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Olha a gente aqui de novo, na terrinha onde o Bahia em Pauta nasceu e produz seus frutos diários, depois de uma semana em São Paulo, entre exames médicos, comendo massas e tomando algumas nos bares e cantinas da vida, que ninguém é de ferro.

Obrigado às doutoras dos olhos Carolina Dourado Tonhá e a paraense Paula; aos colegas e amigos queridos, e sempre atentos, Cláudio Leal e Bob Fernandes. Grato ao casal Natascha e Fabrício, médicos e amigos, pelo acolhimento mais que generoso nesses dias.

Gratíssimo a Gracinha e Lauro, companheiros batutas e bacanas de viagem e de vida.

E toca o carro pra Lapinha, que no Bahia em Pauta ninguém é de entregar o jogo no primeiro tempo. Nem no segundo.

(Vitor Hugo Soares, editor, e Margarida, revisora)

set
25

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Maria Olívia Soares

A Assembleia Legislativa da Bahia vai homenagear um dos mais prestigiados escritores brasileiros na quinta-feira, dia 27 de setembro, às 10h, no plenário da Casa. Por iniciativa do deputado comunista Álvaro Gomes (PCdoB), o centenário de nascimento de Jorge Amado – autor, entre outras obras, de “Gabriela, cravo e canela” – será celebrado em sessão especial.

O ato já recebeu a confirmação de presenças ilustres, como João Jorge Amado, Myriam Fraga, o professor e cineasta Guido Araújo, o cantor Gerônimo e a ialorixá Mãe Stella de Oxossi.

Além da obra que a Rede Globo exibe, numa segunda adaptação de Gabriela, Cravo e Canela para a televisão, Jorge Amado é autor de clássicos da literatura nacional, como “Dona Flor e seus dois maridos”, “Mar morto”, “Capitães da Areia”, “A morte e a morte de Quincas Berro Dágua”, entre muitos outros.

Jorge Amado nasceu em 10 de agosto de 1912, numa fazenda de cacau no município de Itabuna, sul da Bahia, e passou a infância em Ilhéus. Publicou seu primeiro romance, “O país do carnaval”, em 1931.

Além de ser o grande contador de histórias da Bahia, Jorge Amado teve destacada participação na vida política do país. Em 1935, formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro. Militante comunista, exilou-se na Argentina no início da década de 40 e, ao regressar ao Brasil, foi eleito deputado federal pelo estado de São Paulo, pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). É autor da lei que assegura a liberdade de culto religioso ainda em vigor.

Em 1945 casou-se com a também escritora Zélia Gattai, com quem permaneceu até o fim da vida (antes, em 33, havia se casado com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila). Exilou-se na Europa até o início da década de 50, no período em que o Partido Comunista foi declarado ilegal no país.

De volta, passou a dedicar-se inteiramente à literatura e foi eleito para a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Jorge Amado morreu em Salvador, em 6 de agosto de 2001.

Sessão Especial Centenário de Jorge Amado
Quando: 27 de setembro, 10 horas
Onde: Plenário da Assembleia Legislativa da Bahia – CAB

(Maria Olívia é jornalista, colaboradora do Bahia em Pauta)

set
25
Posted on 25-09-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-09-2012


DEU NO BLOG DO NOBLAT

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Programa de TV, exibido em 24/09/2012, do candidato a prefeito de Salvador, ACM Neto.

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DEU NO PÚBLICO, DA PORTUGAL

(Mike Segar/REUTERS)

A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, criticou as políticas dos países ricos contra a crise e defendeu a legitimidade das medidas de “defesa comercial” das chamadas economias emergentes, num discurso perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

“Não podemos aceitar que iniciativas legítimas de defesa comercial por parte dos países em desenvolvimento sejam consideradas como protecionismo”, sublinhou.

Rebatendo as críticas levantadas por exemplo pelos Estados Unidos, que censuraram medidas adotadas recentemente pelo Brasil, que decidiu aumentar tarifas alfandegárias à importação de centenas de produtos, a Presidente explicou que essas medidas são a única forma do país reagir ao “tsunami monetário” dos seus parceiros comerciais.

Esta não foi a primeira vez que a Presidente do Brasil criticou a “política monetária expansiva” dos países ricos, notando que as políticas seguidas pelos Estados Unidos ou pela União Europeia para fazer face à crise económica – as emissões de dinheiro, por um lado, e a austeridade fiscal, pelo outro – “agravam o quadro recessivo global”.

“A opção por políticas fiscais ortodoxas vem agravando as economias desenvolvidas, com reflexos nas economias emergentes, incluindo o Brasil”, notou Rousseff. O Brasil já cortou a sua previsão de crescimento para este ano várias vezes: atualmente a previsão do banco central aponta para um aumento do Produto Interno Bruto de 2,5%.

