Luizinho(D) deixa Zá das Virgens “na poeira”
na pesquisa para prefeito de Irecê
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Pequisas realizadas pelo instituto Dataquali entre os dias 27 e 29 de agosto apresentaram resultados preocupantes para o PT em Irecê, que tenta reeleger o prefeito Zé das Virgens.De acordo com os números registrados no TSE, se as eleições municipais em Irecê fossem realizadas hoje, o deputado estadual Luizinho Sobral (PTN-19) da Coligação Aliança, Liderança e Trabalho, estaria eleito com 52,5% dos votos, contra 33,2% do atual prefeito petista Zé das Virgens:uma diferença de 19,3 pontos percentuais na pesquisa espontânea, equivalente a 8.453 votos, num universo de 43.802 eleitores segundo dados do TSE.

Na pesquisa estimulada, onde se apresentam os nomes dos candidatos, Luizinho Sobral aparece novamente na frente com 54,5%, enquanto o petista Zé das Virgens está com 35,6%, numa diferença de 18,9 pontos percentuais ou 8.278 votos.

A pesquisa do instituto Dataquali foi registrada no TSE sob o protocolo n. BA-00108/2012. A pesquisa apresenta margem de erro de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos.

Poeirão em Irecê para os ocupante do poder municipal


\Foto: Agencia Brasil
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Deu no site do Estadão

Eduardo Bresciani e Ricardo Brito

Agência Estado

O relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, votou pela condenação de quatro ex-dirigentes do Banco Rural por gestão fraudulenta. Na visão dele, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Ayanna Tenório e Vinicíus Samarane cometeram o crime por participarem das renovações de “empréstimos simulados” para empresas de Marcos Valério e para o PT e usarem meios fraudulentos para tentar ocultar o caráter da operação de órgãos de controle.

Na visão do relator, cada um deles atuou de forma distinta mas com o objetivo claro de esconder o caráter do empréstimo. Destacou que Ayanna e Samarane eram responsáveis pelo controle interno e, por isso, tiveram papel também nesta ação. Barbosa chegou a dizer que a atuação se deu em forma de quadrilha.

“Para que o grupo criminoso obtivesse sucesso, era necessário a omissão dolosa de Ayanna e Samarane em suas funções. Conclui-se que os réus, em divisão de tarefas típica de uma quadrilha organizada, atuaram intensamente na simulação de empréstimos e utilizaram mecanismos fraudulentos para encobrir o caráter simulado desses empréstimos”, afirma Barbosa.

Segundo o relator, Kátia, Salgado e Ayanna participaram de renovações mesmo quando haviam pareceres técnicos contrários. Destacou novamente que as empresas de Valério e o PT não tinham condições para obter os R$ 32 milhões que conseguiram. Observou ainda que foram dados garantias inválidas, como um contrato de uma das agências de Valério com o Banco do Brasil. Enfatizou que as classificações de risco feitas pelo banco Rural não correspondia à veracidade das informações.

Barbosa rebateu também o argumento da defesa de Salgado de que os crimes de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro de que ele é acusado seriam um só. O relator afirmou que a gestão fraudulento foi feita por meio da simulação dos empréstimos e da ocultação desse fato por meio de renovações sucessivas e classificação fraudulenta de risco, enquanto a lavagem foi por ocultações de informações aos órgãos de controle relativos a beneficiários dos saques nas agências.

http://youtu.be/hBp8Q7qZrlg

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Gracinha:

A canção do petrolinense Geraldinho vai na frente levando o abraço e as felicitações do Bahia em Pauta e dos que fazem este site blog nesta segunda-feira, 3 de setembro, de seu aniversário. Depois do abraço esta manhã no encontro no shopping, um aviso: Logo mais à noite estaremos na bela varanda de seu apartamento ( que até já mereceu lindo artigo de Rosane neste BP) para celebrar esta data especial !comme il faut”: entre taças de vinho e alguns copos de cerveja. Parabéns !!!

(Vitor Hugo e Margarida)


Peninsula de Itapagipe: beleza, cultura e
hiatória abandonadas

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ITAPAGIPE AMEAÇADA

Claudio Leal

O desânimo dos eleitores marca a campanha a prefeito de Salvador, mas não deve encobrir a urgência de salvar a cidade das boas ideias dos principais candidatos, os quais se engalfinham ao mesmo tempo que seguem distantes do resgate de uma jóia colonial. As más ideias tropeçam em seus próprios rendados. Mais importante é rebater aquelas palavras folheadas pelo bom-mocismo.

