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Postado por Erika Morhy no Twitter.

Beleza, Ney!!! Obrigado a Maria Olívia pela sugestão musical.

Salve São Francisco.

(VHS)

DEU NO IG

Dos quatro ministros do STF que votaram até agora sobre o crime de corrupção ativa, três – incluindo o relator Joaquim Barbosa – condenaram o núcleo político do PT, do qual fazem parte o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-presidente do PT José Genoino. Receberam quatro votos pela condenação nesse item da denúncia que trata da compra de apoio político ao governo Lula o publicitário Marcos Valério, seus sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach e a ex-diretora da agência SMP&B Simone Vasconcelos. O advogado Rogério Tolentino tem três votos pela condenação e um pela absolvição.

Apenas o revisor, ministro Ricardo Lewandowski, absolveu Genoino e Dirceu por falta de provas no crime de corrupção ativa. Os réus Geiza Dias, ex-funcionária de Valério, e o ex-ministro Anderson Adauto tiveram quatro votos pela absolvição. Faltam agora os votos de seis ministros que devem falar na sessão de terça-feira do julgamento do mensalão , após as eleições municipais.

Ao absolver Dirceu, Lewandowski afirmou que a denúncia da Procuradoria-Geral da República foi incapaz de comprovar a prática de corrupção ativa por parte do ex-ministro e negou a tese de que houve compra de votos em troca de apoio de políticos da base do governo Lula. “Não há uma testemunha sequer ouvida nos autos que confirma a tese de Roberto Jefferson da suposta compra de votos no Congresso Nacional para aprovação de projetos de lei”, disse o revisor em seu voto.

Lewandowski também colocou dúvidas sobre as acusações do delator do escândalo, o ex-deputado do PTB Roberto Jefferson. “Aparentemente, Jefferson tentou sair do foco do chamado escândalo dos Correios”, afirmou Lewandowski. Para o revisor, o ex-deputado do PTB “é um inimigo figadal de Dirceu e procurou incriminá-lo e trazê-lo para o bojo dos fatos”.

Rosa Weber e Luiz Fux, que votaram em seguida, discordaram dos argumentos de Lewandowski e votaram com o relator Joaquim Barbosa: condenaram oito e absolveram dois réus. Para os ministros, houve compra de votos e há provas nos autos da prática de crime de corrupção ativa.

Em seu voto, Lewandowski foi questionado pelo ministro Gilmar Mendes, para quem há uma contradição no argumento do revisor. Mendes lembrou que o colega condenou outros réus por corrupção passiva e também Delúbio por corrupção ativa, mas agora no voto sobre Dirceu disse que não houve prova nos autos da suposta compra de votos. Lewandowski rebate e diz que “não há contradição”. “Vossa Excelência não ouviu claramente o que eu disse”, afirmou o revisor.

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NO WOMAN NO CRY: gravado no album “Diamonds And Rust In The Bullring”. Para sempre.

BOA QUINTA-FEIRA E OLHO VIVO, ELEITOR. TEM MUITA ARMADILHA POR AÍ, ANTES DA HORA DECISIVA DO VOTO NESTE DOMINGO, 7 DE OUTUBRO !!!

(Vitor Hugo Soares)


Geddel:”Não tenho medo de fantasma”
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Deu no Valor ( texto reproduzido no site de Chico Bruno)

Raquel Ulhôa / Valor

O ex-deputado Geddel Vieira Lima, principal liderança do PMDB na Bahia e um dos mais ferrenhos adversários do senador Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007, evita antecipar posição, mas já tem discurso para uma eventual adesão ao candidato do DEM a prefeito de Salvador, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto, num provável segundo turno entre ele e o petista Nelson Pelegrino. “Não tenho medo de fantasma. Ele [ACM] já morreu. Não está nesse jogo. ACM Neto é de outra geração. Defeitos e virtudes não se identificam no DNA”, diz.

Em campo oposto ao do governador Jaques Wagner (PT), Geddel não teria espaço político no Estado, se passasse a integrar o grupo governista. Seu projeto é disputar uma eleição majoritária em 2014, para governador ou senador, possibilidade hoje considerada certa apenas em caso de ele se aliar ao candidato do DEM. Além disso, Geddel rebate as avaliações de que a eleição de ACM Neto traria o risco de volta do chamado “carlismo”, um estilo de fazer política que considera “enterrado”, junto com ACM avô.

