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DEU NO GLOBO.COM

SÃO PAULO – Na reta final da campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff participou na noite desta segunda-feira do primeiro comício em São Paulo, subindo o tom das críticas aos adversários. Dilma respondeu ao candidato do PSDB à prefeitura, José Serra, que disse que a presidente não deveria “meter o bico” na eleição de São Paulo. Em comício do candidato petista Fernando Haddad, na periferia da zona leste, Dilma usou a expressão “meter o bico” três vezes e, em resposta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, defendeu o legado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ocupou o mesmo palanque.

— Estou aqui hoje metendo o meu bico nessa eleição porque, para o Brasil, São Paulo é um fato, um acontecimento e, sobretudo, um lugar onde moram milhões de brasileiros. Não tem como dirigir o Brasil sem meter o bico em São Paulo — disse a presidente, contando aos militantes que morou na região durante o regime militar e onde ficou presa.

Sem citar Fernando Henrique, que em artigo afirmou que a presidente sofria com o legado deixado por Lula, Dilma afirmou:

— Se tem um homem neste país que fez a diferença, esse homem se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Lula deixou para mim uma herança bendita. Tem muita gente por aí que tenta mudar essa situação.

A presidente continuou atacando os adversários:

— Eu não falo mal de ninguém. Esse pessoal que vive falando mal dos outros, a gente deve ficar de olho aberto com eles. São intolerantes, gostam de ser o “joãozinho do parto certo”, não respeitam as outras pessoas.

Em seu discurso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de atacar os tucanos, voltou sua munição contra o candidato Celso Russomanno, do PRB, partido aliado do governo federal. Sem citar o candidato, Lula o comparou à atual prefeita de Natal, Micarla de Souza. Assim como Russomanno, Micarla (PV) é ex-apresentadora de televisão e é a prefeita de capital com a pior rejeição no país.

– Uma coisa é estar na televisão e dizer que quer melhorar a via do povo. Outra coisa é ser prefeito. Micarla de Souza, em Natal, teve 95% de rejeição porque não conseguiu fazer absolutamente nada. Quero ver essa gente tratar questões como a enchente, o transporte e a educação.

O ex-presidente acusou ainda o PSDB de tentar criar animosidade entre ele e Dilma Rousseff.

– Eles falaram mal da Dilma, o que não podiam falar. Depois passaram a achar que eles eram amigos dela e tentar nos separar. Eles não se conformam com o fato de termos conseguido fazer no Brasil o que eles prometeram a vida inteira e não conseguiram.

De acordo com Lula, o país cresceu “contra a vontade” do PSDB e fez críticas diretas contra Serra.

– Serra não está a fim de ser prefeito. Por que saiu da prefeitura? Se a prefeitura fosse o que eles mostram na televisão tudo ia ser maravilhoso e ninguém ia deixar São Paulo.

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DEU NO UOL/FOLHA

DE SÃO PAULO
DE SALVADOR
DE MANAUS

Candidatos a prefeito pelos quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou pessoalmente nas últimas semanas, participando de comícios e programas de TV, chegaram à reta final da campanha eleitoral enfrentando várias dificuldades.
Fabio Braga – 29.set.2012/Folhapress
Fernando Haddad (PT) faz comício na Cidade Tiradentes, zona leste, ao lado do ex-presidente Lula
Fernando Haddad (PT) faz comício na Cidade Tiradentes, zona leste, ao lado do ex-presidente Lula

Em sua primeira campanha após deixar o governo com uma aprovação popular de 83%, Lula apareceu no palanque de apenas dez candidatos a prefeito na campanha deste ano. Somente quatro deles lideram a disputa eleitoral em suas cidades.

Outros cinco candidatos pelos quais o ex-presidente se empenhou têm chance de chegar ao segundo turno da eleição, mas ainda aparecem nas pesquisas muito distantes dos candidatos que estão em primeiro lugar na corrida. São os candidatos de São Paulo, Belo Horizonte, Campinas (SP), Mauá (SP) e Santo André (SP).

Em Feira de Santana (BA), cidade visitada por Lula, o candidato que ele apóia, Zé Neto, não parece ter nenhuma chance, de acordo com as pesquisas.

Lula havia previsto um périplo por palanques de seis aliados no Nordeste, mas na última semana decidiu concentrar esforços na campanha de Fernando Haddad (PT) em São Paulo –que briga com José Serra (PSDB) por uma vaga no segundo turno.

Em Recife, abandonou Humberto Costa, o nome escolhido pelo PT para desafiar o candidato do governador Eduardo Campos (PSB). Humberto, que liderava a corrida no início, hoje é o terceiro colocado e corre o risco de ficar fora do segundo turno.

