http://youtu.be/8kfULy2xQnQ

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Simplesmente magistrais: o domínio do palco e platéia e a interpretação. Uma diva para sempre.

A eternidade para Hebe!!! Parabéns para Paula Fernandes!!!

BOA NOITE!!!

(VHS)


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O sítio do tatu-bola amarelo

Janio Ferreira Soares

Só para irritar os politicamente corretos, resumirei o que ouço dos caboclos do Raso da Catarina sobre o tatu-bola, mascote da Copa 2014. “Muitos o preferem assado. Outros, cozido, com farinha e pimenta. Cachaça e cerveja harmonizam bem com as duas opções. Diferente do peba, seu primo do rabo mole que tem a fama de comer defunto, seu sabor não tem o estranho gosto de terra. Dica nº 1: se por acaso aparecer um fiscal do Ibama durante a farra, convide-o a provar da iguaria e diga-lhe que é guiné, pois esse pessoal da cidade só o conhece de fotos.

Dica nº 2: caso ele desconfie de algo, conte-lhe aquela história do fiscal que foi investigar um caçador com fama de matar animais em extinção e puxou assunto. “O senhor mata muito bicho?” “Um pouquinho!” “Já matou alguma onça?” “Só umas três. Ô menino, traz aí as cabeças das bichas pro homem ver.” E aí ele foi citando vários animais e o caçador sempre lhe mostrando suas cabeças. Foi quando ele arriscou: “e fiscal do Ibama, já apareceu algum por aqui?” “Ôxi!, ô menino, traga aí as cabeças daqueles dois que tiveram aqui mês passado.”

Antes que alguma ONG me condene a 50 chibatadas de cipó-de-boi, repito que tudo não passa de uma provocação a essa turma que deveria era estar protestando contra esses ridículos apelidos sugeridos para o tatu-bola e não acusando Monteiro Lobato de racista.

Aliás, desconfio de uma orquestrada conspiração que, não satisfeita em nos encher com informações sobre a vida de Rafaella Justus e demais “celebridades” nos sites (a propósito, o que leva um casal a expor sua filha de três anos para que o mundo saiba o que ela fez no verão passado?), agora quer até censurar clássicos infantis.

Pior para “Rafinha”, coitada, que corre o risco de nunca conhecer a turma do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Em compensação, em breve ela estará no Face com o cabelo à la Neymar, abraçada com um tatu de pelúcia de nome, acredite, Fuleco, Zuzeco ou Amijubi.

Yuri, ex-BBB, até por uma questão de jurisprudência fonética, vai curtir. Eu, vou de Dramin.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco e na porta de entreda do Raso da Catarina, um santuário do tatu-bola desde o tempo em que Virgulino Lampião e seus cangaceiros se escondiam por lá quando perseguidos pelas volantes da polícia.


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DEU NO BLOG DE FERNANDO RODRIGUES (COLUNISTA DA FOLHA)

Visão petista na reta final

BRASÍLIA – Não são as melhores as informações da campanha de Fernando Haddad a prefeito de São Paulo pelo PT. O petista corre o risco de ser o primeiro do partido a não ir ao segundo turno na cidade.

Já o marqueteiro João Santana, responsável pela propaganda de Haddad, tem uma visão mais edulcorada para o candidato: “Haddad está no segundo turno. Resta saber com quem. Alguns analistas deveriam parar de construir teses apressadas”.

Santana já perdeu uma vez na cidade de São Paulo, em 2008, com Marta Suplicy. Mas ganhou as eleições presidenciais de 2006 e 2010, com Lula e Dilma Rousseff.

Nas avaliações petistas, Celso Russomanno iniciou uma “queda constante e consistente”. No Datafolha, só agora ficou detectado esse solavanco para o candidato do PRB.

O otimismo de Santana se dá porque Haddad começou a incorporar votos entre simpatizantes do PT. Segundo o Datafolha, ele já encaçapou cerca de metade desses votos.

Pela lupa de Santana, a reta final da disputa paulistana tende a ser semelhante ao cenário descrito na Folha ontem por Mauro Paulino e Alessandro Janoni, diretores do Datafolha: podem ficar embolados Russomanno, Haddad e José Serra (PSDB).

