ALBA: moções multipatidárias de pesar e reconhecimento
====================================================

Os deputados Álvaro Gomes (PC do B), Maria del Carmen (PT) e Roberto Carlos (PDT), manifestaram pesar pelo falecimento do Bispo Emérito de Juazeiro, Dom José Rodrigues de Souza, ocorrido no último dia 9 de setembro. O religioso nasceu na Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, em 1926. Aos 12 anos, ingressou no Seminário Santo Afonso, em Aparecida, onde também foi professor de português.

Entre 1966 e 1968, fez o Curso de Especialização em Catequese e Pastoral em Bruxelas. Voltando ao Brasil, trabalhou nas Missões em São Paulo, Minas, Paraná e Amazonas. Já em 1970, Dom José Rodrigues foi eleito Superior Provincial dos Missionários Redentoristas de Goiás e Distrito Federal e, em 1975, foi ordenado Bispo e nomeado para a Diocese de Juazeiro.

“Dom José Rodrigues era conhecido como “o Bispo dos Excluídos”, em razão de sua atuação em prol de causas sociais, notadamente na região do Vale do São Francisco. O seu falecimento cobre de tristeza toda a região, especialmente aqueles que acompanharam o seu dedicado trabalho”, destacou Álvaro Gomes.

Desde que chegou a Juazeiro, o Bispo Emérito do município promoveu nove Pastorais Sociais. Criou o Setor Diocesano da Comunicação Audiovisual, com uma biblioteca com 45 mil volumes, equipamentos de produção de rádio e televisão, jornalismo impresso, uma locadora com 2 mil títulos de vídeos para escolas e professores além de três programas de rádio semanais. Dom José Rodrigues também foi o inventor do projeto Cisternas Caseiras, criado para armazenar água de chuva.

“Esse líder católico deixará saudades e ensinamentos expressivos pela sua atuação no combate de causas sociais, em defesa dos mais pobres na região do Vale do São Francisco. Seu lema episcopal ‘Enviou-me a evangelizar os pobres’ define o seu propósito de vida como religioso e pastor de nossa Igreja”, afirma Maria Del Carmen.

Na Assembleia Legislativa da Bahia, Dom José Rodrigues recebeu o título de cidadão baiano no ano de 2003, quando lembrou suas lutas e ratificou sua fé e suas convicções. O religioso foi membro da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e acompanhou a Comissão Pastoral da Terra e Pastoral da Juventude do Meio Popular. Dom José Rodrigues também foi presidente Nacional do Conselho Pastoral dos Pescadores.

“Aos familiares de Dom José Rodrigues, aos missionários Redentoristas, à Diocese de Juazeiro, esta Casa Legislativa expressa toda sua solidariedade e presta homenagem póstuma. As cidades da região também estão se irmanando na dor da perda, mas acima de tudo, na oração, para que o bispo tenha sido recebido na graça de Deus”, ressaltou Roberto Carlos.


Marta:na campanha de Haddad
e no comando da Cultura

=====================================================

DEU NO IG

Ricardo Galhardo –

iG São Paulo

Marta Suplicy (PT-SP) é a nova ministra Cultura e assume o cargo na próxima quinta-feira. A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, deixa o cargo nesta terça-feira e será substituída pela ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy. A troca, confirmada nesta tarde pela Presidência da República, marca a entrada definitiva da presidenta Dilma Rousseff nas eleições municipais deste ano, já que o apoio de Marta ao ex-ministro Fernando Haddad na eleição paulistana foi decisivo na negociação.

A conversa que culminou na saída de Ana de Hollanda ocorreu na semana passada entre Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , em São Paulo. A entrega de um ministério a Marta atende a uma demanda antiga da ex-prefeita, que nunca escondeu a insatisfação por ter sido preterida nos processos que definiram as candidaturas do PT em São Paulo nas últimas eleições.

A saída de Ana de Hollanda foi confirmada após encontro da ministra com Dilma nesta tarde. Até o fim da manhã, no entanto, auxiliares diretos da ministra diziam não possuir nenhuma informação sobre a mudança. Assessores afirmavam que Ana de Hollanda participava normalmente de reuniões administrativas nesta terça e que a audiência com Dilma estava marcada há dois dias. Marta toma posse na próxima quinta-feira, segundo o Planalto.

Na nota que confirmou a demissão da ministra, Dilma “agradeceu o empenho e relevantes serviços prestados ao País” por Ana de Hollanda. Ao falar sobe Marta, a presidenta afirmou que a petista “vinha dando importante colaboração do governo no Senado, dará prosseguimento às políticas públicas e aos projetos que estão transformando a área da cultura nos últimos anos”.

