Marcelo Nilo com o governador:apoio?

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O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, confirmou, mais uma vez, sua candidatura ao governo da Bahia, durante comício realizado hoje à tarde, na cidade de Caravelas, extremo sul do Estado. Em comício do candidato a prefeito do PDT, Jadson Ruas, realizado na Praça Santo Antônio, no Centro Histórico da Cidade, para uma plateia de funcionários públicos do município, o deputado declarou ter apoio do governador do Estado, Jaques Wagner.

Segundo Nilo, Wagner apoia sua candidatura. Ele disse viajar com o governador três a quatro vezes por mês, enquanto estuda “os problemas da Bahia”, para se candidatar a governador. “Não é fácil ser governador. “Estou estudando os problemas da Bahia”, surpreendendo ao citar a “ greve da Polícia Militar, a greve dos professores”, como exemplos, em lugar da seca, má distribuição de renda, falta de saneamento etc.

De Caravelas, Nilo seguiu para os municípios vizinhos de Mucuri e Nova Viçosa. O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia discursou ao lado do prefeito Jadson Ruas (PDT), envolvido recentemente em dois escândalos. O primeiro, uma licitação de R$ 2 milhões, para divulgação do município de Caravelas, cujo núcleo urbano conta com, apenas, cerca de cinco mil habitantes. O segundo, o pagamento de R$ 600 mil de transporte escolar, durante as férias do início do ano, para uma empresa de transporte que seria de sua propriedade.

Com o envolvimento do PT em grandes escândalos de corrupção e a possibilidade de condenação de nomes da cúpula do partido pelo Supremo Tribunal Federal, no escândalo do Mensalão, alguns especialistas veem o deputado Marcelo Nilo, como uma alternativa para a sucessão do governador Jaques Wagner. Antes, porém, o deputado teria que resolver questões como o déficit nas contas da Assembleia Legislativa e as denúncias de funcionários fantasmas que envolvem a Casa.

(Por Rosane Santana, de Caravelas).


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CRÔNICA/COMPARAÇÕES

Felix era o Ringo da seleção

Janio Ferreira Soares

Ruim de bola, eu sempre jogava no gol. Por isso, até hoje um amigo me chama de Felix. Acho bacana ter o apelido daquele que seguramente seria o culpado se a seleção de 70 tivesse perdido a Copa. Só que aquele timaço tinha Tostão e Pelé, dupla infernal que jogava por música. Sem falar em Gérson, lançando.

Qualquer discussão sobre os Beatles e imediatamente Ringo é tachado como uma espécie de Felix da banda. Sorte a dele que, lá na frente, John e Paul seguravam a onda com tabelinhas geniais. Sem falar em Harrison, solando.

Patinhos feios circundados por craques extraordinários, os dois foram fundamentais em suas funções, embora discriminados. A propósito, o caso de Felix me lembra o título original de um clássico do faroeste que passou por aqui como Três Homens e um Destino, mas que na verdade chama-se O Bom, O Mau e O Feio. Convocado como terceiro goleiro para a Copa do México, ele era o feio. Seus companheiros eram os bonitões Ado (o bom) e Leão (o mau). Contam que quando Felix se apresentou ao grupo, Leão sequer lhe dirigiu a palavra. Azar o dele, que ficou toda a Copa segurando as baquetas e, presumo, tocando um bumbo imaginário para poder entrar.

Do mesmo modo, Ringo era tido como o feio – e mais fraco – dos Beatles. Portanto, penso que ele não terá grandes homenagens quando partir. Como Felix, morto na semana passada, que sequer teve a metade dos tributos prestados a Neil Armstrong, falecido um dia depois. É claro que o primeiro homem a pisar na Lua tem o seu valor. Mas se o problema for o título e a conquista, os nossos quase-ídolos também foram astronautas em seus céus particulares. Ou você tem dúvida de que Felix vivia a flutuar na lua crescente da grande área toda vez que via aquela constelação amarela bailando pelos gramados mexicanos? Ou que Ringo, apesar de poucas fãs gritando seu nome, se sentia um verdadeiro guardião da nave de Liverpool, com o poder supremo de, com um simples toque, mandar para o espaço aquelas belas canções rock’n roll? Sem falar em suas costeletas. Mas o espaço, ó!

