DEU NO METRO 1

A disputa eleitoral para a prefeitura de Salvador está mais apertada, segundo pesquisa do Instituto Vox Populi divulgada nesta quarta-feira (26). Levando em consideração a margem de erro (de 2.5 pontos para mais ou para menos), os candidatos ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT) estão tecnicamente empatados na pesquisa estimulada — aquela em que as opções de voto são apresentadas aos entrevistados.

Em relação à pesquisa anterior, o petista cresceu 11% e tem agora 29% das intenções de votos. Já o democrata caiu 8%, mas ainda está na frente, com 33%.

Em terceiro lugar, aparece o candidato Mário Kertész, do PMDB, com 7%. Márcio Marinho (PRB) vem em quarto lugar, com 4%; Rogério Da Luz (PRTB) obteve 1% e Hamilton Assis (PSOL) também tem 1%. Brancos e nulos somam 12% e 13% estão indecisos ou não quiseram responder.

Na pesquisa espontânea, as intenções de voto para o candidato ACM Neto caíram 5% e agora ele aparece com 30%. Pelegrino teve crescimento de 13% e tem 27%. Kertész também cresceu e agora tem 6%.

Marinho tem 3% e os candidatos Da Luz e Hamilton Assis têm 1% das intenções de voto cada um. Brancos e nulos somam 14% e 18% dos eleitores estão indecisos ou não quiseram responder.

A pesquisa foi feita entre os dias 21 e 23 de setembro e foram ouvidas 1.500 pessoas.

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Bob Fernandes

– Não é o que esperávamos, não é isso que estamos percebendo… se for isso mesmo, se estiver certo, preocupa. (Graduado integrante do PSDB na madrugada desta quarta-feira, 26, sobre o resultado do Ibope, com Fernando Haddad (PT) pela primeira vez à frente de José Serra (PSDB) na disputa pela prefeitura em São Paulo).

– Ele tá com os pés no chão, mas claro que adorou a notícia. (Um dos comandantes da campanha de Haddad sobre sua reação aos números do Ibope).

Véspera, noite da segunda-feira, 24. À entrada do auditório do debate promovido pela TV Gazeta em parceria com o Portal Terra, dois jornalistas conversam com o líder do PT, Paulo Teixeira. Um outro deputado do PT se aproxima e diz:

– Se o debate for quente, se vier um número bom na próxima pesquisa, é o que basta. Nosso pessoal gosta quando o sangue tá chegando na canela…

O debate foi acalorado, com troca de chumbo direta e indireta entre os favoritos, e o que mostra a pesquisa Ibope realizada entre os dias 22 e 24 é uma eletrizante, feroz disputa pelo segundo lugar e o segundo turno.

Haddad (PT) subiu 3 pontos em relação à última pesquisa Ibope e agora tem 18% das intenções de voto. José Serra (PSDB) caiu 2 pontos e está com 17%. Com 34%, salvo uma hecatombe, Celso Russomanno (PRB) está no segundo turno.

A ultrapassagem de Haddad sobre Serra pela primeira vez, mesmo que por um escasso ponto – o que, na verdade, nada mais é do que um empate técnico quase absoluto – estimula o PT e sua militância. Isso não é pouco depois dos seis pontos de dianteira para Serra na última pesquisa Datafolha, mas o que a leitura da pesquisa mostra é uma disputa pelo segundo lugar absolutamente indefinida.

Haddad sobe devagar no chamado centro expandido, cresce também lentamente entre quem tem mais escolaridade e mais renda, mas não consegue retomar tradicionais redutos petistas nas franjas da cidade, exatamente as mais pobres.

Ali, na periferia, Celso Russomanno mantém a dianteira. Dianteira mais do que suficiente para levá-lo ao segundo turno. E suficiente, se mantida, para barrar a ascensão do petista. Ali Haddad travará, contra Russomanno, a batalha decisiva nos últimos dias da campanha.

José Serra, por seu lado, jogará tudo que tem na disputa pelos votos do chamado centro expandido. Mesmo quem não é pesquisador pode intuir que a vantagem de Serra será mantida numa situação de rigoroso empate. Com esse cenário, entrará em cena o habitual “voto útil”. Pelos dados disponíveis, e com base nas últimas eleições, tal cenário favoreceria a Serra.