“O carlismo era ACM, e não um conjunto de ideias que embasassem uma doutrina. Era um estilo de fazer política, onde o dirigente podia fazer tudo: caluniar, mentir, agredir, controlar o Poder Judiciário e os meios de comunicação de forma autoritária. Esse carlismo, hoje, está apenas no campo santo, enterrado”, diz ele. Completa lembrando que hoje muitos dos carlistas históricos estão aliados a Wagner.

No cenário de apoio de Geddel a ACM Neto, aliados do próprio democrata dizem que o pemedebista poderia ter um lugar na chapa majoritária do grupo em 2014. Além disso, Geddel continuaria sendo uma força política que interessará ao próprio Wagner cortejar, em busca de apoio para a chapa que lançará para sua sucessão. O raciocínio do pemedebista é que, se estiver no campo governista, não terá força para participar do jogo sucessório.

As negociações para um eventual segundo turno só acontecerão após as eleições de domingo, se as umas confirmarem a tendência apontada pelas umas de embate entre ACM Neto e Pelegrino. Outro argumento para eventual apoio a ACM Neto é conhecido: numa eleição, o candidato ideal é escolhido no primeiro turno. Quando há segundo turno, opta-se pelo “menos ruim” e o que tem projeto político mais próximo.

Em caso de segundo turno em Salvador, um apoio do PMDB a Neto poderá ser apenas protocolar ou com engajamento. Vai depender das circunstâncias. Até lá, Geddel permanece ao lado do candidato do seu partido, Mário Kertész, que já governou Salvador por duas vezes. Os dois estão afinados, mas há possibilidade de tomarem caminhos opostos, embora dentro de uma negociação. Ambos têm posições diferentes em relação a um eventual segundo turno e cada um entende a situação do outro. Não está descartada a possibilidade de Kertész simplesmente anunciar neutralidade.

Ele, que governou Salvador por duas vezes e estava afastado da política havia 19 anos, tem divergências com ACM Neto, a quem responsabiliza pelo fato de as oposições ao governo do Estado não terem lançado candidatura única à Prefeitura de Salvador. No ano passado, DEM, PSDB e PMDB tiveram várias reuniões, nas quais foi discutida essa possibilidade. Kertész chegou a se animar com a ideia de ser o escolhido. Mas, como demorou a haver acordo, Neto lançou-se, o que desagradou ao pemedebista.

Ex-ministro da Integração Nacional do governo Luiz Inácio Lula da Silva e atualmente ocupando a vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel lançou sua candidatura a governador em 2010, após compromisso do então presidente Lula e sua candidata a presidente, Dilma Rousseff, de que ambos teriam dois palanques na Bahia: o seu e o de Wagner, que disputava a reeleição. No entanto, os dois vieram à Bahia, sem avisar Geddel, e deram apoio ao petista. O gesto tirou o discurso do pemedebista.

Hoje, ele não mostra preocupação com o risco de retaliação, caso opte pela candidatura do DEM em Salvador. “O cargo que ocupo na CEF foi pelo passado e não pelo futuro, não para eu ficar vassalo eternamente do governo. Não vou ficar atrelado ao PT por conta da CEF. Não tenho nada contra Pelegrino. Mas hoje estou em outro campo”, afirma, deixando claro que isso não significa, ainda, que já tenha decidido pelo apoio ao candidato do DEM.

out
04

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Por Bob Fernandes

No Terra Magazine e TV Gazeta (SP)

Dois assuntos estão nas manchetes. Estão nas manchetes há dois meses: as eleições municipais e o julgamento do chamado “Mensalão”. Nesta decisiva semana das eleições começou o julgamento do “núcleo político” desse escândalo. Nesta quarta-feira, 3, entrou em pauta o julgamento de José Dirceu. Fato de enorme impacto. Fato com um impacto tão grande que quase não se admite quem queira percebê-lo nos seus vários ângulos, antecedentes e consequências.

Não há coincidência alguma no julgamento do “Mensalão” e as eleições se darem, milimetricamente, ao mesmo tempo. Há uma decisão. Decisão que é política. Tribunais são técnicos, mas são também “políticos” no sentido mais amplo da palavra. Não há coincidência em se julgar José Dirceu três, dois dias antes das eleições. Isso não é obra do acaso, do destino. Essa decisão, a do “quando” julgar, é, foi uma decisão política.

A culpa ou não de José Dirceu é algo que os juízes irão decretar. O relator, Joaquim Barbosa, já decretou a culpa. Quando os juízes decretarem, cumpra-se o que for decidido.