Janio Ferreira Soares , cronista, é secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

set
01
Posted on 01-09-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-09-2012


Cinco provas de um agosto diferente no Brasil

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ARTIGO DA SEMANA

UM AGOSTO DE DAR GOSTO

Vitor Hugo Soares

Em décadas de jornalismo profissional, no exercício deste ofício desafiante e complicado de separar fatos de mitos e boatos, jamais imaginei que iria escrever com tanto prazer e já com uma precoce ponta de saudade sobre um agosto brasileiro. Não há como fugir da constatação: em 2012, este foi um mês de dar gosto, principalmente para os que ainda acreditam (e espero que sejam muitos no País) que nem tudo se perdeu.

O “mês oito”, como dizem os soteropolitanos, demonstrou cabalmente que a esperança segue acesa em muitos lugares e em vários aspectos. No pleno do Supremo Tribuna Federal onde são julgados os réus do Mensalão (bem mais) ou na CPI do Cachoeira no Senado (bem menos).Mas o importante é que a chama siga produzindo claridade e iluminando decisões cruciais.

Vivemos dias para ficar na história por múltipas razões e significados, mas em especial no terreno salutar da restauração da confiança na justiça e do bom combate contra corrupção, o peculato e a impunidade.

Não dá para não registrar vivamente, ou deixar de saudar como emblemático e exemplar, um agosto que termina assim: com a condenação à prisão, por 9 a 2, de um ex-presidente da Câmara dos Deputados (João Paulo Cunha), um dos maiorais do principal partido no poder no Brasil (o PT), sentenciado juntamente com outros quatro réus do montanhoso e polêmico processo em julgamento no STF.

O mesmo mês e o mesmo julgamento em que os magistrados do Supremo reconheceram à unanimidade (por falta de provas confiáveis no processo) a inocência de um dos acusados: o ex-ministro Luiz Gushiken.

Tudo o que se fizer será pouco, seguramente, para reparar danos à honra ofendida, agressões disparadas no ar ou escritas no papel de muitos jornais no Fla x Flu das odientas paixões ideológicas que o caso provoca; graves prejuízos pessoais, políticos e familiares sofridos pelo também ex-dirigente e ex-nome de proa do governo petista na era Lula. Pelos dois motivos, e outros que não dá para destacar neste espaço, atravessamos um agosto diferente e rico em lições e emoções nos registros nacionais.

Portanto, o que o jornalista sente agora ao batucar estas linhas na sexta-feira, 31, quando ainda faltam algumas horas para o “mês oito” terminar e começar a virar histórico, é uma saudade das boas. Do tipo cantado por Luiz Gonzaga em “Que nem Jiló”, um dos mais belos e famosos baiões do querido e saudoso artista pernambucano.

Ainda assim, sensações capazes de provocar surtos de arritmia cardíaca, a exemplo dos revelados nos resultados de exames médicos que o jornalista acaba de receber. Mas isso é outra história, que não merece mais que simples registro ilustrativo daquilo que verdadeiramente importa e justifica estas linhas de opinião semanal: os fatos de agosto.

Até ontem para mim, igual a milhões de brasileiros na Bahia como em outras regiões, agosto sempre esteve associado a um tempo de tragédias, desastres ou maus presságios. A começar por uma de minhas lembranças mais marcantes da infância, quando ouvi no meio da rua, em agosto de 1954, o serviço de auto-falante de Paulo Afonso dar a notícia do suicídio do presidente Getúlio Vargas.

Então, a cidade baiana, às margens do Rio São Francisco, era um formigueiro nordestino de operários e engenheiros que trabalhavam na construção da colossal hidrelétrica da CHESF, que iluminaria o Nordeste e criaria as condições para o desenvolvimento industrial da região paupérrima.

A notícia da morte de Getúlio teve o impacto de um terremoto que abrisse o chão sob os pés daquela gente. E do garoto apavorado no meio da rua. Não dá para esquecer. Depois, seguiram-se outros meses oito ruins.

“Agosto, todo mundo sabe, nunca foi fácil… Levou Drummond, levou John Huston, Gilberto Freyre. O mais patético: levou Pixote”, escreveu há anos um cronista em final de “mês oito”.

