DEU NA FOLHA DE SÃO PAULO/ PODER-ELEIÇÕES 2012

Ao fazer um balanço das eleições de domingo (7), o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), exaltou o desempenho geral de seu partido, líder em número de votos para prefeitos no Brasil, mas bateu de frente com os colegas de Pernambuco, cuja capital deixará de ser comandada pelo PT depois de 12 anos.

“Em Recife, o PT acabou com o PT. Foi um rol de trapalhadas”, afirmou Wagner, sobre o conflito que resultou na divisão da legenda, no rompimento da aliança com o PSB e no fim da hegemonia local.

O senador Humberto Costa acabou saindo candidato após impasse entre o atual prefeito, João da Costa, e o ex-secretário estadual Maurício Rands, que chegaram a disputar prévias partidárias, mas cujo resultado foi contestado na Justiça.

Costa acabou em terceiro lugar, com 17% dos votos. Geraldo Julio (PSB), apadrinhado pelo governador pernambucano Eduardo Campos, venceu a eleição de Recife no primeiro turno com 51% dos votos.

O governador baiano se disse contrário às prévias, “desta maneira, em qualquer lugar”, e afirmou que “já viu muito prefeito com alta rejeição” conseguir driblar isso e obter a reeleição ao final da campanha.

Em entrevista à Folha, em setembro, Humberto Costa declarou que o ex-presidente Lula havia sugerido seu nome para alguém com mais experiência “resgatar um projeto político” para a cidade. Wagner negou a influência de Lula na escolha.

RELAÇÃO COM O PSB

Sobre o rompimento com o PSB, presidido por Campos, Wagner disse que ele “tem potencial” para tentar a Presidência da República em 2014, mas contemporizou.

“O PSB é aliado nosso de primeira ordem. Não acho correto eleger como oposição. Quanto mais fizer um jogo combinado [com o PT], melhor.”

“Não acredito em trama. Acho que houve uma infeliz coincidência nos casos de Recife, Fortaleza e Belo Horizonte”, disse.

Em Fortaleza, o PT de Elmano de Freitas disputará o segundo turno com o PSB de Roberto Claudio.

Na capital mineira, o senador Aécio Neves (PSDB) virou o fiador da candidatura de Marcio Lacerda (PSB), que também ganhou no primeiro turno.

“Eduardo Campos tem direito de se articular [para 2014]”, disse Wagner. “Agora, vai se juntar com Aécio? Me consta que Aécio [também] quer ser presidente.”


Que rumo os irmãos do PMDB irão tomar?, a pergunta
de Roberto Jefferson e da Bahia inteira

========================================
DEU NO BLOG DO JEFFERSON

Perguntar não ofende

Uma das decisões mais aguardadas no 2º turno é para onde irão os irmãos Geddel Vieira Lima, vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal (CEF), e Lúcio Vieira Lima, presidente do PMDB da Bahia. Se para o petista Nelson Pelegrino, partido com o qual estão rompidos em Salvador, ou Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), a oposição mais aguerrida ao governo federal. A briga é tão feia que até a presidente Dilma participa das negociações, que passam também pelo vice peemedebista Michel Temer. O mais natural seria que os Vieira Lima apoiassem o PT, como integrantes que são da base aliada. Mas nem tudo é tão simples quanto parece. Além de estar rompido com o governador petista Jacques Wagner, Geddel quer ser candidato ao governo em 2014. Com o mesmo voto conservador de ACM Neto, um acordo entre eles pode selar o passaporte de Geddel como candidato ao governo. E o PT, fecha com Geddel ao governo em 2014?