No caso do petista, a ideia é tirar proveito da fama de “partido de chegada” que o PT incorpora em algumas disputas, inflamando a militância de rua. Mas se é assim, por que Haddad continua tão mal se comparado a outros petistas que disputaram esse cargo? Para Santana, o petista era mais desconhecido que os demais. Também é raro haver um candidato de extração e acumulação populista como Russomanno.

Fala Santana: “Erra quem disser que há fadiga de material com Lula e mensalão. Não há fenômeno de despetização. Quem apostar nisso errará feio”. O melhor, diz, é “aguardar o resultado final destas eleições e, em especial, a presidencial e as estaduais de 2014”. Aguardar e noticiar.

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DEU NO IG

O Brasil perdeu uma de suas celebridades mais queridas neste sábdo (29). Hebe Camargo , a mais popular apresentadora da televisão brasileira, morreu aos 83 anos, perdendo a luta contra um câncer diagnosticado em janeiro de 2010. Hebe estava afastada da TV desde junho, quando passou por sua terceira cirurgia em dois anos, mas tinha anunciado o retorno nesta semana, após assinar contrato com o SBT . De acordo com informações da Globo News, a apresentadora morreu em casa, no Morumbi, em São Paulo, em decorrência de uma parada cardíaca.

Nunca houve uma mulher como Hebe. E nem era o caso – afinal, já havia ela, desde que a televisão foi inaugurada no Brasil. Foram mais de 50 anos no ar. Sem a risada de Hebe e os cabelos loiros que essa morena de origem assumiu pela vida toda, a programação da TV perdeu para sempre parte do brilho, do humor, da autenticidade e da alegria. “A vida é uma e a gente tem que saber viver os momentos da melhor maneira possível”, dizia ela. Este é um dia triste para todos os brasileiros.

NASCIDA EM 8 DE MARÇO

A artista mais famosa do Brasil nasceu – por coincidência ou predestinação – no dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. O ano era 1929, na cidade de Taubaté, interior de São Paulo. Na década de 1940, mudou-se para São Paulo com seus pais: a dona de casa Esther e o violinista de cinema mudo Segesfredo Monteiro de Camargo. O começo foi duro, e Hebe chegou a trabalhar como empregada doméstica.

CARMEM MIRANDA COVER

Atrás do sucesso como cantora, Hebe participou de vários programas nas rádios paulistas, imitando Carmem Miranda. Depois montou uma dupla com sua irmã: Rosalinda e Floribela, e ficou conhecida como “estrelinha do samba”. A parceria durou pouco tempo. Em seguida, Hebe criou um quarteto musical com a irmã e duas primas, outro arranjo que logo se desfez, conforme as mulheres foram se casando – todas, menos Hebe. Na década de 1950, cantando na TV Tupi, sua carreira de cantora deslanchou. Foi convidada pelo empresário Assis Chateaubriand para cantar o “Hino da Televisão” na primeira transmissão ao vivo da TV no Brasil, mas teve de faltar e foi substituída porLolita Rodrigues. As duas foram amigas por muitas décadas.

MAIS TEMPO NO AR

Em 1958, estreou como apresentadora de seu próprio programa, “O Mundo é das Mulheres”, no canal 5, TV Paulista. Ficou no ar até 1964, quando abandonou a TV temporariamente para se casar com o empresário Décio Capuano, com quem teve seu único filho: Marcello Camargo, nascido no mesmo ano de seu casamento. “O Décio me esperava na porta das emissoras onde eu trabalhava, seguia o meu carro e assim foi me conquistando. Começamos a namorar e eu gostei dele, era um homem muito bacana e de bom caráter. Porque eu era artista, o pai dele exigiu que eu assinasse um documento abrindo mão dos bens do Décio. E eu assinei, mesmo porque eu não casei com ele por interesse. Na época, eu já tinha dinheiro, viajava fazendo shows. Quando o Décio ficou muito doente, ele dependeu absolutamente de mim. E, lamentavelmente, ele se foi. Foi puro amor mesmo. Eu até parei de trabalhar, mas depois voltei para a televisão”, contou ela.

