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OPINIÃO POLÍTICA
O avanço do PSB

Ivan de Carvalho

Um dos fenômenos já perceptíveis no atual processo eleitoral é a forte perspectiva de avanço do PSB, presidido nacionalmente pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Concretizadas as expectativas hoje existentes, o neto de Miguel Arraes pretende, se for possível, ser candidato a presidente da República em 2014, caso em que colidiria inapelavelmente com o PT, hoje um grande aliado muito preocupado com o crescimento recente e, muito mais ainda, o crescimento projetado para o PSB nas eleições de outubro.

No caso de a candidatura a presidente da República se revelar política ou eleitoralmente inviável, Eduardo Campos teria planos para ser o candidatos a vice-presidente na chapa encabeçada pelo PT, o que afastaria da posição o peemedebista Michel Temer e deixaria seu partido em situação vexatória – pois desconfortável já está faz tempo.

Não sendo aconselhável pelas circunstâncias e a conjuntura, no entanto, ser candidato a presidente pelo PSB nem possível substituir um peemedebista na chapa liderada pelo PT, Eduardo Campos teria ainda uma terceira vertente a explorar. Seu relacionamento com o senador e ex-governador mineiro Aécio Neves, nome posto do PSDB para candidato a presidente da República, é excelente.

Bem, se Aécio vir boas condições para disputar o pleito ficaria extremamente feliz em ter em sua chapa, como candidato a vice, o presidente do PSB, Eduardo Campos. Caso, em hipótese extrema, Aécio perceba que não é a sua vez, até poderia, com o aval de seu partido, aceitar ser vice em chapa encabeçada pelo socialista Eduardo Campos.

Note-se que, paralelamente a essa dança das perspectivas do PSB e de Eduardo Campos (bom lembrar que o PSB tem também Ciro Gomes e seu irmão, Cid Gomes, atual governador do Ceará), ocorre em São Paulo outro fenômeno político-eleitoral – o ocaso da liderança política, popular e eleitoral do ex quase tudo José Serra. Ele, que já deputado e senador, ministro do Planejamento e da Saúde (um bom ministro), duas vezes candidato a presidente da República, prefeito de capital paulista e governador de São Paulo, liderava inicialmente a atual corrida para a prefeitura paulistana.

Mas agora Serra está engalfinhado com o candidato petista Fernando Haddad para ver qual dos dois consegue classificar-se para disputar, no segundo turno, o cargo de prefeito com o candidato do PRB, Celso Russomano. Caso Serra não consiga ir ao segundo turno ou vá e se saia muito mal nele, sua liderança no PSDB fenecerá e Aécio Neves passará a jogar praticamente sozinho no campo dos tucanos. Esta circunstância tenderia – quase diria tenderá – a facilitar bastante uma eventual aliança entre o PSDB e o PSB, caso este partido não encontre vantagem numa aliança eleitoral com o PT em 2014.

Contra-ataque – A propaganda da coligação representada pela candidatura de ACM Neto a prefeito empreende ultimamente o contra-ataque à tese fundamental da campanha do petista Pelegrino – a importância, para a cidade, em termos de recursos financeiros, do alinhamento entre o prefeito, o governador e o presidente da República. A campanha do oposicionista ACM Neto passou a sustentar que a tese do alinhamento não tem validade. A prova disso é que o governador Wagner é alinhado com a Presidência da República (primeiro, Lula, depois, Dilma) e o governo dele não consegue fazer acontecer.
Com isso, a propaganda da oposição na TV e no rádio contesta a tese do “alinhamento” e, de quebra, ataca o governo Wagner, que está atualmente desgastado, “para que, à custa de propaganda, não se recupere do desgaste popular”, segundo comentou ontem o líder da oposição na Assembléia Legislativa.