Lula demorou para entrar na campanha porque precisava se recuperar do tratamento do tumor descoberto em sua laringe no ano passado. Os efeitos colaterais do tratamento da doença impediram que ele cumprisse uma agenda muito intensa.

Na avaliação da cúpula do PT, que recentemente se reuniu para discutir as eleições, o mau desempenho do partido está ligado em parte ao impacto negativo do julgamento do mensalão, em curso no Supremo Tribunal Federal.

Os petistas também afirmam que a alta aprovação do governo Dilma Rousseff rende benefícios eleitorais para todos os partidos aliados ao governo, que são adversários do PT em algumas cidades.

Em Belo Horizonte, o PT enfrenta o PSB. Lula esteve no palanque de Patrus Ananias (PT), que corre o risco de ver Marcio Lacerda (PSB) ser reeleito em primeiro turno.

Manaus foi a única cidade em que Lula apareceu para apoiar um concorrente não petista. Vanessa Grazziotin (PC do B) disputa com o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB), antigo desafeto de Lula.

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Posted on 01-10-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-10-2012

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O historiador britânico Eric Hobsbawm morreu em Londres aos 95 anos, segundo divulgaram seus familiares nesta segunda-feira. A filha de Hobsbawn, Julia, disse que seu pai morreu no início da manhã no Royal Free Hospital, onde tratava uma pneumonia.

“Sua ausência será imensamente sentida não só por sua esposa de mais de 50 anos, Marlene, por seus três filhos, sete netos e bisnetos, mas também por muitos leitores e estudantes ao redor do mundo”, informou um comunicado da família.

O intelectual é considerado um dos maiores historiadores do século 20 e escreveu “A Era das Revoluções” , “A Era do Capital” , “A Era dos Impérios” , “A Era dos Extremos” , traduzido em 40 línguas.

De família judia, Hobsbawm nasceu na cidade de Alexandria, no Egito, em 1917, o mesmo ano da Revolução Russa, que representou a derrocada do czarismo e o início do comunismo no país.

Não por coincidência, a vida do historiador e seus trabalhos foram moldados dentro de um compromisso duradouro com o socialismo radical.

O pai de Hobsbawm, o britânico Leopold Percy, e sua mãe, a austríaca Nelly Grün, mudaram-se para Viena, na Áustria, quando o historiador tinha dois anos e, logo depois, para Berlim, na Alemanha. Hobsbawm aderiu ao Partido Comunista aos 14 anos, após a morte precoce de seus pais. Na ocasião, ele foi morar com seu tio.

Em 1933, com o início da ascensão de Hitler na Alemanha, ele e seu tio mudaram-se para Londres, na Inglaterra. Após obter um PhD da Universidade de Cambridge, tornou-se professor no Birkbeck College em 1947 e, um ano depois, publicou o primeiro de seus mais de 30 livros.

Hobsbawm foi casado duas vezes e teve três filhos, Julia, Andy e Joshua.

Na década de 80, Hobsbawm comentou sobre sua fuga da Alemanha. “Qualquer um que viu a ascensão de Hitler em primeira mão não poderia ter sido ajudado, mas moldado por isso, politicamente. Esse garoto ainda está aqui dentro em algum lugar – e sempre estará”.

Obra

Entre as obras mais conhecidas de Hobsbawm, estão os três volumes sobre a história do século 19 e “Era dos Extremos”, que cobriu oito décadas da Segunda Guerra Mundial ao colapso da União Soviética.

Já como presidente do Birkbeck College, ele publicou seu último livro, “Como mudar o mundo – Marx e o marxismo 1840-2011”, no ano passado. O historiador afirmou que ele tinha vivido “no século mais extraordinário e terrível da história humana”.

Marxista inveterado, ele reconheceu a derrocada do comunismo no século 20, mas afirmou não ter desistido de seus ideais esquerdistas.

Em abril deste ano, Hobsbawm disse ao colega historiador Simon Schama que ele gostaria de ser lembrado como “alguém que não apenas manteve a bandeira tremulando, mas que mostrou que ao balançá-la pode alcançar alguma coisa, ao menos por meio de bons livros”.

( Deu no IG, com informações da EFE e BBC Brasil )

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DEU NO JORNAL PORTUGUÊS DIÁRIO DE NOTÍCIAS

O Episcopado brasileiro protestou hoje contra revista desportiva Placar, que na capa da sua edição de outubro tem uma montagem de uma imagem de Neymar, em que o futebolista do Santos aparece crucificado como Jesus por causa da sua fama de “cai-cai”.