Agora escrevo eu este artigo para saudar, finalmente, um agosto brasileiro de dar gosto. Que parte deixando saudades. E boas expectativas!

A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

set
01

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Que ótimo agosto acabamos de perder!

Mas setembro sempre pode ser melhor.

Principalmente se começa com “September song” e Willie Nelson.

(A palavra com Regina)

BOM SÁBADO E ÓTIMO SETEMBRO PARA TODOS

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA

Sobre pesquisas

Ivan de Carvalho

Os resultados da pesquisa Band/Vox Populi sobre as eleições para a prefeitura de Salvador, divulgados na quinta-feira, não mudam muito o quadro apresentado por pesquisa anterior, do Ibope, nem por uma outra pesquisa reservada da qual foi dado conhecimento ao governo estadual e, consequentemente, ao PT. Desta última, já fizemos neste espaço as considerações possíveis sem infração das normas restritivas que regem a divulgação de pesquisas eleitorais durante este período.

Quanto à pesquisa TV Bahia/Ibope, os resultados, divulgados no dia 16 de agosto, apontavam 40 por cento para o democrata ACM Neto, 13 por cento para o petista Nelson Pelegrino e 8 por cento para o peemedebista Mário Kertész, os três candidatos política e eleitoralmente mais importantes. Antes, Pelegrino marcara uns três degraus a mais na pesquisa reservada já mencionada.

Finalmente, foi divulgada a pesquisa Band/Vox Populi, atribuindo a ACM Neto 41 por cento das intenções de voto, a Nelson Pelegrino 18 por cento e a Mário Kertész, cinco por cento.
A primeira observação a ser feita é a de que o candidato democrata ACM Neto não somente se mantém firme na liderança, mas até o momento não teve seu patamar de intenção de votos alterado. Ele começou agosto com um degrau além dos 40 por cento a que chegou em meados do mês e pelo Vox Populi, que realizou sua pesquisa nos dias 25 a 27, marcou 41 por cento das intenções de voto. Em síntese, se as pesquisas estiveram certas, até o dia 27 nada o abalou de sua confortável posição, que lhe daria a vitória sem necessidade de segundo turno se as eleições fossem hoje, ou melhor, até o dia 27.

A outra coisa a ser muito notada é que Mário Kertész – aliás, acompanhado, em um descenso, pelo deputado Márcio Marinho, do PRB –, que já esteve nos calcanhares de Pelegrino no início do mês, apenas um degrau abaixo, recebeu do Ibope, em meados do mês, apenas oito por cento de intenções de voto, enquanto Pelegrino registrava 13 por cento, o que representava uma diminuição do que o petista obteve no início do mês na pesquisa reservada já referida. E o Vox Populi reduziu as intenções de voto de Kertész, entre os dias 25 e 27 passados, para apenas cinco por cento, enquanto empurrou Pelegrino para 18 por cento, certamente pondo isso à conta dos primeiros dias de propaganda eleitoral “gratuita” no rádio e televisão. A propaganda do petista parece eficiente e seu tempo é farto.

Esse quadro estaria apontando, e muito cedo, para uma polarização entre as candidaturas de ACM Neto e Pelegrino. No caso deste último levando-se em conta, para admissão da tese, das poderosas forças políticas e governamentais que apoiam o petista. No caso do primeiro, considerando seus índices de intenção de voto e uma espontânea e ampla receptividade demonstrada por largas faixas da população.

No entanto, vale a ressalva de que o desempenho de Pelegrino do início de agosto até o dia 27, quando foi encerrado o trabalho de campo do Vox Populi – o intervalo entre a conclusão desse trabalho e a divulgação da pesquisa foi maior do que o razoável e cria condições para apresentação de resultados já defasados – não chegou a ser brilhante. Dos 13 por cento de meados do mês para os 18 por cento do dia 27 até parece um bom progresso, mas se considerado o degrau em que estava no início do mês, o andar foi de jabuti, ainda que para a frente.

Como as pesquisas por amostragem, incluindo as eleitorais, ainda não são uma ciência exata, será necessário esperar mais uns dez dias para se ter uma idéia menos insegura do rumo da campanha e do impacto da propaganda no rádio e televisão.

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