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DEU NO GLOBO.COM

RIO – Waldomiro Freitas Autran Dourado, conhecido como Autran Dourado, autor de obras como “Uma vida em segredo” (1964), “Ópera dos mortos” (1967) e “Confissões de Narciso” (1997), morreu no Rio de Janeiro na manhã deste domingo.

Dourado nasceu em 1926 em Minas Gerais, atmosfera onde a maior parte de suas histórias transcorrem. Foi secretário de imprensa da República, entre 1958 e 1961, durante o governo de Juscelino Kubitschek e também é autor de dezenas de livros, ensaios e contos.

Em 2008, o escritor ganhou o maior prêmio literário no Brasil, o troféu Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras.

O escritor está sendo velado no cemitério São João Batista e o enterro está marcado para 16h.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura

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Tudo isto é Espanha!

Maria Aparecida Torneros

Por 18 dias estou passando o final do verao e inicio de outono, aqui, em Espanha, na Costa Blanca, regiao muito linda onde encontrei uma populacao de estrangeiros residentes que soma nacionalidades varias, predominantemente, do Reino Unido, dos paises nordicos e da Russia. Visitei cidades historicas como Valencia , Cuenca, Alicante, e, antes de retornar, ainda passarei por Barcelona, a caminho do Brasil.

Esta semana, pude acompanhar, via televisao , os protestos de Madri, onde a preocupacao com o desemprego toma o pensamento dos politicos e principalmente da juventude espanhola que anda sem perspectiva para o futuro.

Entretanto, na área em que me encontro, não se pode falar em situação dificil porque a maioria que vem morar por aqui tem sua aposentadoria garantida e escolhe a Espanha para curtir bons dias e sem problemas financeiros.

O fenômeno retrata um novo modo de interação social que me surpreendeu a principio, porque ha uma verdadeira invasão, fala-se ingles, russo, linguas escandinavas e o tradicional castellano, mas é possivel tomar o breakfast ingles em alguns bares, com os feijões combinando com ovos, presunto e salsichas na primeira refeição da manhã.

Também, nao faltam os restaurantes a servir paellas, os shows de dança flamenca, a mistura interessante de culturas nesta Espanha que ora acolhe os estrangeiros ao mesmo tempo que protesta por melhores dias em sua economia reprimida e aposta em recuperacao financeira do seu sistema bancario.

De Cuenca e Valencia levarei as melhores recordações, pois a primeira, onde passei um fim de semana, sendo patrimonio da humanidade, conserva a sutileza das suas casas colgadas, no alto dos penhascos, identificando lugar único no mundo turistico. Ja em Valencia, a superposição do novo modelo arquitetonico, na sua cidade das artes e das ciencias, sobre o pano de fundo histórico de uma cidade que beira mais de 2000 anos, fundada antes da era cristã, nos dá uma sensação de eternidade, de muitas voltas da vida e da história, com a influência que traz dos mouros, dos visigodos, dos romanos, das misturas de épocas e da sobrevivencia do cristianismo através das suas crenças e muitas belas igrejas.

Subi os 207 degraus da torre da igreja de s. Miguelet e vi la do alto uma Valencia imponente a me dizer que tudo isto eh Espanha!

Agora, nesta manhã calma , em Rojales, na casa do meu amigo George, um escoces que escolheu morar aqui, ha alguns anos, ouço os sinos da pequena capela de S. Peter, rememoro tantas novidades desta viagem, penso que mais alguns dias para voltar ao Brasil, e agradeco ao espirito espanhol que traz aos meus sentidos, com certeza, a boa nova de um pais em crescente renovação e superação, onde a arte campeia, o patriotismo cria movimentos nacionais ou mesmo de separação pleteada em referendum, como sera o caso da Catalunha, sem entretanto deixar para depois a oportunidade de lutar, com garbo e graça, por seu lugar no mundo europeu, principalmente.

O verão acabou, ou melhor , deveria ter acabado, mas o s dias de outono ainda estão muito quentes por aqui, um sol inunda de luz a Costa Blanca, e a lua, na noite passada, cheia e linda, lembrou-me cancoes de amor, una luna blanca que se quiebra sobre la tienebla de mi soledad, como cantou o grande Nat King Cole.