O Ibope cotejou, em São Paulo, dados das eleições de 2008, para prefeito, e 2010, para governador e presidente. Superpostos, os números revelam: exatos 50% dos eleitores são anti-PT. Exatos 42% votam, ou costumavam votar até agora, com o PT. Dessa equação, numa situação de empate técnico, de taco a taco, sairia o adversário de Russomanno no segundo turno.

Decisivos, também, se vierem a se concretizar, com a presença dos favoritos, os debates da próxima e última semana da campanha, nas TVs Record e Globo.

O debate encerrado na madrugada desta terça-feira, 25, realização da TV Gazeta em parceria com o Portal Terra, teve, na prática, um grande franco-atirador. Aquele que atacou os demais quase sem ser questionado.

Sem chances de chegar ao segundo turno, Carlos Giannazi, do PSOL, jogou no ataque o tempo todo. Usou frases de efeito, bateu duro, ajudou a tornar este o mais quente confronto da temporada.

Existem várias formas de se analisar um debate como este. Uma delas é dando atenção apenas ao que disseram os favoritos. Outra é prestando atenção no que todos disseram. É perceber quem mais buscou enfiar os dedos nas feridas.

Sem ter nada a perder, Giannazi cumpriu esse papel de utilidade pública: o de deixar o rei nu; no caso, os príncipes e a princesa. Giannazi disse, por exemplo, que São Paulo está “nas mãos das empreiteiras”. E que o prefeito Kassab é apenas “um corretor de imóveis”. Disse também:

– Tanto o PT quanto o PSDB estão comprometidos; com a CPI do Cachoeira, com o Mensalão (do PT), ou com Mensalão mineiro (o do PSDB).

Na eleição presidencial de 2010, também ele do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio viveu esse papel, que mistura humor e duras e desconcertantes verdades. Daquelas que existe um acordo tácito para que não sejam ditas.

Não por acaso, no debate encerrado na madrugada desta terça, 25, Plínio de Arruda Sampaio, sentado logo à primeira fila, exerceu o papel de um dos conselheiros de Giannazi. Que contra o líder Russomanno, por exemplo, disparou:

– Ele é um aventureiro, é o Collor do século XXI (…) Foram o PT e o PSDB que criaram essa cobra.

Ainda sobre Russomanno, Giannazi cutucou, arrancando risos da plateia lotada por 400 convidados:

– Conheço projetos bizarros que você apresentou, e um deles transforma estupro em assalto sexual.

Haddad e Serra evitaram o confronto direto. Quase ao final, quando teve a chance de perguntar para Serra, Haddad optou por perguntar para Soninha. Arrancou um “Ooohhhh” dos convidados, um misto de deboche de opositores com a decepção de petistas que queriam ver sangue.

Soninha Francine (PPS) buscou o tempo todo fustigar Haddad. Mesmo quando declarou:

– No segundo turno voto até em você, Haddad…

(Mais do que uma declaração de voto em Haddad, a frase é um ato na busca da desconstrução política de Russomanno).

Fustigado por Soninha sobre o “Mensalão” e temas correlatos, Haddad arrancou murmúrios de satisfação dos seus na plateia ao responder:

– Você fala como se não tivesse participado da gestão Serra/Kassab…você foi subprefeita. Vários secretários foram acusados de improbidade administrativa.

Gabriel Chalita (PMDB) moveu-se, o tempo todo, contra Serra. No embate mais longo entre os dois disse que a gestão “Serra/Kassab deu quase 200% de aumento para os subprefeitos” e quase nada ou nada para o funcionalismo. Isso enquanto empregava, na mesma função de subprefeitos e com “salários de R$ 20 mil”, segundo Chalita, “13 ex-prefeitos do interior”.

Além de acusar Chalita de faltar às sessões na Câmara dos Deputados, quase ao final Serra deu dolorosa estocada no candidato do PMDB:

– Eu não uso helicóptero de amigo empresário.

