Deu no portal Metro1

O cenário da disputa eleitoral em Salvador se manteve estáve e aponta que terá 2º turno nas eleições para prefeito, de acordo com a pesquisa divulgada pelo Ibope neste sábado(6). O candidato Nelson Pelegrino (PT) que havia ultrapassado ACM Neto (DEM) se manteve na liderança com das intenções de voto, com 34%, na pesquisa estimulada — aquela em que os nomes são apresentados aos entrevistados. O democrata caiu 10 pontos e agora tem 29% das intenções de voto. No entanto, levando em consideração a margem de erro (de 3% para mais ou para menos), os dois estão tecnicamente empatados, como apontou a última pesquisa instituto Babesp divulgado neste sexta-feira (5).

O candidato Mário Kertész (PMDB) cresceu se manteve no terceiro lugar com 7%. Em quarto, aparece Márcio Marinho (PRB), que subiu um ponto e acumula 5% das intenções de voto, seguido de Rogério Tadeu da Luz (PRTB) com 3% e Hamilton Assis que caiu um ponto e tem 1%.

Rejeição

A pesquisa também perguntou aos eleitores em quais candidatos eles não votariam. O candidato ACM Neto aparece em primeiro e acumula 35% de rejeição. ACM Neto tem 34% de rejeição, seguido de Pelegrino, que tem 29%.

Hamilton Assis não seria votado por 20% dos entrevistados seguido por Mário Kertész com 19% e Márcio Marinho com 17%.

De acordo com a pesquisa, 4% dos eleitores não rejeitariam nenhum dos candidatos e 11% não sabem ou não responderam.

A pesquisa foi feita entre os dias 4 a 6 de outubro e foram ouvidas 805 pessoas. A sondagem foi registrada sob o número 00487/2012.

DEU NO IG

Pesquisa Datafolha sobre a disputa pela Prefeitura de São Paulo, divulgada neste sábado, véspera da votação, mostra empate técnico entre os três principais candidatos. José Serra (PSDB) aparece com 28% dos votos válidos, Celso Russomanno (PRB) com 27% e Fernando Haddad (PT) com 24%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os votos válidos excluem brancos e nulos e desconsideram os eleitores que se disseram indecisos.

Gabriel Chalita (PMDB) tem 13% e Soninha (PPS) tem 5%. Carlos Giannazzi (PSOL), Paulinho da Força (PDT), Ana Luiza (PCO) e Levy Fidelix (PRTB) aparecem com 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram.

O Datafolha também simulou cenários de segundo turno. Contra Serra, Russomanno venceria com 44% contra 37%. Se o adversário for Haddad, o candidato do PRB e o petista ficam empatados tecnicamente: 39% do primeiro contra 40% do segundo. Em uma eventual disputa entre Serra e Haddad, o petista venceria o tucano por 45% a 39%.

Sobre a taxa de rejeição, Serra ainda lidera com 42%, seguido de Russomanno com 30% e Haddad com 25%.

O levantamento foi feito entre sexta-feira e hoje e ouviu 3.959 pessoas. A pesquisa foi registrada com o número SP-01778/2012.

out
06

Dá-lhe, Riachão!!! Dá-lhe Tom Zé

BOM SÁBADO E OLHO VIVO PARA AMANHÃ(7) NÃO DANÇAR NA ELEIÇÃO

(VHS)


Dona Rosário no palanque do filho em Salvador

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DEU NA FOLHA
PODER/ELEIÇÕES 2012

NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR

A campanha de ACM Neto (DEM) em Salvador tem os habituais coordenadores políticos e de marketing, mas quem dá a última palavra é a mãe do candidato.

Casada com o ex-senador ACM Junior, filho mais velho do senador Antonio Carlos Magalhães (1927-2007) e dono da afiliada da TV Globo na Bahia, Maria do Rosário, 55, abandonou a psicologia para cuidar da carreira política do herdeiro de 33 anos.

A mãe minimiza sua influência na campanha do filho. Diz resolver “só alguns problemas que surgem no dia”.

