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O compositor e cantor Nelson Rufino (um dos preferidos e mais gravados por Zeca Pagodinho e Jorge Aragão) completa 70 anos nesta quarta (12). Parabéns para ele do Bahia em Pauta. No domingo(16) Nelson festeja bem ao seu jeito: comandando um grande show a céu aberto no Parque da Cidade, no bairro Itaigara, bem pertinho da redação do BP.

O espetáculo faz parte do projeto Samba no Parque, que acontece no Parque da Cidade, às 11h. Rufino vai receber o cantor, compositor e grande amigo pessoal, Jorge Aragão, e muitos bambas do samba na Bahia: Edil Pacheco, Batifun , Bambeia, Neto Bala, Gal do Bêco e muita gente boa.

Precisa convidar?

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da coluna Fofoki, do site Fofocas Brasil -Notícias)

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Som na caixa, maestro, como diz Maria Olívia.

E ótima quarta-feira. 12, para ouvintes e leitores do BP.

(Vitor Hugo Soares)


Caetano e Chico:reencontro musical, afetivo e político
no palco dio Rio

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

POR CLAUDIO LEAL

DIRETO DO RIO DE JANEIRO

Naquela charla de político salivando para repercutir o último lance da pátria, na porta do teatro Oi Casagrande, Chico, o Alencar, arrisca-se a cantarolar “Luz do Soooool”, leve pausa, e “gosto muito de te ver, leãozinho/ caminhando sob o sooool”. Ênfase no astro-rei. O show “Primavera Carioca”, no palpite feliz do deputado federal do PSOL, poderia ter favorecido mensagens subterrâneas, olha lá, se censura houvesse. “É um manifesto contra o abuso do poder econômico nas eleições… Caetano falou do Sol porque o Sol é para todos”, sugere Alencar, martelando o símbolo do partido do candidato socialista à prefeitura do Rio, Marcelo Freixo.

Mas a essa altura o show havia terminado. Duas horas antes, sem os garrotes da censura prévia, mas com o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) atento a qualquer freixada, o compositor Caetano Veloso iniciara um folhetim musical e afetivo do Rio de Janeiro. “Muitíssimo obrigado a vocês por terem vindo celebrar a chegada da primavera carioca”, jogou o artista. E, sim, você sabe o que ele quis dizer.

Produzido para arrecadar fundos (R$100 mil) para a campanha de Freixo, o show de terça-feira (11) não poderia fazer a defesa aberta do candidato. Nem seria preciso, pois o Rio dos bossanovistas Tom Jobim e Vinicius de Moraes, do sambista Noel Rosa e da vedete Zaquia Jorge, cuja morte inspirou o samba “Madureira chorou”, vincula-se ao ideário de resgate evocado pelos discursos de Freixo – o qual, apesar das companhias estelares, segue bem abaixo de Eduardo Paes (PMDB) nas pesquisas de intenção de voto.

Numa pescada subliminar, a música “O X do problema”, de Noel, não deixa de ser uma escolha sofisticada para o evento de apoio financeiro ao xis de Freixo, com cerca de mil pagantes. Independente da política, mas imerso nela, Caetano liderou um show que lhe permitiu recriar clássicos brasileiros; standards dele próprio, como “Menino do Rio”, ou de outros compositores: “Copacabana”, de Braguinha e Alberto Ribeiro, e “Madureira chorou”, de Carvalhinho e Julio Monteiro. Que haja um bom registro audiovisual para guardar o precioso canto de “Copacabana”, pois nele tanto houve os vestígios de um discípulo de João Gilberto quanto as nuances desfolhadas do intérprete Caetano. As palavras ganharam outra cadência, algo próxima ao canto falado e afinada ao tempo mais escandido do fim de tarde na praia carioca.

“Madureira chorou” é outra história. Não satisfeito com sua interpretação, Caetano voltou a entoá-la, rememorando a permanência de um ano no Rio de Janeiro, em 1956, quando foi introduzido à cidade por uma prima (“Minha Inha”). Com os olhos da Zona Norte, o garoto de Santo Amaro da Purificação viu pela primeira vez o nome da vedete Zaquia Jorge pregado no Teatro de Madureira. Um ano depois, ela morreria afogada na Barra da Tijuca – e a tragédia, que mal há?, oxigenou uma canção. “É uma das músicas brasileiras mais conhecidas no exterior”, informou Caetano. Embatucou-se nos primeiros versos. “Eu fico com vontade de chorar…”.