Bahia em Pauta replica o texto do repórter de A Tarde, André Uzeda, publicado originalmente no site Observatório da Imprensa, solidário com o profissional agredido e ameaçado – e em repulsa ao “jornalismo de esgoto” que alguns insistem em plantar na Bahia. Não apenas esperamos, mas lutaremos com as armas da imprensa de verdade, para que o mal não dê frutos.E cobramos investigação e punição dos autores pelos crimes denunciados

(Vitor Hugo Soares, editor)

=================================================

Por André Uzêda

Na noite de sexta-feira (28/9) estava na redação, fechando uma das últimas páginas do caderno de esporte que viria a rodar no domingo seguinte, quando começo a receber mensagens na conta que mantenho no Twitter. A primeira delas veio do sr. Bruno Brizeno, funcionário do Departamento de Futebol do Esporte Clube Bahia, mandando eu tirar “a cara de viado”.Outras foram se sucedendo em um curto espaço de tempo. Uma delas, sem me citar diretamente na rede social, do sr. Sérgio Queiroz Bezerra, conhecido como Kabrocha, braço direito do presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho (ex-deputado federal pelo PMDB), e espécie de “faz tudo” dentro do clube, que me xingava de “maconheiro mirim”.O irmão do presidente, sr. Marcos Guimarães, que, entre íntimos, também atende pelo apelido de Telefunken, escreveu que eu fumava maconha para curar o “corno da namorada”.

Neste ínterim, entre absorver as agressões virtuais e indagar, também via Twitter, aos meus detratores se aquilo seria uma ameaça, criaram um perfil falso com meu nome, no qual continuaram a atacar minha honra. Na própria definição do perfil falso isso já ficava bem claro: “Fake do jornalista do A Tarde. Usuario de entorpecentes. Fã da erva. E não apenas mais um rostinho bonito! Um usuario felizz! legalize jaaaa!”

As ofensas passaram então a ser encaminhadas para meu perfil falso. Com o sr. Brizeno dizendo até que “o doce dele ta guardado. Vai cair no meu colo. Essa boneca” e mesmo que “Ousadia, o viadinho tem muita, eu quero vê é depois, qdo tiver largado. O q é q vai fazer”.

Matérias de bastidores

O que mais me espantou na história, porém, partiu de dois outros personagens que preferi guardar para este momento do relato. Participou também das agressões verbais o sr. José Eduardo, conhecido como Bocão, radialista da Itapoan FM e apresentador do programa policial Se Liga, Bocão!,na TV Itapoan(afiliada da Record na Bahia). Assim escreveu ele, ainda naquela longa noite de sexta-feira, sem direcionar a mensagem: “Odeio jornalista esportivo vagabundo! Esse mané vai aparecer na minha e vai levar piau”. Depois lançou um trocadilho barato com meu sobrenome (Uzêda): “O que fazer com jornalista maconheiro? Prende ou deixa Azedar?”Mais alguns segundos e o sr. Luis Gustavo Alves, irmão de José Eduardo e um dos diretores do site de notícias Bocão News, também passou a dirigir palavras pouco simpáticas a meu respeito: “Só anda no Rio Vermelho queimado fumo”, disse ele.

Achei logo estranho que um profissional da imprensa participasse de um conluio para prejudicar outro colega que milita na mesma profissão. Há alguns meses venho publicando matérias que trazem à tona os bastidores do Esporte Clube Bahia. Em junho deste ano, o jornal A Tarde divulgou, em matéria assinada em parceria minha com o jornalista Daniel Dórea, uma reportagem investigativa levantando pontos na negociação de um jogador da base do clube, que teve, de forma pouco transparente, 20% do seu passe destinado a um empresário que recentemente entrou para o mundo do futebol. Com a transferência deste jogador para Portugal, o empresário recebeu mais de R$ 1 milhão pela transação.

Uma semana antes de começarem as agressões, tive acesso às contas do clube, referentes ao ano de 2011, e veiculei uma notícia revelando que o Bahia tinha fechado a temporada com débito de R$ 18 milhões no caixa, o que depois foi confirmado pela própria diretoria em seu site oficial. Fui autor também de matérias, ano passado, que mostravam problemas na formação do conselho que reelegeu Marcelo Guimarães – apontando a escolha de conselheiros irregulares, de acordo com o próprio estatuto do clube, e substituição de 58 outros nomes por suposta preferência política.