O título da capa da revista brasileira é “A crucificação de Neymar”, e tem como tema a condenação que a estrela do Santos tem sofrido nas últimas semanas.

“A revista mostrou-se, no mínimo, insensível ao recente cenário mundial de deplorável violência causada pelo uso inadequado de figuras religiosas”, declarou a Igreja católica brasileira em comunicado (da Conferência Naconal dos Bispos do Brasil- CNBB).

O diretor da Placar, Sérgio Xavier, explicou no site da revista que usou a imagem apenas para ilustrar a “execução” em público tanto de Jesus, como de Neymar, mas que não quiseram dar-lhe qualquer conotação religiosa.

“Nós compreendemos a confusão feita pelas pessoas, mas é uma interpretação errada do nosso trabalho”, explicou por sua vez Maurício Barros, outro dos responsáveis da revista, que pediu “desculpas a quem se sentiu ofendido”.

http://youtu.be/y_GUsY_eTLE
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No vídeo, gravado em Salvador, Maria Bethânia fala sobre o compositor Batatinha e a canção “Bolero” ( 1996 ).Confira como um presente do Bahia em Pauta aos seus ouvintes e leitores nesta segunda-feira, primeiro dia de outubro de 2012.

(Vitor Hugo Soares)


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crônica/lugares e gente

Antigamente

Gilson Nogueira

A boca vermelha daquela loura era um convite ao mergulho no paraíso azul do Farol da Barra. Até o mar que vestia minha alma dos pés à cabeça não se conteve e invadiu a faixa de areia onde as crianças brincavam, para se espreguiçar após o gozo matinal. O sol, da sua majestosa visão da orla de Salvador, piscou e disse-me: “ Vá em frente, cara !”
Ao chegar suado em casa como tampa de cuscuzeiro, abri o chuveiro. E vi escorrer a manhã de sábado que ficou na pele. Um fogo líquido feito lava de paixão contida foi pelo ralo. O sabonete escorregou da mão e me fez gargalhar ao lembrar dos anos em que a Turma do Campo da Pólvora, no bairro de Nazaré, era conhecida como a mais brigona do Brasil, em todos os tempos.

Êpa, que “viagem”, essa minha, só para falar que, na esquina da história, onde a lenda faz ponto, diariamente, diversos nomes de porradeiros célebres do Campo da Pólvora, Rua da Mangueira, na Mouraria, Ribeira, Itapagipe, Rio Vermelho, Barbalho, Porto da Barra, Lapinha e Liberdade, dentre outros bairros-celeiros de bons capoeiristas, e pugilistas amadores, soteropolitanos, são rememorados por aqueles que viveram a Salvador dos anos 1950 a 1970, sem a violência de hoje, que mete medo, até, ao gato angorá de uma amiga que não perde a novela das sete.

Aliás, a lembrança do pessoal que dava um boi para não entrar em uma confusão e uma boiada para não sair dela surgiu, assim, no embalo da saudade, ao receber mensagem do amigo Liberato, engenheiro civil, ex-presidente da Federação Universitária Bahiana de Esportes, a lendária FUBE, ex-nadador, filho do primeiro homem a atravessar, a nado, a Baía de Todos os Santos, Manoel Liberato de Matos, e goleiro do Ypiranga, “O mais querido”, o time amarelo e preto, dono do escudo mais bonito da América do Sul.

Alvinho, como o chamo, envia-me texto, via internet, após ler, no BP, crônica em que louvo a amizade planetariamente e diz:

“ É como se eu estivesse vivendo “in locum” todos os acontecimentos da velha Cidade do Salvador, nas suas observações.Transportei-me, também, para seus momentos no Rio de Janeiro, ao lado da sua netinha. Seu encontro na Barra com Ildásio Tavares e a bronca que você deu nele por ele já ter “ido embora”. Lembrei-me de Ildásio nos babas do Boulevard América enladeirado.Também no Boulevard Suíço, suas conversas com Dr. Ely Sampaio,junto com Ildásio tratava, na época, dos contos de Adonias Filho, poeta Carlos Cunha, os quadros do vizinho, ali bem perto, Presciliano Silva, as análises cinematográficas de Walter da Silveira, onde esses gigantes das artes e das letras eram figuras de destaque no Boulevard Suíço. Sem falar no Prof. Hamilton Nolasco, grande professor de Física da UFBA.