Há um alto grau de escrúpulo na sentença do crítico americano H.L. Mencken, de que todo homem decente se envergonha do governo sob o qual vive. Na capital baiana, antes e depois da eleição, contestar os discursos vulgares, os projetos de fonte contaminada, os estupros imobiliários e a possibilidade de um “deus ex machina”, é uma tarefa fastidiosa, e contudo inevitável para atenuar as vergonhosas trapalhadas dos administradores do circo.

No horário eleitoral, o candidato Nelson Pelegrino (PT) filosofa que o bairro do Uruguai ostenta buracos porque “falta compromisso”. E, impune, prossegue: a prefeitura não recupera a ladeira de São Caetano porque “falta competência”. Lamentavelmente, os homens públicos voltaram aos programas que recorrem às muletas dos “buracos” para exercer a mais rasa e medíocre lição de urbanismo.

Mário Kertész (PMDB), que acertou ao destacar o atraso da aplicação do “bilhete único” no transporte público soteropolitano, caiu no formato de programa popular, com fabulações televisivas previsíveis. Aliás, em 2012, se há um traço definidor da batalha por votos, este é o da linguagem degradante dos balaios dos publicitários, na terra que se vangloria de nutrir o País com raras beldades do egotismo. O PT e seus gênios da comicidade apresentam um garoto “Pé de Pranta”, assim escrito, ostentando gírias e banalidades. Líder das intenções de voto, em pesquisas de mais de um instituto, ACM Neto (DEM) revigora a “saudade” de condutas autoritárias, ao insistir que a cidade precisa de um prefeito com “pulso firme” – um perigoso apelo aos impulsos de uma parcela da sociedade simpática a ações violentas do Estado. Nada estranho a quem já prometeu “dar uma surra” em um presidente da República. Com pulso firme ou fraco.

Para o registro: até hoje, nem sinal do debate sobre o projeto da bilionária e faraônica ponte Salvador-Itaparica, defendido pelo governador Jaques Wagner (PT), de consequências maléficas para a “mobilidade urbana”, este conceito em voga, além dos danos ambientais esperáveis para a baía de Todos os Santos. O poder das empreiteiras no financiamento e no desfazimento das campanhas é um bom argumento para não se tocar no assunto. Como ressaltou o romancista João Ubaldo Ribeiro, em recente entrevista ao programa “Roda Viva”, as construtoras assumiram o papel de determinar as obras estatais prioritárias. Sim, inclusive aquelas.

Uma “boa ideia” que sobrenadou no discurso de Pelegrino merece mais atenção, quando não a repulsa dos moradores da península de Itapagipe, uma das lindas paisagens da maltratada “Salvadolores” do historiador Fernando da Rocha Peres. No debate da TV Aratu/Sbt, conduzido pelo jornalista Casemiro Neto, em agosto, o petista perorou que Salvador não precisa crescer apenas para o norte, mas igualmente para as bandas da Cidade Baixa e de Itapagipe. A tese não é nova, mas o porta-voz é impróprio.

A indiferença dos últimos prefeitos deixou essa fatia urbana a salvo das barbáries imobiliárias, agravadas na gestão de João Henrique Carneiro. Agora, Pelegrino traz uma ameaça subjacente: se a capital precisa crescer para Itapagipe, pressupõe-se que a região é um terreno baldio, onde se vai impor um novo modelo de ocupação (espigões, quase certo), desenhado em pranchetas “competentes” e “comprometidas”. Da Calçada à Ribeira, há dezenas de milhares de moradores, donde é possível garantir, mesmo de uma estação espacial, que “há cidade” em Itapagipe. Para retocar sua beleza, as demandas são mínimas: revitalização das praças e das áreas à beira-mar, segurança pública, limpeza, restauração de prédios históricos e respeito ao baixo gabarito dos prédios (uma das características definidoras da urbanidade desse recanto lambido pela baía).

