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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE E NA TV GAZETA

Bob Fernandes

Depois de tanto barulho, o deputado João Paulo Cunha já está condenado. Os votos dos ministros Cezar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello selaram o destino do ex-presidente da Câmara dos Deputados. A reação foi imediata.

À repórter Marina Dias, da revista Terra Magazine, aliados de João Paulo cobraram sua renúncia ainda na quarta-feira, 29. Renúncia à candidatura a prefeito de Osasco, pelo PT. Um dos aliados disse que já há dez dias o deputado não aparece no comitê de campanha.

A condenação do ex-presidente da Câmara indica uma óbvia tendência do Supremo Tribunal. Tendência por duríssimas condenações de réus do chamado “mensalão do PT”. Enquanto no Supremo Tribunal Federal segue o julgamento, arrasta-se no Congresso a CPI do Cachoeira.

O experiente senador Pedro Simon (PMDB-RS) assim definiu em que pé anda a CPI: “Depois dos partidos terem feito acordos (de quem e até onde irão investigar) agora são facções dos próprios partidos que precisam fazer acordos”.

Simon referia-se a indiretas do ex-diretor da Dersa no governo José Serra, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, a quem apelidaram de “Paulo Preto”. Paulo, rodado no setor, saiu-se bem no depoimento à CPI. Mas não o suficiente para acabar com as dúvidas quanto a milionários aditivos das obras do Rodoanel e da marginal do Rio Tietê.

Paulo Souza deu indiretas para os que um dia pensaram em “abandonar um líder ferido à beira da estrada”, palavras dele, mas só escorregou mesmo diante de uma pergunta. Confrontado com uma entrevista sua, na qual dizia ter ido para a Dersa porque o “mercado (as empreiteiras) queria fazer a marginal” Tietê, Paulo confirmou a entrevista.

Isso é grave. Tão grave quanto Luis Antônio Pagot, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), confirmar ter feito um pedido a empreiteiras, em 2010, de doações para a campanha de Dilma Rousseff. Não importa se as doações foram legais, como afirma Pagot. O pedido em si já é grave.

A CPI sinaliza acordos, o Supremo sinaliza duríssimas condenações. Hora de pensar no futuro, de pensar nessa espécie de “Operação Mãos Limpas”. O relator do caso “mensalão do PT”, ministro Joaquim Barbosa, já pensa no futuro.

Disse Barbosa à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, estar “atento” ao que se chama “mensalão mineiro”, que envolve líderes do PSDB. Processo que também o tem como relator. O ministro diz que o risco de “prescrição” do “mensalão do PSDB de Minas” -que é de 1998- é maior do que era o do “mensalão petista”.

Joaquim Barbosa, justamente festejado por seu trabalho, disse a interlocutores, e a colunista publicou, que tudo relativo ao caso petista sempre foi aprovado por unanimidade no Supremo Tribunal Federal. Mas, disse também a interlocutores e relata à colunista, que tem encontrado “dificuldades” para fazer andar no Supremo Tribunal o caso do “mensalão” do PSDB.

Disse ainda Joaquim Barbosa que, quando provocado por repórteres a falar do “mensalão petista”, costuma indagar aos jornalistas:

– E sobre o outro mensalão, o mineiro, vocês não vão perguntar nada?

Segundo Barbosa, a resposta à sua provocação são “sorrisos amarelos”.

Encerra o festejado ministro Joaquim Barbosa:

– A imprensa nunca deu bola para o mensalão mineiro.

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Comentários

ISA on 31 agosto, 2012 at 18:15 #

Este rapaz está ficando chato e repetitivo com a desqualificação do processo de mensalão( provado que o relatório do MP esta´correto) querendo desviar o foco p/ o que ele maldosamente chama de mensalão de Minas, privataria tucana. Será q. êle se esqueceu da nobre missão do jornalista em nã escamotear a vedade?


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