A partir de 1966, consagrou-se com as entrevistas informais e desde então permaneceu trabalhando, tornando-se a apresentadora brasileira que esteve mais tempo no ar.

CABELOS LOIROS

Originalmente morena e de sobrancelhas grossas, Hebe se identificou completamente com os cabelos loiros. Ela mesma contava como tinha sido a sua transição. “A primeira vez que fui para Nova York foi com o Décio. Comecei a ver aquelas mulheres loiras e as achei lindas. Quando cheguei ao Brasil, passei água oxigenada na parte de cima e comecei a gostar. Depois, fui no salão tingir o cabelo e gostei. E, ele (Décio) também gostou. Isso faz 503 anos (risos). Uma vez, eu tingi de escuro, mas não me acostumei. Olhava no espelho e dizia que aquela não era eu. Tingi de loiro de novo.

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A situação na reta de chegada das campanhas está pra lá de “cínica”.

Dá-lhe. Adoniran!!! Dá-lhe, Demônios da Garoa!!!

(Vitor Hugo Soares)


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NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) chamou de “idiota” ontem (28) o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, ao comentar afirmação do petista feita na noite anterior, em ato de campanha com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo.

Na ocasião, Haddad disse que o ex-governador mineiro (2003-2010) deveria “estudar” antes de pleitear o cargo de presidente da República –o senador é um dos nomes do PSDB cotados para 2014.

“Se Aécio quer ser presidente, estude um pouquinho, leia um livro por semana. Pode ser na praia de Ipanema”, afirmou o petista.

Em Salvador para apoiar ACM Neto (DEM) na disputa da capital baiana, em meio a uma série de viagens para apoiar tucanos e aliados nas disputas municipais, o senador declarou:

“Quero agradecer ao candidato Haddad por ter lançado a minha candidatura, mas vou deixar que o meu partido decida isso no tempo certo”, afirmou.

“Como não acho que ele possa ser tão idiota como parece às vezes, certamente ele quis dar ali uma estocada no presidente Lula, talvez não satisfeito com a incapacidade que [Lula] demonstrou até agora para alavancar sua candidatura”, completou.

Aécio classificou ainda de “desastrosa” a gestão de Haddad no Ministério da Educação. “O Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] talvez seja a moldura para mostrar a incompetência que foi a sua gestão”, disse.

O senador também ironizou o desempenho de Haddad nas pesquisas ao comentar que o petista “provavelmente terá férias forçadas” depois das eleições –segundo levantamentos de intenções de voto, o PT disputa uma vaga no segundo turno na capital paulista com José Serra (PSDB), na disputa liderada por Celso Russomanno (PRB).

“Até vou sugerir a ele, nas férias forçadas que provavelmente terá a partir de domingo, que ele inicie lendo a biografia de São Francisco de Assis. Um pouco de humildade, se não fizer bem ao homem público, cuja carreira caminha para terminar de forma precoce, fará dele uma pessoa melhor no futuro.”

A chegada de Aécio a Salvador se dá um dia após pesquisa Ibope mostrar ACM Neto deixando pela primeira vez a liderança na disputa pela prefeitura da cidade. Agora, segundo o Ibope, ele está com 31%, contra 34% de Nelson Pelegrino (PT)

set
29
Posted on 29-09-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-09-2012


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Sid, hoje, no portal Metro1

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ARTIGO DA SEMANA

São Paulo: Igrejas na campanha

Vitor Hugo Soares

Estou dentro de um táxi, de passagem pela politicamente efervescente cidade de São Paulo, na reta de chegada de uma das mais pegadas e cruciais campanhas eleitorais em disputa pela prefeitura da mais rica e cobiçada cidade do País. O veículo avança graças à perícia do motorista mineiro (eleitor em Sampa) que o dirige no meio do complicado trânsito do sábado, na corrida para um endereço nas imediações do Parque Ibirapuera.

No “farol” dos paulistanos, “sinaleira” dos baianos de Salvador, o carro pára por instantes.Tempo suficiente, no entanto, para a discreta aproximação do homem bem vestido no traje semelhante ao usado comumente, nas cidades e vilarejos brasileiros, por pessoas a caminho dos cultos nas igrejas evangélicas, em fins de semana. No lugar de um exemplar da Bíblia, o cidadão carrega um pacote de “santinhos” de propaganda eleitoral.