Antes mesmo de assumir, Ana de Hollanda já aparecia na lista dos ministros com risco de perder o cargo. O principal motivo da insatisfação do Planalto é o fato de ela ter liderado uma inversão na política de flexibilização dos direitos autorais que vinha sendo comanda pelas gestões de Gilberto Gil e Juca Ferreira. Desde que tomou posse, Ana de Hollanda deu guinada no sentido de continuar garantindo esses direitos a artistas.

Dilma nunca escondeu a insatisfação com os resultados das políticas adotadas por Ana de Hollanda na pasta. Segundo pessoas com trânsito junto à presidenta, a ministra só não caiu antes por causa da instabilidade que marcou o primeiro ano de governo. No ano passado, ela chegou a balançar, mas acabou se segurando diante das sucessivas demissões de ministros por denúncias de corrupção.

Gota d’água

A gota d’água foi o fato de Ana de Hollanda ter divulgado há algumas semanas uma carta aberta endereçada à ministra do Planejamento, Miriam Belchior , sobre o orçamento do ministério. “Esses números colocam em risco a gestão e até mesmo a existência de boa parte das instituições culturais”, escreveu a ministra.

Nascida em uma família de artistas, Ana de Hollanda é filha do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e da pianista Maria Amélia Alvim, e irmã do compositor Chico Buarque. Pertenceu aos quadros do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e partipou de diversas campanhas eleitorais.

De 1983 a 1985 foi chefe do setor musical do Centro Cultural de São Paulo e, de 1986 a 1988, foi secretária de Cultura de Osasco. De 2003 a 2007, dirigiu o Centro de Música da Fundação Nacional de Artes do Ministério da Cultura. Ela assumiu a pasta em 2011 e sua gestão foi marcada por crises e críticas.

DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

POR MARINA DIAS

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrará pessoalmente em cena neste domingo (16) para acalmar os ânimos entre PT e PSB, esquentados depois do racha das siglas na disputa pela prefeitura de importantes capitais, como Recife, Belo Horizonte e Fortaleza.

Lula convidou o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, para um evento em apoio ao candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. A sinalização de bandeira branca do ex-presidente, porém, acontecerá durante conversa entre os dois na sede do Instituto Lula, zona sul da capital paulista.

A cúpula petista já foi avisada por interlocutores de Lula que a reunião com o governador pernambucano servirá para “aparar as arestas” com o PSB e que o ex-presidente não quer ninguém acirrando disputas ou alimentando discórdias com o partido de Eduardo Campos.

As eleições municipais têm causando mal-estar entre os dirigentes de ambas as siglas e o presidente nacional do PT, Rui Falcão, chegou a dizer que visualizava o “rompimento” de seu partido com o PSB para 2014.

O vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, suaviza a versão. “Nego a existência de crise entre PT e PSB. Pode haver crise entre dirigentes, mas não generalizada dentro dos partidos”, explica. Ainda assim, o socialista afirma que vê com “bons olhos” a conversa entre Lula e Eduardo Campos, que, segundo ele, participará da campanha de Haddad, inclusive gravando para o programa de TV, caso seja solicitado. “O governador gravará com prazer, porque Haddad é o nosso candidato”, disse Amaral a Terra Magazine.

“Esperamos que a conversa entre Lula e Eduardo Campos sirva para que paremos com as brigas, mostrando que os problemas de Recife e Belo Horizonte são problemas locais e não nacionais. O PSB tem uma história de aproximação com o PT, mas, ainda assim, tem voo próprio”, afirma o presidente municipal do PSB em São Paulo, Eliseu Gabriel.

Disputa

No Recife, com o apoio de Eduardo Campos, o candidato do PSB à Prefeitura, Geraldo Julio, chegou à liderança nas pesquisas, desbancando Humberto Costa, candidato petiusta até então favorito. Apesar de ainda não ter uma data fechada, já Lula disse a aliados que irá a Recife para participar de atividades da campanha de Costa. E Eduardo Campos deverá ouvir do próprio ex-presidente, no domingo (16), mais informações sobre essa atuação.

Ato pró-Haddad

O evento de domingo (16) tem o objetivo de apresentar Haddad à comunidade nordestina em São Paulo e angariar apoio do setor ao afilhado político de Lula. O ato será um almoço no Centro de Tradições Nordestinas e, além de Eduardo Campos, estarão presentes os governadores petistas Jaques Wagner (Bahia) e Marcelo Déda (Sergipe), e os socialistas Cid Gomes (Ceará) e Wilson Martins (Piauí).

