digo “frechado” porque é como dizem, o que acho correto -, quando o vento passa, você vê o verde das canas, das folhas de cana, e aquele branco do cimo das folhas de cana assim balançando. Que é como as ondas, a espuma das ondas. Lembra até um poema de Arthur de Salles (1879-1952): “Brincam doudas como as crianças as espumas leves com as maretas mansas”.

Lembrei de “Espumas Flutuantes”, de Castro Alves.
E as “espumas flutuantes”, de Castro Alves… O Arthur de Salles morou em Brotas, perto de mim, no Pepino, e tinha uma irmã que morava na Boa Vista. E morava exatamente no local, talvez até ele sugerisse a ela, Dona Silô. Ele vinha de lá do Pepino, de tardezinha, com aquele cabelo assim, olhando e ouvindo, talvez, alguns poemas de Castro Alves, principalmente um que ele lembrava sempre: “A Boa Vista”. Aprendi muito com Arthur de Salles. Ele me deu muita informação. Era uma pessoa boa. E ele vinha olhar a “torre amiga” da qual Castro Alves falava quando retornava das caçadas, quando retornava a essa fazenda, Boa Vista. Boa Vista por isso: de onde se via. Brotas era um lugar muito bonito. Ainda é. Ali ele (Arthur de Salles) parava na porta na casa de dona Silô, irmã dele, e batia um longo papo, que envolvia uma série de coisas. Inclusive, eu me lembro de uma vez em que eu estava lá. Ele tinha um sobrinho chamado Luciano Salles, que já morreu. Luciano pertencia também à “Hora da Criança”. Tornou-se compositor mais tarde, poeta também. Luciano era muito amigo meu. Quando Arthur de Salles chegava, nós aguçávamos os ouvidos porque era sempre um aprendizado, não só porque ele trouxesse novidades, como também por ele ter uma maneira de falar que era poesia pura, no cotidiano, no dia-a-dia

Claudio Leal é jornalista. Soteropolitano do bairro de Itapagipe, mora em São Paulo.

out
11
Posted on 11-10-2012
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Sid, hoje, no portal Matro1

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OPINIÃO POLÍTICA

O Mensalão e o martelo

Ivan de Carvalho

O governador Jaques Wagner tem revelado mais sensatez ou mais sinceridade (disposição para reconhecer a verdade) do que muitos dos seus mais preeminentes correligionários. Assim é que ele admitiu, sem ressalvas, que o julgamento do processo do Mensalão pelo Supremo Tribunal Federal influiu nas eleições do último dia 7.

Conscientemente, claro, na contramão do discurso de líderes e dirigentes nacionais do PT, o governador da Bahia afirmou o julgamento do Mensalão como um de um conjunto de fatores que direcionou as eleições de domingo, acrescentando, com bom senso, que, no entanto, não é possível medir quanto e onde influiu mais ou menos ou até se determinou ou não pontualmente resultados.

Foi esse, pelo menos, o entendimento que tive dos comentários que Wagner fez para a imprensa sobre o tema. Não os fez antes das eleições, adiando-os para ontem, certamente porque tal análise teria efeitos prejudiciais para o PT nos resultados e os adversários políticos até poderiam explorar essas declarações.

Talvez por isto mesmo haja falado ontem na influência que o julgamento do Mensalão “teve” nas eleições, apenas a título de uma constatação e uma análise, com o verbo no passado, sem mencionar a influência que o processo do Mensalão ainda vai ter nos lugares onde o PT disputará o segundo turno eleitoral, no dia 28. Talvez pelo mesmo motivo o ex-ministro-chefe da Casa Civil em parte do primeiro governo Lula e que teve sua sentença condenatória por corrupção ativa (ainda falta o julgamento por formação de quadrilha) recomendou aos seus admiradores do PT que deixem para discutir (leia-se, contestar) o processo do Mensalão depois das eleições e que até lá se preocupem apenas com a campanha eleitoral.

Para o PT, ficar falando de Mensalão durante a campanha para o segundo turno das eleições é abominação. Ainda mais diante dos escores avassaladores registrados no pleno do Supremo Tribunal Federal, com condenação de 8 votos contra 2 para José Dirceu e José Genoino.

Notando-se que um dos dois votos absolutórios – naturalmente fundado na consciência jurídica do autor, com base na prova dos autos – partiu do ministro-revisor Lewandowski, sendo fato conhecido que sua nomeação para o STF pelo então presidente Lula foi estimulada pelas relações, sempre louváveis, de amizade da então primeira dama Marisa Letícia. Notando-se ainda que o outro voto absolutório, igualmente fundado na conviccão do julgador com base na prova dos autos, foi dado por um ministro que fora subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil de 2003 a 2005, durante o período em que o ministro-chefe da Casa Civil era o atual réu José Dirceu.

Na realidade, o Mensalão, se for inteligentemente usado na campanha eleitoral, inclusive a eletrônica, pelos oponentes do PT (e nem a lei eleitoral nem a Constituição fornecem qualquer instrumento ou fundamentação jurídica para evitar isso) pode se revelar uma enorme pedra no sapato do partido neste segundo turno. É que o julgamento já está definido, o “núcleo político” petista do Mensalão já foi condenado numa parte das acusações, mas o processo continuará durante a campanha eleitoral, com a votação de mais imputações, atingindo esse chamado “núcleo político”, e com a dosimetria das penas de todos os réus condenados. Um cenário infernal para uma campanha eleitoral.

E há algo que equivale a uma martelada – não daquelas que Stalin mandou aplicar em Trotsky – na cabeça. Mas uma martelada nos malfeitos que se quis fazer à democracia. Usou o martelo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, que, aliás, antes de ir para o STF tinha, como vários outros, conhecidas ligações com o PT. Ele disse que o Mensalão foi um projeto de golpe: o objetivo dos réus era colocar em prática “um projeto que vai muito além de um quadriênio quadruplicado. Projeto de poder de continuísmo seco, raso. Golpe, portanto”.

Acrescentar o que? Uma frase bíblica, talvez. “Tudo o que plantares, certamente colherás”.

http://youtu.be/7rWQlK1TE-4

BOA NOITE!!!

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