Ele se aproxima e bate discretamente no vidro semi aberto da janela do veículo. Em tom suave e educado, se dirige aos três ocupantes do táxi, incluindo o motorista: “Posso entregar um destes aos senhores?”. Na mão direita, retirado do pacote de panfletos, ele oferece um retrato sorridente do candidato do PRB a prefeito de São Paulo, Celso Russomano, que lidera com folga as pesquisas de intenção de votos de todos os institutos, a 10 dias da eleição.

Enquanto isso, o petista Fernando Haddad e o tucano José Serra suam a camisa, esquentam os próprios miolos e puxam pelos padrinhos e aliados políticos ou marqueteiros, na busca do “milagre” que pode livrar um deles da suprema humilhação de não obter a votação suficiente para alcançar o segundo turno na eleição de 7 de outubro, cada dia mais próximo e ameaçador.

Rapidamente, como na famosa e singular canção do carioca Paulinho da Viola, o sinal abre e o motorista arranca firme com o táxi, na rota do endereço indicado. Não deu tempo de receber a propaganda do candidato da mão do “militante”. Margarida (minha mulher, também jornalista) reclama: “Oh, eu queria ler o que estava escrito no panfleto de Russomano. Quem sabe trazia alguma dica para ajudar a entender tamanha aceitação dos eleitores paulistas…”

O motorista do norte de Minas, tão educado e elegante quanto o senhor do “farol”, pede desculpas: “não deu desta vez”. Alguns metros adiante, porém, surgem novos sinais (ainda mais nítidos e numerosos) que ajudam quem vem de fora a entender melhor “o fenômeno Russomano”.

Na altura de um dos espaços de maior movimentação popular do parque, próximo ao grande e tradicional shopping da cidade, freqüentado por gente de classe média em seus diferentes estágios alfabéticos. Dezenas de pessoas – jovens e adultos, homens e mulheres vestidos com modelos parecidos ao do homem da “sinaleira” – acenam bandeiras em azul e branco com o nome de Russomano, o candidato apoiado ativa e maciçamente pelos evangélicos, igreja do bispo Edir Macedo ( a IURD) à frente).

É quase hora do almoço na tarde de sábado na capital paulista, mas o entusiasmo não arrefece. As bandeiras são acenadas com vigor e disposição bem característicos “da militância político-religiosa”. Impossível para o jornalista visitante não recordar de outras campanhas e de outras bandeiras nas ruas de São Paulo e do País. As vermelhas com estrela do PT de Haddad e Lula, por exemplo, que praticamente desapareceram das praças, avenidas ou das janelas das casas e apartamentos nestes dias decisivos da campanha em Sampa, pelo menos no sábado motivador destas linhas ) .

Muitos dos estandartes eram bordados e costurados, então, no seio dos sindicatos. Mas igualmente nas sedes das antigas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), da Igreja Católica, com aprovação e até participação direta de muitos padres, freiras, bispos e até cardeais.

Como não lembrar igualmente dos velhos militantes de guerra do PSDB, do candidato a prefeito José Serra e de seu escudeiro Fernando Henrique Cardoso de antigas campanhas eleitorais? Dos estandartes tucanos agitados nas ruas, muitos deles igualmente confeccionados nas sacristias? Afinal, nos combativos “núcleos de discussão” da extinta Ação Popular (AP), organização de jovens católicos “de esquerda” , foi formado politicamente o líder estudantil e ex-presidente da UNE, José Serra, que agora briga com Haddad para chegar ao segundo turno no pleito paulistano.

Pelo que vi e ouvi nestes dias agitados da passagem por São Paulo, que ninguém se iluda: as igrejas (evangélica, do bispo Edir Macedo, e católica, do arcebispo Odilo Scherer) prosseguem no jogo político-eleitoral, aberta ou disfarçadamente. É bem provável, até, que joguem papel decisivo antes da apuração dos votos da eleição de 7 de outubro na maior e mais importante cidade do Brasil.

