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Postado em 04-10-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 04-10-2012 09:46

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Por Bob Fernandes

No Terra Magazine e TV Gazeta (SP)

Dois assuntos estão nas manchetes. Estão nas manchetes há dois meses: as eleições municipais e o julgamento do chamado “Mensalão”. Nesta decisiva semana das eleições começou o julgamento do “núcleo político” desse escândalo. Nesta quarta-feira, 3, entrou em pauta o julgamento de José Dirceu. Fato de enorme impacto. Fato com um impacto tão grande que quase não se admite quem queira percebê-lo nos seus vários ângulos, antecedentes e consequências.

Não há coincidência alguma no julgamento do “Mensalão” e as eleições se darem, milimetricamente, ao mesmo tempo. Há uma decisão. Decisão que é política. Tribunais são técnicos, mas são também “políticos” no sentido mais amplo da palavra. Não há coincidência em se julgar José Dirceu três, dois dias antes das eleições. Isso não é obra do acaso, do destino. Essa decisão, a do “quando” julgar, é, foi uma decisão política.

A culpa ou não de José Dirceu é algo que os juízes irão decretar. O relator, Joaquim Barbosa, já decretou a culpa. Quando os juízes decretarem, cumpra-se o que for decidido.

Os juízes do Supremo estão votando como acham que devem votar. Não há porque afirmar que seus votos são todos “políticos”. Até porque a maioria dos juízes, oito deles, foi indicada por Lula e Dilma. E é essa maioria de juízes indicados na era Lula/Dilma que está votando pela condenação de réus do PT.

Os juízes estão condenando por entenderem que crimes foram cometidos. Pode-se discutir se os crimes foram esses ou aqueles, mas não há como negar tantos dos fatos. E o julgamento é sobre os fatos. Outro fato é esse, o não existir coincidência entre as datas do julgamento e das eleições. Isso foi uma escolha. Foi uma decisão, que é política, de quem tem e maneja mais poder e influência no Supremo Tribunal.

Para usar um lugar comum, esse julgamento quebra um paradigma: tendo acontecido o que está acontecendo, partidos e políticos não serão mais “julgados” apenas pela mídia; haverá dificuldades -ou menos facilidades, porque vai pegar mal- para se impor quem deve ser “julgado” e quem deve ser “poupado”. Estará aberta a porteira.

Alguns dos juízes do Supremo já discutem, especulam sobre qual será o próximo grande “julgamento político”.

Inevitável que se busque examinar o chamado “mensalão do PSDB” antes que ele prescreva. Mas esse não será julgado em ano eleitoral. E o problema político maior, no caso, será para o PSDB de Minas. Um processo com foco em Minas e, mais ainda, a depender do resultado das eleições em São Paulo, recolocará o debate interno do PSDB em relação a 2014.

Esse, de Minas, não é o único grande julgamento de políticos germinando. Com poder e influência no Supremo, há quem aposte e já insinue um outro grande alvo. Alvo decorrente desse julgamento agora em andamento… É anotar e aguardar.

Esse é um tempo de julgamentos, e de eleições. Em São Paulo, reta final emboladíssima. Segundo a pesquisa Datafolha, Russomanno cai muito, de 30% para 25% e, tecnicamente, Serra, com 23%, alcança-o no primeiro lugar. Haddad, 19%, segue na luta pelo segundo lugar. E Chalita, 11%, sobe mais um pouco e busca correr por fora nessa disputa pelo segundo turno.

Disputa, pelo segundo lugar e segundo turno, que pode ser decidida por diferença de uns 200 mil votos. Enquanto isso, há quatro dias das eleições, 61% dos eleitores de São Paulo ainda não sabem em quem irão votar para vereador.

Durma-se com tal eleitorado, e com a câmara de vereadores que está a caminho.

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Comentários

danilo on 4 outubro, 2012 at 11:34 #

pára de falar bobagem, Bob. na época que antecedeu o impcheament de Collor, com toda aquela movimentação da sociedade, dos caras-pintadas, você próprio, trabalhando na revista Veja, insuflava o povo contra Collor. e aí você não tinha essa choradeira boboca que voce tem hoje para proteger estes PilanTras.

Collor era um pobre tromadinha se comparado ao Dirceu et caterva.

se liga, Bob. faz uma auto-análise. e se conserta, rapaz.


rosane santana on 5 outubro, 2012 at 8:09 #

Não há nada mais indigno do que um “jornalista” prestando serviços. Seja de que lado for.


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