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Vamos lá, rapaziada!!!

Gilson Nogueira

Arremesso o Segundo Caderno do Globo em cima da mesinha de cabeceira e levanto-me da cama para dar continuidade à crônica em que pretendia falar do desejo de rever amigos.

A idéia de digitar um texto exaltando a beleza do fazer e do conservar amizades surgiu no meu passeio matinal que vai da cabeceira da Avenida Centenário em direção ao Farol da Barra e termina onde o cansaço e o destino indicarem. Geralmente, o the end é em casa, sob uma bela ducha de água fria.

Neste sábado, de sol primaveril, ao avistar um grande navio cargueiro deslizando no azul atlântico, de bico para a entrada da Baía de Todos os Santos, como se fosse aquele parceiro que não via há anos e que chegava para contar as notícias dele e de outros, acumuladas no baú da memória, ganhei o dia.

Fitei a linha do horizonte, do passeio do icônico Bar e Restaurante Barravento, como se estivesse a enfiar a bola sete na caçapa do Bilhar do Abel, no Centro Histórico de Salvador, em companhia de Paulinho, Zé Bubu, Osmil, Caubi, Didi, Joca, Chico, Vinícius, Lula,Bahia, Tonico Moleza e muita, muita gente mais da turma que fazia ponto na lanchonete de dona

Arlinda, localizada no Jogo do Carneiro, perto do prédio do SESC, no bairro de Nazaré.

Por isso, considerando que a vida só tem graça se for vivida com amor e que amigo é pra essas coisas, para o que der e vier, e o que for, quero exaltar o abraço e o hábito dos que se reúnem para assistir o desfile de causos e mais causos dos tempos de mocidade, ou não, narrados entre a cerveja deles de cada dia e os petiscos para segurar a boa onda.

E assim, iniciei o caminho de volta ao lar subindo uma ladeira que vai dar no bairro da Graça, para testar os músculos, quando, entre o balcão de uma pequena lanchonete e a rua que desemboca na Avenida Centenário, ele e ela despediram-se: “Já fui!”,“Vá lá!”

Achei um barato. Viva a amizade!!! E ao lembrar do almoço que “ nunca acontece” de Zé Bubu e das confraternizações que a turma de Nazaré promovia em uma churrascaria pelas bandas de Piatã, nos anos 1970, sem dispensar uma porrada, ocorreu-me o chamado geral. Alô, alô rapaziada, está na hora de encher os pulmões e dar um viva ao convívio entre os amigos de todos os cantos e credos!!! Afinal, como escreveu o poeta, a vida é a arte do encontro.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP.

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Comentários

Olivia on 16 setembro, 2012 at 18:11 #

Bacana, Gilson. Se rolar o encontro, quero participar.


Janio on 16 setembro, 2012 at 19:53 #

Iria de jipe, mas ele não chega em Jeremoabo.


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