Dúvidas não respondidas

Isso talvez explique a fúria dos funcionários do Bahia que atacaram minha honra, embora não justifique a ação. O que não se entende e nem se compreende é a cólera de dois profissionais da imprensa neste mesmo caso. Naquela mesma sexta, consegui o celular do radialista José Eduardo e liguei para ele, a fim de que respondesse à mesma pergunta levantada aqui neste texto. A conversa foi nervosa, recheada de palavrões por parte do radialista, que afirmou que “resolvia as coisas pessoalmente e se quisesse poderíamos nos encontrar naquele exato momento para nos entender”. Quando rebati dizendo que só uso dos meios legais para solucionar qualquer tipo de pendência, ele debochou: “Tenho mais de 180 processos. Um a mais não fará a diferença.”

O ponto mais importante da conversa – qual seria a razão de um profissional da imprensa ofender um colega que publica informações que envolvem diretamente a vida de clube de massa – não chegou a ser respondido. O radialista limitou-se a dizer que eu “estava me achando muito estrelinha”… Não, não acho que a imprensa deva ser corporativista e apoiar qualquer material publicado por outro veículo, até por questão de concorrência e diferentes ideologias do campo jornalístico, mas entendo que existem formas de se fazer qualquer tipo de contestação. Apresentar uma matéria levantando outro enquadramento, outro ponto de vista, cobrir eventuais buracos deixados na apuração da empresa concorrente, enfim… Ofender a honra e atacar covardemente um colega, em conchavo com funcionários de um clube, não parece ser a opção mais ética, além de levantar dúvidas sobre a estreita proximidade que um profissional da imprensa pode vir a manter com um cartola e seus asseclas.

No intuito de ter alguma de minhas dúvidas respondidas, seja pelo presidente do Bahia, pelos funcionários detratores ou mesmo pelo radialista e seu irmão, aqui escrevo ocupando este nobre espaço.

***

[André Uzêda é jornalista]

=====================================

Disco voador

Rita Lee – Roberto de Carvalho
Da minha janela vejo uma luz
Brilhando no céu da terra
É azul, é azul
Não é avião, não é estrela
Aquela é a luz de um disco voador
Disco voador
Trazendo do céu um segredo
Olhando pra mim com um pouco de medo
Querendo pular a janela
Ligar a vitrola e entrar dentro dela
Disco pirata, disco invasor
Disco de prata, disco voador
i

=====================================

Vai para Ivan de Carvalho, que além do grande jornalista político que é, sabe tudo sobre disco voador.

(Vitor Hugo Soares)

out
09
Posted on 09-10-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-10-2012


Imagens do solo de Marte recolhidas pelo ‘Curiosity’ Fotografia © NASA-Reuters/DN

===========================================

A NASA anunciou ter sido descoberto “um objeto brilhante” no solo de Marte, e o robô “Curiosity” realiza “mais imagens” para “permitir à equipa identificar e avaliar o impacto que esse objeto pode ter nas tarefas de recolhimento de amostras” do solo.

O ‘Curiosity’ aterrisou em Marte a 6 de agosto, na cratera Gale, para uma missão de exploração do planeta, que tem uma duração estimada em dois anos. O seu principal objetivo é recolher amostras de solo que permitam determinar se Marte teve no passado condições propícias à existência de formas de vida.

Estas operações estão suspensas até se determinar se o ‘Curiosity’ foi afetado pela perda daquele elemento.

As primeiras amostras do solo de Marte foram recolhidas domingo. Uma vez completada a sua tarefa, o ‘Curiosity’ regressará à Terra, onde se prevê que chegue em 2018.

(Com informações do jornal português Diário e NASA)

out
09

==========================================

DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE E TV GAZETA

BOB FERNANDES

Análises e discussões sobre quem ganhou e quem perdeu com as eleições em 5 mil 564 municípios do Brasil. Essa é a hora certa. Um grande número de analistas e demais “listas” errou feio. Porque apostaram nos seus desejos, alardearam suas escolhas como se fossem fatos. O eleitor, esse teimoso, mais uma vez não concordou. Vamos aos números, a Sua Senhoria, o fato.