“A origem de grande parte da população paulistana é do Nordeste e, por isso, a participação de Eduardo Campos na campanha em São Paulo terá uma influência muito positiva”, defende Eliseu Gabriel.

===================================================

PETROLINA E JUAZEIRO

(Geraldo Azevedo e Moraes Moreira)

De todo lado é bonito
São dois estados de espírito
No meio fico, e não nego
Navego no Velho Chico
De todo lado é bonito
São dois estados de espírito
No meio fico, e não nego
Navego, navego no Velho Chico
Meu barco é um coração
E vai sem mágoa
Nas águas dessa paixão até o cais
Beira do rio Pernambuco-Bahia
Todo vapor, marinheiro
Pode trazer meu amor, Juazeiro
Bela menina
Pode trazer meu amor, Petrolina e Juazeiro
Pernambuco-Bahia
Todo vapor, marinheiro
Pode trazer meu amor, Juazeiro
Bela menina
Pode trazer meu amor, Petrolina e Juazeiro
De todo lado é bonito
São dois estados de espírito
No meio fico, e não nego
Navego no Velho Chico
De todo lado é bonito
São dois estados de espírito
No meio fico, e não nego
Navego, navego, navego no Velho Chico
Meu barco é um coração
E vai sem mágoa
Nas águas dessa paixão até o cais
Beira do rio Pernambuco-Bahia
Todo vapor, marinheiro
Pode trazer meu amor, Juazeiro
Bela menina
Pode trazer meu amor, Petrolina e Juazeiro
Pernambuco-Bahia
Todo vapor, marinheiro
Pode trazer meu amor, Juazeiro
Bela menina
Pode trazer meu amor, Petrolina e Juazeiro
De todo lado é bonito…

==============================================

Saudades – e tantas recordações – das duas cidades, do Velho Chico, e da sua gente.

(VHS)


======================================================

A CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB) DIVULGOU NOTA DE PESAR PELO FALECIMENTO DE DOM JOSÉ RODRIGUES DE SOUSA, BISPO EMÉRITO DE JUAZEIRO, CUJAS EXÉQUIAS E SEPULTAMENTO DO CORPO SE REALIZAM ESTA TERÇA-FEIRA, 11, NA CIDADE BAIANA DO VALE DO RIO SÃO FRANCISCO, ONDE O BISPO EMÉRITO EXERCEU POR DÉCADAS UMA AÇÃO RELIGIOSA, HUMANA E SOCIAL DE REPERCUSSÃO INTERNACIONAL.

BAHIA EM PAUTA TAMBÉM ESTÁ DE LUTO PELA MORTE DESTE FIRME AMANTE DA COMUNICAÇÃO EM GERAL, E DO JORNALISMO EM PARTICULAR, CORAJOSO DEFENSOR DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO EM TEMPOS DE CENSURA, MEMBRO HONORÁRIO E PREMIADO DA ASSOCIAÇÃO BAHIANA DE IMPRENSA (ABI).

COM SAUDADES DO GRANDE AMIGO, FONTE VERDADEIRA DE MUITOS ANOS E EXEMPLO INSPIRADOR NO JORNALISMO E NA VIDA

(Vitor Hugo Soares, editor do BP)

=========================================================
CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota oficial pela morte do bispo-emérito de Juazeiro (BA), dom José Rodrigues de Souza. O texto, assinado pelo Secretário-Geral da entidade, dom Leonardo Steiner, destaca a atuação do bispo a favor dos excluídos e pobres. Viveu seus últimos anos em Trindade-GO.

A seguir, a íntegra da nota:

Brasília, 09 de setembro de 2012

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta seu pesar pela morte do bispo emérito de Juazeiro (BA), dom José Rodrigues de Sousa. Após longo período de internação, em Goiânia (GO), o bispo veio a falecer na madrugada deste domingo, 9 de setembro.

Dom José Rodrigues nasceu em Paraíba do Sul (RJ), em 1926. Aos 12 anos, ingressou no Seminário Santo Afonso, em Aparecida (SP). Professou como membro da Congregação do Santíssimo Redentor em 1946, e fez a preparação para o ministério presbiteral em Tietê (SP), onde foi ordenado em 1950.

Atuou, por longos anos, na equipe de missões itinerantes dos redentoristas. Houve tempo também para os estudos: fez especialização em Catequese e Pastoral, na Bélgica. Foi Superior Vice-Provincial de Brasília (hoje, Província de Goiás) por quatro anos. Em 1974, foi nomeado pelo papa Paulo VI como bispo de Juazeiro (BA).