Acompanhado do Trio Preto + 1, ele acelerou em alguma medida o ritmo, logo vertido para a velocidade e a urgência do samba-enredo “É hoje” – ao qual um gaiato sobrepôs, da plateia, um improvisado refrão: “Essa é a hora de Freixo chegar!”.

“Agora vou chamar o meu colega, o meu querido amigo, o meu amado Chico Buarque”, anunciou Caetano. Hora daquela nota dos cronistas de antanho: delírio na plateia. Quase sem firulas, os dois iniciaram um dueto de “Medo de amar”, a bela canção de Vinicius – “que é só de Vinicius”, como enfatizou o baiano. Nada de extraordinário e tudo de extraordinário: há duas décadas separados em suas opções políticas, Chico & Caetano coincidem, em 2012, na militância e no canto amadurecido, outonal, e até viril. Sozinho, Chico interpretaria ainda “Futuros amantes”, do álbum “Paratodos” (1993), enquanto Caetano se sentava no chão, para ouvi-lo tal como um doce bárbaro dos anos 70. Outra vez juntos, repetiram “O X do problema”. Isso mesmo, o xis. No desfecho, com a pegada do Trio Preto + 1, partiram para “A voz do morro”, sem recorrer a qualquer auxílio solar na letra do samba.

set
12
Posted on 12-09-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-09-2012

O número de mortos do gigantesco incêndio que começou ontem (11) à noite numa fábrica de têxteis em Carachi, no Sul do Paquistão, subiu para 289, segundo o último balanço das autoridades locais..

O chefe da polícia de Carachi, Iqbal Mahmood, adiantou ainda em declarações à Reuters que as equipes de socorro continuavam tentando alcançar o interior da fábtica, admitindo que o número de mortos pode aumentar nas próximas horas.

“Até agora recuperámos 110 corpos e continuamos à procura de outras vítimas”, disse o comandante dos bombeiros da cidade, Ehtesham Salim, à agência de notícias AFP. Mais de 60 pessoas ficaram feridas, ao tentar sair do edifício e escapar às chamas saltando das janelas.

“Foi terrível”, contou Mohammed Saleem, 32 anos, um dos funcionários que saltou do 2º andar. “Subitamente, todo o piso foi invadido pelas chamas e por fumaça. O calor era tão intenso que corremos para as janelas, partimos os vidros, quebrámos as barras de ferro e saltámos”, acrescentou, ainda na cama do hospital civil de Carachi, com uma perna quebrada. A fábrica emprega um total de 450 pessoas.

Segundo a BBC, as equipas de socorro tentam resgatar cerca de 20 pessoas que ficaram presas numa dependência no quarto andar do edifício.

No hospital de Carachi, cerca de 30 corpos que ficaram irreconhecíveis estavam alinhados na morgue. “Já não há mais espaço, está tudo cheio”, disse um condutor de uma ambulância. “Mas não param de chegar.”

Irresponsabilidade

As causas deste incêndio – que foi extinto com a ajuda de 40 carros dos bombeiros – ainda não são conhecidas mas não há dúvidas quanto à sua dimensão. “Foi o maior incêndio da história da Carachi”, cidade com 17 milhões de habitantes, disse um alto responsável do Ministério da Saúde da província de Sindh, falando em anonimato à AFP. “Não sabemos o quanto pode aumentar o número de vítimas mortais.”

“Quando o edifício foi desenhado não foram levadas em conta medidas de segurança. Não havia saídas de emergência e os trabalhadores ficaram presos”, disse um agente de polícia, Amjad Farooqi, ao jornal The Guardian.


Foto: Público/ Asif Hassan AFP
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“Os donos da fábrica estavam mais preocupados em salvar os materiais do que os trabalhadores”, criticou um dos funcionários, Mohammad Pervez, ao mesmo tempo que segurava na mão uma fotografia do primo, que ainda está desaparecido. “Se as janelas não tivessem barras de ferro, muitas pessoas poderiam ter escapado. A fábrica estava cheia de peças de roupa e de tecidos. Mas quem se queixava era despedido”, acrescentou à agência de notícias Reuters.