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Posted on 19-09-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-09-2012

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Sid, hoje, no portal Metro1(BA)

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OPINIÃO POLÍTICA:

A reação do governo

Ivan de Carvalho

Não ocorreram somente no PT e adjacências as reações a reportagem da revista Veja que, baseada em revelações atribuídas a Marcos Valério – um dos principais operadores do esquema do Mensalão e também um dos principais réus do processo que está sendo julgado pelo STF –, envolve direta e profundamente o ex-presidente Lula no esquema do Mensalão.

A presidente da República, Dilma Rousseff, também reagiu. De acordo com veículos de comunicação, ela tinha almoço agendado em São Paulo para sexta-feira passada com o dono do Grupo Abril, Vitor Civita. Mas o teor da reportagem que seria publicada chegou ao conhecimento do governo e do comando petista. A presidente Dilma cancelou a viagem a São Paulo.

O noticiário passa a impressão de que ocorreram esforços para demover a Veja da publicação da reportagem, mas estes esforços falharam. O fato é que, com alguma gentileza, a presidente alegou motivos familiares para não comparecer ao compromisso com Civita. A comunicação presidencial a Civita foi feita aproximadamente às 10 horas.

“O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também se retirou, sem prévio aviso, de uma mesa de debates com o dono do Grupo Abril. Há quem diga se tratar de represálias contra a reportagem de capa da revista Veja “Os Segredos de Valério” – esclarece o site do PC do B, o mais fiel aliado do PT no espectro partidário.

O almoço de Dilma e Civita integrava-se no evento “Maiores e Melhores”, promovido pela revista Exame, publicação de ponta do Grupo Abril sobre economia. Quanto à sessão de debates, estavam na mesa, além do ministro Guido Mantega, Vitor Civita e o economista americano Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia, entre outras pessoas.

A retirada heterodoxa do ministro da Fazenda causou constrangimento, como relata o site do PC do B: “O constrangimento foi geral, a ponto de o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, no melhor estilo dos jogadores de futebol que reprovam o técnico ao serem preteridos, sair do salão de eventos do hotel Unique, em São Paulo, na sexta-feira (14), meneando a cabeça”.

Além da solidariedade da presidente Dilma Rousseff ao seu antecessor, a quem tanta gratidão deve e cuja conduta no primeiro de seus dois mandatos de presidente é o foco principal da reportagem de Veja e é duramente atingida pela reportagem, esse comportamento da presidente da República e de seu ministro da Fazenda admitem também a interpretação de que o governo está passando a Roberto Civita e ao Grupo Abril uma mensagem sobre o tratamento que lhes dará daqui por diante.

A Veja vinha brigando feito gato e cachorro com o PT, enquanto tanto a revista como o Grupo Abril mantinham um relacionamento cordial com o governo, sem hostilidades de parte a parte. No entanto, ao divulgar material que atinge direta e perigosamente Lula, a grande liderança petista e a quem a presidente Dilma é imensamente grata, a revista teria passado dos limites.

Mas não só isto. Como alguns pessoas afirmam não existir gravação nenhuma, há muita gente cobrando que a revista divulgue a gravação que embasou a reportagem e muita gente supondo que não se trataria de gravações com “parentes, amigos e associados” de Marcos Valério, mas gravação de uma entrevista deste.

Esta última tese vem se fortalecendo visivelmente na mídia. Há complexas e polêmicas questões de ética jornalística envolvidas numa divulgação da “fita”, mas pode haver também considerações de interesse empresarial. Afinal, como sempre neste país, qualquer grupo empresarial pensa dez vezes antes de decidir por uma colisão definitiva com o governo da União – um governo que se considera dono do Estado.

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O Bahia em Pauta voa para São Paulo na manhã desta quarta-feira (19), onde o seu editor passará os próximos sete dias.Tentaremos não perder o contato com os nossos leitores e ouvintes. Logo daremos notícias, esperamos que ainda hoje.OK?

Por enquanto fiquem na doce companhia de Nana e até mais.

BOA NOITE NOITE BAHIA! LOGO MAIS NOS VEREMOS, SAMPA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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