Seu episcopado teve a marca forte da atenção aos mais pobres. Logo ao chegar a Juazeiro, entrou na defesa dos atingidos pela construção da usina hidrelétrica de Sobradinho. Também prestou especial atenção às pastorais sociais em sua diocese. Preocupado com a formação dos agentes pastorais e a comunicação, foi pioneiro ao criar um Setor Diocesano da Comunicação Audiovisual, com uma biblioteca com 45 mil volumes.

Junto ao Regional Nordeste 3 da CNBB, acompanhou a Comissão Pastoral da Terra e a Pastoral da Juventude do Meio Popular. Foi presidente nacional do Conselho Pastoral dos Pescadores. Sua biografia foi publicada por um jornalista na Alemanha, com o justo título de “O bispo dos excluídos”. Em 2003, ao renunciar ao governo da diocese por motivos de idade, passou a viver na comunidade redentorista da cidade de Trindade (GO).

Seu lema episcopal, “Enviou-me a evangelizar os pobres” define o seu propósito de vida como religioso e pastor de nossa Igreja. Que sirva de inspiração para aqueles que também desejam trilhar o caminho do Reino de Deus. Aos familiares de dom José, aos Missionários Redentoristas, à diocese de Juazeiro, expressamos nossa solidariedade, iluminados pela Palavra do Evangelho: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só. Mas, se morre, produz muito fruto” (Jo 12,24).

+Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

=======================================================


CRÍTICA/CINEMA

Um divã para dois

Maria Aparecida Torneros

O título do filme em inglês é Home Spring, mas na versão em português ganhou o nome de “Um divã para dois”, ressaltando a terapia de casal que é, na verdade, o conteúdo principal da história.

No sábado primeiro de setembro, véspera do meu aniversário, 63 anos, gostei de ir à sessão de cinema com duas amigas com quem costumo ver os filmes e depois comentar sobre eles, num papo que me agrada muito, porque ambas são inteligentes e sensíveis, Rosana e Bernadette. Lá fomos nós!

Durante a sessão, em certos momentos, ouvi uma delas dizendo: – eu não quero isto pra mim, eu me recuso!

As cenas traziam a insatisfação da esposa que se sentia abandonada enquanto fêmea por aquele marido com quem vivia há tantos anos.

O realismo da história me fez repensar não só sobre a minha nova idade que é a mesma da atriz Meryl Strip, cuja interpretação é um show no lugar daquela mulher que , repentinamente, questiona porque não há mais paixão no seu relacionamento.

Concluí, também , que, diferentemente das minhas amigas, ambas mais novas que eu
pelo menos uma década, já vivenciei a experiência de ter sido casada por quase 25 anos e estar na vida de solteira há quase 15.

Em muitas cenas, revivi episódios que, para mim e milhões de mulheres maduras com longas convivências, já não surpreendem. O acordo da paixão entre homem e mulher é construção e desconstrução, podendo contar com pinceladas de sorte, que, consolidam a amizade e o bom sexo, não necessariamente na ordem ou na proporção dos sonhos sonhados, 20 ou 30 anos antes.

As pessoas mudam. Podem superar-se, podem se cristalizar e até estão sujeitas a se deixarem dominar pelas rotinas do dia-a-dia, as idades lhes roubam hormônios e impulsividade, o mundo dito moderno muitas vezes lhes é imposto como lugar de prazeres e dores, sem a possibilidade de rever conceitos, na maioria dos casos.

Não há fórmula para salvar longas e desgastadas uniões. Há escapes e há chances que conservam casais unidos por décadas, com intensidade de emoções ou com apaziguamento de desejos. No filme, o roteiro impõe uma luta em que a personagem feminina se dispõe a travar em prol do seu amor aparentemente extinto.

Sempre existiram os amores fora dos casamentos, como provável saída honrosa para períodos de entre-safra. Na cultura ocidental, nossos bisavós e avós, com certeza, viveram situações assim, e nem pensaram em terapias, pois o tempo em que conviveram até sua viuvez, se encarregou de sanar carências com que lidaram, sem o divã.

O modelo de casal estereotipado é objeto de questionamento pelas sociedades onde os divórcios tornam viáveis as novas tentativas de uniões bem sucedidas. A novidade do enredo é justamente o fato de o casal encarar seus desencontros pessoais e sexuais, diante do terapeuta que lhes prescreve exercícios e tarefas para se reencontrarem enquanto amantes e se apaixonarem novamente entre si.