Maria Aparecida Torneros é jornalista e escritora, colabora e amiga da primeira hora do Bahia em Pauta


Chavez x Capriles:caminhos da Venezuela na urnas
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Os opositores do Presidente da Venezuela nunca viveram tanta expectativa. Recuperaram a confiança no voto e uniram-se à volta de Henrique Capriles para as presidenciais do próximo domingo.

Faltam sete dias. Sorrisos nas paredes, nos semáforos, nos postes de electricidade de Caracas. O rosto de Hugo Chávez. “Chávez coração da minha pátria”. O rosto de Henrique Capriles. “Há um caminho”. Quererão os venezuelanos aprofundar as políticas de quem os governa há 13 anos ou mudar de rumo?

Chávez tem evitado a rua. Domingo, apoiantes seus esperaram-no em vão em Cabimas, no estado de Zúlia. Aproveita viagens presidenciais para fazer campanha. A 14 de Setembro, por exemplo, entregou casas em Los Llanos e seguiu, em caravana, até uma concentração. Promete maior eficiência, insiste na separação entre “burguesia” e “povo”.

Capriles já perdeu cinco quilos desde 1 de Julho. Não pára. Está a fazer a sua última ronda à Venezuela. Hoje Caracas, amanhã Amazonas e Bolívar, terça-feira Mérida e Anzoátegui, quarta-feira Portuguesa e Zúlia, quinta-feira Miranda e Lara. Contacto directo, propostas para cada zona, mensagem de conciliação.

“Ele precisa disso; Chávez não; Chávez já andou muito nos últimos 14 anos”, diz Annie Carnevali, uma estudante de 23 anos, no penúltimo ano do curso de Estudos Jurídicos, sentada num banco corrido da Universidade Bolivariana da Venezuela. “Ele está doente, não pode andar como antes”, justifica Zenaida Hernández, de 58 anos, a idade do seu Presidente, a vender café num carrinho coberto por uma bandeira vermelha.

O candidato à reeleição recupera de um cancro que lhe foi diagnosticado no ano passado e que o forçou a sujeitar-se a três intervenções cirúrgicas e a inúmeras sessões de quimioterapia e radioterapia. Mas a qualquer momento entra em directo para todos os canais de televisão e rádio que emitem em sinal aberto.

Pelas contas de Carlos Correa, da organização não governamental Espacio Público, de 1 de Julho a 25 de Setembro, Chávez entrou em “rede nacional” 2597 minutos, o que dá uma média de 30 minutos diários. “É um abuso”, sentencia. Nos quatro meses de campanha presidencial de 2006, usou 656 minutos. Será uma forma de compensar a ausência na rua e “as fracas audiências dos canais públicos, muito governamentalizados”.

Capriles suscita paixões

Do aspirante a novo inquilino do Palácio de Miraflores muito se escreveu que não tinha carisma. Tem, porém, atraído multidões pelo país fora o jovial advogado, que saiu das fileiras do Primeiro Justiça, de centro, e foi consagrado candidato da Mesa de Unidade Democrática através de inéditas eleições primárias.

Sobram piadas sobre as paixões despertadas por Capriles. O entusiasmo nota-se até nas mensagens que recebe no Twitter, a mais popular rede social na Venezuela. “Toquei, abracei e beijei o novo presidente. Henrique Capriles, morrem de inveja porque és belo”, escreve-lhe a dona da conta @Daalmarza. Chávez também tem as suas devotas. “Olá meu amado presidente que Deus te guarde e abençõe e te livre do mal”, escreve-lhe @Soeangel 18.

Não falta quem vá por Chávez para a rua. Só em Caracas há 2400 “pontos vermelhos”. Junto às Belas-Artes, jovens distribuem propaganda e dão uso alternado a um microfone, numa interminável divulgação da “proposta do candidato da pátria, comandante Hugo Chávez, para a gestão bolivariana socialista 2013-2019”.

Leia reportagem completa sobre a eleição presidencia na Venezuela no jornal Público (de Lisboa). http://www.publico.pt/Mundo

set
30
Posted on 30-09-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-09-2012


Pelicano, hoje, no jornal Bom Dia (SP)
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