Em 2009, a prefeitura de Salvador lançou e, após protestos populares, retirou um decreto de vastas desapropriações na Cidade Baixa e na península. Para a surpresa das almas ingênuas, descobriu-se que algumas empreiteiras, as de sempre, desejavam impor seus condomínios a zonas ainda virgens do novorriquismo. Em respeito a sua trajetória e à paz dos itapagipanos, Nelson Pelegrino precisa dar mais detalhes do façanhoso projeto. E revelar se atende ou não às ambições do setor imobiliário. Na primeira oportunidade de esclarecer questões essenciais ao jogo político, levou um escorregão. Em resposta a uma reportagem do portal “IG”, a respeito da doação legal de R$500 mil da construtora OAS para sua campanha – empresa por ele investigada numa CPI, em 1992 -, o petista se esquivou: “Só digo o seguinte: as minhas doações estão todas registradas conforme a lei. A única coisa que eu tenho a declarar é essa”. Pode ser uma boa tirada, mas, incomodamente, confere aos eleitores a maldição dos maus pensamentos.


Claudio Leal, ex-morador de Itapagipe, é jornalista.

set
03
Posted on 03-09-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-09-2012


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Pelicano, hoje, no Bom Dia(SP)


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OPINIÃO POLÍTICA

O vazio preenchido

Ivan de Carvalho


Jaques Wagner é uma pessoa inteligente. Nada acrescenta a ele estar o repórter a escrever isto, pois se trata de uma constatação generalizada, não somente em toda a Bahia como, no país, entre as pessoas que de alguma forma acompanham a vida pública do governador.

Wagner e a avaliação de seu governo enfrentam uma fase de desgaste popular, certamente mais grave do que enfrentaram nos dois anos iniciais do primeiro mandato. À greve da Polícia Militar, à greve dos professores estaduais e ao despreparo do aparelho estatal para enfrentar a seca radical que tem atingido a Bahia (e outros estados), acrescentam-se dificuldades orçamentárias decorrentes do freio na economia imposto pela crise internacional e por um exagerado afrouxamento dos controles financeiros pelo governo federal, como forma de passar ao largo dos reflexos da crise americana, em 2009 e no ano eleitoral de 2010. A isto somam-se os problemas permanentes e em permanente agravamento da segurança pública e do sistema público de saúde, este de responsabilidade repartida entre União, Estados e Municípios.

Mas, como superou o desgaste sofrido em 2007 e 2008, favorecido pelo boom econômico brasileiro de 2009 e 2010 e por esforços estaduais – dentre os quais não se pode deixar de citar a propaganda institucional e a máquina representada pelo PT e aliados partidários e “sociais”. Esses fatores foram potencializados pelo inegável carisma do governador no trato com pessoas e com o conjunto do público.

A nova recuperação também é possível, ressalvando-se que parece muito difícil que aconteça a tempo de influir fortemente nas eleições de 7 de outubro. Falta só um mês. Já para 2014 é outra história, ainda cheia de incógnitas. Mas o governador, certamente ciente de que a economia do país tende a continuar resfriada, está providenciando autorizações legislativas para empréstimos de alto valor destinados a “investimentos” – o governo tem sido avaro quanto a informações cobradas pela oposição sobre em que pretende investir. E, conseguindo o dinheiro, vai um tempo entre isso e sua aplicação.

Mas qual a razão de havermos feito referência à inteligência do governador, no começo deste escrito? Bem, um fato interessante. A insegurança pública é um importantíssimo fator de desgaste do governo. Mas uma ampla atuação no setor da segurança exige muitos recursos e tempo, cumprindo registrar que bastante tempo não foi aproveitado, talvez no início por questão de eleição de prioridades e, em seguida, por limitação grave de recursos, além da falta de participação federal. O fato é que agora há um vazio de iniciativas de ampla envergadura no setor, na Bahia. E a natureza, sabem o governador e qualquer aluno do curso fundamental, mesmo da rede pública, detesta o vazio.

Aí é que entra o fator inteligência, já mencionado. Segundo noticiou ontem o portal Ig, o governador mandou para a presidente Dilma Rousseff um estudo em que pede a criação de uma Universidade Mundial de Segurança Pública e Desenvolvimento Social e sugere que a proposta seja apresentada na Assembléia Geral da ONU, que começa em 25 de setembro. O documento apresentado pelo governador, diz o Ig, “defende a necessidade da criação de uma doutrina para o combate à criminalidade nas diferentes regiões do país”.

Pronto. O vazio está preenchido.

set
03
Posted on 03-09-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-09-2012

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Bom gosto do presidente americano, na escolha musical.
Regina com a palavra, lá na costa oeste do Pacífico, nas margens da baia de San Francisco, às vésperas de mudança.

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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