O celular, contudo, não para de tocar. Rosário também visita comunidades pobres em eventos de campanha, às vezes até sem o candidato.

“Não vou dirigindo aos lugares porque é difícil, muitos são distantes, mas eu sou uma pessoa simples por essência. Vou de calça jeans e uma camisa”, afirma.

Ela pede desculpas por receber a reportagem em uma sala “simples” no comitê, com estrutura provisória, ar condicionado e secretárias. No espaço, imagens religiosas dividiam espaço com “santinhos” do filho.

Rosário também trabalha para ACM Neto em seu mandato de deputado federal no Congresso, embora longe de Brasília, na representação em Salvador. Diz que os primeiros contatos com a política surgiram nas eleições do sogro, que define como “homem bastante afetuoso”.

Valter Pontes/Divulgação/Coperphoto

Maria do Rosário (no meio) participa de ato de campanha do filho, ACM Neto (DEM), para prefeito de Salvador

LEGADO

Ela diz que o “legado do avô é muito forte” para ACM Neto e reclama quando o filho é atacado por rivais. “O PT está há seis anos no governo e fez pouco para a cidade. Preferem fazer campanha agressiva contra meu filho.”

Na internet, a campanha rival é ainda mais dura com o avô, citado na seção “tristes memórias do carlismo”.

Rosário opta por não polemizar e é contida nas declarações. “Fico só no bastidor. Quando se expõe muito, acaba prejudicando, né?”, diz.

out
06
Posted on 06-10-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-10-2012


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M. Aurélio, hoje, no jornal Zero Hora (RS)


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ARTIGO DA SEMANA

Eleições e Mensalão: Justiça, Política e Jornalismo

Vitor Hugo Soares

O telefone chama de São Paulo. Depois do terceiro toque, hábito antigo, atendo em Salvador. Na outra ponta da linha, entre as duas capitais envoltas igualmente em dúvidas, polêmicas e expectativas quanto a votação deste domingo (7) (acentuadas pelos resultados, para todos os gostos, embutidos nas pesquisas de intenção de voto para prefeito, colhidos pelos diferentes institutos).

Cidades igualmente complexas e emblemáticas em suas semelhanças e dessemelhanças, na distância entre o Sudeste e o Nordeste. “E aí, como vai”, escuto de saída, sem conseguir identificar direito no primeiro momento se é uma pergunta ou um jeito pessoal do interlocutor de procurar conversa. Ou as duas coisas, ao mesmo tempo?

A voz, no entanto, é inconfundível . Chega aos ouvidos com tom e sotaque que revelam e sintetizam, ao mesmo tempo, o forte traço de ligação e identificação da pessoa que fala com a Bahia e São Paulo, apesar de tanta estrada e tanto mar entre as duas regiõers do país.E por mais que persistam, ainda submersos e intocáveis, vários traços de divergências e contrastes entre uma e outra cidade. Para o bem e para o mal, é bom esclarecer.

Estou na linha com o jornalista Bob Fernandes, voz e jeito que conheço há décadas. Desde que ele, recém formado na Escola de Comunicação da UFBA, começava a estagiar na Sucursal do Jornal do Brasil (depois de passar pela equipe pioneira da Radio JB-FM Salvador), cuja redação eu então chefiava na Bahia. Na chefia da sucursal, o jornalista Florisvaldo Mattos.

Primeiro na central Rua Chile, por onde transitavam os grandes personagens e quase todos os “ruídos” (como dizia o saudoso editor nacional do JB, Juarez Bahia) e fatos políticos, econômicos e sociais mais relevantes – jornalisticamente falando. Depois em Pernambués, onde Bob começou, na vizinhança bucólica do Cabula, bairro das mangueiras e pés de laranjas de frutos mais doces e famosos naquele tempo em Salvador.