Russomanno, líder nas pesquisas, foi o alvo central e permanente. Ficou evidente nesse debate: a uma semana e meia do segundo turno, Soninha joga com Serra e Chalita tabela com Haddad. E estão todos contra Russomanno.

Russomanno, por seu lado, ao fazer uma pergunta, deixou uma pista, depois confirmada por assessores: os incêndios nas favelas de São Paulo estão sendo vasculhados e serão tema quente no segundo turno.

(A depender, claro, de quem esteja no segundo turno).

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) aponta: nove dos 34 incêndios recentes se deram em áreas de valorização imobiliária. Até 31 de agosto foram gastos apenas 14, 2% do orçamento previsto pela prefeitura para a urbanização de favelas neste 2012.

Russomanno será alvo de uma blitz daqui por diante. Blitz política e midiática. Porque há motivos para tanto. E porque existe, sempre existe, material, farto material para uma blitz. Mas uma grande porção do chamado establishment – o midiático, empresarial – irá se mover também porque seus interesses estão em jogo.

Exemplo hipotético e até banal: o prefeito de uma cidade pode determinar que, em favor da lei do silêncio, partidas de futebol não terminem depois das 23 horas. Isso significaria jogos começando, durante a semana, no máximo, às 21 horas. Ou seja, ainda antes do final de um telejornal e do início de uma telenovela.

Durma-se com um silêncio desse.

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Texto explicativo do vídeo de Capinan produzido pela Fundação Casa de Jorge Amado e divulgado no You Tube

Trecho da participação de José Carlos Capinan no projeto Com a Palavra o Escritor, na Fundação Casa de Jorge Amado, em 11/04/1997.

Nascido na cidade baiana de Esplanada, José Carlos Capinam participou ativamente do movimento tropicalista no fim da década de 60. Trabalhou com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Geraldo Vandré, Edu Lobo, Torquato Neto, Vinicius de Moraes, Geraldo Sarno, José Celso Martinez Corrêa, Geraldo Azevedo, Paulinho da Viola, Abel Silva, Tom Zé, entre outros. No ano de 1966, lançou o livro de poemas “Inquisitorial”. Em 1976, publicou na antologia “26 poetas hoje”, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda e, no ano seguinte, “Ciclo de navegação Bahia e gente”. Estruturou a TV Educativa da Bahia, criando diversos programas para seu lançamento e, em 1985, atuou como diretor da emissora. De 1987 a 1989, atuou como Secretário da Cultura do Estado da Bahia, e como presidente dos Fóruns Nacional de Secretários da Cultura e Estadual de Cultura. Neste mesmo ano editou: “Confissões de Narciso”, além de “Balança Mas Hai Kai”, pela editora BDA. Publicou também “Uma canção de amor às árvores desesperadas”, “Signo de Navegação Bahia e Gente” e “Estrela do Norte, Adeus”.

O Com a Palavra o Escritor, desde 1994, promove o encontro entre autores e público através de depoimentos informais. No evento, escritores de ficção e poesia, críticos, historiadores e tradutores já tiveram ocasião de partilhar sua experiência pessoal sobre a aventura de publicar um livro.


Madonna: apoio complicado a Obama

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No discurso feito durante um concerto em Washington, a cantora pop Madonna apoiou o candidato democrata Barack Obama em tom e palavras que causam polêmica na campanha presidencial nos Estados Unidos: “Votem em Barack Obama, pois para o bem ou para o mal, temos um muçulmano negro na Casa Branca. Hoje em dia é tão surpreendente pensar que temos um afro-americano na Casa Branca (…) Isso significa que existe esperança neste país, então, quem melhor para votarem do que no Obama?”, conclui Madonna.

Diante da reações, a rainha da pop veio posteriormente explicar e defender os seus comentários dizendo que estava a mostrando que alguns americanos acreditam que o atual presidente é muçulmano. “Estava ironizando. Sim, eu sei que Obama não é muçulmano. No entanto, pensei que muita gente no país achava que ele era. E se fosse? A intenção era mostrar que um homem bom é um homem bom, independentemente de a quem é que ele reza. Não me interessa de que religião é que Obama é, nem devia interessar a ninguém na América”.