(Com informações do jornal Público, de Portugal, BBC de Londres e agências internacionais de notícias)

set
12
Posted on 12-09-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-09-2012


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Paixão, hoje, na Gazeta do Povo (PR)

DEU NO UOL/FOLHA

O candidato do PRB Celso Russomanno oscilou negativamente três pontos percentuais, mas mantém a liderança na disputa à Prefeitura de São Paulo, com 32% das intenções de voto.

Pesquisa Datafolha concluída nesta terça-feira mostra que essa é a primeira variação negativa do candidato desde dezembro, quando iniciou a trajetória que o levou de 16% a 35% das intenções de voto.

Os dados apontam ainda que passou de cinco para três pontos percentuais a distância entre José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), que estão tecnicamente empatados em segundo lugar.

O tucano oscilou um ponto percentual para baixo e agora tem 20%. O petista oscilou positivamente um ponto e foi a 17%.

Os dados foram colhidos a pouco mais de três semanas do 1º turno das eleições e 21 dias depois do início da propaganda dos candidatos no rádio e na TV.

Serra e Haddad têm o maior espaço na propaganda. Russomanno, o quarto.


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OPINIÃO POLÍTICA

PT aposta em São Paulo

Ivan de Carvalho

Lula, o PT e o governo federal estão fazendo uma grande aposta na eleição para a prefeitura de São Paulo. A promoção da senadora Marta Suplicy para ministra da Cultura, com a queda de Ana de Hollanda – irmã de Chico Buarque –, é, sem nenhuma dúvida, parte do imenso esforço governista para ganhar a aposta. É tanto maior a aposta quanto maior o risco de o PT perder em algumas outras capitais estaduais que prioriza – Recife, Belo Horizonte, Salvador e mesmo Fortaleza.

Em Fortaleza, o primeiro problema. A prefeitura está nas mãos de Luizianne Lins, do PT, mas este partido está muito mal na disputa da sucessão dela (é muito ruim ou o PT considera muito ruim perder o que já havia conquistado). Dez candidatos aspiram ao cargo de prefeito de Fortaleza. Pesquisa do Ibope divulgada em 13 de agosto atribuiu a Elmano de Freitas, o candidato petista, esquálidos seis por cento.

Para complicar: o líder na pesquisa é o democrata Moroni Torgan, com 31 por cento, firme no mesmo patamar que obteve em pesquisa anterior do mesmo instituto em 30 de julho, quando conseguiu 32 por cento. A diferença de um ponto percentual é irrelevante. Em segundo lugar, na pesquisa de 13 de agosto, está Inácio Arruda, do PC do B, com 13 por cento, seguido por Heitor Ferrer, do PDT, com 12 por cento. Em tempo: a pesquisa ainda não registra os efeitos da propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão.

Em Recife, o comando nacional do PT conduzido por Lula escanteou o popular prefeito petista João Costa, que queria disputar a reeleição e impôs o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, que entrou como favorito. Mas o governador Eduardo Campos, do PSB, não gostou e também viu a oportunidade de controlar a prefeitura de seu estado – escolheu no secretariado estadual um candidato, Geraldo Júlio, pouco conhecido, que rapidamente, graças ao apoio de Eduardo Campos, assumiu a liderança, já agora com notável vantagem, ganhando ainda o apoio do PMDB do senador Jarbas Vasconcelos. A coisa ficou preta para o PT e uma tentativa de salvamento com a participação e presença de Lula está sendo preparada às pressas.

Em Belo Horizonte, o PT se desentendeu com o prefeito Márcio Lacerda, do PSB. Os petistas então lançaram Patrus Ananias (que já foi prefeito), com articulações feitas por Lula e a presidente Dilma Rousseff (que levaram o PSD e o PMDB a apoiarem o petista). Mas é o prefeito socialista Márcio Lacerda que está na liderança, com o decidido apoio do tucano Aécio Neves e o PT precisa fazer um quase milagre para virar o jogo.

Finalmente, Salvador. A terceira maior cidade do país, em um estado governado pelo PT e no qual este partido e seu governo atravessam uma fase de forte desgaste popular. Um candidato do Democratas, ainda mais, líder do partido na Câmara dos Deputados, ACM Neto, é o adversário principal em Salvador. E está com ampla vantagem em todas as pesquisas eleitorais. Então lá vem Lula e pode vir Dilma. Hoje, há especulações de que ACM Neto poderá ganhar no primeiro turno, mas não há garantia.