Tem sido assim desde então. Por maior ou menor que seja a distância a separar as duas pontas da ligação. Em Sampa ou Nova Iorque, em Londres ou na China. Com maior ou menor intensidade, mas sempre. Em tempos promissores ou temerários. Às vezes o telefone toca de manhã. Outras, de tarde. Algumas vezes já soou em plena madrugada.

Mania herdada pelos dois, do tipo e da qualidade do jornalismo que então se fazia no JB, onde “checar uma informação” era sagrado, quase tanto quanto o próprio fato. Em nome dessa sacralidade, qualquer profissional, político, empresário ou governante podia ser tirado da cama a qualquer hora da noite.

Em ocasiões a chamada telefonica se dá pela simples vontade mútua de conversar, falar de jornalismo, dos fatos da vez – das eleições, do julgamento no STF, do Bahêêa ou do Vitória, do Santos, da saúde, da vida. Ou para trocar impressões, informações, afetos, divergências. Sim, porque divergir é básico e salutar, no jornalismo como nas amizades.

Desta vez não é diferente. Falamos da complicada eleição paulistana e soteropolitana, mas, principalmente, da cobertura na imprensa sobre fatos e rumo do julgamento dos réus do processo do Mensalão, sintetizados nos embates dos ministros Joaquim Barbosa (relator) e Ricardo Lewandowski (revisor) no plenário do Supremo Tribunal Federal.

Na conversa, ficou no ar “um lapso de memória”. Na hora não consegui lembrar o nome de um livro que comprei há anos em Buenos Aires, li, reli e a ele tenho recorrido muitas vezes em meu ofício. São o livro e o seu conteúdo a razão destas linhas que resvalaram por desvãos da memória, fugindo da “objetividade” cobrada por seus arautos – nem sempre fiéis ao que pregam para os demais que os lêem ou os escutam.

Tenho o livro agora na minha frente. É “Entre Periodistas”. Na verdade, uma coleção de entrevistas feitas pelo argentino Teódulo Rodrigues, “obra pródiga em experiências, sentimentos, estilos diferentes”. Não são entrevistas para perguntar “o que pensa de…?”. São conversas intimistas, emocionantes algumas, agudas ou críticas outras, mas em todas elas a presença, a preocupação e o sentido do ser jornalista e fazer jornalismo.

Uma das entrevistas mais expressivas e interessantes é com o jornalista Cláudio Andrada, sobre a cobertura dos tribunais. O entrevistado revela que “o juiz tem medo do jornalista que não conhece os procedimentos da justiça”. Para terminar, um trecho exemplar da entrevista do jornalista (então no Clarim), que traduzo (precariamente):

“A justiça tem duas partes: A da justiça em sí mesma e, logo, a da política. A política está presente em todas as resoluções tomadas pela justiça em qualquer nível, seja um juiz de primeira instância ou da Corte Suprema… Na Corte Suprema, os juízes são todos representantes do povo, mesmo quando nomeados pelo Poder Executivo. É o que se chama de nomeação em terceiro grau”… E fazem política, muita política em seus julgamentos.

Os jornalistas, no entanto, em geral, têm um certo pavor dos juizes e dos tribunais. Cobram rapidez e linguagem fácil de entender – ainda mais no tempo em que os meios eletrônicos e as redes sociais se fortalecem cada vez mais e querem a notícia para já, não podem esperar um dia, como os jornais impressos. Os profisionais da imprensa não querem meter-se no meio dos autos, “que são demorados, aborrecidos e difíceis de entender”. Estão criados então o impasse e a birra mútuos. No Brasil destes dias, o caso do Mensalão tem sido divisor de águas nas relações imprensa – justiça. Para o bem e para o mal.

Mas isso fica para outra vez. Só há tempo e espaço, agora, para desejar um bom voto neste domingo de eleições.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

http://youtu.be/lnuQiGccm1I

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Música de Edu Lobo em parceria com o poeta Cacaso, “Lero Lero” é do disco “Camaleão”, lançado por Edu na gravadora Philips em 1978

E vamos todos cantar porque hoje é sábado e amanhã tem eleição para prefeito e vereadores. Olho vivo, para a cidade não “dançar”.