Em concertos recentes a cantora mostrou-se em soutien, com a palavra ‘Obama’ escrita nas costas. Madonna também prometeu um strip total se o candidato voltasse a ganhar as eleições presidenciais norte-americanas.

(Com informações do jornal Diário de Notícias, de Portugal)

set
26
Posted on 26-09-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-09-2012


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Nanni, hoje, no site de humor A Charge Online


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OPINIÃO POLÍTICA

O compromisso de Zavascki

Ivan de Carvalho

Complexa e complicada a eventual participação de Teori Zavascki – indicado pela presidente Dilma Rousseff para a vaga deixada criada pela aposentadoria do ministro Cesar Peluso no Supremo Tribunal Federal – no julgamento do Mensalão, tecnicamente conhecido como Ação Penal 470.

Ontem, como prevê a Constituição da República, ele foi sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. Desde a véspera, a oposição se articulava para tentar convencer o presidente da Casa, senador José Sarney e o presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (ambos do PMDB), de que a sabatina deveria ser adiada para depois das eleições, de modo a não criar o risco de um retardamento, aliás grave, no cronograma e na estabilidade do julgamento do processo do Mensalão.

Apesar dos argumentos, a oposição, mobilizada principalmente pelo líder do PSDB, Álvaro Dias, não conseguiu demover os governistas. Mas a sabatina foi parcialmente frustrada. A oposição, embora elogiando o ministro indicado, fez uma espécie de obstrução até que a reunião na comissão teve que ser encerrada por não poder prosseguir simultaneamente a uma sessão plenária destinada à votação do Código Florestal.

Daí, as notícias, ontem, foram desencontradas. O Radar Online, da revista Veja, noticiou que o presidente do Senado, José Sarney, decidira no fim da tarde, finalmente sensível aos argumentos oposicionistas, que a sabatina só será continuada depois das eleições de 7 de outubro.

Já o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Eunício Oliveira, encerrou a reunião sem convocar outra para qualquer dia definido, com o que tanto poderá fazer a convocação para logo como deixá-la para depois do dia 7, quando o processo do mensalão já deverá, segundo o cronograma estabelecido pelo STF, julgado, com todas as condenações e absolvições, restando apenas, quase certamente, a dosimetria – fixação das penas para cada um dos crimes de cada um dos réus condenados.

Por trás de toda a batalha política que se estabeleceu entre governo, governistas e oposição estava o prazo quase inacreditavelmente curto (11 dias apenas) entre a aposentaria de Peluso e a indicação de Zavascki, seguido da velocidade com que o Senado tocou o processo de exame e aprovação (garantida) de seu nome.

Temia a oposição que, tomando posse, na próxima semana, de sua cadeira no STF, o ministro Teori Zavascki – cujas qualidades técnicas têm sido elogiadas por todos – decidisse participar do julgamento e pedisse vistas do processo do Mensalão, para conhecê-lo. Teria legalmente três meses para devolvê-lo, mas há processos que estão há dois anos “sob vistas”. O risco de prescrição de crimes em julgamento seria muito grande.

Felizmente – pelo menos por enquanto se pode usar a palavra – algumas coisas aconteceram. Uma, a interrupção da sabatina. Outra, o fato de não haver sido convocada logo uma nova reunião da CCJ para concluí-la. Outra ainda, a suposta decisão de Sarney de adiar as coisas para depois das eleições, vale dizer, depois do julgamentos dos réus ainda não julgados.

E então chegamos ao ponto, a uma coisa realmente essencial, se ainda existem homens de palavra neste país: o futuro ministro do STF, Teori Zavascki, disse que se já estiver em condições legais e participar do julgamento (ele acha que isso depende do tribunal, do colegiado, não de uma decisão sua, ponto de vista que é muito controverso, até no próprio tribunal) será porque terá se considerado preparado para julgar a Ação Penal 470. Se ele se considerar preparado, será porque está pronto para votar imediatamente. “Seria incoerente, um absurdo, pedir vistas do processo”, garantiu Zavascki publicamente, com impressionante ênfase.

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