No entanto, se não vencer no primeiro continuará com grande chance de vencer no segundo turno.

Com esse panorama desagradável em algumas capitais fundamentais para o PT, o partido investe pesado em São Paulo. Uma vitória do petista Fernando Haddad, candidato “inventado” por Lula, poderia ser usada como uma espécie de compensação por possíveis derrotas nas outras capitais citadas. E, vejam só, a candidatura do suposto principal adversário do PT em São Paulo, o tucano José Serra, desmorona. Mas apareceu um tal de Celso Russomano, do PRB, com um mínimo de tempo de propaganda no rádio e televisão – assumiu a liderança das pesquisas e tem ampliado sua vantagem.

Haja sufoco para o PT. Ainda mais com o processo do Mensalão (perdão, a Ação Penal 470

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A inigualável orquestra de Conniff em uma maravilhosa improvisação do Noturno de Chopin.

BOA NOITE!!!

(vhs)


Lídice foi autora do título de Cidadão
de Salvador ao bispo emérito de Juazeiro

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A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), em discurso nesta terça-feira (11/9), lamentou a morte, aos 86 anos, do bispo emérito de Juazeiro (BA), dom José Rodrigues de Sousa, ocorrida no último dia 9. Ele sofreu complicações após uma cirurgia para tratamento de hidrocefalia, no Hospital Santa Mônica, em Goiânia (GO).Chamado de o Bispo dos Excluidos, o corpo de D Rodrigues foi sepultado esta terça-feira (11) em Juazeiro.

– O povo baiano vive um momento de pesar. Envio meu abraço a toda a população de Juazeiro – disse a senadora.

Dom José, informou a senadora, nasceu no estado do Rio de Janeiro, em 1926, foi professor de português no Seminário de Aparecida (SP), e entre 1966 e 1968 fez o curso de Especialização em Catequese e Pastoral em Bruxelas (Bélgica). Voltando ao Brasil, trabalhou nas missões itinerantes dos redentoristas em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Amazonas. Em 1970, foi eleito superior provincial dos missionários redentoristas de Goiás e Distrito Federal e, cinco anos depois, foi ordenado Bispo e nomeado para a Diocese de Juazeiro.

Lá, envolveu-se na defesa dos direitos dos mais pobres, como no episódio da construção da hidrelétrica de Sobradinho, que desalojou milhares de pessoas. Promoveu pastorais sociais, como a da Terra, da Criança, da Juventude, da Mulher Marginalizada, da Saúde, dos Pescadores e Carcerária. Foi pioneiro ao criar um Setor Diocesano da Comunicação Audiovisual, com uma biblioteca com 45 mil volumes. Também criou o projeto de cisternas caseiras para armazenar água da chuva, além de participar de debates sobre a fome e a seca no Nordeste, recordou a parlamentar.

A senadora disse que, em sua época de estudante, era destino obrigatório passar na casa de Dom José para lá ouvir sua opinião sobre o momento político que o Brasil vivia, em plena ditadura, e receber seu estímulo para continuar na luta.

Membro da Associação Bahiana de Imprensa, durante seis anos seguidos dom José recebeu o Troféu Mandacaru de Ouro, criado por um grupo de jornalistas da Bahia para homenagear os destaques do ano em política, economia, arte, cultura e religião. Em 1992, sua biografia foi publicada em alemão sob o título O Bispo dos Excluídos: Dom José Rodrigues. Desde 2003, após renunciar ao governo da diocese por motivos de idade, passou a viver na comunidade redentorista da cidade de Trindade (GO).

Lídice da Mata lembrou que é uma das autoras do projeto que concedeu ao religioso o título de Cidadão Honorário de Salvador.

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DEU NO JORNAL DO BRASIL

As seis vítimas da chacina ocorrida em uma cachoeira próxima à favela da Chatuba foram enterradas nesta terça-feira (11) no cemitério Olinda, em Nilópolis. Cerca de 400 pessoas foram se despedir de Christian Vieira, de 19 anos; Glauber Siqueira, Victor Hugo Costa e Douglas Ribeiro, de 17 anos; e Josias Serles e Patrick Machado, de 16 anos.