(Postado por Vitor Hugo Soares, vídeo sugerido por Gilson Nogueira)


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OPINIÃO POLÍTICA

A véspera e o dia seguinte

Ivan de Carvalho

O instituto Babesp, ligado ao presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo e que tem considerável experiência, na Bahia, em pesquisas de opinião política e eleitorais, feitas seguidamente e com notável frequência na capital e no interior para uso interno do governismo baiano divulgou ontem os resultados para prefeito de uma pesquisa eleitoral realizada na capital.

O resultado apresentado pelo Babesp é eletrizante (hoje é o segundo dia consecutivo que uso a palavra, mas em situações diferentes e pode ser até uma indução cósmica para compensar, em grau mínimo, o admirável apagão desta semana em Brasília). O petista Pelegrino e o democrata ACM Neto estão disputando, vale dizer assim, voto a voto, a preferência do eleitorado, indica a pesquisa.

Na modalidade de respostas estimuladas, ao candidato do PT foram atribuídos 30,8 por cento das intenções de voto, enquanto ao democrata, 29,1 por cento. Um ponto e sete décimos de diferença. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 por cento para baixo ou para cima. Conclusão: um dos mais rigorosos “empates técnicos” desta campanha nas capitais de estados.
Fica, pois, combinado, não só por este, mas pelos resultados de pesquisas de outros institutos (aliás, sabe-se lá por qual razão, o Vox Populi faz algum tempo tem se revelado sumido em Salvador, melhor dizendo, tem se velado), que haverá segundo turno muito animado entre os dois candidatos citados.

Quanto aos outros, não têm como chegar ao segundo turno: Mário Kertész, do PMDB, foi contemplado pelo Babesp com 7,6 por cento das intenções de voto, o deputado-bispo Márcio Marinho, do PRB, com 4,2 por cento, Hamilton Assis, do PSOL, com 1,7 e Da Luz com 0,9.

O Ibope, que, se julgado pelo resultado do Babesp, carregou nas tintas em sua pesquisa mais recente (34 a 31 em favor de Pelegrino contra Neto), deve ter divulgada sua última pesquisa antes da eleição na noite de hoje, pelo telejornal BA-TV, da TV Bahia. Amanhã, esse instituto, desta vez ouvindo 4 mil pessoas, faz uma pesquisa de boca de urna, que será divulgada assim que a votação seja encerrada. Houve ainda 8,8 por cento de intenção de voto nulo e 16,9 por cento de eleitores que não sabem ainda em quem vão votar – um índice muito expressivo, considerando-se a iminência das eleições.

Vale assinalar que, praticamente numa sequência às declarações prestadas por seu irmão Geddel Vieira Lima no sentido de esclarecer que não existem obstáculos ao apoio do PMDB a ACM Neto no segundo turno, o presidente estadual do partido, deputado federal Lúcio Vieira Lima, fez declarações (divulgadas ontem) nas quais reclamou da presença da presidente Dilma Rousseff na campanha eleitoral de alguns Estados, a favor do PT e em detrimento de candidatos de partidos da coalizão governista, a exemplo do PMDB. Isto aconteceu inclusive na Bahia, onde a presidente da República não veio pessoalmente fazer campanha, mas foi presença constante na propaganda eletrônica do PT, pedindo votos para o candidato do PT. A São Paulo, ela foi e fez comício a favor do candidato a prefeito do PT, Fernando Haddad (lá, o candidato do PMDB é Gabriel Chalita).

Lúcio Vieira Lima disse que isso causou um estresse na relação PMDB – governo. “Como todo mal-estar, ele passa. Mas, logicamente, você tem que ter um período de repouso, de conversa, um medicamento aqui e acolá”, disse. Se o leitor-eleitor somar um (das declarações de Geddel) mais um (das declarações de Lúcio), saberá para onde vai o PMDB no segundo turno. O PMDB. Não estou tratando aqui da posição do candidato do partido a prefeito, Mário Kertész.

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