O PSB, partido que tem no comando Eduardo Campos, governador de Pernambuco, tinha 308 prefeituras. O PSB ganhou mais 125 prefeituras. O PT, que tinha 550 prefeitos, ganhou outras 77 prefeituras. O PSD tinha uns 257 prefeitos que escaparam do DEM. O partido do Kassab ganhou. Tem agora 493 prefeituras. O PMDB tem 1020 prefeitos; perdeu 73 nas urnas. O PSDB, que tinha 787 prefeitos, perdeu 95 prefeituras.

Agora, as batalhas do 2º turno. Entre outras, a do PT e PSDB em São Paulo, encarniçada disputa a envolver José Serra e Fernando Haddad. O PSDB, que em 2008 disputou dez segundos turnos, agora concorrerá em 16 municípios. O PT, que em 2008 foi ao segundo turno em 15 cidades, vai disputar 21 prefeituras.

O PSB cresceu também em Minas Gerais, e avançou no Sudeste. José Roberto de Toledo e Daniel Bramatti, do Estadão, que levantam e manejam variadíssimos dados, observam o que pode ser óbvio para quem é do ramo, mas não é para leigos, para os comuns: existe forte correlação entre a eleição de prefeitos num determinado partido, região, cidade, e os deputados ungidos na eleição seguinte. Portanto, Eduardo Campos é um dos que se fortalecem para 2014, seja para o que for.

Outro que sai das urnas fortalecido para 2014 é Aécio Neves (PSDB-MG). Marcio Lacerda, reeleito prefeito de Belo Horizonte, foi candidato de Aécio. Lacerda é do PSB de Eduardo Campos. Aécio e Campos são parceiros e amigos. Eduardo Campos ampliou o espaço para seus movimentos pendulares entre o governo Dilma e a oposição.

Hora, também, de avaliar o efeito que teve nas urnas o julgamento do chamado “mensalão”.

Os efeitos, ao longo do tempo e de várias formas, são e serão maiores do que apregoam Lula e os governistas. E os efeitos, no curto prazo, foram muito menores do que alardeou e desejava a oposição. Os números estão aí. São os fatos. Com 17 milhões e 200 mil votos, o PT tomou do PMDB (16 milhões e 700 mil votos), o posto de partido mais votado do Brasil. Em terceiro lugar, o PSDB, que teve 13 milhões e 900 mil votos.

Eleitores, por evidente, não querem roubalheira. Mas os eleitores não são os néscios que tantos e tantas imaginam. Eles sabem como, de maneira geral, é feita a política no Brasil. É óbvio que o eleitor decente rejeita “mensalões”, seja de quem for. Mas o eleitor conhece seu ecossistema político-partidário melhor do que ninguém. Em cada uma das 5 mil 564 cidades do Brasil os cidadãos sabem, por exemplo, quem leva e quem não leva.

Certamente por isso os eleitores quiseram saber, também, e ao que parece antes de tudo, dos problemas do seu cotidiano. Celso Russomanno (PRB) perdeu para um variado, amplo conjunto de ações de adversários diante das suas fragilidades pessoais e partidárias. Mas o que derreteu mesmo Russomanno foi algo mundano, do cotidiano dos cidadãos: as mudanças que propos para o preço das passagens de ônibus, algo que ele mesmo não soube deixar claro.

Marcio Lacerda, em Minas, José Fortunati, no Rio Grande do Sul, e Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, tiveram vitórias espetaculares. Não foi obra do acaso, nem da marquetologia isolada: quando os três iniciaram suas campanhas para reeleição, eram apontados como prefeitos dos mais bem avaliados no Brasil.

O eleitor, mais uma vez, mostrou que erra quem imagina falar em seu nome. O eleitor mostrou que erra quem imagina tangê-lo pelo cabresto, seja político, pesquisador ou jornalista. Um dos recados que saiu das urnas de 5 mil 564 municípios foi esse: quem entende das cidades e dos seus problemas é o cidadão. Sua Senhoria, “O Eleitor”.

out
09
Posted on 09-10-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-10-2012


============================================
Pelicano, hoje, no Bom Dia (SP)

==============================================

OPINIÃO POLÍTICA

O PMDB e os puxadinhos

Ivan de Carvalho

O deputado Jutahy Magalhães disse ontem que ficou muito feliz em saber que o ex-candidato do PMDB a prefeito, Mário Kertész e o partido iriam se posicionar juntos em relação ao segundo turno nas eleições de Salvador e acrescentou que está “muito confiante na decisão do PMDB”.