O clima era de consternação, tristeza e revolta. Alguns dos amigos de Patrick, usando uma camiseta com a foto do jovem, falaram da rotina do rapaz, subitamente interrompida pela tragédia:” Ele gostava muito de soltar pipa, de dançar também. Era um cara muito brincalhão, com a vida toda pela frente. Infelizmente, acabou”, contou com tristeza um dos amigos de Patrick, que preferiu não se identificar. Alex, que também estava no grupo, falou sobre o aumento da violência em Nilópolis e Mesquita.

” Aumentou muito a quantidade de assaltos e roubos de moto por aqui. Os traficantes passam de fuzil, não querem nem saber. Pode saber: vai ter um pouco de policiamento durante uma ou duas semanas e depois vai voltar tudo isso aí de novo. A Baixada está esquecida”, lamentou, sem esperança.

Sildis Vieira, pai de Christian Vieira, fez um discurso forte durante o enterro do filho, enquanto dava dicas à polícia:

” Só quero dizer para esses vagabundos que isso não vai ficar impune. Se a polícia continuar na Chatuba, vai encontrar muitos corpos ainda”, disse, entre choros e gritos de desespero dos familiares e amigos dos jovens chacinados. A Cachoeira da Biquinha, segundo presentes, foi mencionada como local de mais corpos enterrados na região. Após o discurso de Sildis, os presentes gritaram: ” Justiça! Justiça! Justiça!”.

O pastor Robson Dinis, da Igreja do Nazareno de Nilópolis, falou de Josias Serles e de suas visitas ao templo religioso. ” Era um garoto maravilhoso, muito inocente. Ele sofreu essa morte terrível, inocente, assim como todos os outros envolvidos. Mas eles estão com Deus, e Deus está com eles.

Muitos dos presentes usavam uma camisa que continha uma montagem com fotos dos seis jovens assassinados, além da inscrição: ” Quem inventou a distância não sabe a dor de saudade”.

Operação na Chatuba

Subiu para 12 o número de pessoas presas durante a ocupação policial da Favela da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Dez suspeitos foram presos em flagrante, entre eles, Ricardo Sales da Silva, de 25 anos, e Monica da Silva Francisco, de 20 anos.

Um homem identificado apenas como Beto Gorducho estava em uma casa com 50 gramas de cocaína e R$ 15 mil em espécie. Outro conhecido como Bolota foi encontrado com uma arma, R$ 12.150 e um caderno de agiotagem.

Dois menores foram apreendidos, sendo que um deles estava foragido de uma instituição para menores. Uma rádio pirata também foi achada na Chatuba. O dono foi levado para a delegacia para prestar esclarecimento.

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Agência Brasil

Agencia Brasil

Brasília – A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse hoje (11) que a chacina na favela da Chatuba, no município de Mesquita, Baixada Fluminense, é um marco negativo repudiado pelo governo e que não pode ficar impune.

“O fundamental, neste momento, é que ela não fique impune e que circunstâncias como essa possam ser prevenidas e enfrentadas a todo momento”, reforçou, após participar de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal.

Maria do Rosário lembrou que a violência aparece como a principal causa de morte entre jovens brasileiros. Dados do Mapa da Violência 2012 indicam um aumento de mais de 340% na mortalidade de adolescentes nas últimas três décadas.

“A violência contra a juventude é uma violência contra todos nós. Estamos comprometendo uma geração com tamanhos índices de violência”, disse. “Conversei agora com o governador [do Rio, Sérgio] Cabral e ele me garantiu que todas as providências para identificar os responsáveis por essa chacina estão sendo tomadas”, completou.

A ministra comentou ainda a morte de três adolescentes dentro da Unidade de Internação do Plano Piloto (UIPP), antigo Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), em Brasília. Segundo ela, a situação no local foi apontada, já em 2006, como muito grave.

“Não é recurso que está faltando nesse momento. Queremos que sejam tomadas iniciativas. Estou em contato permanente com o governador [do Distrito Federal, Agnelo Queiroz]. Certamente, isso precisa ser investigado, mas essas vidas não voltam. Quando tratamos da mortalidade juvenil, seja dento de uma unidade como o Caje, seja no Rio de Janeiro, temos que trabalhar permanentemente com a prevenção”, destacou.

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