Os juízes do Supremo estão votando como acham que devem votar. Não há porque afirmar que seus votos são todos “políticos”. Até porque a maioria dos juízes, oito deles, foi indicada por Lula e Dilma. E é essa maioria de juízes indicados na era Lula/Dilma que está votando pela condenação de réus do PT.

Os juízes estão condenando por entenderem que crimes foram cometidos. Pode-se discutir se os crimes foram esses ou aqueles, mas não há como negar tantos dos fatos. E o julgamento é sobre os fatos. Outro fato é esse, o não existir coincidência entre as datas do julgamento e das eleições. Isso foi uma escolha. Foi uma decisão, que é política, de quem tem e maneja mais poder e influência no Supremo Tribunal.

Para usar um lugar comum, esse julgamento quebra um paradigma: tendo acontecido o que está acontecendo, partidos e políticos não serão mais “julgados” apenas pela mídia; haverá dificuldades -ou menos facilidades, porque vai pegar mal- para se impor quem deve ser “julgado” e quem deve ser “poupado”. Estará aberta a porteira.

Alguns dos juízes do Supremo já discutem, especulam sobre qual será o próximo grande “julgamento político”.

Inevitável que se busque examinar o chamado “mensalão do PSDB” antes que ele prescreva. Mas esse não será julgado em ano eleitoral. E o problema político maior, no caso, será para o PSDB de Minas. Um processo com foco em Minas e, mais ainda, a depender do resultado das eleições em São Paulo, recolocará o debate interno do PSDB em relação a 2014.

Esse, de Minas, não é o único grande julgamento de políticos germinando. Com poder e influência no Supremo, há quem aposte e já insinue um outro grande alvo. Alvo decorrente desse julgamento agora em andamento… É anotar e aguardar.

Esse é um tempo de julgamentos, e de eleições. Em São Paulo, reta final emboladíssima. Segundo a pesquisa Datafolha, Russomanno cai muito, de 30% para 25% e, tecnicamente, Serra, com 23%, alcança-o no primeiro lugar. Haddad, 19%, segue na luta pelo segundo lugar. E Chalita, 11%, sobe mais um pouco e busca correr por fora nessa disputa pelo segundo turno.

Disputa, pelo segundo lugar e segundo turno, que pode ser decidida por diferença de uns 200 mil votos. Enquanto isso, há quatro dias das eleições, 61% dos eleitores de São Paulo ainda não sabem em quem irão votar para vereador.

Durma-se com tal eleitorado, e com a câmara de vereadores que está a caminho.

out
04
Posted on 04-10-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-10-2012


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Amorim, hoje, no portal A Charge OnLine

out
04

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

A noite era determinante para a campanha de Mitt Romney, sobretudo após a progressiva perda de espaço para Barack Obama nas sondagens das últimas semanas. O debate em Denver mostrou no candidato republicano uma voz combativa e, talvez fruto da intensa sucessão de debates durante as primárias, mais combativo que o presidente Obama.

Os temas em debate foram essencialmente focados em questões nacionais, com uma primeira metade do diálogo centrado em questões ligadas à economia, abordando depois a segurança social, o programa de saúde habitualmente referido como Obamacare (expressão que o presidente afirmou que o agrada) e qual deverá ser o papel do governo federal.

Não houve na verdade grandes revelações. Obama e Romney defenderam posições já conhecidas, o primeiro afirmando o seu empenho no seu programa de saúde, num investimento no ensino e em energias verdes, o segundo deixando claro que refutaria o programa Obamacare (devolvendo antes dinheiros ao programa Medicare), que faria cortes (dando o canal público PBS como um dos exemplos onde agiria) e que manteria uma aposta orçamentaria no programa militar americano.

Ao longo do debate – segundo foi possível acompanhar na emissão da CNN – um gráfico evolutivo ia acompanhando as reações às posições dos candidatos, através de consultas instantâneas a um grupo de homens e mulheres ainda indecisos quanto ao destino do seu voto. As respostas mostraram quase sempre opiniões positivas, mas com uma adesão mais evidente das mulheres a Obama e dos homens a Romney.

Os dois candidatos chegaram durante a tarde a Denver, no Colorado, e estiveram envolvidos em algumas ações de campanha antes de se dirigirem para o local do debate, situado no campus da Universidade de Denver.