Faltou você abordar e pretendo ainda ler alguma coisa sua sobre o Colégio São Bento: Dom Norberto, Dom Augustinho, etc

E os babas no Miguelinho com João Amaro, Pereira, Elísio, Vinicius, Ângelo e o neguinho Gilberto.O Fluminense de Geraldo nos babas na quadra de Arnaldo Silveira, na Independência. Tudo isso são temas que gostaria de receber como crônicas “confeitadas” com seus arranjos poéticos e manejos lingüísticos invejáveis. Djalminha do Campo da Pólvora, com sua pose, indo visitar o velho Elísio, que minha mãe o chamava de Nogueirinha. Que Saudades!Estou à espera. Um abraço, seu amigo Alvinho.”

Outro, irmão, quase esqueci de dizer, aqui, através do BP, do nazareno Vítor, irmão do grande Genival Soares, Chico, Bahia até embaixo d`água, o seguinte: No arquivo de jornais da Tribuna da Bahia, repousa matéria minha, redigida nos anos 1970, com o título Não se briga mais como antigamente.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta

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Posted on 01-10-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-10-2012


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Sponholz, hojr, do Jornal da Manhã (PR)

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OPINIÃO POLÍTICA

História sem fim – II

Ivan de Carvalho

No dia 18 de setembro, publiquei neste espaço um artigo com o título “História sem fim”. Uma referência bastante óbvia àquele belo e sensível filme que fez muito sucesso há uns 20 anos atrás, mais ou menos.

Mas a história a que se referia o artigo, embora muito sensível, no sentido que é usado para definir assuntos melindrosos, perigosos ou secretos (e esses três elementos estavam presentes) era o Mensalão – cujo julgamento continua hoje no Supremo Tribunal Federal –, mais especificamente uma reportagem da revista Veja baseada “em revelações de parentes, amigos e associados” de Marcos Valério, um dos principais “operadores” financeiros do Mensalão.

O título “História sem fim” queria significar que o escândalo do Mensalão não se esgotará com o julgamento da Ação Penal 470 pelo STF, pois, além das repercussões a curto, médio e longo prazos que este julgamento deverá ter, novas denúncias e fatos poderão acrescentar capítulos importantes ao escândalo do Mensalão, que tem características muito capazes de torná-lo uma história sem fim – tão vasto o tema que sempre haverá mais a acrescentar.
No caso da reportagem de Veja, o essencial era a atribuição – pelas declarações atribuídas a Marcos Valério – da responsabilidade principal do Mensalão a Lula, que era o presidente da República quando os fatos que estão sob julgamento do STF ocorreram. Lula, como se sabe, não é réu do Mensalão e não deu um pio sobre a reportagem da revista. Houve respostas de políticos e parlamentares, atitudes azedas de autoridades do Executivo e uma nota oficial articulada pelo PT e subscrita também por alguns partidos políticos da aliança governista.

O advogado de Valério disse que não confirmava nem desmentia, depois, alegando que conversou com Valério, desmentiu. Falta uma palavra final da revista, da qual alguns jornalistas escreveram que na verdade foi feita uma entrevista com Valério, da qual existe o áudio, mas combinou-se divulgar as revelações da forma que se fez. Há suposições a respeito das eventuais razões pelas quais a revista não teria, ante o desmentido de Valério por intermédio de seu advogado, exibido o áudio, mas é à revista que cumpre preencher as lacunas nesse capítulo da História sem fim.

Bem, se a referência a uma “História sem fim” foi publicada no último dia 18 neste espaço, como já anotado, ontem um novo capítulo de material histórico veio a público, originalmente em reportagem do jornal Folha de S. Paulo. “O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um inquérito para investigar repasses feitos pelo esquema para pessoas ligadas ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e a outros políticos petistas”, diz a reportagem, acrescentando que “Pimentel repudia ligação de seu nome ao episódio”.

A nova fase dessa história sem fim começou há pouco mais de um mês, ante um pedido da Procuradoria Geral da República para que se aprofundasse a investigação sobre o destino do dinheiro distribuído pelo PT com a ajuda de Marcos Valério. O requerimento do procurador geral Roberto Gurgel cita nominalmente o ministro Pimentel (mineiro), a ex-senadora, ex-vice-governadora e ex-governadora do Rio de Janeiro Benedita da Silva e Vicente Paulo da Silva (Vicentinho), deputado federal por São Paulo e ex-presidente da CUT, assinalando que, como eles têm foro privilegiado, a investigação voltará ao STF “caso surjam indícios concretos de que os valores arrecadados” destinavam-se aos três. Inicialmente, o inquérito será instaurado na Justiça Federal em Belo Horizonte, e, além dos três citados, envolve dezenas de outras pessoas e empresas.

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