É um jogo interessante que merece atenção. Resultados, a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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Um clássico da bossa nova composto por Antônio Carlos Jobim, na majestosa interpretação de Doris Day, no album Latin For Lovers.

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

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OPINIÃO POLÍTICA

Aécio e o alinhamento

Ivan de Carvalho

Em Maceió e Salvador, ontem, o senador tucano Aécio Neves tinha objetivos político-eleitorais imediatos, como os de buscar influir nas eleições nos dois Estados. Na Bahia, exercer alguma influência benéfica aos candidatos democratas na capital, ACM Neto e em Feira de Santana, José Ronaldo.

Em Salvador as eleições estão duras, certamente irão para um segundo turno que promete ser bem disputado entre Neto e o candidato do PT, Nelson Pelegrino, que assumiu a dianteira segundo pesquisa do Ibope divulgada na quinta-feira, mas por três pontos, o que segundo o instituto de pesquisa expressa “empate técnico”.

Falta ainda uma semana para as eleições.

Anota-se isto para deixar claro que esta última semana que precede a eleição pode alterar, talvez apenas moderadamente, os dados indicados pela mais recente pesquisa do Ibope. Mas só algum terremoto político seria capaz (o que não se pode descartar absolutamente) de evitar que haja segundo turno.

Quanto à visita à Bahia do senador, ex-governador de Minas e aspirante do PSDB a presidente da República, Aécio Neves disse que tem tudo a ver com o argumento básico da campanha do PT, a “teoria do alinhamento”, segundo a qual só um prefeito alinhado com o governo federal (e com o estadual) pode fazer uma gestão boa.

Aécio contesta com a sua própria administração como governador de Minas Gerais por oito anos. Dizer que o alinhamento é fundamental para que haja investimentos nos municípios “é errado”. Nos oito anos que governou, “na oposição ao presidente Lula”, contou Aécio, “Minas Gerais teve o seu ciclo de maior crescimento e desenvolvimento e de maior volume de investimentos”. Para Aécio, essa teoria do alinhamento “é o discurso mais antigo” do Brasil. “O PT tem uma técnica, nas vésperas das eleições, de carimbar o dinheiro, dizendo que um é recurso federal, outro é estadual, para fazer bondades, como se os recursos fossem deles – mas esse recurso é público, pertence aos cidadãos”.

A passagem de Aécio Neves por Alagoas e Bahia faz parte de uma agenda de viagens eleitorais que, ajudando aliados, também o ajuda a se tornar mais conhecido no país. Isso é parte de sua estratégia para uma eventual candidatura a presidente da República em 2014.

Ontem, Aécio acusou o ex-presidente Lula de agir “como líder de facção” e de manchar a própria biografia, quando defende os réus do mensalão e ataca a oposição “de forma extremamente agressiva” nos palanques. “O que nós estamos percebendo é que o Lulismo, da forma que existia, quase messiânico, que apontava o dedo e tudo seguia na mesma direção, não existe mais”, afirmou Aécio, para quem os ataques de Lula não têm surtido o efeito que ele esperava.

A este respeito, aliás, o jornal Folha de S. Paulo publicou ontem material, baseado em pesquisa do Instituto Datafolha, que sugere exatamente isso. A começar de São Paulo, onde Lula impôs a candidatura de Haddad a prefeito e seu candidato, embora crescendo contínua e lentamente, não conseguiu mais do que o terceiro lugar, brigando com o tucano José Serra (em segundo lugar) por uma vaga no segundo turno.

Recife é o caso mais grave, pois Lula impôs candidato o ex-ministro da Saúde Humberto Costa e este caiu da liderança para o terceiro lugar. Não deve sequer ir ao segundo turno. Em Belo Horizonte, a candidatura do petista Patrus Ananias (patrocinada por Lula e Dilma) está previamente derrotada, devendo reeleger-se o prefeito socialista Márcio Lacerda, apoiado por Aécio e com chance até de ganhar no primeiro turno.

Em Porto Alegre a campanha do PT não empolga. Fortaleza é uma incógnita (segundo o Ibope divulgado ontem, pela primeira vez a candidatura petista passou à frente, mas nada há de definido) e em Terezina a coisa está feia para o candidato do PT.

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