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OPINIÃO POLÍTICA

A eleição em Salvador

Ivan de Carvalho

A situação eleitoral em Salvador sofreu um processo radical de mudança a partir do momento em que o candidato do PT a prefeito, deputado Nelson Pelegrino, atingiu em duas pesquisas eleitorais importantes os índices de intenção de voto de 16 e de 18 por cento, respectivamente.
A partir do momento em que chegou a esse patamar, a campanha da coligação que sustenta a candidatura do petista – na quarta vez que ele tenta chegar à prefeitura da capital baiana – ganhou estímulos e auxílios de várias naturezas e finalmente fez o que até aí se revelara extremamente difícil – decolou.

E a pesquisa importante seguinte, sempre na modalidade de respostas estimuladas, atribuiu ao petista 27 por cento das intenções de voto, um salto de 11 pontos percentuais se considerados os 16 por cento já citados. Até aí, no entanto, o principal candidato de oposição, o democrata ACM Neto, mantinha-se firme no seu patamar de 40 por cento de intenções de voto (quando Pelegrino obteve 27, Neto oscilou de 40 para 39, o que, em princípio, não é relevante, dada a relativa imprecisão declarada sempre pelos próprios institutos de pesquisa).

Mas a pesquisa importante seguinte, do Ibope, mudou a configuração. ACM Neto desceu de seu patamar e ficou com 31 por cento, enquanto Pelegrino o ultrapassou, alcançando os 34 por cento. Ontem, dizia-se que pesquisas em curso já mostravam uma vantagem maior para Pelegrino. Analistas, a exemplo do cientista político Paulo Fábio Dantas, sugerem que ACM Neto cometeu um erro estratégico ao “despolitizar” a campanha.

O candidato democrata é oposição e dispunha de material farto para politizá-la, inclusive – mas não só, é óbvio – o julgamento do Mensalão em curso no Supremo Tribunal Federal, circunstância que aflige gravemente o PT. Curiosamente, o PT é que politizou a sua campanha, com ganhos evidentes graças a isso.

O Ibope, sob encomenda da TV Bahia, só divulgará nova pesquisa – que começou a ser feita segunda-feira e prossegue ouvindo eleitores – no sábado à noite, véspera da eleição em primeiro turno. No domingo, fará e divulgará uma pesquisa de boca de urna, que ouvirá 4 mil eleitores e, salvo erro crasso, indicará com bastante precisão o resultado a ser extraído das urnas. Como parecem estar agora as coisas, há tendência forte de que haja segundo turno, mas já não existe certeza. Hoje é o último dia de campanha eleitoral na televisão e rádio, mas não há vedação legal à propaganda governamental, que tem sido intensa e cuja simultaneidade com a proximidade das eleições pode ser mera coincidência. Caetano Veloso acrescentaria um “ou não”, mas ele é ele e eu sou eu.

SÃO PAULO – O processo eleitoral para a prefeitura de São Paulo, a maior cidade brasileira e quinto maior orçamento do país, caminha para um desfecho eletrizante no domingo. O líder das pesquisas, Celso Russomano, candidato do PRB (com a indissolúvel solidariedade da Igreja Universal do Reino de Deus e da Rede Record), vem caindo dos 35 por cento que foi seu pico e, em pesquisa Datafolha finalizada e divulgada ontem, já descera para 25 por cento das intenções de voto. Tecnicamente empatado com ele, José Serra, do PSDB, subiu um ponto e está com 23 por cento. Em terceiro lugar, embora tecnicamente empatado com Serra, está o candidato do PT, Fernando Haddad, lançado pelo ex-presidente Lula – subiu também um ponto e está com 19 por cento. Por enquanto, quem mais tem tomado votos de Russomano é Gabriel Chalita, do PMDB, recentemente em ascensão contínua, embora lenta: agora subiu mais dois pontos e está com 11 por cento.

A grande questão a ser resolvida pelos eleitores até domingo: quais os dois candidatos – entre Russomano, Serra e Haddad – que vão para o segundo turno.

Três da Madrugada

Torquato Neto

Três da madrugada
Quase nada
Na cidade abandonada
Nessa rua que não tem mais fim
três da madrugada
tudo é nada
a cidade abandonada
e essa rua não tem mais
nada de mim…
nada
noite alta madrugada
na cidade que me guarda
e esta cidade me mata
de saudade
é sempre assim…
triste madrugada
tudo é nada
minha alegria cansada
e a mão fria mão gelada
toca bem leve em mim
saiba:
meu pobre coração não vale nada
pelas três da madrugada
toda palavra calada
nesta rua da cidade
que não tem mais fim
que não tem mais fim
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Maravilha de letra, melodia e interpretação.

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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