“A política monetária não pode ser a única resposta para resolver o crescente desemprego, o aumento da pobreza e o desalento que afeta no mundo inteiro as camadas mais vulneráveis”, prosseguiu. “A austeridade quando exagerada e isolada do crescimento, derrota-se a si mesma”, concluiu.

Para contrariar essa tendência, Dilma apontou o exemplo do Brasil, que apesar da conjuntura económica adversa prosseguiu a sua política de investimento público. “Fomos impactados pela crise, mas mantivemos o nível de emprego e continuamos reduzindo a desigualdade social e ampliando os rendimentos”.

set
25
Posted on 25-09-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-09-2012


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Aroeira, hoje, no Jornal do Sul (RS)

OPINIÃO POLÍTICA

O Supremo e o tempo

Ivan de Carvalho

Teori Zavascki, um ministro do Superior Tribunal de Justiça, foi indicado pela presidente Dilma Rousseff ao Senado para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria de Cezar Peluso no Supremo Tribunal Federal.

Peluso despediu-se do STF no dia 3 de setembro. Apenas sete dias depois, em 10 de setembro, numa impressionante demonstração de agilidade, a presidente Dilma Rousseff indicou o nome de Zavascki ao Senado. No dia seguinte, o indicado já circulava entre os senadores pedindo votos.

A velocidade da presidente da República foi admirável, se comparada à que o governo petista conseguiu desenvolver quando da indicação do ministro Luiz Fux, para a vaga deixada no STF pela aposentadoria do ministro Eros Grau. Este se aposentou em 2 de agosto de 2010, ainda durante o governo Lula e Luiz Fux só foi indicado para o Supremo em 2 de fevereiro de 2011. A vaga de Eros Grau ficou por seis meses. No caso de Peluso, todo esforço está sendo feito na Presidência da República, no Senado e pelo próprio indicado para que não haja tempo da cadeira esfriar antes de Zavascki sentar.

No caso de Fux, demorou demais, uma coisa injustificável. Mas que agonia é essa que assaltou agora o governo e o comando do Senado? A indicação de Zavascki chegou lá, o influente peemedebista Renan Calheiros propôs-se a ser o relator da indicação. Já o presidente do Senado, José Sarney, nem cofiou os bigodes: marcou a sabatina de praxe com o indicado para hoje, durante uma “convocação” do Senado – que estava em recesso branco por causa da campanha eleitoral – e foi convocado (que coincidência) para votar o Código Florestal. E Sarney já avisou que, se o Código for votado rapidamente, o plenário já poderá votar, no dia 28, a indicação do ministro Teori Zavascki.

Feito isto, publica-se no dia seguinte, então a presidente Rousseff nomeia, publica e o ministro poderá, se quiser – só depende dele – estar no dia 1º de outubro (uma segunda-feira) sentado na já então sua cadeira no STF, participando do julgamento do Mensalão, perdão, da Ação Penal 470.

Terá começado na véspera a semana que precede as eleições. Uma semana em que, pelo rito adotado no STF, devem ser julgados José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil do primeiro governo Lula e hoje a segunda pessoa mais influente no PT, o ex-deputado José Genoíno, presidente do PT na época do Mensalão e Delúbio Soares, o então tesoureiro do PT.

Se o novo ministro Zavascki decidir participar do julgamento e pedir vistas do processo, paralisa o julgamento e tem três meses (mas, na prática, prazo indefinido) para devolvê-lo ao tribunal. Os eleitores irão às urnas sem veredicto da Justiça sobre a inocência ou não das três figuras citadas, tão expressivas do PT. Tal ignorância do eleitor – por um inesperado retardamento do processo – não ajuda a democracia. O eleitor deve votar com conhecimento de causa, deve estar bem informado.

Em um esforço para afastar essa hipótese – ou pelo menos para marcar posição – a oposição tentará, hoje, numa reunião de líderes no Senado, adiar para depois das eleições a sabatina de Teori Zavascki. Alguém acredita que os governistas concordem?

Há um detalhe, uma declaração do ministro Luiz Fux, muito interessante, sustentando que Zavascki, querendo, pode votar sem exercer seu direito de pedir vistas e atrasar o processo. Reproduzo o essencial: “Defendo que ele possa votar. E ouvindo a narrativa do relator, como ele tem sido muito minucioso nos votos, se (Zavascki) quiser votar tem todas as condições. Bastaria o relato de Joaquim Barbosa e também do revisor Ricardo Lewandowski” para que ele possa votar.

Melhor assim do que pedir vistas, tumultuando o processo e criando a possibilidade de prescrições de alguns dos crimes. Resta saber se já combinaram com Zavascki.

http://youtu.be/fNHG7uHASCY

BOA NOITE!!!

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