Há um problema, no entanto, que o deputado do PSDB, partido que integra a coligação que apoia a candidatura do democrata ACM Neto, não chegou a comentar. O comando nacional do PMDB prefere, “onde for possível”, segundo o vice-presidente da República, peemedebista Michel Temer, formar aliança com o PT. Isto acontecerá, com certeza, ele deixou claro, em São Paulo.

Difícil antecipar se Salvador é um dos lugares onde é possível tal aliança. Mas convém observar que o PMDB baiano já cometeu (não vamos aqui analisar as razões ou motivações, nem mesmo as circunstâncias que contribuíram) um grave erro político na Bahia, quando rompeu com o governo Jaques Wagner vários meses antes das eleições de 2010. De lá para cá, o PMDB baiano só tem levado bofetadas (no sentido figurado) do situacionismo estadual e federal.

Uma delas, de grande destaque, foi a interferência intensa do então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em favor da reeleição de Jaques Wagner para governador, quando Geddel Vieira Lima, seu ex-ministro, se desincompatibilizara para deixar o governo. E quando o PT, baseado em pesquisas eleitorais e outros dados, convenceu-se, às vésperas do segundo turno, de que Dilma seria eleita presidente da República contra Serra sem nenhuma dificuldade, então a própria candidata entrou na campanha pró-Wagner, portanto contra os concorrentes deste, dos quais os mais importantes eram o democrata Paulo Souto e o peemedebista Geddel Vieira Lima. Este, sem fazer comentários, ficou politicamente ferido e profundamente magoado.

Veio o segundo turno. Nos primeiros momentos, com o cabuloso e até hoje muito mal resolvido escândalo nucleado em Erenice Guerra – ministra-chefe da Casa Civil de Lula indicada por Dilma, que deixara o cargo para candidatar-se, e a reação de evangélicos e católicos às posições do PT e da própria candidata em relação ao aborto e outras questões sensíveis às igrejas – Dilma Rousseff correu atrás do prejuízo e, depois de um prolongado tempo de quarentena (após a vitória que afinal acabou sendo tranquila e a posse) que mais pareceu castigo, nomeou Geddel vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal. (Ontem, corria o boato – não confundir com informação – de que o PMDB nacional exigira a presidência da Caixa Econômica Federal, hoje com o PT, para apoiar o petista Fernando Haddad para prefeito de São Paulo).

Um corte para o PC do B da Bahia. Saíu enfraquecido das eleições para vereador da capital e no conjunto da Bahia. É que o PC do B, faz tempo, tornou-se uma espécie de “puxadinho” do PT. No país e aqui. Quem estiver interessado em confirmar, basta conferir os resultados eleitorais de agora e os de antes. No caso de Juazeiro, precisou de uma complicada, complexa e autoritária operação de salvamento para manter a prefeitura.

Voltando ao caso do PMDB em âmbito nacional: o partido está se tornando cada vez mais um puxadão do PT, aparentemente por ser refratário a riscos, aguardando desconfortável e conformadamente o dia em que se tornará mais um puxadinho. Na Bahia, entretanto, ressuscitar a antiga aliança com o PT, apartando-se da oposição, é transformar-se instantaneamente em puxadinho. Não terá espaço em 2014, porque o PT, salvo no caso de debandada de importantes aliados, não lhe dará espaço algum.

Juntando-se às oposições, o PMDB tratará com os aliados de igual para igual, terá o espaço correspondente à sua importância e, na hora de jogar, sempre estará no jogo. Não correrá o grave risco de ser gandula.

Um tema imortal em memória do “poeta com alma de poeta” e a grande figura humana que a Bahia perdeu.

BOA NOITE!!!

(VHS)

  • Arquivos