\Foto: Agencia Brasil
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Deu no site do Estadão

Eduardo Bresciani e Ricardo Brito

Agência Estado

O relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, votou pela condenação de quatro ex-dirigentes do Banco Rural por gestão fraudulenta. Na visão dele, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Ayanna Tenório e Vinicíus Samarane cometeram o crime por participarem das renovações de “empréstimos simulados” para empresas de Marcos Valério e para o PT e usarem meios fraudulentos para tentar ocultar o caráter da operação de órgãos de controle.

Na visão do relator, cada um deles atuou de forma distinta mas com o objetivo claro de esconder o caráter do empréstimo. Destacou que Ayanna e Samarane eram responsáveis pelo controle interno e, por isso, tiveram papel também nesta ação. Barbosa chegou a dizer que a atuação se deu em forma de quadrilha.

“Para que o grupo criminoso obtivesse sucesso, era necessário a omissão dolosa de Ayanna e Samarane em suas funções. Conclui-se que os réus, em divisão de tarefas típica de uma quadrilha organizada, atuaram intensamente na simulação de empréstimos e utilizaram mecanismos fraudulentos para encobrir o caráter simulado desses empréstimos”, afirma Barbosa.

Segundo o relator, Kátia, Salgado e Ayanna participaram de renovações mesmo quando haviam pareceres técnicos contrários. Destacou novamente que as empresas de Valério e o PT não tinham condições para obter os R$ 32 milhões que conseguiram. Observou ainda que foram dados garantias inválidas, como um contrato de uma das agências de Valério com o Banco do Brasil. Enfatizou que as classificações de risco feitas pelo banco Rural não correspondia à veracidade das informações.

Barbosa rebateu também o argumento da defesa de Salgado de que os crimes de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro de que ele é acusado seriam um só. O relator afirmou que a gestão fraudulento foi feita por meio da simulação dos empréstimos e da ocultação desse fato por meio de renovações sucessivas e classificação fraudulenta de risco, enquanto a lavagem foi por ocultações de informações aos órgãos de controle relativos a beneficiários dos saques nas agências.

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Comentários

luyiz alfredo motta fontana on 3 setembro, 2012 at 18:18 #

Caro VHS

O que acontece com o felling dos jornalistas?

Esta pergunta tem sua razão de ser:

É improvável, não pertine ao mundo do razoável, que as operações do Banco Rural (os tais empresmétimos simulados), tenham passado despercebidos pela fiscalização do Banco Central, qualquer bancário mediano sabe disto.

A única hipotése destas operações terem sobrevivido por tanto tempo, a ponto de terem sido até reformadas, leva à necessária investigação dos atos e relatórios da fiscalização.

Em alguma gaveta os “malfeitos” identificados dormitam.


luiz alfredo motta fontana on 3 setembro, 2012 at 18:18 #

Poque o silêncio?

Caro VHS

O que acontece com o felling dos jornalistas?

Esta pergunta tem sua razão de ser:

É improvável, não pertine ao mundo do razoável, que as operações do Banco Rural (os tais empresmétimos simulados), tenham passado despercebidos pela fiscalização do Banco Central, qualquer bancário mediano sabe disto.

A única hipotése destas operações terem sobrevivido por tanto tempo, a ponto de terem sido até reformadas, leva à necessária investigação dos atos e relatórios da fiscalização.

Em alguma gaveta os “malfeitos” identificados dormitam.


luiz alfredo motta fontana on 3 setembro, 2012 at 18:34 #

Caro VHS

Experimente perguntar.

Todo mundo sabe que operações da ordem e montante destes empréstimos passam pela fiscalização obrigatória e de rotina do Banco Central, afinal o que está em jogo é o dinheiro dos depositantes e não dos banqueiros.

É impossível, além de fantasioso, o Banco Central ter ignorado estes empréstimos em suas fiscalizações de rotina.

O estranho é o silêncio.


rosane santana on 3 setembro, 2012 at 19:16 #

O jornalismo investigativo no Brasil está sempre a serviço de um lado. De investigativo nada tem. De tendencioso e escuso muito, por mais que alguns de seus protagonistas jurem de pés juntos que não. Não tenho dúvida: os intestinos do Brasil.


luiz alfredo motta fontana on 3 setembro, 2012 at 19:34 #

Estranho ente.

Todo poderoso, produz mais normas que todo o poder legislativo junto, vide o MNI( (Manual de Normas Internas do Banco Central).

É comezinho, mas insisto, todas as principais operações, de quaisquer bancos passam por seu crivo, e pelo montante, para um Banco como o Rural, estas operações deveriam e com certeza foram alvo de inspeções, e constaram de relatórios.

Qualquer bancário sabe disto, é só perguntar.

Empréstimos deste tamanho colocam em risco a liquidez do banco, traduzindo, elevação do risco dos depositantes, daí, a necessária fiscalização.

Piora quando reformados, até pela ausência de garantias originais, o que traduziria monstruosidade na ocasião da reforma em que é exigido reforço destas.

Mas permaneceram sem garantias, sem sequer amortizações parciais.

O silêncio é estranho, é sobrenatural, evoca entes mais poderosos do que o próprio BC.

Revela a tibieza do nosso sistema financeiro, tão frágil que inexiste a mais singela das fiscalizações, ou melhor, salta aos olhos a falibilidade desta.

Ou ocorreram, como acredito, as fiscalizações e as conseuqentes identificações de máculas no proceder, por evidentes e comezinhas. neste caso, a mando sabe-se lá de quem, foram ignoradas e condenadas ao esquecimento em gavetas ilústres.

Estranho ente, estranho silêncio.

Pior que isso, estranha falta de curiosidade da dita imprensa.


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