Um filme moderno que leva a muitas reflexões sobre a vida a dois na idade madura, a chance de realizar sonhos de amor que pessoas acima de 60 anos possam ter e alimentar, e até mesmo a possibilidade racional de viver e encontrar a felicidade, no casamento, dinamizando o modelo dele e se adequando aos seus interesses renovados, com bom humor e aceitação da vida em todas as suas fases.

Maria Aparecida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro , edita o Blog da Cida, amiga e colaboradora do Bahia em Pauta desde a primeira hora.

set
11
Posted on 11-09-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-09-2012


=========================================
Paixão, hoje, na Gazeta do Povo (PR)

=======================================================

OPINIÃO POLÍTICA

Uma proposta inteligente

Ivan de Carvalho

De onde menos se espera às vezes é que vem.

Temos um Ministério da Saúde, 26 secretarias de saúde estaduais e a secretaria de saúde do Distrito Federal, centenas de secretarias e serviços de saúde municipais, escolas de medicina em muitas universidades federais, estaduais e municipais e centenas de hospitais públicos e privados. Muitas dessas instituições lidam com pesquisas médicas. Além disso, há um Conselho Nacional de Medicina e conselhos regionais de medicina.

Pois bem, não vem de nenhum desses lugares, mas do deputado estadual baiano Deraldo Damasceno, do PSL, uma proposta – em forma de indicação dirigida ao governador Jaques Wagner – para que a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia adote “a auto-hemoterapia nas unidades hospitalares do Estado”. Ele explica que o tratamento é “antigo e simples”. Foi usado pela primeira vez em 1911, mas sua utilização foi mais intensa na década de 1940, quando passou a ser usado para combater doenças infecciosas.

Foi a década de 40, no entanto, mais exatamente o ano de 1941, que introduziu na medicina a inovação que levaria ao abandono quase absoluto da auto-hemoterapia – o uso da penicilina no tratamento de seres humanos. Descoberta “por acaso” em 1928, a partir de um fungo, pelo escocês Alexander Fleming, a penicilina foi pela primeira vez utilizada em um ser humano, em 1941, para tratar um caso de septicemia (infecção generalizada a partir da infestação do sangue por bactéria). Salvou muitas pessoas durante a Segunda Guerra Mundial e abriu a porta para a criação e uso da ampla gama de antibióticos hoje disponível e em expansão.

Ora, se passaram a existir os antibióticos, pesquisados, inventados, produzidos e vendidos a bom preço, dando grandes lucros a tantos, para que mais serviria a auto-hemoterapia, humilde tratamento que só custa uma seringa com agulha e só exige uma pessoa habilitada a tirar 10 ml de sangue de uma veia do paciente e injetar esse sangue nos músculos bíceps ou glúteo (neste, de preferência, pois no bíceps seria necessário dividir a dose pelos dois braços). Como lugar de sangue é artéria, veia e coração, o sangue vazado no músculo será reconhecido como corpo estranho e o sistema imunitário imediatamente (em oito horas) multiplicará suas defesas (entre outros elementos, os macrófagos – que combatem bactérias, vírus, células cancerosas – quadruplicam) para combater o suposto intruso. E estará disponível, assim, para combater também o intruso verdadeiro, a bactéria responsável por infecção existente ou provável (se a pessoa está em um hospital, o risco de infecção hospitalar é grande, bom que esteja com o sistema imunitário funcionando a mil).

Ocorre que o abandono da auto-hemoterapia por causa do surgimento dos antibióticos foi uma estupidez. As duas terapias não são iguais no efeito – o antibiótico enfraquece a bactéria, dificulta sua reprodução ou a mata, enquanto a ação da auto-hemoterapia reforça extraordinariamente o sistema imunitário, o que os antibióticos não fazem. Se, portanto, o sistema imunitário de uma pessoa com infecção ou risco de ser contagiada estiver enfraquecido, por idade ou outros fatores, a auto-hemoterapia vai eliminar essa fraqueza e unir-se ao antibiótico no combate.

Além disso, há casos inacessíveis para o tratamento com antibióticos e que a auto-hemoterapia, se aplicada continuadamente, pode resolver, a exemplo da elininação gradual de coágulos, segundo explica o Dr. Luiz Moura, que pratica a auto-hemoterapia e é citado na indicação dirigida ao governador Jaques Wagner, apresentada na Assembléia Legislativa pelo deputado Deraldo Damasceno.

=================================

Participação do Djavan em “Salve São Francisco”, novo DVD de Geraldo Azevedo.

Ao povo de Juazeio(BA) e aos deserdados do vele do São Francisco, no tributo aos seu bispo emérito.

(VHS)

  • Arquivos

  • setembro 2012
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     12
    3456789
    10111213141516
    17181920212223
    24252627282930